null, 21 de Abril, 2019
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O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
Assange e o jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
O caso Assange dura há quase sete anos. Agora, com a sua expulsão da embaixada do Equador em Londres e consequente prisão pela polícia britânica, o caso entrou numa nova fase. É possível que Assange venha a ser extraditado para os Estados Unidos (o que ele não quer) ou para a Suécia (o que ele agora prefere, embora tenha recusado essa possibilidade há sete anos).  Também se fala muito da mudança do poder...
Muitos responsáveis pela comunicação e marketing de várias marcas defrontam-se quotidianamente com um dilema: será que ainda vale a pena fazer publicidade em televisão? O investimento ainda compensa? A dúvida é legítima – mas antes de mais nada é preciso definir bem o objectivo e o alvo da campanha. Uma coisa é anunciar para jovens urbanos até aos 25 anos, outra é para responsáveis de compras...
A realidade choca. Um trabalho de investigação jornalística, publicado no Expresso,  apurou que Portugal tem 95 políticos a comentar nos media. É algo absolutamente inédito em qualquer parte do mundo, da Europa aos EUA. Nalguma coisa teríamos de ser inovadores, infelizmente, da pior maneira. É um “assalto”, que condiciona a opinião pública e constitui um simulacro de pluralismo, já que  o elenco...
Augusto Cid, uma obra quase monumental
António Gomes de Almeida
Com o falecimento de Augusto Cid, desaparece um dos mais conhecidos desenhadores de Humor portugueses, com uma obra que pode considerar-se quase monumental. Desenhou milhares de cartoons, fez livros, e até teve a suprema honra de ver parte da sua obra apreendida – depois do 25 de Abril (!) – e tornou-se conhecido, entre outras, por estas duas razões: pelas piadas sibilinas lançadas contra o general Ramalho Eanes, e por fazer parte do combativo grupo das...
Jornalismo a meia-haste
Graça Franco
Atropelados pela ditadura do entretenimento, podemos enquanto “informadores” desde já colocar a bandeira a meia-haste. O jornalismo não está a morrer. Está a cometer suicídio em direto. Temi que algum jornalista se oferecesse para partilhar a cadeia com Armando Vara, só para ver como este se sentia “já lá dentro”. A porta ia-se fechando, em câmara lenta, e o enxame de microfones não largava a presa. O...
Breves
World Press Photo em Lisboa

A exposição com as fotografias vencedoras da 62.ª edição do World Press Photo vai abrir ao público a 27 de abril, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa. Nesta exposição estarão em exibição imagens captadas por 43 fotógrafos, oriundos de 25 países. Entre os premiados, está a imagem do fotojornalista português Mário Cruz, na categoria Ambiente, com o título “Living Among What's Left Behind" ("Viver entre o que foi deixado para trás").

"Streaming" na India

Um relatório da EY/FICCI Frames sobre os meios de comunicação na India, refere que já são mais de 325 milhões os utilizadores de streaming naquele país. Em 2018 bateu-se o recorde de downloads de apps de entretenimento. O mesmo estudo refere, ainda, que a utilização de smartphones na India avança a grande velocidade, graças a um ambicioso plano que os tronou acessíveis a grande parte da população.

"Fakenews" no Parlamento

Num estudo entregue na semana passada no Parlamento, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), sugeriu a criação de legislação para sancionar a divulgação de notícias falsas. O regulador sugeriu, também, a criação e divulgação de uma lista de sites ou páginas comprovadamente de fakenews. A ERC assinalou depois a  “necessidade de consolidação do conceito de desinformação” e “a eventual consagração de norma específica que preveja a sua divulgação como conduta reprovável” e voltou a recomendar a criação de um “selo identificativo” a atribuir aos “novos media” para que o público os possa “identificar como uma fonte de conhecimento diferenciada”.

"Radio Days Europe" em Lisboa

Lisboa vai receber pela primeira vez a Radio Days Europe, uma conferência que reúne profissionais e empresas de todo o mundo ligadas ao sector da indústria da rádio.  O evento acontece entre os dias 29 a 31 de Março de 2020, no Centro de Congressos de Lisboa, na Junqueira, graças à candidatura de três grupos portugueses de rádio: a RTP, a Media Capital Rádios e o Grupo Renascença Multimédia.  A organização estima que vão participar mais de 1600 profissionais de estações de rádio públicas e privadas de mais de 60 países.

