Quinta-feira, 19 de Julho, 2018
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O Clube
O CPI – Clube Português de Imprensa voltou a participar no Prémio  Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura,  em cooperação com a Europa Nostra, a principal organização europeia de defesa do património,  que o CNC representa em Portugal.   O Prémio foi atribuído, este ano,  à...

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Opinião
Público: uma tradição manchada
Francisco Sarsfield Cabral
No início do corrente mês de julho os leitores do diário “Público” foram surpreendidos pela notícia de que o seu diretor, o prestigiado jornalista David Dinis, se havia demitido. Por aquilo que veio a saber-se através da comunicação social e de afirmações da administradora do jornal Cristina Soares – que é a única informação que possuo – a demissão de D. Dinis ficou a...
Ao ler no centenário “Diário de Noticias” a noticia da extinção formal da sua edição em papel, de Segunda–Feira a Sábado , a partir de Julho, fica a saber-se que o seu actual director, o  jornalista Ferreira Fernandes, entrou em “oito cafés(…) a caminho do cinema S. Jorge onde decorreu a apresentação do novo jornal” e só “contou três pessoas a ler o jornal em...
Boa ideia, Pedro
Manuel Falcão
Trabalhei um pouco mais de dois anos literalmente lado a lado com o Pedro Rolo Duarte no Se7e, dividíamos a direcção. Partilhávamos uma sala onde todos os dias fabricávamos ideias para fazer ressuscitar o jornal e agitar as águas, que era uma coisa que nos entretinha bastante. Foram dois anos de intensas e produtivas discussões, de muita criatividade e de várias crises - e sempre nos apoiámos mutuamente dos ataques que...
O optimismo de Centeno
Luís Queirós
"A economia da zona Euro cresce há 20 trimestres consecutivos", disse Mário Centeno no Grémio Literário, na palestra, proferida no passado dia 22 de Maio passado, integrada no ciclo que ali decorre subordinado ao tema  "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções", uma iniciativa do Clube de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e com o Grémio Literário. O Ministro das Finanças de Portugal e presidente do...
Em meados do séc. XVIII, os parisienses que quisessem manter-se “au courant” àcerca do andamento da Guerra dos Sete Anos (iniciada em 1756) não tinham muitas escolhas. Se fizessem parte, dentre os 600 mil habitantes da capital francesa, da minoria que sabia ler – menos de metade dos homens e uma quarta parte das mulheres – e também estivessem entre os poucos privilegiados que podiam dar-se ao luxo de comprar um jornal, tinham três...
Breves
Jornalistas premiados

Dois jornalistas, da RTP e da revista Sábado, foram os vencedores dos prémios de Jornalismo na área da oncologia, instituídos pela Liga Portuguesa Contra o Cancro.

"A Minha Vida é a Tua" e "Mais Perto de uma Cura para o Cancro" foram os trabalhos distinguidos, assinados, respectivamente, por Paula Martins, (com imagem de David Araújo e edição de Dores Queirós) e por Lucília Galha.

O galardão distingue, com cinco mil euros de prémio individual, trabalhos de imprensa e audiovisual na área da oncologia.

Foram ainda atribuídas cinco menções honrosas.

Os prémios foram entregues na Casa da Imprensa.

'News IT' oferece curso gratuito

Estão abertas as inscrições para o curso de certificação de jornalistas em novas tecnologias da 'News IT'. Os jornalistas que se inscreverem podem ter livre acesso a um dos módulos sobre Introdução ao Big Data. O curso, é on-line e gratuito, e explicará a partir do zero o conceito de Big Data, bem como de todos os elementos envolvidos no trabalho com as tecnologias da informação. Para se inscrever no curso gratuito de Big Data para jornalistas, pode preencher o formulário, disponível neste link. Após a inscrição, poderá ver os vídeos e consultar os materiais de todo o curso.

Time Out lança três novos guias

A pensar na descoberta do país, aproveitando a chegada do Verão, a revista Time Out lança três edições especiais: o Guia Time Out das Melhores Praias de Portugal e o roteiro Time Out Estrada Nacional 2. O primeiro reúne num único trabalho informação essencial sobre as 200 melhores praias de Portugal Continental. O segundo pretende ser “o melhor e mais completo guia da N2”. “Temos entre nós uma das maiores e mais antigas estradas do mundo: a Estrada Nacional 2. A terceira edição especial, que chega também às bancas esta quinzena, é a Time Out Açores, que consiste num roteiro de 90 páginas dedicado ao arquipélago.

