Sexta-feira, 20 de Setembro, 2019
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O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
O chamado “jornalismo de causas “  voltou a estar na moda. E sobram os temas:  a “emergência climática”,   assumida por António Guterres enquanto secretário geral da ONU,  numa capa caricata da “Time”;  o “feito” de uma adolescente nórdica,   que atravessou o Atlântico num veleiro de luxo -  a pretexto de assim  reduzir o impacto ambiental -, para participar...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
Uma das coisas em que a informação sobre o mercado publicitário português peca é na análise das contas que são ganhas pelas agências de meios aqui em Portugal. Volta e meia vejo notícias do género a marca X decidiu atribuir a sua conta de publicidade em Portugal à agência Y. Quando se vai a ver, o que aconteceu é que a marca internacional X decidiu num qualquer escritório em Londres, Paris ou Berlim,...
Breves
Nouvelle veg lança revista

O site Nouvelle veg lançou "a primeira revista francesa de estilo de vida feminista universalista e vegetariana". A revista em papel é um “desdobramento” do on-line , e reúne conteúdos relacionados com temas como moda, beleza, turismo, viagens, entre outros. A revista quer ser "a incubadora de laboratórios mag e portadora de novas iniciativas e alternativas emergentes".

Facebook ajuda imprensa francesa

O Facebook lançou recentemente um programa de aceleração, no valor de 2 milhões de euros, para ajudar a imprensa local e regional francesa. O objetivo é ajudar os editores a desenvolver modelos de negócio que lhes tragam mais assinantes. Durante cerca de dois meses, as equipas do Facebook vao estar a trabalhar com 11 editores de imprensa francesa e belga. Durante esse período, a gigante dos EUA fornecerá ferramentas, recursos e treino aos media, permitindo que estes aumentem o seu público digital, promovam a sua marca e obtenham novas assinaturas.

Covering Climate Now

Jornalistas de todo o mundo vão reunir-se em torno de um projecto inédito sobre a crise climática. Os fundadores do projecto Covering Climate Now, os jornalistas norte-americanos Mark Hertsgaard e Kyle Pope, declararam recentemente que “ nenhum outro problema coloca maiores desafios e ao mesmo tempo mais oportunidades”. Assim, juntaram 250 órgãos de comunicação social, entre jornais, rádios, televisões, blogues, podcasts espalhados pelo globo: Japão, Nova Zelândia, Reino Unido, Portugal, Espanha, Alemanha, África do Sul, EUA.Para além destes meeios, ambém cientistas, universidades, jornalistas freelance, se uniram à iniciativa comprometendo-se todos, a publicar trabalhos sobre alterações climáticas ao longo da semana que antecede a realização da Cimeira para a Acção Climática da ONU, que terá lugar a 23 de Setembro em Nova Iorque.

Antena 1 em prémio de jornalismo

A Antena 1 é, este ano, o único órgão de comunicação social português que se encontra entre os finalistas na edição deste ano do Prémio de Jornalismo Gabriel Garcia Márquez . A reportagem candidata, “Com Olhos de Ouvir” , assinada pela jornalista Rita Colaço e com sonoplastia de Paulo Castanheiro, a reportagem resulta de uma co-produção da rádio pública e do iNova Media Lab e recorre ao som 3D para contar a história de Telmo, “um jovem que cegou há três anos e que reaprendeu a ver o mundo ‘com olhos de ouvir’”. Segundo o site M&P, este trabalho é um dos 10 finalistas na categoria de Inovação, e disputa o prémio com outros projectos ibero-americanos apurados entre mais de 1700 trabalhos. Os vencedores serão conhecidos no início do próximo mês de Outubro, numa cerimónia que terá lugar em Medellín, na Colômbia.

Nova rádio dedicada ao desporto

A Rádio Estádio, inteiramente dedicada ao desporto, vai surgir ate ao fim do ano. A grelha irá privilegiar comentários, debates e relatos.

Um investimento de três milhões de euros e uma equipa prevista de 24 pessoas, vão ser a génese da Estádio, adiantou à Lusa o director e empresário Bruno Costa Carvalho,  que afirmou: “A rádio é um meio muito ágil e grande produtor de notícias”

A estação vai ter, também, uma página online e uma app. Tudo estará disponível antes do final deste ano.

 

Agenda
23
Set
Radio Broadcasters Convention of Southern Africa
09:00 @ Johannesburg, África do Sul
24
Set
Radio Show
09:00 @ Hilton Anatole, Dallas, EUA
07
Out
14
Out
Mipcom
09:00 @ Cannes, França
Connosco
Galeria

Há muitos profissionais seniores  que foram afastados  das redacções nos últimos anos, mas os mais jovens, recém saídos das universidades, não foram também poupados.

Se  juntarmos a experiência dos antigos repórteres com a facilidade dos mais jovens no manejo das  novas tecnologias, teremos a receita ideal para assegurar a cobertura jornalística adequada a um preço baixo.

