Terça-feira, 7 de Julho, 2020
<
>
O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


ver mais >
Opinião
Uma certeza que nasceu nos últimos meses é a facilidade com que as pessoas mudam de hábitos. Em consequência o comportamento face ao consumo de conteúdos está a modificar-se cada vez de forma mais rápida e os mais novos são claramente os que com maior facilidade adoptam novidades. Durante o confinamento e a explosão de uso da internet houve uma aplicação que ganhou destaque em todo o mundo – o Tik Tok. Trata-se...
A internet e a liberdade de expressão
Francisco Sarsfield Cabral
As notícias falsas, os insultos, os apelos ao ódio, etc. abundam na internet. Mas criar uma qualquer censura é muito perigoso e iliberal. A intolerância com os intolerantes costuma acabar mal, diz-nos a história. O presidente Trump, que tinha lamentado a morte pela polícia de Minneapolis de um negro que estava a ser aprisionado, reagiu às violentas manifestações naquela cidade, chamando “bandidos” aos manifestantes e...
À medida que a pandemia parece mais controlada e o regresso ao trabalho se faz, conforme as regras de desconfinamento gradual, instalou-se uma “guerra mediática” de contornos invulgares, favorecida pela trapalhada da distribuição de apoios anunciados pelo governo, supostamente,  através da compra antecipada de espaço para publicidade institucional. Primeiro assistiu-se a uma “guerra “ privada, entre a Cofina e o...
Numa era digital, marcada por uma constante e acelerada mudança, caracterizada por um globalismo padronizador de culturas e de costumes, muitas indústrias e profissões estão a alterar-se totalmente, ou até mesmo a desaparecer. Tudo isto se passa num ritmo freneticamente acelerado, que nos afoga literalmente num caudal de informação, muitas vezes difícil de filtrar e descodificar em tempo útil. A evolução...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....
Breves
“NYT” suspendeu “metro section”

O “New York Times” deixou de dedicar espaço, na sua edição impressa, à “metro section”, destinada a notícias regionais.

Em 23 de Março, a equipa editorial inseriu uma nota para os leitores, na qual declarava que, naquele dia, não seria incluído o segmento dedicado à cidade. A secção foi suspensa desde então.

"Não há secção separada sobre Nova Iorque", podia ler-se na nota, já que, aquela edição foi  dedicada, integralmente, aos surtos de coronavírus no Estado.

“No início, fazia muito sentido, as notícias eram todas dedicadas ao Covid", afirmou uma fonte do “New York Post”, que considerou, ainda, que a suspensão do segmento é meramente estratégica.

A secção regional do NYT tem vindo a perder importância desde 2008, quando ficou sem editoria independente.

Ainda assim, eram-lhe destinadas várias páginas e uma equipa de 50 elementos.


Prémio Fernando de Sousa

A Representação da Comissão Europeia anunciou a quarta edição do Prémio de Jornalismo Fernando de Sousa.

O galardão é atribuído a jornalistas e a estudantes do ensino superior, de cursos de jornalismo ou comunicação social, que tenham contribuído, de forma notável, para clarificar questões importantes a nível europeu ou que tenham promovido uma melhor comunicação entre as instituições da UE e os cidadãos em Portugal. 

Os trabalhos a concurso devem ter sido publicados ou difundidos, pela primeira vez, entre 1 de janeiro de 2019 e 30 de julho de 2020.

As candidaturas poderão ser apresentadas até ao próximo dia 30.


SJ altera regulamento

O Conselho Deontológico (CD) do Sindicato dos Jornalistas aprovou alterações significativas ao seu Regulamento, que estava em vigor desde 2008.

Além de o adaptar à realidade da comunicação digital e à distância, a nova versão do Regulamento introduz uma série de alterações, que visam dar garantias acrescidas aos queixosos e visados pelas queixas.

A actualização visa, ainda, aumentar a transparência da actuação do CD.

O Regulamento está, agora, disponível para consulta pública na página do Sindicato.


Novo Grupo de "media" nos EUA

Com o objectivo de dar voz às minorias sociais no EUA, a estrela de basquetebol LeBron James lançou, juntamente com o empresário Maverick Carter, um novo Grupo de “media”, a SpringHill Co, num investimento de 100 milhões de dólares.

