Terça-feira, 26 de Outubro, 2021
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O Clube


Conhecidas as propostas do governo para o Orçamento de Estado, verifica-se que o sector dos media continua a ser o “parente pobre”, sem atrair medidas de reanimação capazes de corrigirem e de equilibrarem o plano inclinado em que se encontra a maioria das empresas jornalísticas, já periclitantes antes de serem fortemente flageladas pela pandemia.
O Sindicato dos Jornalistas lamenta-o e estranha que o OE ignore “completamente as dificuldades da comunicação social”. As associações do sector, como é o caso do CPI, certamente não menos.
O documento é omisso em medidas de apoio, que possam contribuir para inverter o declínio das vendas de jornais e revistas, sem pôr em causa a independência das publicações.
O bom jornalismo não precisa de ser subsidiado, mas implica redacções ágeis e com capacidade de resposta, que não dependam das redes sociais para medirem a realidade.
Com as contas no “vermelho”, as empresas editoriais não dispõem , contudo, de meios nem de condições propícias ao investimento, por exemplo, na reportagem de investigação.
Os jornalistas saem cada vez menos e a pandemia, com o teletrabalho, mais acentuou esse défice de contacto com o exterior.
É impossível não concordar com o SJ quando este defende várias medidas, como a criação de um voucher de 20 euros por agregado familiar para assinaturas ou compra de jornais e revistas, o desconto do IVA de produtos de media no IRS e a oferta de jornais ou de uma assinatura digital a todos os jovens que completem 18 anos.
Salva-se apenas a digitalização, a única que tem verbas disponíveis no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). É importante. Mas não é exclusivamente por aí que se salvam os media em sérias dificuldades, que lutam pela sobrevivência. E que são um pilar da democracia. Eis um debate urgente ao qual nos associamos.


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Opinião
O jornalismo está de parabéns. O Nobel da Paz atribuído a dois jornalistas, Maria Ressa e Dmitry Muratov, uma filipina e um russo, premiou uma incansável e corajosa luta pela liberdade de expressão nos seus países, com risco da própria vida. São um exemplo. Foi necessário passar quase um século para um Nobel da Paz caber novamente a jornalistas, que pugnam pela sobrevivência do jornalismo sério e independente,...
O que une radicais de direita e de esquerda
Francisco Sarsfield Cabral
Contra o que frequentemente se julga, um radical de direita não está a uma distância de 180 graus de um radical de esquerda. Ambos partilham um desprezo pela democracia liberal, que consideram um regime político “mole”, sem “espinha dorsal”. Não aceitam que quem pense de maneira diferente da nossa não seja um inimigo a abater.  No passado dia 1 a Eslovénia sucedeu a Portugal na presidência semestral da UE....
Uma das coisas que mais me intriga e cansa no jornalismo que se faz atualmente em Portugal é a ausência de sentido crítico, a incapacidade de arriscar e de fazer diferente. Estão todos a correr para dar as mesmas notícias e fazer as mesmas perguntas. E, quando conseguem o objetivo, ficam com a sensação de dever cumprido.Vem isto a propósito da não notícia que ocupa lugar diário nos títulos da imprensa, dos...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...
Breves
Júlio Magalhães na CNN

O jornalista Júlio Magalhães é a mais recente confirmação na equipa do canal informativo CNN Portugal, que irá iniciar as emissões em 22 de Novembro.

“O jornalista traz o seu carisma e empatia com o público para o novo e mais ambicioso projecto de informação do país”, apontou a Media Capital em comunicado.

Ao longo do seu percurso profissional, Júlio Magalhães chegou a ser director de informação da TVI, tendo depois transitado para o Porto Canal, onde ocupou o cargo de director-geral. Nos últimos tempos, integrava a equipa das manhãs da Rádio Observador.

Entre as contratações confirmadas nas últimas semanas para a CNN Portugal estão, também, Judite Sousa, Ana Guedes Rodrigues (ex-RTP), André Neto de Oliveira (ex-Sport TV), e Diana Bouça-Nova (ex-RTP).

Rádio britânica

Com o desenvolvimento de novas tecnologias e da Inteligência Artificial, os cidadãos de todo o mundo passaram a ter acesso a “robots caseiros”, que têm vindo a substituir, progressivamente, outros aparelhos electrónicos, como os rádios.

Esta realidade está, contudo, a preocupar as empresas mediáticas, que consideram que algumas empresas, como a Amazon, estão a aproveitar-se, de forma abusiva,dos seus produtos áudio.