César Príncipe distinguido

César Príncipe, jornalista, escritor e poeta, recebeu recentemente a Medalha Municipal de Mérito / Grau Ouro, atribuída pela Câmara Municipal do Porto. César Príncipe nasceu, em 1942, em Vilar da Veiga (Gerês). Especializou-se em Jornalismo Político/Ciências da Comunicação/UP (Pós-Graduação). Colaborou em órgãos de informação regionais e nacionais, bem como em programas radiofónicos e televisivos. Foi redactor principal do 'Jornal de Notícias'. Como de crítico de Arte, tem diversas contribuições em catálogos, monografias e programas audiovisuais.

Summer CEmp em Marvão

O Summer CEmp, um seminário que pretende explicar em o projecto europeu,  vai realizar-se este ano em Marvão, nos dias 28, 29 e 30 de Agosto. Entre os oradores está confirmada a presença do comissário europeu, Carlos Moedas. O público-alvo do evento são estudantes de licenciatura ou mestrado em comunicação social, ciência política, ciências da comunicação ou relações internacionais. Na lista dos temas a debater estarão "o futuro da União Europeia, cultura e identidade europeias, participação política e democrática, o papel da ideologia, as eleições europeias, a solidariedade, os refugiados e o impacto da UE".

Agenda
23
Jul
30
Jul
22
Ago
Edinburgh International Television Festival
09:00 @ Edimburgo, Escócia
28
Ago
Summer CEmp
09:00 @ Marvão
01
Set
dmexco
09:00 @ Colónia, Alemanha
Connosco
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As assinaturas pagas são a “tábua de salvação” dos jornais digitais, mas cobrar pelas notícias, neste terreno, é uma estratégia difícil de implementar. Muitos meios de comunicação hesitam em dar este passo, pelo receio de perderem leitores. No entanto, dezenas de outros tiveram êxito, seguindo estratégias diferentes e, também, com diversos graus de sucesso. A FIPP  - Federação Internacional da Imprensa Periódica -  editou recentemente o seu primeiro Global Digital Subscription Snapshot, que permite consultar a tabela com os principais meios online, comparar os seus números de assinantes e preços cobrados e, assim, obter ideias úteis para os que procuram chegar ao desejado equilíbrio financeiro sem terem de perder público.

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A crise que tem atingido os meios de comunicação, nos últimos anos, com a queda constante das receitas da publicidade e a dependência incerta da adesão dos leitores, tem conduzido editores e jornalistas a apostarem sobretudo nesta segunda direcção. Reatar relações de confiança e construir “audiências leais em torno de um jornalismo de qualidade”, parece ser o único caminho sólido, mesmo que não seja fácil. Os fundamentos da próxima geração de modelos sustentáveis de receita para os media “serão contribuições directas da sua audiência, apoiados por altos níveis de compromisso dos leitores”.

Portanto, uma espécie de “contrato social”, pelo lado do meio de comunicação e dos seus jornalistas, e uma espécie de “conversão pessoal”, pelo lado dos leitores. É esta a linha desenvolvida por um recente estudo do Tow Center for Digital Journalism, da Universidade de Columbia, nos EUA, aqui comentado em artigo publicado na 36ª edição de Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

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O Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído há um ano por iniciativa do jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares e o apoio do JL – Jornal de Artes, Letras e Ideias, reparte-se, nesta sua segunda edição, por dois: um aberto a textos originais, que passa a designar-se o Prémio Ensaio da Lusofonia, e outro que mantém o título de Prémio de Jornalismo da Lusofonia, destinado a textos já publicados, em suporte papel ou digital.

Mantém-se o espírito original de distinguir trabalhos “no quadro do desejado aprofundamento de todos os aspectos ligados à Língua Portuguesa, com relevo para a singularidade do posicionamento de Macau no seu papel de plataforma de ligação entre países de Língua Oficial Portuguesa”.