Em entrevista ao “site” “Bloomberg”, os fundadores afirmaram que a SpringHill Co. será uma plataforma onde todos, independentemente da sua origem, poderão expressar a sua criatividade, representando os interesses de todas as comunidades que formam os Estados Unidos. “É uma empresa desenhada para mover a nossa cultura”.

Acima de tudo, James e Carter quiseram fundar um projecto que renovasse o conceito de “storytelling”, desenvolvendo narrativas tão variadas e diferentes como os cidadãos americanos.

O projecto arrancou no mesmo dia em que a liga NBA foi suspensa, o que deu aos empresários mais tempo para delinear planos e estabelecer parcerias.


Luta contra desinformação

De forma a evitar a disseminação de notícias datadas, o Facebook vai activar um novo aviso “pop-up”, que surgirá de cada vez que um utilizador quiser partilhar um artigo com mais de 90 dias.

A empresa tem vindo a receber mensagens de editores de notícias, que manifestam preocupação com a recirculação de velhas histórias que, partilhadas fora do seu contexto original, contribuem para a desinformação dos utilizadores.

Com esta nova medida, o Facebook quer ajudar os cidadãos a decidirem o que ler, no que confiar e aquilo que devem ou não partilhar.


Agenda
27
Jul
Jornalismo ético como garantia de democracia
09:30 @ Universidade de Madrid
14
Set
15
Out
Conferência sobre a história do jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
18
Out
Conferência World Press Freedom
10:00 @ Países Baixos -- Hague
Connosco
Galeria

A cobertura jornalística da pandemia, no Brasil, está a chegar a uma encruzilhada, já que se começa a testemunhar uma profunda alteração na relação entre os jornalistas e os cidadãos, afirmou Carlos Castilho num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria.

De acordo com Castilho, na actual fase do combate ao covid-19, a preocupação com a forma de noticiar dados, factos e eventos sobre a pandemia é crucial para que o público participe da luta contra o vírus. Contudo, de nada adianta divulgar números, se os cidadãos não alterarem a sua atitude perante a evolução do vírus. 

Assim, os jornalistas deparam-se com o dilema de continuar a informar, imparcialmente, ou de se juntarem a uma “corrente de activismo”, que promove causas sem renegar os elementos que definem uma notícia, como a exactidão, relevância, pertinência, confiabilidade e transparência. 

Até porque, sem estes dados, a notícia não é confiável e pode induzir os leitores a tomar decisões de risco.

Segundo o autor, a opção pelo activismo decorre de uma ampla diversificação na ecologia informativa, provocada pela digitalização e pela internet. Com a massificação de notícias, o mais importante passou a ser a contextualização.


Galeria

A Presstalis -- principal distribuidora de imprensa em França -- foi salva, no início de Julho, pela Cooperativa de jornais diários franceses, onde se inclui o Grupo Le Monde.

Depois da decisão do Tribunal Comercial de Paris, a empresa foi rebaptizada de "France Messagerie", passando a empregar cerca de 300 pessoas; uma redução da força laboral para um terço.

O processo foi desencadeado pela pandemia de coronavírus, com a população, em confinamento, a aderir, em massa, ao jornalismo “online”, em detrimento das edições impressas.

A distribuidora foi, assim, colocada sob liquidação judicial, com actividade continuada. As suas filiais regionais, contudo, fecharam as portas. A distribuição de jornais diários nas cidades de Lyon, Bordéus, Toulouse, Nancy, Nantes, Le Mans e Marselha ficou, e continua, condicionada.

Recorde-se que a dívida da Presstalis encontrava-se na ordem dos 500 a 600 milhões de euros, que correspondia a pagamentos em atraso a postos de venda e a editores.  A isto acresceu, claro, o encerramento de 20 a 25% dos quiosques franceses.


Galeria

O estado de emergência, no decurso da pandemia de Covid-19, aumentou a preocupação dos jornalistas com o rigor da informação e mudou as rotinas de trabalho, revelam as conclusões preliminares de um inquérito desenvolvido pelas Universidades de Coimbra, Lisboa e Minho.

O relatório preliminar deste estudo, sobre os Efeitos da Declaração do Estado de Emergência no Jornalismo, tem por base quatro áreas nucleares: as questões éticas e deontológicas, as expectativas relativamente à profissão, a situação laboral; e a alteração das rotinas jornalísticas dos profissionais.