Isto porque, conforme apontou o jornal de “Guardian”, é possível que estas empresas estejam a recolher os dados dos ouvintes, analisando as suas preferências e desenvolvendo novas campanhas de publicidade.

Como tal, o governo britânico está a ponderar a criação de novas normas reguladoras, a fim de proteger os interesses das estações de rádio nacionais.

Assim, as estações de rádio pretendem, por exemplo, que as empresas tecnológicas deixem de poder incluir os seus próprios anúncios, interrompendo as emissões, sem o consentimento das empresas.

Novas ferramentas no Pinterest

O Pinterest vai lançar novas ferramentas de "bem-estar emocional", como forma de colmatar os sentimentos negativos que têm vindo a ser associados às redes sociais.

Neste sentido, aquela plataforma -- conhecida pelas suas imagens “inspiradoras” -- irá incentivar os seus utilizadores a interagirem uns com os outros, e a participarem em desafios de “Halloween”, com o objectivo de criar uma “comunidade”.

Além disso, os internautas terão, agora, a possibilidade de publicar vídeos.

Através destas novas propostas, o Pinterest, que tem cerca de 400 mil utilizadores, espera impulsionar o seu crescimento, e competir, directamente, com outras redes sociais em voga, tais como o Tik Tok.

De forma a promover a utilização das suas novas ferramentas, o Pinterest irá, ainda, lançar um fundo de 20 milhões, para financiar a criação de novos conteúdos.

 

Bolsa de fotojornalismo

A Photographic Social Vision Foundation anunciou a 3ª edição da Bolsa Joana Biarnés para Jovens Fotojornalistas, em homenagem à primeira mulher fotojornalista espanhola.

O objectivo da bolsa é apoiar o desenvolvimento profissional de jovens fotojornalistas, entre 18 e 35 anos, que “se identifiquem com as preocupações, talentos, princípios e valores do melhor jornalismo visual”.

Poderão candidatar-se, até 20 de Dezembro, fotojornalistas portugueses radicados em Espanha, cujas propostas serão avaliadas por um júri especializado, que atribuirá uma bolsa de 8 mil euros ao profissional, ou equipa seleccionada.

Os interessados deverão consultar o regulamento da Bolsa no “site” da “APM”

 

Distribuição de imprensa

O principal Grupo de impressão de jornais diários em França, a Riccobono, finalizou o processo de aquisição da Proximy, a rede de entrega de jornais e revistas da empresa de “media” Les Echos-Le Parisien.

Anteriormente detida pelo “ Parisien” e pelo “Viapost”, a Proximy é a principal empresa de distribuição de imprensa nas regiões de Ile-de-France e Oise. Trabalha com todos os diários nacionais e cerca de quarenta revistas, e empregando cerca de 1600 colaboradores.

Assim, com este negócio, a Riccobono veio reafirmar a sua intenção de criar um Grupo industrial dedicado ao formato em papel.

Conforme apontou o jornal francês “Le Figaro”, as sinergias que resultarão desta operação visam beneficiar toda a indústria, através do reforço dos recursos dedicados à distribuição da imprensa.

"Através deste projecto, queremos abrandar a erosão das vendas de papel da imprensa, e manter o acesso à informação de qualidade para o maior número possível de leitores” , garantiu a Riccobono em comunicado.

Agenda
01
Nov
The African Investigative Journalism Conference
10:00 @ Joanesburgo, África do Sul
02
Nov
Global Investigative Journalism Conference
10:00 @ Evento "Online" da GIJN
18
Nov
22
Nov
28
Nov
LinkedIn para Jornalistas
10:00 @ Cenjor
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Com a era digital, vários jornais passaram a apostar nos conteúdos “online”, recorrendo às “paywalls” para obter receitas.

Este novo modelo de negócio foi introduzido um pouco por toda a Europa, incluindo na Finlândia, onde o jornal “Helsingin Sanomat” conta com a subscrição de 48% de todos os assinantes de produtos noticiosos do país.

Conforme apontou Hanaa Tameez num artigo publicado no “Nieman Lab”, o "Helsingin Sanomat” foi fundado em 1889, quando a Finlândia ainda integrava o Império Russo. Agora, este jornal é detido pelo Grupo Sanoma, que controla 40 outras marcas mediáticas naquele país.