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Um festival de Verão sem estrondo de altifalantes, sem música de “fogo-de-artifício”, todo baseado na palavra, na conversa em grupo ou no diálogo directo com os jornalistas presentes. Durante o fim-de-semana de 13 a 15 de Julho, cerca de 4500 inscritos animaram a terceira edição do Festival Internacional de Jornalismo organizado pelo grupo Le Monde na localidade de Couthures, em França, à beira do rio Garonne. A aldeia não chega aos 400 habitantes, mas mais de 100 voluntários ajudaram a fazer funcionar, durante três dias, um encontro de muitos debates. Como disse Gilles van Kote, jornalista de Le Monde, a intenção era precisamente a de que tudo pudesse ser posto em questão, “sem tabus”.

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Também as revistas, tanto em papel como online, sofreram com a crise da Imprensa, mas não tanto como os jornais diários. Caíram títulos, mas estão a ser editados outros, com um dinamismo que promete. Especialmente as chamadas publicações de interesse especial, ou de nicho, frequentemente relacionadas com o consumo. É este o ponto de partida de Miguel Ormaetxea, editor de Media-tics, para um artigo em que reúne dados de vários editores neste ramo, com informação sobre as últimas tendências do público e do mercado.
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Os editores dos jornais impressos “carregam agora uma mochila de duas décadas de aventura digital, e estão a dois anos de chegar à barreira que o mundo tecnológico marcou como o necessário antes e depois  - 2020”. Muitos dos editores, “animados pela controvérsia das fake news”, admitem que o futuro ainda pode estar “cheio de oportunidades, mesmo para o papel”. A revista mensal Editor & Publisher reuniu um grupo de editores dos EUA para que, à luz do relatório publicado em 2017 por The New York Times, no qual explicava os seus próprios planos para 2020, estes dissessem agora de sua justiça. Os editores consultados não trazem uma proposta muito diferente, “mas o que contam é revelador”. É esta a reflexão inicial de um texto publicado em Media-tics, sobre a próxima década da Imprensa.

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O jornal impresso tem sobrevivido às previsões de extinção e, em determinadas áreas, continua a ser o formato preferido. “Provou ser mais resiliente do que se pensava”  - afirma Mark Beare, director da agência de marketing The Publishing Partnership, na Cidade do Cabo. “Acho que houve, há três ou quatro anos, uma ‘correcção exagerada’, em que se julgou que tudo tinha de ser digital e que o impresso não tinha hipótese de sobrevivência.”
A partir deste ponto, a jornalista Aisling McCarthy assina, em MediaUpdate, uma breve reflexão sobre “Quatro razões pelas quais o papel ainda por cá continua”.

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De um lado há uma empresa a “empacotar informação apurada ao longo do dia” numa edição em papel para ser distribuída na manhã seguinte; do outro, um grupo que, além disso, abastece um site 24 horas por dia, com textos, fotos, vídeos, infografia... São duas empresas separadas? Não, é “o mesmo jornal em momentos distintos, separados por um intervalo de mais de duas décadas”. E neste processo há coisas que mudam e outras que permanecem:

“É fundamental preservar a essência, o jornalismo reconhecido como utilidade pública, a informação verdadeira e relevante para uma sociedade democrática, o trabalho de apuração e [verificação] devidamente realizado com responsabilidade por profissionais. Mas resistir ao que muda em todo o entorno profissional na era digital é, além de não se preparar para o futuro, negar o próprio presente.”

É esta a reflexão inicial de um texto publicado no Observatório da Imprensa do Brasil  - com o qual mantemos um acordo de parceria.

O que há de novo
A Comissão Europeia aplicou à empresa Google uma coima de 4,34 mil milhões de euros, a mais alta de sempre, por abuso de posição dominante, em violação das regras "anti-trust" da UE. Segundo o comunicado emitido, "desde 2011 a Google impôs restrições ilegais aos fabricantes de dispositivos Android e aos operadores de redes móveis com o intuito de cimentar a sua posição dominante nas pesquisas genéricas na Internet". Além do pagamento desta coima, "a Google deve agora cessar de forma efectiva esta conduta no prazo de 90 dias ou suportar uma coima que pode ir até 5% da média diária do volume de negócios mundial da Alphabet, a empresa-mãe da Google."
Em resposta à Comissão Europeia, fonte oficial da Google afirmou que a empresa vai recorrer: "O Android criou mais escolha para todos, não menos. Um ecossistema vibrante, inovação rápida e queda dos preços são sinais clássicos de uma concorrência robusta. Vamos recorrer da decisão da Comissão."
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 Os provedores do ouvinte e do telespectador da RTP, João Paulo Guerra e Jorge Wemans publicaram um comunicado conjunto no qual fazem seis recomendações que a RTP e a RDP devem seguir na próxima época futebolística, entre as quais “abster-se de dar a voz a todas as figuras conhecidas por fomentarem o estilo incendiário”.