Dos cerca de 900 jornalistas que responderam ao inquérito, mais de metade (56,7%) considerou que o estado de emergência levantou questões importantes quanto à cobertura jornalística e quanto às normas do código deontológico.

Esta percepção é mais alta entre os jovens, que têm até 30 anos (65,9%), os estagiários (65,2%) e os que têm até dois anos de profissão (65%).

Sobre a prática do jornalismo, o estudo revelou que as expectativas dos profissionais baixaram, visto que a percepção de desemprego, a curto prazo, aumentou. 


Galeria

Nos últimos meses, o mundo tem-se deparado com uma sobrecarga diária de informações e novidades científicas sobre a pandemia de Covid-19. 

No Brasil, há quem considere que este período ofereceu percepções positivas sobre os profissionais da ciência e dos jornalistas na sociedade.  Há, ainda, quem pondere quais os verdadeiros efeitos da pandemia sobre questões da ciência, numa sociedade com polarizações políticas e com resistência à ciência.

É esse o caso da jornalista Mariluce Moura, criadora de uma das principais revistas de divulgação científica no Brasil, a “Pesquisa Fapesp”, e professora na Universidade Federal da Bahia.

Em entrevista ao “Observatório da Imprensa” -- associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- a jornalista considerou que, com a pandemia, houve uma revalorização importante do jornalismo. 

Contudo, a jornalista notou que a popularidade crescente dos “media” se fez acompanhar de uma vaga de desinformação, que deve ser combatida a todo o custo.


Galeria

A Administração Trump classificou mais quatro empresas mediáticas chinesas como “missões estrangeiras”, afirmando que estas estão ao serviço da propaganda do Governo chinês.

De acordo com o “New York Times”, os quatro “media” chineses terão agora de entregar uma lista com o nome de todos os seus colaboradores, radicados nos Estados Unidos, e enumerar os bens que detém no país.

Em resposta, o Governo de Pequim exigiu que “quatro agências noticiosas norte-americanas declarem, de forma pormenorizada, todos as despesas” efectuadas na China.

Assim, a Associated Press, United Press International, CBS News e NPR News devem submeter documentação relevante no prazo de sete dias.

Esta é a segunda vez que os Estados Unidos classificam “media” chineses como entidades estrangeiras, submetendo-os a cumprir as regras e os regulamentos que se aplicam às missões diplomáticas. 

Galeria

O Governo chinês tem vindo a desenvolver uma estratégia sofisticada e sistemática para a exercer a sua influência nos “media” além fronteiras, segundo aponta um estudo realizado pelo IFJ --  International Federation of Journalists.

De acordo com o relatório, Pequim tem conseguido expandir a sua propaganda através de contratos com jornalistas, agências noticiosas cooperativas, redes sociais e programas de formação.

A investigação apurou que um terço dos sindicatos de jornalistas inquiridos já tinha sido abordado por entidades chinesas. A maioria dos acordos foram estabelecidos em países de “terceiro mundo”, com governos autoritários.

Quase metade das associações parceiras afirmou que a acção chinesa tem sido benéfica, graças a um nível significativo de apoio, que inclui a doação de computadores e dispositivos de gravação, bem como ofertas educativas.

Da mesma forma, as parcerias estabelecidas com Pequim têm ajudado a expandir as telecomunicações em muitos países africanos, alargando o acesso aos “media”.

Há, ainda, alguns países desenvolvidos que compactuaram com o projecto chinês.


Galeria

O Tik Tok é uma rede social em ascensão, lançada na China em 2016, um espaço onde milhões de jovens se expressam através de vídeos de curta duração, que podem ter um cariz musical, humorístico ou, até mesmo, político.

A título de exemplo, uma comunidade de jovens “tiktokers” juntou-se, recentemente, para boicotar o comício de Donald Trump, em Oklahoma. 

De facto, a plataforma está a ajudar a “geração Z” a formar a sua identidade partidária, mas o processo não é tão linear como parece, defenderam, em entrevista ao “New York Times”, as investigadoras  Ioana Literat e Neta Kligler-Vilenchik.

De acordo com as especialistas, a rede social não está a “formatar” os jovens, mas a dar-lhes uma plataforma onde podem expressar-se.

Isto porque o espectro do discurso político dos utilizadores vai de distópico a utópico, o que é comum a qualquer fenómeno mediático. 