Em 2016, continuou Tameez, os editores do “Helsingin Sanomat” chegaram à conclusão de que a “paywall” não estava a obter os resultados esperados.

Por isso mesmo, os responsáveis por aquela publicação começaram a analisar o tipo de conteúdos que deveriam ser exclusivos para subscritores e, em vez de os assinalarem com um “cadeado”, passaram a identificá-los através de um “diamante”.

“O símbolo do cadeado passou a ser reconhecido mundialmente enquanto um identificador da ‘Paywall’”, disse o editor-executivo, Kaius Niemi, em entrevista para o “Nieman Lab”. “Sentimos, contudo, que o cadeado não simboliza valor acrescentado no jornalismo, ou ‘storytelling’ avançado. Por outro lado, acaba por ter uma conotação negativa, já que fecha a porta a um potencial subscritor. Os diamantes, por sua vez, ilustram o trabalho árduo dedicado a cada história”.

Graças a estas iniciativas, a equipa editorial daquele jornal finlandês percebeu que estava a apostar em temáticas que não chamavam a atenção dos leitores, e decidiram investir em artigos sobre sociedade, cultura e “lifestyle”.

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As audiências valorizam a imparcialidade no jornalismo, e justificam a convicção de que os artigos noticiosos e as colunas de opinião devem ser, claramente, distinguidas, aponta o estudo The Relevance Of Impartial News In A Polarised World, encomendado pela Universidade de Oxford.

De acordo com este relatório -- que contou com 52 participantes, provenientes da Alemanha, do Brasil, dos Estados Unidos e do Reino Unido -- a informação objectiva e a contextualização devem estar no centro de qualquer formato noticioso.

Neste sentido, os participantes do estudo alertaram para o facto de as peças noticiosas e as colunas de opinião não serem facilmente identificáveis em formatos “online”, ao contrário do que acontece nas publicações em formato de papel.

“As audiências valorizam a opinião como um suplemento dos factos, mas, na sua generalidade, querem que a informação objectiva seja estabelecida em primeiro lugar. O público preocupa-se, também, com a mistura destes dois formatos”.

Os jornais assumem-se, assim, como a fonte noticiosa mais fiável, embora alguns leitores mais jovens considerem que estas publicações transmitem “ideais conservadores”, com os quais não se identificam.

Por outro lado, os participantes afirmam que as redes sociais não são boas fontes noticiosas, já que os seus algoritmos dão prioridade aos artigos de opinião, sem que estes estejam identificados como tal.

“Nas redes sociais, torna-se difícil distinguir entre notícias e a opinião, devido à falta de pistas. Algumas pessoas consideram que isto é um problema”, indica o relatório. “Alguns temem que o conteúdo de opinião esteja a contaminar as notícias. Outros assumem, simplesmente, que a opinião é uma característica inerente a estas plataformas”.

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O Reuters Institute for the Study of Journalism lançou, recentemente, a rede Oxford Climate Journalism Network, cujo principal objectivo é ajudar os profissionais dos “media” a melhorarem a cobertura noticiosa sobre as alterações climáticas.

Ou seja, a Oxford Climate Journalism Network pretende ajudar os jornalistas a contextualizarem as alterações climáticas como uma consequência de questões sociais, económicas e financeiras, e não enquanto um fenómeno isolado.

Por isso mesmo, os seus membros poderão usufruir de acções de formação junto de especialistas mundiais, e terão acesso a "fóruns" de discussão, em que serão convidados a trocar ideias e impressões com os seus colegas.

Da mesma forma, os membros desta rede jornalística poderão aceder, durante seis meses, a materiais informativos sobre os principais desafios na cobertura noticiosa das questões ambientais.

A Oxford Climate Journalism Network quer, assim, implementar mudanças significativas no “modus operandi” de centenas de jornalistas em todo o mundo, para que estes promovam uma nova forma de abordar as alterações climáticas nos “media”.

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O panorama dos “media” comunitários tem sido debatido por diversos especialistas em informação, que se dizem preocupados com a situação financeira destes títulos, e com o surgimento de “desertos noticiosos”.

Contudo, conforme foi apontado numa crónica publicada no “Frankfurter Allgemeine”, este cenário parece não ser aplicável a todos os países, já que, em Espanha, as publicações regionais e locais são consideradas as “verdadeiras estrelas jornalísticas”.

