Terça-feira, 16 de Julho, 2019
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O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
Um relatório recente sobre os princípios de actuação mais frequentes dos maiores publishers digitais dá algumas indicações que vale a pena ter em conta. O estudo “Digital Publishers Report”, divulgado pelo site Digiday, analisa as práticas de uma centena de editores e destaca alguns factores que, na sua opinião, permitem obter os melhores resultados. O estudo estima que as receitas provenientes de conteúdo digital...
E lá se foi mais um daqueles Artistas geniais que tornam a existência humana mais suportável… Guillermo Mordillo era um daqueles raríssimos autores que não precisam de palavras para nos revelarem os aspectos mais evidentes, e também os mais escondidos, das nossas vidas – os alegres, os menos alegres, os cómicos, os ridículos, até os trágicos -- com um traço redondo, que dava aos seus bonecos uma vivacidade...
Sejam de direita ou de esquerda, há uma verdadeira inflação de políticos no activo - ou supostamente retirados - ,  “vestidos” de comentadores residentes nas televisões, com farto proveito. Alguns deles acumulam mesmo os “plateaux” com os microfones  da rádio ou as colunas de jornais, demonstrando  uma invejável capacidade de desdobramento. O objectivo comum a todos é, naturalmente,  pastorearem...
“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
Lançar notícias falsas sobre adversários políticos ou outros existe há séculos. Mas a internet deu às mentiras uma capacidade de difusão nunca antes vista.  Divulgar no espaço público notícias falsas (“fake news”) é hoje um problema que, com razão, preocupa muita gente. Mas não se pode considerar que este seja um problema novo. Claro que a internet e as redes sociais proporcionam...
Breves
Novo administrador na MCR

Salvador Bourbon Ribeiro, há 10 anos na direcção comercial da Media Capital Rádios (MCR), será o novo administrador da MCR, depois de Luis Cabral substituído Rosa Cullell, na Media Capital. Salvador Bourbon Ribeiro era o responsável da área comercial da Media Capital Rádios desde Julho de 2009, tendo estado ainda cinco anos no Global Media Group como director comercial da TSF, cargo que ocupou entre 2004 e 2009.

Luis Cabral na Media Capital

Luís Cabral, administrador da Media Capital Rádios (MCR) há 10 anos, é o nome escolhido pela administração da Prisa para suceder a Rosa Cullell, que deixa a liderança da Media Capital após oito anos à frente do grupo de media português. “A escolha para a sucessão demonstra a aposta no talento interno da Media Capital”, sublinha o grupo em comunicado, onde explica tratar-se de “uma mudança que foi preparada ao longo do último ano e que assegura uma transformação que tem vindo a ser desenhada tanto nos conteúdos de televisão como dos conteúdos digitais, e que será agora concretizada”.

“Vampirina” nova revista da Disney

Disney Hachette lançou recentemente uma nova revista da série júnior, a Vampirina. A pequena vampira de dentes pontiagudos, é a heroína da revista trimestral, destinada a jovens leitores dos 3 aos 6 anos. Com quinze páginas de jogos e histórias a Vampirina vai ter uma tiragem de 40 mil exemplares. A revista promete promover valores de tolerância, diversidade, de família e de amizade, num universo muito positivo, referiu a directora de Marketing da Disney Hachette.

Lei das “notícias tendenciosas"

A Associação Novo Macau (ANM) lançou hoje uma petição pública a insistir com o Governo para retirar um artigo de uma lei que prevê criminalizar a difusão de "notícias falsas, infundadas e tendenciosas”. Em comunicado, a associação justificou a acção com o facto de ser necessário trazer para a opinião pública um assunto que tem sido alvo de críticas de advogados e representantes da comunicação social.