Prémio "Sonae Media Art"

O Museu Nacional de Arte Contemporânea -- Museu do Chiado (MNAC-MC) abriu esta semana as candidaturas ao Prémio Sonae Media Art 2019. O Prémio no valor de 40 mil euros, destina-se a incentivar a criação na área dos novos media. De acordo com o Museu, este prémio bienal, promovido em parceria com a Sonae, tem o valor mais elevado em Portugal, nesta área. As candidaturas estão abertas até 30 de Abril.

Agenda
25
Abr
Social Media Camp
09:00 @ Victoria, Canada
27
Abr
30
Abr
Social Media Week: New York
09:00 @ Nova Iorque, EUA
02
Mai
SEO para Jornalistas
09:00 @ Cenjor,Lisboa
03
Mai
V Congresso Literacia, Media e Cidadania
09:00 @ Aveiro, Portugal
Connosco
Galeria

A situação da liberdade de Imprensa continua a degradar-se em muitos países, por todo o mundo. O ódio aos jornalistas degenerou em violência, o que leva a um aumento do medo na profissão.
É esta a síntese inicial da edição de 2019 do Ranking Mundial da Liberdade da Imprensa, dos Repórteres sem Fronteiras, agora divulgada.

“Se o debate político desliza, de forma discreta ou evidente, para uma atmosfera de guerra civil, onde os jornalistas se tornam bodes expiatórios, os modelos democráticos passam a estar em grande perigo”  - afirma Christophe Deloire, secretário-geral da referida ONG.

“O número de países onde os jornalistas podem exercer com total segurança a actividade profissional continua a diminuir, enquanto os regimes autoritários reforçam o controlo sobre os meios de comunicação.” De acordo com este relatório, apenas 24% dos 180 países e territórios analisados apresentam uma situação considerada “boa” ou “relativamente boa”.

A Noruega mantém, pelo terceiro ano consecutivo, o primeiro lugar no ranking, com a Finlândia na segunda posição e a Suécia na terceira. Portugal subiu para o 12º lugar, ficando imediatamente acima da Alemanha, da Islândia e da Irlanda.
Galeria

Portugal precisa de fazer três reformas atrasadas, e a primeira é a reforma eleitoral, para “devolver a democracia à cidadania, resgatar e salvar a democracia do declínio em que está e que nós sentimos, eleição após eleição”  -  afirmou José Ribeiro e Castro no ciclo de jantares-debate promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, sob o tema “Portugal: Que País vai a votos?”.

As outras duas são a do território, num País que é “um deserto administrativo”, e a do Estado, para o tornar “mais barato e eficiente” e realmente “dimensionado às capacidades do País”.

Segundo o nosso convidado, Portugal precisa ainda de dois propósitos, o mais urgente do combate à pobreza, o mais ambicioso de “atingir a média europeia em vinte anos”.

Finalmente, precisamos de realizar estes projectos assumindo a nossa condição europeia, em relação à qual continuamos a sofrer de uma “periferia mental”, que "é pior do que a geográfica, porque aqui não há auto-estrada que valha".
Galeria

No rescaldo da tragédia, muitos jornais dedicam o espaço principal das suas primeiras páginas ao incêndio que destruíu grande parte da catedral de Notre-Dame de Paris. Os títulos mais fortes são os mais sóbrios, com menos palavras sobre o fumo e as labaredas:

De língua francesa, o do Libération -  “NOTRE DRAME”;   de Le Parisien -  “Notre-Dame DES LARMES”;  de La Croix -  “Le coeur en cendres”;  de Le Temps -   “Notre-Dame de Paris, coeur brisé”;  e de Les Echos -  “La tragédie de Paris”.

Em língua inglesa, o do britânico i  -  “Tragedy of Notre Dame”;  em The Independent -  “Notre Dame in flames”.