Aliás, de acordo com o autor do texto, Paul Ingendaay, “em todas as partes da Espanha, excepto Madrid e Barcelona, os melhores jornais são aqueles que têm raízes comunitárias, já que formam a opinião pública, e representam 80% de todo o mercado mediático”.

“Enquanto noutros países o poder dos ‘media’ é monopolizado pela imprensa nacional, em Espanha acontece o contrário”, continuou Ingendaay. “O Grupo Vocento, por exemplo, que agrupa dez jornais regionais, [...], é considerado poderoso por dar destaque às características singulares de cada publicação”.

Desta forma, prosseguiu Ingendaay, os títulos regionais estão a conquistar novas audiências, enquanto a imprensa nacional segue caminho oposto.

Ora, o “El País”, que, em tempos, contava com uma circulação de 400 mil exemplares, fica-se, agora, pelos 70 mil.

Por sua vez, o “La Vanguardia” dedicado à cidade de Barcelona, apresenta uma circulação satisfatória para qualquer título regional, com uma média de 53 mil exemplares vendidos diariamente.

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A BBC desenvolveu um protótipo de um "robot" tradutor, o Frank, que deverá ajudar os correspondentes internacionais a escreverem peças noticiosas em diferentes idiomas.

Conforme noticiou o “Laboratorio de Periodismo”, o Frank irá traduzir os textos da BBC para a língua seleccionada por cada jornalista, que ficará, depois, incumbido de editar e adaptar o conteúdo.

Através desta nova ferramenta, que foi desenvolvida através de tecnologias de Inteligência Artificial e “machine learning”, a BBC visa ultrapassar barreiras linguísticas, e disponibilizar todos os seus conteúdos no maior número de idiomas possível.

O nome “Frank”, explicou a BBC num comunicado citado pelo “Laboratorio de Periodismo”, “é a abreviação de ‘língua franca’, um idioma comum usado por pessoas que não têm a mesma língua materna”.

A BBC já havia desenvolvido um protótipo anterior, o Live Page Translation , que agrega e traduz as actualizações de notícias curtas. As conclusões retiradas durante a criação desta máquina foram, depois, aplicadas no protótipo do Frank.

Ficou, assim, determinado que o Frank utilizaria dois serviços de tradução automática para melhorar a confiabilidade: o Amazon Translate, e o serviço de projecto colaborativo do News Labs Global Under-Resourced Media Translation (GoURMET).

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As redes sociais Tik Tok, Twitch e Telegram têm vindo a ganhar popularidade em Portugal, onde registaram um crescimento significativo no último ano, de acordo com o estudo “Os Portugueses e as Redes Sociais” realizado pela Marktest.

Desta forma, indica o relatório, embora o Facebook continue a ser a rede social com maior notoriedade, o Tik Tok é a plataforma que mais cresceu desde 2020.

Ainda assim, os dados recolhidos identificam o Facebook como a rede social com mais referências espontâneas por parte dos inquiridos, ao ter sido identificada por 98,5% dos portugueses.

Este valor, indica a Marktest, “representa uma ligeira quebra face aos 99,6% de notoriedade verificados em 2020 e encurta a distância em relação à segunda rede mais citada, o Instagram”.

Na terceira posição continua a surgir o Twitter, com um índice de notoriedade espontânea de 57.5%, enquanto o TikTok, que foi analisado pela primeira vez em 2020, sobe ao quarto lugar com 32.2% de referências, o que, segundo o estudo, vem confirmar “a clara tendência de crescimento que vem apresentando no nosso país”.

A fechar o “top 5 “das redes sociais com maior notoriedade espontânea está o WhatsApp, com 27.5% das referências.

Ao nível da utilização das plataformas, o estudo demonstra que os portugueses têm, em média, contas criadas em seis redes sociais, duplicando a média verificada em 2011, primeiro ano do estudo.

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A “newsletter” de entretenimento “Dirt” tornou-se o primeiro produto informativo a obter as suas receitas através de NFTs (Non-fungible token), em detrimento do modelo de subscrição.

Ou seja, conforme explicou Brian NG num artigo publicado no “Nieman Lab”, a “Dirt” associa os seus conteúdos a “blockchains”, que podem ser adquiridas pelos leitores.

Desta forma, os consumidores têm a possibilidade de comprar produtos informativos exclusivos, guardá-los enquanto uma “lembrança da internet”, ou vendê-los a outros utilizadores interessados.