A grande diferença é que, nesta plataforma, os cidadãos, independentemente da sua identidade cívica, transformaram a discussão política em algo muito pessoal e diferenciador.


Galeria

O Tik Tok, como nova rede social em rápida expensão, foi uma das 59 aplicações banidas pelo Governo indiano. O executivo proibiu, ainda, o serviço de mensagens chinês WeChat, bem como outros “softwares” móveis, que considerou “prejudiciais à soberania e integridade da Índia“.

Esta não é a primeira vez que “apps” chinesas sofrem represálias políticas. 

Na Índia, o Tik Tok já havia sido banido, em 2019, por promover “a degradação cultural”. Contudo, passado uma semana, voltou a estar activo. 

Não obstante, neste caso, a exclusão pode ser permanente, já que as tensões entre a Índia e a China têm vindo a conhecer uma escalada desde o início de Junho.


O que há de novo

A jornalista Ana Leal anunciou, através das redes sociais, a sua saída da TVI, depois de um afastamento de dois meses.

Na publicação, a jornalista agradeceu à equipa que a acompanhou, no seu programa da estação de Queluz, bem como a outros colegas de profissão -- “A todos quero agradecer a fase mais feliz da minha vida enquanto jornalista. Voltaria a fazer tudo da mesma forma, com o orgulho de quem não verga a nenhum tipo de pressão”, escreveu.

Recorde-se que aquela profissional havia sido suspensa, no final de Maio, por ter divulgado, ao conselho de redacção da TVI, os “e-mails” que trocou com a direcção da informação do canal, na sequência da cancelamento do programa de investigação que coordenava. 

À data, a equipa do programa de Ana Leal acusou o director de informação, Sérgio Figueiredo, de censurar reportagens incómodas para o poder político e para as autoridades de saúde. 

Segundo avançou o jornal “i”, o grupo de profissionais relatou, mesmo -- junto do Conselho de Deontologia do Sindicato dos Jornalistas e do Conselho de Redacção da TVI -- as reportagens que foram “travadas” pela direcção de informação. 

A maioria relacionava-se com a covid-19, mas foi, ainda, descrita uma investigação que envolvia o actual Governo angolano.


Galeria

O desaparecimento do jornalista moçambicano Ibraimo Mbaruco, na província de Cabo Delgado, tem preocupado algumas organizações de direitos humanos.

Uma vez circunstâncias do seu desaparecimento ficaram por apurar, os Repórteres Sem Fronteiras (RSF) pediram, a um grupo de trabalho das Nações Unidas, a realização de uma “investigação independente e imparcial”.

“O silêncio das autoridades sobre este caso tem sido insuportável para a família, e nós estamos determinados a descobrir o que lhe aconteceu”, afirmou o responsável da RSF, Arnaud Froger, acrescentando que “não é a primeira vez que jornalistas são agredidos, atacados ou detidos” naquela província.

Ibraimo Mbaruco, jornalista da Rádio Comunitária de Palma, desapareceu, em 7 de Abril em circunstâncias por apurar.

Segundo o Instituto da Comunicação Social da África Austral (Misa), pouco antes do seu desaparecimento, Ibraimo terá enviado uma SMS a um dos seus colegas de trabalho, informando que estava “cercado por militares”.  O que se passou depois é uma incógnita.


Galeria

Nos últimos anos, os “podcasts” têm vindo a tornar-se populares entre os mais jovens, gerando oportunidades de emprego e de inovação.

Contudo, quando este formato arrancou, os criadores de conteúdos tinham dificuldade em encontrar um agregador que lhes fornecesse dados sobre os seus ouvintes.

Foi a pensar nestes profissionais que os engenheiros de som Maxime Piquette e Charles de Potter criaram, em 2018, a plataforma francesa Ausha.

Actualmente, a Ausha aloja cerca de 2.700 “podcasts”, de todas as temáticas, e totaliza três milhões de ouvintes mensais.

A plataforma é, particularmente, apelativa, porque fornece uma boa análise demográfica.  "Os dados são um elemento crucial para os ‘podcasters’. A ideia é dar-lhes uma imagem global, em termos de idade e sexo, por exemplo, para que possam saber com quem estão a falar e criar uma melhor ligação", afirmou Piquette, em entrevista ao “Le Figaro”.