"RUM" tem novas instalações

A Rádio Universitária do Minho (RUM) vai passar a emitir a partir do edifício Gnration, localizado no centro da cidade de Braga. No novo espaço, a estação de rádio contará com um café-concerto. Vasco Leão, administrador da estação de rádio, referiu que “vamos ter uma valência que sempre quisemos ter, porque sempre tivémos uma intervenção cultural muito forte, mas não tínhamos um espaço próprio para programar". O café-concerto “vai dar um novo ânimo à RUM e vai ser um novo espaço na cidade para usufruto daqueles que estão mais próximos da rádio e não só”. De acordo com o site M&P os estúdios, a redacção e a equipa de programação vão situar-se no piso zero do Gnration. No piso 1 ficará o café-concerto, com um bar, palco e infra-estruturas para concertos, showcases, apresentações de livros e conferências.

Agenda
01
Ago
Composição Fotográfica
09:00 @ Cenjor,Lisboa
21
Ago
Edinburgh TV Festival
09:00 @ Edinburgo, Escócia
27
Ago
Digital Broadcast Media Convention
09:00 @ Lagos, Nigéria
16
Set
Connosco
Galeria

A cientista italiana Fabiola Gianotti, especializada em física de partículas e, desde 2016, Directora-Geral do CERN (acrónimo da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), foi distinguida com o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2019.

“O conhecimento é como uma arte”  - afirmou Fabiola Gianotti ao agradecer a nomeação. “Ambos são as mais altas expressões da mente humana e o CERN é o lugar perfeito para as alcançar.”

“O conhecimento científico pertence a todos”  - disse ainda. “Como cientistas, devemos fazer os maiores esforços para compartilhar com a sociedade em geral as nossas descobertas e promover uma ciência aberta, acessível a todos. Ao longo das décadas, o CERN tem defendido os valores da excelência científica, ciência aberta e colaboração entre os países europeus e do resto do mundo.”

O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural foi instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura, em cooperação com a Europa Nostra, que representa em Portugal, e também com o Clube Português de Imprensa.

O Júri do Prémio deste ano atribuíu Menções Especiais a duas outras personalidades: o Director do Royal Danish Theatre,  Kasper Holten, pelo seu esforço em prol da compreensão do património cultural, e o italiano Angelo Castiglioni, que dedicou a sua vida a explorações arqueológicas e etnográficas.

A cerimónia de entrega do Prémio terá lugar no dia 25 de Novembro na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Galeria

Jornalistas e gilets jaunes  tiveram, em Couthures, o seu frente-a-frente de revisão da matéria dada. Terminado o quarto Festival Internacional de Jornalismo, o jornal  Le Monde, seu organizador, conta agora, numa série de reportagens, o que se passou neste evento de Verão nas margens do rio Garonne  - e um dos pontos altos foi uma espécie de “Prós e Contras”, incluindo a sua grande-repórter Florence Aubenas, que encontrou a agressividade das ruas em Dezembro de 2018, mais Céline Pigalle, que chefia a redacção do canal BFM-TV, especialmente detestado pelos manifestantes, e do outro lado seis representantes assumidos do movimento, da região de Marmande.

O debate foi vivo, e a confrontação verbal, por vezes, agressiva. Houve também um esforço de esclarecimento e momentos de auto-crítica.  Depois do “julgamento” final, uma encenação com acusadores (o público), réus (os jornalistas), alguns reconhecendo-se culpados com “circunstâncias atenuantes”, outros assumindo o risco de “prisão perpétua”, a conclusão de uma participante:

“Ficam muito bem as boas decisões durante o Festival. Só que vocês vão esquecer durante onze meses, e voltam iguais para o ano que vem. Mas eu volto também e fico agradecida.”

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A confiança dos franceses nos meios de comunicação tem vindo a degradar-se nos últimos cinco anos, e um inquérito muito recente só vem agravar o quadro. Segundo este estudo, da empresa de sondagens de opinião pública Ipsos, participam neste descrédito utentes de todos os suportes de informação. Só 37% dos franceses declaram a sua confiança na televisão e na rádio, e apenas 36% nas revistas e jornais impressos. 

Mais de um quarto (26%) dos cidadãos deste país prefere a informação que lhes chega de pessoas próximas, com 65% deles achando que são essas as informações interessantes, e apenas 46% a considerarem pertinentes as que são veiculadas pelos meios audiovisuais e pela Imprensa.