“Os nossos NFTs são como ‘lembranças digitais’, que podem ser trocadas, vendidas e utilizadas para obter acesso a outros conteúdos”, explica a “Dirt” no seu “website”. “Ao comprarem um NFT, além de apoiarem o nosso trabalho, os utilizadores passam a poder tomar algumas decisões sobre o futuro da publicação”.

Contudo, esta não é uma modalidade obrigatória, já que a “newsletter” pode ser consumida de forma totalmente gratuita. Desta forma, os produtos da “Dirt” são comprados, sobretudo, por apoiantes dos modelos de “blockchain” e da “criptomoeda”.

Ainda assim, a “newsletter” tem apresentado bons resultados financeiros, somando mais de 30 mil dólares em vendas de NFTs em pouco mais de um ano.
Com isto, a “Dirt” tem conseguido assegurar o pagamento de todos os seus colaboradores, que recebem cerca de um dólar por palavra. Além disso, estes profissionais têm a possibilidade de receber o seu vencimento em “criptomoeda”.

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Os “media” italianos começaram, nos últimos anos, a basear a sua agenda noticiosa em questões políticas e em assuntos “cor-de-rosa”. Quem o garante é a jornalista Dora Nunes que, em entrevista para o “Observatório da Imprensa”, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria, falou sobre a sua experiência profissional naquele país.

Dora Nunes, que colabora, actualmente, com a editora italiana In Pagina, é licenciada em jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Depois de ter trabalhado em Inglaterra e em Espanha, radicou-se em Itália, com o objectivo de “tirar um ano sabático”, e de ter uma experiência cultural imersiva.

Mais tarde, optou por exercer a sua profissão naquele país, onde começou por colaborar com a “newsletter” do “Integration Now,” projecto desenvolvido em parceria com o consulado brasileiro em Milão.

Agora, após alguns anos de contacto com o sector mediático italiano, Dora Nunes afirma que “o jornalismo, de uma forma geral, se baseia na polémica”.

“Mas, assim como no Brasil -- continuou -- a política é a pauta central, sobretudo nas emissões televisivas”.

Além disso, nos últimos tempos, a “crise sanitária estabeleceu-se como um tema permanente”, em os meios de comunicação.

Por ter sido o primeiro país ocidental a viver a pandemia de forma mais próxima, acho que, do ponto de vista jornalístico, a crise sanitária provocou um surto comunicativo, exigindo a maior quantidade de informação possível para que os cidadãos pudessem perceber o que se passava”, disse.

O que há de novo

Em 2020, o “New York Times” iniciou uma nova aposta no mercado dos “podcasts”, ao reforçar a sua oferta áudio, e ao adquirir os direitos de emissão de alguns programas já estabelecidos.

Desta forma, o jornal nova iorquino conseguiu distinguir-se enquanto precursor deste novo formato informativo, disponibilizando conteúdos para todos os gostos.

Agora, com o objectivo de inovar a sua própria oferta e de melhorar os seus produtos, o “NYT” lançou uma plataforma agregadora dos seus “podcasts”.

Conforme apontou Sarah Scire num artigo publicado no “Nieman Lab”, os “podcasts” continuarão a ser de acesso gratuito, e estarão, também disponíveis noutros serviços de áudio, como o Spotify.

O principal objectivo da nova aposta do “NYT” será, assim, fazer testes para a introdução de novos conteúdos, e receber “feedback” directo das audiências.

“Do ponto de vista estratégico, estamos interessados em descobrir quais são os hábitos que podemos promover”, disse Stephanie Preiss, directora de áudio do “NYT”.

“Os ‘podcasts’ como o ‘The Daily’ já fazem parte da rotina dos nossos ouvintes. Agora, queremos perceber que outros programas têm esse potencial. Assim, conseguiremos apurar aquilo que leva o público a subscrever os nossos serviços”.

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Este tem sido um ano difícil para a reputação do Facebook. Depois de ter sido alvo de críticas por parte do governo australiano, que denunciou a empresa por não pagar pelos conteúdos jornalísticos que agregava na sua plataforma, a rede social de Mark Zuckerberg foi acusada de ignorar a suas próprias normas éticas.

A primeira profissional a tomar iniciativa foi Sophie Zhang, uma especialista em processamento de dados e ex-colaboradora do Facebook, que, em Abril, denunciou ao “The Guardian” que a rede social era cúmplice das violações dos direitos humanos cometidas pelos governos de oito países.