De acordo com os jornalistas autores do comunicado, quando essas figuras ocuparem lugares institucionais devem “ser reduzidos ao estritamente necessário imposto pela agenda informativa”.

Segundo o mesmo texto, os provedores defendem, também, que a RTP deve “reduzir o número e a importância conferida às notícias sobre futebol nos serviços informativos” e “oferecer informação diversificada e atenta aos vários temas que marcam a atualidade”.

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Um projecto da RTP, com a colaboração do Arquivo da Torre do Tombo, do Arquivo Diplomático, do Arquivo Ultramarino, do Arquivo do Exército, da Marinha e da Força Aérea e da Fundação Mário Soares, resultou na produção de um site multimédia intitulado “Descolonização Portuguesa: Os 500 dias do fim do império.” Utilizando a documentação destes arquivos com o da própria estação pública, foi criado um acervo testemunhal que nos permite “ficarmos a conhecer e perceber melhor alguns factos que fizeram a descolonização”.

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Sem bons jornalistas, todo o esforço para convencer o público a pagar por “conteúdos” será inútil  - declarou Nemésio Rodríguez, presidente da FAPE - Federación de Asociaciones de Periodistas de España, na abertura de um curso sobre “Jornalismo no Século XXI”. Como afirmou ainda, o jornalismo de qualidade “é a única via que nos pode salvar do desastre” e deve, naturalmente, ser pago. O curso foi organizado pela Asociación de Periodistas de Cantabria, em parceria com a Universidade Internacional Menendez Pelayo.

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Afim de converter o seu Prime Video numa alternativa concorrente aos serviços de televisão paga por cabo e satélite, a Amazon sobe a parada com um receptor próprio. “A solução que Jeff Bezos encontrou é típica do menino rico: se os outros não me deixam brincar com os brinquedos deles, vou fabricar os meus.” Segundo notícia de The Telegraph, a Amazon está a preparar a sua própria smart TV  - um televisor ‘inteligente’ e com voz própria.

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A Rádio Comercial obteve pela primeira vez uma audiência acumulada de véspera (AAV) na ordem dos 18%, mantendo desta forma o estatuto de estação mais ouvida do país, de acordo com o Bareme Rádio. No entanto, a RFM foi a rádio que registou maior crescimento. A estação do Grupo Renascença Multimédia viu a sua AAV subir 1,2 pontos percentuais entre as duas vagas do estudo da Marktest, fixando-se agora nos 17,3%.

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A revista semanal britânica The Spectator fez 190 anos. Uma breve entrada sobre este percurso de quase dois séculos, na Enciclopédia Britânica, define a sua linha editorial como “moderadamente conservadora, e muito mais conservadora do que jornais maiores, com os quais partilha a eminência, como The Economist e New Statesman & Society”; afirma também que foi “um jornal sério de debate intelectual desde que foi fundado em 1828”. Em The Guardian, Andrew Collins, que se apresenta como leitor devoto da concorrente New Statesman, pergunta como pode alguém de esquerda [a leftie, no original] ler The Spectator, e responde que a revista “sabe ser erudita, imponente e espirituosa, e tem de se respeitar a sua devoção à causa”.

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Mais três jornais e uma estação de televisão foram fechados, na Turquia, por um decreto governamental emitido ao abrigo do Estado de Emergência que está em vigor desde 20 de Julho de 2016. O mesmo documento, publicado na Gazeta Oficial deste domingo, 8 de Julho, encerra também doze associações  -  acusadas, como aqueles media, de ligação a “organizações terroristas” -  e despede sumariamente mais 18.632 funcionários públicos, entre eles duas centenas de académicos, cerca de nove mil elementos da polícia e seis mil efectivos das forças armadas.

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