Segundo Le Figaro, que aqui citamos, estes números são “inquietantes”, sabendo-se que “é este o modo de pensar subjacente à difusão maciça de desinformação pelas redes sociais”  - de que foi bom exemplo o fenómeno dos grupos do Facebook no movimento dos gilets jaunes.  

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A advogada de defesa dos Direitos Humanos Amal Clooney criticou os dirigentes mundiais por falharem na protecção dos jornalistas e responderem agora com “um encolher de ombros colectivo” à questão do assassínio de Jamal Khashoggi  - durante a Conferência Global pela Liberdade de Imprensa, realizada em Londres.

Amal Clooney falava sobre o tema de que “nunca os jornalistas estiveram tanto sob ataque como agora”, e já não só na cobertura de guerras, mas também por exporem o crime e a corrupção.

Foram anfitriões da Conferência os responsáveis pelos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Jeremy Hunt, e do Canadá, Chrystia Freeland, estando presentes delegações de mais de 100 países e organizações internacionais, incluindo 60 ministros, e mais de mil jornalistas, académicos e activistas. O ministro britânico assumiu a vontade de que esta Conferência se torne anual, esperando-se que dê origem a uma coligação de governos determinados a usar a política externa como resposta a restrições do trabalho dos jornalistas.

Segundo notícia da agência Lusa, que aqui citamos do DN - Madeira, Portugal “optou não estar” nesta Conferência.

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O pensamento que prevalecia nas redacções era o de que “a Web era apenas um novo meio de comunicação, com o qual se iria conviver, ou simplesmente uma plataforma eletrónica de distribuição do jornal tradicional. Da mesma maneira que sobreviveram ao impacto do rádio e da televisão, os jornais agora sobreviveriam ao impacto da Internet”.

Mas os jornais “não entendiam as verdadeiras dimensões das mudanças que estavam por vir”. A futurologia cometia o erro de projectar a evolução do presente em vez de imaginar que todo o contexto seria bem diferente.

É preciso revisitar esses equívocos se queremos “tirar algumas lições da dolorosa experiência americana”. Um dos “futurólogos”, Roger Fidler, cunhou o termo “mediamorfose” para designar a adaptação repetitiva que conseguiria integrar a revolução digital sem vítimas. Mas Rosental Calmon Alves, responsável pelo longo texto que aqui citamos, declara que o que aconteceu foi um “mediacídio”.

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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A repressão sobre jornalistas e bloggers tem vindo a intensificar-se na Arábia Saudita, segundo a organização Repórteres sem Fronteiras, que aponta o dedo ao príncipe herdeiro,   Mohammed Ben Salman, pelas transformações que estão a ocorrer naquele país.

De acordo com os RSF, estão detidos pelo menos 30 jornalistas e bloggers, por  terem  dirigido críticas ao regime, e alguns deles terão sido torturados.

As autoridades sauditas invocam frequentemente, segundo   escreve Le Monde, as leis antiterroristas e a luta contra o cibercrime para actuar com mão pesada.

Sabrina Bennoui, responsável do escritório dos RSF para o Médio- Oriente, explicou que “se um jornalista critica uma lei ou se denuncia a corrupção ou a pobreza pode ser acusado de incitação ao caos ou à sedição, ou, ainda, de atentado contra a  segurança nacional e de deslealdade  em relação à família real”.

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Abordando a dúvida sobre o futuro do jornalismo, instalada sobre o fecho de tantos meios de comunicação e o despedimento de tantos profissionais, a jornalista Norma Couri responde que sim, que o jornalismo “tem saída” e que “a carreira vale a pena, respondendo à pergunta de pais que insistem em transformar em opacos administradores de empresas uma geração que talvez sonhasse em ser jornalista”.

É verdade que os números são desencorajadores. A autora cita os dados do livro de Rogério Christofoletti (A crise do jornalismo tem solução?)  - do qual aqui também falámos -  e recorda a “previsão” dos que anunciaram “o fim do jornalismo entre 2020 e 2043”:

“Digamos que, de todas as profissões, nenhuma foi atingida tão duramente pela crise económica causada pela tecnologia quanto o jornalismo.”