No início de Outubro, foi a vez de Frances Haugen, uma ex-colaboradora da Equipa de Integração Cívica do Facebook, que acusou aquela plataforma de partilhar conteúdo prejudicial para o bem-estar das crianças e dos adolescentes.

Agora, um outro profissional, que já trabalhou para a empresa tecnológica, veio corroborar as acusações já divulgadas.

Em entrevista para o “Washington Post”, aquele ex-colaborador, cuja identidade não foi revelada, afirmou que o Facebook dava prioridade aos lucros, em detrimento da moderação de conteúdos nefastos.

De acordo com aquele jornal norte-americano, este denunciante é um antigo membro da equipa do Facebook responsável pela integridade cívica da plataforma, e já prestou declarações à SEC (Securities and Exchange Commission), a agência federal que regula e controla os mercados financeiros.

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Os jornalistas veteranos Patrick Mahé e Jérôme Bellay assumirão, respectivamente, a direcção da revista “Paris Match” e do “Journal du dimanche” ( JDD ), anunciou o Grupo Lagardère em comunicado.

Estas nomeações, explicou o jornal “Le Monde”, foram resultado da demissão de Hervé Gattegno, que dirigia o “JDD” desde 2016, e o “Paris Match” desde 2019.

Desta forma, ambos os profissionais irão regressar às publicações que já dirigiram anos antes.

Patrick Mahé, de 74 anos, ingressou no “Paris Match” em 1981, assumindo o papel de editor-executivo de 1990 a 1996. Já Jérôme Bellay, de 79 anos, foi director do “ Journal du dimanche” entre 2011 e 2016.

Na direcção do “Paris Match”, Patrick Mahé contará com a assistência de Caroline Mangez, até agora editora-executiva adjunta daquele jornal.

Assim, Mahé e Mangez ficarão, agora, incumbidos de “trabalhar em conjunto para consolidar a influência do título no panorama mediático francês”, declararam Arnaud Lagardère, CEO do grupo Lagardère , e Constance Benqué, presidente da Lagardère News, citados num comunicado enviado à imprensa.

Jérôme Bellay poderá, por sua vez, “contar com o profissionalismo e talento de Cyril Petit, que está envolvido em diversos projectos de transformação do ‘JDD’, nomeadamente na sua transição digital”.

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A GB News continua a tentar "sobreviver", após diversos contratempos e controvérsias.

Como tal, o canal informativo de orientação conservadora contratou, agora, o jornalista Mick Booker para o cargo de director editorial, com o objectivo de melhorar os seus produtos e a sua reputação.

Booker é um profissional conhecido das audiências televisivas, tendo já colaborado com a Sky News e com a BBC.

Além disso, ao longo da sua carreira, Booker já ocupou o cargo de editor do “Sunday Express”, bem como do “Daily Express”.

Em comunicado, a GB News especificou que, nas suas novas funções, Booker irá “liderar as equipas editoriais em todas as plataformas, incluindo televisão, rádio e formato digital”.

Por sua vez, o CEO da empresa, Angelos Frangopoulos disse estar confiante no instinto daquele profissional “para as histórias que realmente interessam”.

Já Booker afirmou-se feliz por “integrar um dos mais entusiasmantes projectos do jornalismo britânico”.

Lançada em Junho deste ano, a GB News comprometeu-se com uma linha editorial conservadora, e com a promoção de diálogos disruptivos, distanciando-se do “politicamente correcto”.

 

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A Associated Press (AP) anunciou que irá trabalhar com a empresa Chainlink para converter alguns dos seus conteúdos de desporto e sociedade em “blockchains”, com o objectivo de registar informações fidedignas de forma inalterável.

Conforme apontou o director de “blockchain” da AP, Dwayne Desaulniers, a Chainlink irá prestar auxílio técnico, de forma a assegurar que os conteúdos daquela agência noticiosa serão acessíveis através de aplicações e serviços especializados.

Com isto, a AP procura melhorar os níveis de confiança nos serviços noticiosos.

“O principal propósito de uma ‘blockchain’ é fazer com que a informação fidedigna passe a ter um registo seguro”, afirmou Desaulniers. “Como a AP é uma fonte importante de notícias confiáveis, consideramos que as ‘blockchains’ são uma óptima maneira de providenciar informação de qualidade a consumidores de todas as partes do mundo”.

“Acreditamos que as redes de ‘blockchain’ são uma tecnologia importante, porque exigem o nosso compromisso com a veracidade”, concluiu.