A crise de emprego exige organização, e  não se pode deixar escapar nenhuma oportunidade   oferecida   a quem queira  continuar na profissão,  como defende Carlos Wagner, no artigo publicado no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual o  CPI mantêm um acordo de parceria.
Segundo o autor, já não é possível encontrar um emprego fixo nas redacções dos grandes jornais, rádios ou televisões. Por isso,  exige-se aos mais jovens  que criem o seu próprio emprego.

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Os editores  são essenciais para a orientação das redacções  no quadro de  um jornalismo de soluções. Podem influenciar a mentalidade dos jornalistas responsáveis, a ponto de mantê-los motivados e orientados para alcançar   objectivos comuns.

Num trabalho publicado pela Fundação Gabo,  elaborado com base na   Rede de Periodismo de Soluciones, são apresentadas seis directrizes, para acompanhar os jornalistas na transição.

O primeiro tópico, trata da escolha dos líderes nas redacções, onde é salientada a importância de existir uma figura forte que possa inspirar, mobilizar e manter o foco da equipa.

No segundo tópico, chama à atenção para a criação de novos hábitos de modo a não dar margem a desvios, mesmo perante a pressão de notícias de última hora.

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A transacção de dados pessoais fornecidos pêlos utilizadores da Internet, transformou-se num negócio bastante lucrativo do chamado “capitalismo de vigilância”.

No centro desta actividade estão dois gigantes tecnológicos, a Google e o Facebook, que  se vêem já a braços com um conflito que discute  a legitimidade das suas acções.

O termo, “capitalismo de vigilância”, foi criado por especialistas académicos para identificar um novo modelo de negócio, explica Carlos Castilho, num trabalho publicado no Observatório de Imprensa do Brasil, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria.
A face mais visível desta guerra são as fake news, onde o Facebook é o actor principal,  devido à interactividade dos seus utilizadores. Mas, segundo o autor,  “o ícone principal do “capitalismo de vigilância” é a empresa Google, hoje detentora da maior massa de informações sobre pessoas já reunida na história da humanidade”.

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O Verão tem sido propenso a grandes movimentações relacionadas com  o controlo  de alguns dos maiores conglomerados da media nos EUA e na Europa.

Nos EUA, a Gatehouse, propriedade do New Media Investment Group, comprou 50,5% da Gannett e colocou no comando o seu CEO, Mike Reed.

O novo Grupo  passa a responder por  260 jornais e mais de 300 revistas semanalmente, incluindo o terceiro matutino mais lido jornal do país, o USA Today, com 1,2 milhões  de leitores diários e 125 milhões de visitas diárias ao seu site.O valor da transação  andou á volta de 1,4 mil milhões de dólares, o que representa uma fracção do valor desses jornais há pouco mais de dez anos.
O resultado é o aparecimento de um oligopólio da
media, conforme refere  Miguel Ormaetxea , num artigo publicado na Media-tics.

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O projecto #Colabora, do Brasil, conta com uma rede de 260 jornalistas e atinge a receita anual de um milhão e meio de Reais, revela Júlio Lubianco, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Segundo o fundador , Agostinho Vieira, (jornalista veterano, com experiência em grandes redacções,  como a do jornal O Globo e da rádio CBN), o site tem contactos de profissionais que podem eventualmente fazer um trabalho jornalístico em qualquer lugar do Brasil. “Se precisarmos de alguém que faça um vídeo no Piauí, temos, se for necessário um infográfico no Maranhão, temos”, afirmou .

A rede de jornalistas faz reportagens não apenas para o #Colabora, mas também para o #Colabora Marcas , que produz conteúdos pagos para sites institucionais de empresas.

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Notícias com impacto, que mudem o status quo, é o desejo dos leitores, investidores,   editores e repórteres. Todos sonham que isso aconteça após a publicação de um artigo.

Trabalhos  com impacto que alteraram o curso da história, como, por exemplo,  as peças publicadas pelo  jornal Washington Post, durante o caso Watergate, fazem parte da história do jornalismo.

O artigo de Christine Schmidt, publicado no Nieman Lab, refere que “o impacto pode ser medido de maneiras diferentes, dependendo da organização, do resultado em mente, e do papel da pessoa”. Mas hoje, “garanti-lo é a nova função da profissão de jornalista”.

A autora cita, a investigadora Miriam Wells, do Bureau of Investigative Journalism, do Reino Unido que afirma ter ficado frustrada com o jornalismo tradicional, porque “não importa o que escreva, não importa o quanto se agite as águas, nem sempre isso provoca a mudança".

“O jornalismo não pode trazer mudanças por conta própria, mas pode ser uma parte realmente eficaz de um movimento maior de actores e eventos".

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“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
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Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O que há de novo

Revistas como The Economist ou Private Eye, contra todas as expectativas,  estão a reinventar-se e a seguir o seu caminho.

O mercado das revistas, embora em declínio e mutação acelerada, apresenta em contraciclo alguns sucessos, afirma Miguel Ormaetxea, num artigo na Media-tics.