Dos jornais portugueses, destacam-se o do i -  “Minha Nossa Senhora”  e o do Público -  “Notre-Dame da Europa”.

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Entre todas as redes sociais presentemente em uso, o WhatsApp tornou-se a nova tribuna eleitoral da era digital.
No seu espaço, os utentes-eleitores “tomaram para si o protagonismo das eleições em relação à produção e consumo de conteúdo”:

Tratando-se de uma aplicação que possibilita a criação de comunidades instantâneas, e uma partilha de informação protegida por criptografia, “ainda não é possível medir a velocidade da circulação de conteúdo e/ou sua veracidade, além do grau e poder de influência”  - mas trata-se de “um verdadeiro bombardeio”, sem tempo para verificação das informações em circulação.

É esta a reflexão inicial da jornalista Sony Lacerda num trabalho sobre o modo como, nas eleições presidenciais de 2018, no Brasil, “o WhatsApp foi explorado na expectativa de atingir a maior parcela do eleitorado”.

A autora avalia este desenvolvimento à luz dos dados da Digital in Global Overview, segundo os quais 66% da população brasileira é constituída por utentes activos das redes sociais, sendo o YouTube (95%), o Facebook (90%) e o WhatsApp (89%) as mais procuradas pelos internautas.

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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A imagem distinguida como a fotografia do ano do World Press Photo 2019 é a de Yanela Sanchez, uma menina das Honduras que chora enquanto a mãe, Sara Sanchez, é revistada pelas autoridades de fronteira numa localidade do Texas, em Junho de 2018. “Crying Girl on the Border”, o título com que se apresentou ao concurso, da autoria do fotógrafo dos EUA John Moore, foi capa da revista Time, numa composição fotográfica com a imagem do Presidente Trump, que foi reproduzida por muitos outros jornais em todo o mundo.

Na cerimónia de entrega dos prémios, realizada a 11 de Abril em Amesterdão, o fotojornalista português Mário Cruz foi distinguido com o terceiro prémio na categoria de Ambiente, pela imagem  - já aqui referida -  de uma criança que recolhe materiais recicláveis estendida sobre um colchão, no rio extremamente poluído Pasig, nas Filipinas.

“Muitas vezes vemos pessoas a fotografar lixo no areal, a questionarem como aquilo foi lá parar, e caímos no erro de nos preocupar com a microescala que nos afecta, mas o que encontramos é o resultado de algo que se encontra completamente descontrolado na outra ponta do planeta”  - explicou Mário Cruz ao Observador.

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Está a nascer de modo discreto, sem fundação oficial, a agência de Imprensa do grupo de Visegrado, o “clube” político que reune a Hungria, a Polónia, a Eslováquia e a República Checa. A V4 Agency, por enquanto reservada aos assinantes, tem sede em Londres, uma redacção de 50 jornalistas, divulga informação em inglês e em húngaro e promete ampliar a sua cobertura e alcance, tornando-se concorrente da France-Presse e da Reuters.

O objectivo é de apresentar “um ponto de vista alternativo sobre a actualidade”, neste caso declaradamente “conservador”, com uma orientação editorial que adopta “as ideias manifestadas por Viktor Orban desde a grande vaga migratória de 2015”.
A informação, que aqui citamos de Le Monde, parte do site húngaro independente Valaszoline.hu, que descreve as ligações ao governo húngaro, bem como o tom da leitura que faz da situação na Europa.

O novo site “evoca sobretudo os temas caros à extrema-direita e ao poder instituído em Budapeste”:

“A imigração é uma guerra de culturas e de civilizações.” “Quarenta ataques diários à facada em Londres.” “República checa: demasiados estrangeiros?”  -  são estes alguns dos títulos das primeiras peças publicadas.

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Na presente situação de um jornalismo em crise, com “redacções cada vez mais enxutas, acúmulo de funções, e vagas que, não raras vezes, pagam pouco, mas exigem muito”, a expectativa para os candidatos à carreira é pouco estimulante.

