Quarta-feira, 23 de Janeiro, 2019
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O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
Jornalismo a meia-haste
Graça Franco
Atropelados pela ditadura do entretenimento, podemos enquanto “informadores” desde já colocar a bandeira a meia-haste. O jornalismo não está a morrer. Está a cometer suicídio em direto. Temi que algum jornalista se oferecesse para partilhar a cadeia com Armando Vara, só para ver como este se sentia “já lá dentro”. A porta ia-se fechando, em câmara lenta, e o enxame de microfones não largava a presa. O...
O problema do umbigo
Manuel Falcão
O fim da Quadratura do Círculo é o fim de uma época e o sinal de uma mudança. A SIC Notícias já não é líder no cabo, os intervenientes do programa acomodaram-se, deixou de haver valor acrescentado. Em termos de audiência, foram caindo - passar dos 50 mil espectadores já era raro e a média do último trimestre de 2018 foi 43.500, o share de audiência do programa esteve abaixo do share médio...
Sobre a liberdade de expressão em Portugal
Francisco Sarsfield Cabral
O caso da participação num programa matinal da TVI de um racista, já condenado e tendo cumprido pena de prisão, Mário Machado, suscitou polémica. Ainda bem, porque as questões em causa são importantes. Mas, como é costume, o debate rapidamente derivou para um confronto entre a esquerda indignada por se ter dado tempo de antena a um criminoso fascista e a direita defendendo a liberdade de expressão e a dualidade de...
Informar ou depender…
Dinis de Abreu
O título deste texto corresponde a um livro publicado nos anos 70 por Francisco Balsemão, numa altura em que já se ‘contavam espingardas’ para pôr termo ao Estado Novo, como veio a acontecer com o derrube de Marcello Caetano, em 25 de Abril de 74.  A obra foi polémica à época e justamente considerada um ‘grito de alma’, assinada por quem começara a sua vida profissional num jornal controlado pela família...
Há, na ideia de uma comunicação social estatizada ou ajudada pelo governo, uma contradição incontornável: como pode a imprensa depender da entidade que mais se queixa da imprensa? Uma parte da comunicação social portuguesa – televisão, rádio, imprensa escrita — é deficitária, está endividada e admite “problemas de tesouraria”. Mas acima desse, há outro problema, mais grave:...
Breves
Nomeado director-executivo da ERC

O jurista Pedro Correia Gonçalves, especializado em Direito Penal, foi nomeado novo director-executivo da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Era este o último lugar que faltava preencher na estrutura daquele órgão, desde a entrada em funções do novo conselho presidido pelo juiz Sebastião Póvoas, tendo Mário Mesquita como vice-presidente.

Pedro Correia Gonçalves licenciou-se na Fac. de Direito da Universidade de Lisboa, fazendo depois o seu mestrado e doutoramento em Direito Penal na Universidade Católica.

Apps mais descarregadas em 2018

O WhatsApp lidera o ranking das aplicações mais descarregadas em 2018, com 747 milhões de downloads no Google Play. Em segundo lugar, está o  Facebook Messenger (592 milhões de descargas). No entanto, ambas as aplicações perderam 2 e 14% respectivamente, em relação ao ano anterior. Na terceira posição, surge a primeira app de uma rede social, o Instagram, que com 368 milhões de descargas passou à frente do Facebook (336 milhões).

TVI subiu na "netAudience" Dez.18

O Correio da Manhã manteve, em Dezembro do ano findo, a liderança na audiência digital, tanto no acesso a partir dos computadores portáteis (744 mil indivíduos), quer via smartphone (2,18 milhões de indivíduos). A excepção são os acessos por meio de tablets, onde surge como líder a TVI, com quase 353 mil indivíduos alcançados pelo site e aplicações da estação da Media Capital.

Os dados são do último ranking netAudience da Marktest, cuja nova metodologia junta num indicador único os dados no Bareme Internet e do NetScope e dá conta do alcance multiplataforma dos títulos com base em utilizadores únicos não duplicados.

A TVI foi, aliás, a principal novidade do ranking netAudience relativo ao último mês do ano, a protagonizar a única subida no top 5 dos sites como maior alcance digital, ultrapassando o Público e subindo à segunda posição com perto de 2,1 milhões de indivíduos alcançados. Segundo a Meios & Publicidade, que aqui citamos, “o Público fecha o top 3, com 1,96 milhões de reach, seguido de perto pelo Jornal de Notícias (1,94 milhões) e pelo Notícias ao Minuto (1,63 milhões de indivíduos)”.