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A Vox Media criou uma plataforma de “podcasts” visuais, para que estes produtos possam ser consumidos por cidadãos com deficiências auditivas, noticiou o “site” “Nieman Lab”.

De acordo com o “Nieman Lab”, estes “podcasts” caracterizam-se por disponibilizarem “transcrições imersivas” dos conteúdos, que incluem o texto de cada programa, bem como algumas imagens, com o objectivo de ajudar os consumidores a experienciarem os produtos de forma emotiva.

O primeiro projecto incluído nesta iniciativa chama-se “More Than This” e é apresentado por Danielle Prescod, que conta histórias de pessoas que “traçaram o seu próprio caminho”, através de uma mudança no percurso profissional, ou ajudando a sua comunidade a prosperar.

“Sabemos que as transcrições são algo comum no mundo dos ‘podcasts’, mas queríamos elevar esta experiência, ao fazer uma tradução visual das emoções, ritmo e atmosfera de cada programa”, disse Annu Subramanian, produtora da Vox Creative. “Assim, estamos a transformar o ‘podcast’ num meio visual”.

De forma a melhorar o produto, a Vox trabalhou em conjunto com uma equipa de engenheiros e “designers”.

Os conteúdos visuais foram, também, testados por um grupo de pessoas com deficiências auditivas.

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O Estado colombiano foi considerado culpado pelo rapto e tortura da jornalista Jineth Bedoya, que foi capturada em 2000, durante a cobertura noticiosa da guerra civil naquele país.

Após 21 anos de investigação e julgamentos, o Tribunal Inter-Americano de Direitos Humanos reconheceu a responsabilidade do Estado pela “agressão verbal, física e sexual” daquela colaboradora dos “media”.

O veredicto foi, entretanto, celebrado pela jornalista e por diversas associações dos “media”, entre as quais a Fundação Colombiana para a Liberdade de Imprensa (FCLI), que providenciou assistência legal durante todo o processo.

“Esta decisão estabelece um bom precedente, que irá recordar o governo de que não pode ignorar a violência contra a imprensa”, disse o presidente da FCLI, Jonathan Bock, citado pelo “Guardian”. “Isto também ajudará a sociedade e as mulheres jornalistas a alertarem para a violência de género”.

Conforme recordou o “Guardian”, Bedoya foi raptada em 25 de Maio de 2000, junto a uma prisão de Bogotá, onde se encontrava para entrevistar um líder paramilitar. A jornalista terá sido drogada e levada para fora da cidade, onde foi torturada.

Depois de as autoridades se terem demonstrado incapazes de investigar o ataque, Bedoya começou a implementar as suas próprias medidas, obtendo o apoio da FCLI e do Centro para a Justiça e Legislação Internacional (Cejil, na sigla inglesa).
De acordo com os relatórios da Freedom House, a Colômbia é um país parcialmente livre, onde os jornalistas são, frequentemente, alvo de perseguição e violência.

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O jornalista e historiador Germano Silva publicou um novo livro dedicado ao Porto, estando, ainda, a preparar uma exposição dedicada à mesma cidade, com documentos do seu arquivo pessoal.

Em “Porto: As Histórias que Faltavam”, Germano Silva reuniu “algumas das mais sugestivas pequenas histórias da grande História” daquela cidade, incluindo um texto inédito, que dá a conhecer o Porto de 1931, ano do seu nascimento.

“Esta cidade é muito importante”, insistiu aquele autor, que tem no Porto a “sua casa emprestada”, já que nasceu em Penafiel.

"As pessoas que me acompanham nos passeios e que sempre esperam pelos meus livros de crónicas é que estavam sempre a pedir-me para publicar as histórias que faltavam. Daí o título", explicou o autor, citado pelo “Jornal de Notícias”.

"Cada pedra, cada rua, cada praça, cada esquina e cada casa são testemunhos do passado, que devemos preservar", concluiu o historiador.

Já através do acervo que está a preparar -- recolhido em muitos anos de leilões, de frequência de antiquários e do exercício do jornalismo -- Germano Silva pretende ajudar a recordar os acontecimentos mais marcantes da histórias portuense.
São livros, apontamentos, monografias , actas, facturas de instituições públicas, cartazes, recortes de jornais e tantos outros testemunhos históricos, alguns a remeter aos séculos XVII e outros relacionados com as lutas do Porto liberal, no século XIX.

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