Galeria

A cobertura regional no Reino Unido está cada vez mais enfraquecida, agora que a BBC anunciou a demissão de 450 colaboradores, que integravam a equipa da BBC England.

Da mesma forma, o operador público britânico anunciou que vai deixar de emitir o programa “Inside Out”, cuja equipa realizava reportagens de investigações em 11 regiões do país.

Perante o anúncio, a  União Nacional de Jornalistas expressou a sua indignação, considerando que o plano teria efeitos negativos na "capacidade de a BBC representar todas as partes do país, bem como de produzir notícias locais e jornalismo de investigação de alta qualidade".

As estações de rádio e os boletins de televisão locais da BBC serão, particularmente, “vitimados”, com uma redução substancial do número de colaboradores. Todas as estações funcionarão com apenas três programas diurnos e as parcerias de apresentadores deixarão de existir.

No entanto, os programas regionais de “Política de Domingo” voltarão a ser emitidos, em Setembro, após pressão do Governo.


Galeria

O Grupo de jornalismo Paris-Turf foi adquirido pelo empresário Xavier Niel, de acordo com a decisão do Tribunal Comercial de Bobigny. 

O plano de Xavier Niel -- que é, também, co-proprietário do Grupo Le Monde -- passa por  manter cerca de metade da equipa actual, ou seja, 121 jornalistas regulares e 30 “freelancers”.

Os colaboradores expressaram as suas reservas perante decisão, já que apoiavam a proposta concorrente, mais favorável à manutenção da equipa original.

A proposta de Niel exige, ainda, o encerramento das edições impressas dos diários “Bilto” e “Tiercé Magazine”, bem como das revistas mensais “Stato”, “Cheval Magazine” e “Cheval Pratique”

Da mesma forma, o “site” “Aix-en-Provence” deverá encerrar.


Galeria

Com uma nova direcção chegou uma nova aposta digital. “El País” lançou, pela segunda vez, uma versão “online” do “El País Mexico”

Além da actualidade diária, a versão foca-se em segmentos de análise de dados, assim como em perfis sobre algumas das principais personalidades mexicanas.

"Temos uma redacção cheia de jornalistas jovens e brilhantes, com muita força e dinamismo, que cobrem as notícias mexicanas. Acreditamos que temos tudo o que é preciso para poder oferecer uma edição especializada aos nossos leitores", sublinhou o director do jornal, Javier Moreno, que assumiu funções em Junho, e que já  dirigiu a edição latino-americana do jornal.

Acima de tudo, o jornal quer responder às necessidades e exigências dos oito milhões de mexicanos que visitam, mensalmente, o “site” do “El País”.


Galeria

As redes sociais tornaram-se plataformas indissociáveis da sociedade contemporânea e passaram a ser assinaladas, mundialmente, a 29 de Junho.

Como forma de ressalvar a importância destas plataformas para os cidadãos portugueses, o “site” “Meios & Publicidade” recordou as principais conclusões da última edição do estudo “Os Portugueses e as Redes Sociais”, produzido pela Marktest e divulgado no final de 2019.

De acordo com o estudo da Marktest, o Facebook continua a ser a rede social mais popular, onde mais portugueses têm perfil criado. Contudo, a notoriedade do Instagram tem crescido, de forma evidente.

Por outro lado, o número de portugueses com conta de WhatsApp duplicou nos últimos três anos.

A utilização das redes sociais pelos jovens permite antever o futuro a nível de popularidade: entre o grupo de utilizadores dos 15 aos 24 anos, o Instagram já se tornou na rede social mais frequentada, ultrapassando o Facebook, em claro decréscimo junto deste grupo etário.


Galeria

Com o objectivo de atrair uma audiência mais jovem, o “Wall Street Journal” lançou, recentemente, o “WSJ Noted”, cujos conteúdos serão partilhados no Facebook, Linkedin e Instagram.

Os editores do projecto garantem que o “WSJ Noted” não se trata de algo alheio ao jornal, mas antes de um suplemento, que disponibiliza artigos gratuitos, em plataformas utilizadas por jovens dos 18 aos 34 anos.

Esses conteúdos estarão, igualmente, disponíveis na versão impressa e no “site” do jornal.

Os artigos já publicados pelo “WSJ Noted” incluem conteúdos multiplataforma sobre o coronavírus: “Notes on the Pandemic” e “Coronavirus Video Diaries.


Galeria
ver mais >