FB investe 300 milhões de dólares

O Facebook anunciou que vai investir 300 milhões de dólares em projectos ligados ao jornalismo. A verba destina-se essencialmente a desenvolver a informação local. A empresa, refere que vai “continuar a lutar contra as informações falsas ('fake news'), a desinformação e a informação de má qualidade" e que haverá " também a oportunidade e a responsabilidade de ajudar os 'media' locais a crescerem e a terem sucesso". No início de janeiro de 2017, a rede social já tinha lançado o "Facebook Journalism Project", uma iniciativa destinada a "reforçar os laços" da plataforma com os 'media', mas o montante investido nessa altura não foi comunicado. O Facebook vai criar um fundo especial em colaboração com o Pulitzer Center, dotado de 5 milhões de dólares, para apoiar financeiramente projetos de reportagem de 'media' locais.

Amazon prepara nova plataforma

A Amazon vai criar uma plataforma de videojogos ao estilo do Netflix, na qual os utilizadores que subscrevam o serviço, podem jogar os títulos que desejem , de forma ilimitada e em dispositivos tão variados como a televisão, o telemóvel ou o computador. A Microsoft e a Google preparam projectos similares e a PlayStation Now já oferece um modelo semelhante, com os jogos da PS3 e da PS4. A Amazon comprou, ainda, a Twitch, uma plataforma que vai emitir partidas de jogos em directo.

Agenda
24
Jan
European Radio Show & Digital Audio
06:00 @ Paris, França
29
Jan
Nordic data journalism Conference
09:00 @ Trondheim, Noruega
04
Fev
06
Fev
Jornalismo Empreendedor
09:00 @ Cenjor, Lisboa
Connosco
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O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

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A abundância de informação disponível na Internet, hoje acessível a metade da Humanidade e quase sem custos, não significa sempre conhecimento verdadeiro, antes pelo contrário. “Nunca o panorama foi tão desolador: desinformação, manipulação e notícias falsas movem-se à vontade por todo o tipo de suportes. Pode dizer-se que está a ser criada uma realidade mediática que se sobrepõe à verdadeira, ocultando-a.” A reflexão é de Miguel Ormaetxea, editor de Media-tics, que aponta outro problema, trazido pelos próprios media, que se repetem e imitam uns aos outros, ocupando com os mesmos temas todas as capas dos jornais do dia e todas as entradas dos noticiários de rádio ou televisão.

“Como pensam os editores cobrar por conteúdos e instalar paywalls para o acesso a informações que basicamente quase todos têm? Estão alguns meios de comunicação a cavar a sua própria sepultura?” - pergunta.

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A história da liberdade de expressão em Espanha foi, desde o seu nascimento, condicionada pelos esforços dos vários governos no sentido de a controlarem, limitarem ou revogarem. Citando Bill Kovach, é uma liberdade que “está sempre em perigo, porque ameaça sempre os que exercem o poder sobre outros; e está especialmente em perigo quando muitas pessoas se sentem ameaçadas ou inseguras”.

“No sector dos media, os poderes, venham eles de onde vierem, enfraquecem a liberdade de expressão mediante pressões para conseguir que uma notícia seja rectificada ou até nunca chegue a ser publicada, e, em certos casos, para que seja apresentado como informação o que na verdade é publicidade ou propaganda.”

O jornalista Nemesio Rodríguez, Presidente da FAPE - Federación de Asociaciones de Periodistas de España, conta em oito páginas de texto a história dos 40 anos de democracia simbolizados no aniversário da Constituição, de Dezembro de 1978, e sobretudo do seu 20º Artigo, que consagra precisamente a liberdade de expressão. Em Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.
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Combater o populismo começa por conhecê-lo, indentificar as suas causas e os seus equívocos. O que o torna tão aliciante é o facto de “oferecer respostas simples para problemas complexos, construindo uma parede ou negando a ciência”  - afirma o investigador Risto Kunelius, da Universidade de Helsínquia, na Finlândia. Ora, precisamente, não há respostas simples para evitar o seu crescimento. Cabe-nos a todos  - e os media têm nisso um papel importante -  “sustentar um debate normativo que nos ajude a distinguir e a resistir ao racismo, à política de identidade exclusivista, e defender a qualidade do discurso público”.

Foram estas as principais linhas de pensamento de um encontro organizado pela Universidade Católica para discutir o populismo e o papel dos media na sua descontrução. O evento académico, intitulado “Media and Populism – Winter School for the Study of Communication”, foi organizado pela Faculdade de Ciências Humanas e o respectivo Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da Universidade Católica Portuguesa, onde se realizou entre 15 e 19 de Janeiro de 2019.