Mas cita também O mundo da escrita, de Martin Puchner, que afirma que “é a educação, não a tecnologia, que vai assegurar o futuro da literatura”  - e do jornalismo.  “No meio do caos, jornalistas criaram colectivos, enquanto donos de jornais foram buscar o antídoto no próprio veneno, captando assinaturas digitais, como The New York Times.”

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A referência à importância dos factos é explícita nos três primeiros artigos do Código Global de Ética para os Jornalistas, agora aprovado pela Federação Internacional de Jornalistas como actualização dos padrões de ética profissional já definidos na Declaração de Princípios de Conduta dos Jornalistas de 1954.

Assim, o seu primeiro ponto declara que “o primeiro dever do jornalista é o respeito pelos factos e pelo direito do público à verdade”. O segundo afirma que deve “distinguir claramente a informação factual do comentário e da crítica”, e o terceiro que deve relatar “apenas de acordo com factos de que conhece a origem”.

O texto foi aprovado durante o 30º Congresso da FJI, a 12 de Junho, em Tunes. O seu secretário-geral, Anthony Bellanger, congratula-se pela adopção do novo documento, referindo que, partindo embora dos mesmos deveres rconhecidos em 1954, “inclui também direitos, num mundo em que a profissão está a ser agredida”.

O que há de novo

Está disponível um novo album dos Repórteres sem Fronteiras, desta vez não com 100 Fotos, mas com  “100 cartoons pela Liberdade de Imprensa”.  O autor escolhido foi o caricaturista francês Jean-Jacques Sempé, apresentado como símbolo de “uma França nostálgica, tão poética como hilariante, com um humor capaz de ultrapassar fronteiras e chegar a um público universal, para lhe arrancar um sorriso... ou uma gargalhada”.

A conhecida ONG presta uma merecida homenagem a este artista, hoje com 86 anos, reproduzindo uma centena escolhida de entre os seus melhores trabalhos.  Os fundos recolhidos são destinados integralmente ao trabalho dos Repórteres sem Fronteiras, “que inclui a vigilância pela liberdade de informação em todo o mundo, a denúncia de agressões e de censura, apoio a jornalistas e meios em dificuldades, acolhimento de jornalistas exilados e fornecimento gratuito de coletes à prova de bala e capacetes”, entre outras missões.
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O que sabemos até agora, desta primeira fase da era digital, é que significa um desastre para a profissão do jornalismo, para a qualidade da informação em geral e para a desigualdade económica a nível planetário.

A maioria dos jornalistas ao serviço dos meios digitais trabalha em situação de freelance, o que significa precariedade laboral mal remunerada. Uma página Web dirigida a este nicho profissional anunciava recentemente que uma empresa procurava redactores oferecendo dois euros por cada artigo de 200 palavras, ou seja, 0,01 cêntimos por palavra.

Segundo outras páginas semelhantes, o normal, agora, é que se pague a esses freeelancers  desde 30 a 50 euros por uma peça editada de cerca de mil palavras. “Mas é frequente que se ofereçam trabalhos muito abaixo destes valores, claramente irrisórios, senão mesmo ofensivos.”

A reflexão é de Miguel Ormaetxea, editor de Media-tics.

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Entrou numa nova fase o negócio à volta das noticias na União Europeia, com uma significativa perda de empregos nos primeiros cinco meses, a pior da década, segundo escreve Miguel Ormaetxea  no jornal eletrónico Media Tics. Só a Bloomberg despediu cerca de três mil profissionais,  além da Gannett, McClatchy, BuzzFeed, Vice Media y el canal CNN.

Ao mesmo tempo, os periódicos locais queixam-se que viram desaparecer grande parte das suas receitas de publicidade.

Em Espanha a situação não é muito diferente, tendo sido despedidos 200 jornalistas desde o inicio do ano, com destaque para o Grupo Zeta.