“As descrições são quase as mesmas: vaga para quem gosta de desafios e busca aprendizagem, ou habilidade para trabalhar em ambientes desafiadores sob a pressão de deadlines exigentes. Os mais experientes e os especialistas, que acharam um bom nicho e hoje ganham bem, são os que, em geral, têm estas qualificações, mas raramente topariam trabalhar por salários nada condizentes com sua expertise.”

Mas “há coisas que a academia não ensina; (...) há certas habilidades que dão o tom e separam homens de meninos no jornalismo”.

A reflexão é do jornalista Leonardo Siqueira, no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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Os novos modelos de negócio do jornalismo digital podem ser activados por “jornalistas empreendedores”, que se ocupam simultaneamente da recolha de fundos e do trabalho na redacção e, mesmo assim, “conseguem manter um jornalismo credível, com os mais elevados padrões editoriais, valores que fundamentam o quarto poder numa sociedade democrática, no sentido de responsabilizar o poder”.  Não será pedir muito?...

É esta a reflexão inicial do texto de apresentação do relatório Digital Journalism & New Business Models, agora divulgado pela Federação Europeia de Jornalistas. Assinado por Andreas Bittner, da respectiva Comissão Directiva, o texto segue a pista destes projectos em curso, afirmando que o jornalismo de investigação é a sua “força motriz” e que procuram “proteger de interferências a operação editorial”  - mesmo que, pelo caminho “rompam o muro sagrado entre as fontes editoriais e as de financiamento”.

O que há de novo

O Grupo Le Monde divulgou as suas contas do ano findo, declarando um resultado operacional (ebitda) de 11,6 milhões de euros, e um resultado líquido  - positivo pelo terceiro ano consecutivo -  de 14,6 milhões, em clara progressão relativamente ao de 2017. Estes números são explicados, em primeiro lugar, pela alienação do terreno da impressora de Ivry, que contribuíu para uma baixa significativa da dívida do Grupo, de 56 milhões para 38 milhões de euros.

Segundo um texto  - invulgarmente assinado em conjunto pelo director de Le Monde, Jérôme Fenoglio, e pelo presidente do Grupo, Louis Dreyfus -  a repartição do volume de negócios é conforme à prioridade atribuída aos leitores, com as receitas de circulação representando 68% do total. O número dos assinantes digitais subiu 18%, contando Le Monde, no final de 2018, com cerca de 260 mil, somando os da edição digital com os da impressa.

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O presidente executivo da Global Media, Victor Ribeiro, apresentou a demissão do seu cargo, como informa um comunicado aos trabalhadores das empresas do Grupo  - o Diário de Notícias, Jornal de Notícias, a TSF e O Jogo. O texto, assinado pelo presidente do Conselho de Administração, Daniel Proença de Carvalho, acrescenta que “Victor Ribeiro apresentou a sua renúncia de Presidente da Comissão Executiva da Global Media Group para ir abraçar um novo desafio profissional”.

Como recorda o Observador, que aqui citamos, “a saída de Victor Ribeiro surge menos de dois meses depois de o Expresso ter noticiado que o Grupo ia avançar de novo para um despedimento colectivo que podia eliminar até 100 postos de trabalho. Esse mesmo despedimento estaria apenas dependente da luz verde da banca”.

 

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Duas reportagens de investigação de conteúdo embaraçoso para o Presidente Donald Trump encontram-se entre os trabalhos destacados pelo Prémio Pulitzer de 2019, agora conhecidos. A primeira, em The New York Times, contraria a versão oficial de como Trump construiu de facto a sua fortuna, enquanto a segunda, em The Wall Street Journal, confirma uma história de suborno a uma actriz, para garantir o seu silêncio.

Na categoria de Internacional, são destacados os dois jornalistas da Reuters, Kyaw Soe Oo e Wa Lone, condenados a sete anos de prisão na Birmânia pela cobertura que fizeram das preseguições aos muçulmanos Rohingya.