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Antes do advento do espaço virtual, os “anti-intelectuais” estavam dispersos, não tinham noção da sua força e até se sentiam envergonhados. Mas tudo mudou com a Internet. Como afirmou Umberto Eco, “as redes sociais concederam o direito à palavra a uma ‘legião de imbecis’ que antes falavam apenas ‘num bar e depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a colectividade”. Desse modo, conclui Eco, o grande drama da Internet é que ela pomoveu o “idiota da aldeia” a portador da verdade.

A reflexão é de Francisco Fernandes Ladeira, docente no IFES – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, publicada no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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O Facebook anunciou, muito recentemente, a intenção de gastar 300 milhões de dólares, durante três anos, em conteúdos, parcerias e programas de jornalismo. Este propósito põe-no a par da despesa que o gigante rival, a Google, disse que iria gastar em programas semelhantes  -  “mas, mais importante do que tudo, aumenta a já perigosa co-dependência entre as grandes empresas tecnológicas e os jornais”.

“Tanto a crise financeira do jornalismo como o domínio das grandes plataformas tecnológicas são assuntos importantes, mas são misturados demasiadas vezes; académicos e legisladores europeus têm feito confluir, nos últimos anos, estes discursos separados, sugerindo que há uma solução fácil  - pondo as empresas a financiar o jornalismo. É uma ideia tentadora, e está a criar raízes nos Estados Unidos, mas na verdade seria um erro sério, em especial quando se trata da confiança dos leitores.”

A reflexão é do jornalista britânico James Ball, autor, entre outros, do livro Post-Truth: How Bullshit Conquered the World  [Pós-Verdade: de que modo a treta conquistou o Mundo].
O artigo é publicado na Columbia Journalism Review.

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A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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Segundo a citação tornada famosa, o jornalismo é apenas “o primeiro rascunho tosco da História”. Hoje, ultrapassado em velocidade e abundância de material por toda a desinformação que nos chega pela Internet, já nem isso consegue: o “primeiro rascunho”, agora, vem nas redes sociais, cheias de boatos e teorias de conspiração. E os nossos meios de fact-checking não conseguem ganhar a corrida.

“Fazer fact-checking a Donald Trump, por exemplo, é como ligar um detector de mentiras a um artista de stand-up comedy.”
E combater a desinformação pela Internet “é como disparar uma metralhadora contra um bando desordenado de pássaros.”

As imagens citadas são de James Harkin, director do Centre for Investigative Journalism, e a sua sugestão resume-se numa pergunta:

"Por que não tentarmos restaurar a nossa autoridade fazendo menos, mas com mais profundidade e contexto? O resultado seria um tipo mais lento de jornalismo, que assenta na acumulação de detalhes e aponta para as verdades escondidas por baixo. Esta nova abordagem ao jornalismo já está no ar e podemos chamar-lhe segundo rascunho."
O que há de novo
Há hoje quase uma dezena de plataformas a oferecerem, em streaming, teatro, ópera e bailado à escolha, a troco de uma assinatura mensal. Já havia, há algum tempo, salas de cinema a projectarem em directo óperas e concertos de música clássica, e qualquer receptor de televisão tem canais pagos como o Mezzo, que nos trazem a casa as melhores orquestras do mundo, as vozes mais desejadas e as óperas que se tornaram património cultural da Humanidade.
A reflexão é do jornalista Miguel Ángel Ossorio Vega, que dá conta da nova via de acesso aos grandes espectáculos: o streaming. Com os cinemas a perderem clientela e mesmo os canais de televisão a terem menos audiência, plataformas como a Netflix ou a HBO conquistam cada vez mais pessoas que fizeram da sala de estar, nas suas casas, um novo centro cultural, comercial e de lazer.

O custo é baixo e combinado com a “palavra mágica” da era presente: personalização.

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Na sua Carta aos Leitores, publicada na edição especial de Cuadernos de Periodistas que celebra os 40 anos da Constituição Espanhola, a presidente da Asociación de la Prensa de Madrid, Victoria Prego, chama a atenção para o Artigo 20, que consagra a liberdade de expressão, sublinhando as cláusulas de consciência e de segredo profissional. São ambas mencionadas na alínea d) do seu primeiro parágrafo, deixadas a uma posterior regulamentação legal.

É sobre a história desse passo jurídico que Victoria Prego se debruça, reflectindo sobre a distância que por vezes se instala entre a definição dos direitos e o seu exercício na prática. Os tempos que hoje vivemos não são propícios ao desenvolvimento desses direitos, mas sim propensos à sua limitação, na Espanha como no resto do mundo. Como sugere Victoria Prego, no próprio título que escolheu, é bom que a Constituição nos ampare “na metade da tempestade”, mas temos de estar atentos ao resto.