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A revista britânica fRoots, especializada na música folk em todas as suas franjas, anunciou o fim dos seus 40 anos de vida.
Uma declaração divulgada online explica que “o decréscimo do sustento da publicidade, na era digital, associado às presentes incertezas políticas e económicas”, não ajudou as últimas tentativas de solução que estavam em curso.

A fRoots, à qual The Guardian chama “a bíblia da folk britânica”, começou em 1979, no auge do ambiente musical post-funk e disco. Tinha então o título The Southern Rag e era uma publicação trimestral, de âmbito regional, divulgada no centro e sul da Inglaterra. Passou a ser Folk Roots a partir de 1984, tornando-se mensal e de circulação nacional, com muitas assinaturas.

A lealdade dos leitores manteve-a viva enquanto muitas outras revistas colapsavam. Mesmo em 2019, 90% ainda renovaram a assinatura, 40% deles de outros países.

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Acrimed, (o título que reune os termos Action, Critique e Médias, designando deste modo o Observatório dos Media em França), anuncia a publicação do seu mapa actualizado da paisagem mediática francesa, “que permite destrinçar o emaranhado das concentrações na propriedade dos grandes meios de comunicação”.

Não é a primeira vez que o faz, sendo possível consultar, no site do Acrimed, edições anteriores. Este mapa, fruto de uma parceria entre Acrimed e Le Monde Diplomatique, virá em forma destacável no próximo número da revista Médiacritiques, para o qual é chamada a atenção dos leitores interessados.

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Veio para ficar, e está instalada entre nós, a “comunicação lixeira”, depois de ultrapassados todos os limites de degradação da qualidade da comunicação, que era suposto transmitir “informação e conhecimento”.

Parece-nos hoje inevitável que, nos processos eleitorais, a transmissão das mensagens se tenha convertido num “exercício de impostura, um território em que tudo é permitido, incluindo a mentira e o insulto e, no limite, o espaço do debate público se tenha tornado uma autêntica lixeira cívica”.

A reflexão é do jornalista José Antonio Zarzalejos, um dos autores destacados na mais recente edição da revista Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, cujo tema de fundo é “O assalto da mentira à comunicação política”.

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O diário francês L’Humanité, que se encontra, desde Fevereiro, em situação de administração judicial, por dificuldades financeiras, aceitou um procedimento de recuperação que implica a supressão de um quinto dos seus postos de trabalho.

As organizações sindicais representativas dos seus trabalhadores aceitaram por unanimidade um PSE – Plan de Sauvegarde de l’Emploi  que vai levar, entre Julho e Agosto, ao despedimento de 35 assalariados, mais a partida de outros seis, por passagem à reforma ou demissão, entre um total de 157.

O conhecido jornal comunista tinha-se declarado, no fim de Janeiro, em cessação de pagamentos. Reduzindo a massa salarial em cerca de 2,3 milhões de euros por ano, este PSE deve restaurar o equilíbrio de L’Humanité, cujas perdas chegaram ao milhão e meio de euros em 2018.

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Foi inaugurada no Museu Nacional da Imprensa, no Porto, onde fica aberta ao público até ao final do ano, a exposição PortoCartoon 2019, tendo sido feita a entrega dos prémios, conhecidos desde Março. A 21ª edição do festival é este ano alargada a vários espaços na área do Grande Porto, desdobrando-se pela Festa da Caricatura, na Estação de S. Bento, por uma galeria de arte no Centro Comercial Alameda, por uma exposição especial sobre Fernão de Magalhães no Convento Corpus Christi, em Vila Nova de Gaia, uma escultura do Grande Prémio no Passeio dos Clérigos e outras extensões da mostra em diversos locais da cidade.

Segundo Luís Humberto Marcos, director do Museu Nacional da Imprensa, “esta é até agora a maior edição de sempre do PortoCartoon em termos não só geográficos, mas também de diversidade de obras”; o certame reuniu cerca de 1.200 trabalhos, numa altura em que  - como afirmou -  “o cartoon constitui um instrumento essencial para o oxigénio da democracia”.

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