Na categoria de Actualidade foi premiada a redacção do diário Pittsburgh Post-Gazette pela reportagem sobre o ataque à Sinagoga "Árvore da Vida", que causou onze mortos em Outubro.
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O acesso às notícias, na era digital, tende a funcionar por via da agregação de conteúdos, à semelhança do que fazem a Netflix, ou o Spotify, nas áreas da música ou da ficção. Os media procuram rentabilizar o que produzem por meio da publicidade, mas, para que isto funcione, “são necessárias grandes bolsas de leitores a visitarem os seus sites, o que causa alguma dependência das redes sociais, como veículos de transporte, e uma baixa da qualidade dos conteúdos a destacar”.

É por aqui que se chega à desinformação, ou, pelo lado dos media responsáveis, à necessidade de “portagens” de acesso restrito [paywalls]. Esta é a “revisão da matéria dada” e conhecida, como reflexão inicial de um texto que dá uma notícia contendo algumas propostas de solução:

Uma empresa espanhola de inteligência artificial, Sherpa, acaba de lançar uma plataforma de agregação de notícias chamada Sherpa News, que anuncia a distribuição de “conteúdos de qualidade procedentes de fontes fiáveis”. A informação é de Miguel Ossorio Vega, em Media-tics.

A Comissão Europeia lançou recentemente um conjunto de guias para ajudar o desenvolvimento e a implementação de sistemas autónomos “de confiança”.

O rascunho inicial do documento foi apresentado em Dezembro do ano passado, e é baseado no trabalho de um grupo independente de 52 especialistas na área, que inclui membros de organizações não-governamentais, académicos e representantes de algumas empresas de tecnologia.

Com a criação dos guias éticos, a Comissão espera que haja vantagem para as empresas de tecnologia europeias, na exportação de sistemas de inteligência artificial para todo o mundo.

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A emissão em vídeo do grupo Renascença Multimédia vai passar a ser feita com recurso a um sistema de realização automático baseado em inteligência artificial, que entrará em funcionamento nos próximos dias na Renascença, RFM e Mega Hits, de acordo com o site M&P.

O Grupo informou, em nota de imprensa, que “o novo sistema faz realização multi-câmara e utiliza um software apoiado em inteligência artificial, para permitir uma realização totalmente automática, baseada na voz, escolhendo a melhor câmara e o melhor plano em cada momento, em função de quem está a falar, e ajustando-os de forma natural”.

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O diário Público anuncia o estabelecimento de novas regras de acesso à sua edição online, “prestando uma vénia aos 14 mil leitores que nos assinam e incentivando as muitas centenas de milhares que o procuram a seguir os mesmos passos”. Segundo o seu director, Manuel Carvalho, “queremos aumentar o nosso número de leitores, seja na edição impressa, seja na online, como tem vindo a acontecer no último ano. Mas queremos ir mais longe, criando condições para que o nervo da nossa redacção se torne ainda mais longo e mais tenso”.

O motivo explicado no editorial é que, “como a generalidade da Imprensa das sociedades democráticas”, também o Público vive hoje um paradoxo: “nunca as suas notícias ou reportagens foram tão lidas como o são hoje, sem que esse serviço público seja capaz de gerar receitas suficientes para garantir a sua sustentabilidade financeira”.

O caminho escolhido é o de um apelo às assinaturas, em primeiro lugar, e de uma informação sobre as restrições colocadas a partir de agora: muitos artigos de actualidade vão permanecer “abertos a todos os leitores até ao limite de sete textos por mês”, mas muitos outros “serão exclusivos a assinantes”.

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A iniciativa é paradoxal, pelo menos. Depois de serem  responsáveis principais pela crise da Imprensa local nos EUA  - absorvendo as suas receitas publicitárias -  o Facebook e a Google manifestam agora interesse em apoiar os jornais regionais.

Em Janeiro de 2018, Mark Zuckerberg declarava, na rede social,  que o Facebook ia “mostrar mais artigos provenientes da sua cidade”  - dirigindo-se aos leitores locais. Mas, um ano mais tarde, os conteúdos que iriam supostamente alimentar a secção Today In, lançada para este efeito, continuam em falta em muitas cidades americanas.

O problema é que “um em cada três utentes vive num sítio onde não encontramos informação local suficiente para lançar a Today In”  - como lamenta agora o mesmo Facebook, num comunicado de 18 de Março.

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