Em Cuadernos de Periodistas, no site da APM, com a qual mantemos um acordo de parceria.

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O programa de debate político Quadratura do Círculo, há quinze anos transmitido semanalmente pela SIC Notícias, terá a sua última emissão no próximo dia 24 de Janeiro. O “quarteto” implícito no seu nome é, neste momento, constituído por José Pacheco Pereira, Lobo Xavier e Jorge Coelho, tendo como moderador Carlos Andrade.

Segundo confirmou ao DN Ricardo Costa, director de Informação da SIC, o fim do programa deve-se a “várias alterações na grelha”, sendo aproveitada a mudança de instalações, de Carnaxide para Paço de Arcos, para o concretizar.
Mal conhecida esta notícia, e aproveitando o despique eleitoral, logo a RTP e a TVI se puseram em campo para assegurar o reaparecimento da "Quadratura do Círculo". Impera contudo o silêncio por parte dos dois operadores concorrentes, havendo o picante de um ser publico e outro privado. A confirmar-se esta transferência daquele programa é mais um episódio da guerra de audiências.

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Um empresário e um jornalista estão a montar a CNN Brasil que terá a sua sede em São Paulo e prevê a contratação de 400 jornalistas. O projecto nasce, contudo, rodeado de polémica, porquanto os seus impulsionadores são considerados próximos de Jair Bolsonaro, embora o staff do presidente faça constar que não confia na CNN.

De acordo com o jornal electrónico media tics, a prestigiada cadeia americana de noticias chega ao Brasil com uma versão própria em português. A CNN Brasil será um canal distribuído em plataformas por cabo e por internet.  Segundo a mesma fonte, a cadeia terá a sua sede em São Paulo e sucursais no Rio de Janeiro e Brasília.

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O grupo de informação desportiva L’Equipe, desenvolvido em torno do diário francês com o mesmo título, tem motivos para celebrar o ano de 2018, que lhe trouxe grande crescimento de circulação e de vendas. A edição com a segunda vitória mundial da equipa de futebol de França, no dia 16 de Julho, vendeu mais de um milhão de exemplares, sendo a terceira melhor da sua história.

As vendas em quiosque mantiveram-se acima dos 100 mil exemplares por dia durante grande parte do ano, apesar de um recuo em relação ao ano anterior e de uma baixa de 15% nas assinaturas da edição em papel. O ponto forte foi o digital, cujos assinantes duplicaram de 40 mil para 80 mil entre Janeiro e Novembro; o arranque foi à aproximação do Verão, em que subiram dos 53.600 de Maio para os 73 mil em Junho, e prosseguiu depois da Taça do Mundo de futebol.

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O jornal El Pais acaba de lançar a 36ª edição dos Prémios “Ortega y Gasset de Periodismo”, cujo prazo de candidatura termina a 14 de Março próximo.

O prémio destina-se a trabalhos jornalísticos publicados em 2018 na categorias de “A melhor história ou investigação jornalísticas”, “A melhor cobertura multimédia”, “A melhor fotografia” e “Carreira Profissional”.

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O Grupo Gannett  - que detém, entre outros títulos, o diário de expansão nacional USA Today -  foi objecto de uma OPA hostil lançada por outro gigante, a Digital First Media.
A aquisição é proposta por 1,6 mil milhões de dólares e “é credível, porque a MNG Enterprises [outro nome da empresa compradora] já acumulou 7,5% do capital da sua presa”.

A MNG Enterprises, controlada pelo fundo especulativo Alden Global Capital, de Nova Iorque, “é muito mal vista entre os jornalistas”, que neste momento comentam que “os bárbaros estão às portas de Roma”. Segundo Le Figaro, que aqui citamos, ela “é acusada de devastar as redacções para fazer economias, à custa de um abaixamento da qualidade da informação”.

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As associações de jornalistas de mais de três dezenas de grandes meios de comunicação em França, os sindicatos e outras instituições representativas da classe profissional publicaram um comunicado conjunto em que descrevem o agravamento das violências cometidas, no decurso das manifestações dos “coletes amarelos”, contra os repórteres em serviço. Insultos, agressões, ameaças e impedimento da distribuição dos jornais tornaram-se mais frequentes e aconteceram, no último fim-de-semana, em várias cidades francesas.

“A simples verificação de que os jornalistas passaram a necessitar de agentes de protecção para poderem regressar sãos e salvos à redacção é inadmissível. (...)  Impedir os jornalistas de fazerem o seu trabalho é impedir os cidadãos de serem informados, é simplesmente ameaçar a democracia”  -  afirma o texto.

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