Em Espanha, as revistas do grupo ARI , que representam 96% da audiência, atingiram 210 milhões de contactos por via electrónica, o equivalente a um aumento de cerca de 8,5% em relação ao ano anterior. Os editores tentam monitorizar a sua influência no mundo das redes sociais e lançam novos negócios, especialmente,  na área do comércio electrónico.

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A Cofina comunicou ao mercado   que as negociações para a aquisição da Media Capital – TVI estão a decorrer de forma "muito intensa". Entretanto a CMVM suspendeu as acções de ambas as empresas enquanto aguarda informações complementares referentes ao negócio.

Nesse  comunicado a Cofina confirmou  que estão a decorrer negociações aprofundadas com a Prisa para um acordo de aquisição da Media Capital, não havendo, no entanto,  uma data para a concretização do acordo.

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Para Regis Ravanas, director geral das actividades de áudio, do grupo francês M6,  entrevistado no programa Buzz Média Le Figaro, “seria bom que as estações de rádio francesas se unissem, para criarem a sua própria plataforma, com o fim de dominarem a qualidade da transmissão, a emissão dos seus conteúdos, terem acesso aos dados e,  acima de tudo,  garantirem a transmissão”.

Ravanas  defende que a rádio deve ser transmitida em todas as plataformas, porque tanto nesta  como noutros meios de informação, o digital está a mudar tudo. “O tema da distribuição das nossas ofertas de programas e podcasts é fundamental”, afirmou , acrescentando que as rádios devem permanecer donas do seu destino.

Reconheceu ainda que embora a distribuição aumentasse, continua a não ser suficiente para as necessidades.

(Mais informação no Le Figaro)

 

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A Google, prepara-se para fazer alterações no algoritmo, para garantir maior visibilidade à informação original e de qualidade nas reportagens e jornalismo de investigação.

Vai alterar, também, as guidelines seguidas pelos classificadores de conteúdos, responsáveis por gerar o ranking de cada publicação, quer nos resultados do motor de busca quer na aplicação Google News.

As alterações estão disponíveis em Inglês, mas serão alargadas  a outros idiomas.

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Os membros da Le Monde Society, que integra  o Polo de Independência do Grupo, publicaram um apelo aos leitores, na sequência  do  texto publicado há dias pela equipa editorial.

Afirma-se  no documento que o Le Monde foi construído e desenvolvido graças a uma gestão única,  que reúne todas as partes interessadas - accionistas maioritários e o Pólo de Independência, funcionários, fundadores e leitores.

De cada vez que a independência foi ameaçada, a Sociedade dos Leitores do Le Monde, que reúne mais de 10 mil inscritos, mobilizou-se para defender os valores que garantem a qualidade da informação -  rigor, confiabilidade e profissionalismo.

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Há várias semanas que os sites noticiosos argelinos estão a ficar inacessíveis no país, sem motivo oficial à vista, conforme noticia o jornal Le Monde.

Em 12 de Junho, o co-fundador do site de notícias Tout sur l'Algérie(TSA) , recebeu um telefonema de um irmão e sócio, que o informava sobre uma queda abrupta do número de visitas ao site. Inesperadamente, após a detenção do ex-primeiro ministro, Ahmed Ouyahia, o tráfego caíra, inopinadamente, de sete mil visitas caíram para três mil.

O responsável técnico do site sentiu imediatamente que essa quebra não era acidental. A TSA já tinha sido vítima de uma ocorrência semelhante, em Outubro de 2017, quando os dois irmãos confirmaram o bloqueio do site na Argélia, que origina cerca de 70% do seu tráfego.

Então, o primeiro ministro e o departamento de Comunicação rejeitaram qualquer responsabilidade. Desta vez, porém, ninguém reagiu.

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Com vocação para ser uma “antena urbana” do Porto, a Rádio Nova festejou 30 anos de actividade, focada na componente musical de qualidade e apostada, também, na informação hora a hora e nas informações de trânsito, recusando, segundo o Publico, o mainstream.

Considerada por muitos como uma escola de jornalismo do Porto, a Rádio Nova deu os primeiros passos na frequência 98,9, aí continuando.

Ao longo do tempo, esta emissora foi substituindo a componente informativa pela rádio cada vez mais musical.

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Três empresas de clipping, a Cision Portugal, a Manchete e a Clipping, foram condenadas no tribunal de Propriedade Intelectual, no âmbito de uma acção interposta em 2013 pela Visapress, que gere os direitos de autor da generalidade da imprensa em Portugal, dando assim razão a uma reivindicação antiga do sector da imprensa portuguesa.
As empresas que digitalizam e vendem a clientes conteúdos de jornais e revistas, foram condenadas em tribunal, a pagar às publicações de onde copiam os conteúdos, o equivalente a 4,5% da facturação que obtiveram desde Dezembro de 2010 com a actividade de clipping das publicações representadas pela Visapress.

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