Quarta-feira, 16 de Agosto, 2017
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O Clube


O Clube Português de Imprensa fecha em Agosto para férias. E este site também. A partir de 31 de Julho e até 27 de Agosto não serão feitas as habituais actualizações diárias.

Em vésperas de fazermos esta pausa, e à semelhança do que já aconteceu no Verão passado, queremos agradecer aos jornalistas (e aos não jornalistas) pela sua preferência e que têm contribuído com as suas visitas regulares para alargar a audiência deste espaço, lançado há  menos de dois anos, com objectivo de constituir uma alternativa de informação e de reflexão sobre os jornalismo e os jornalistas, sem receio de problematizar as questões que hoje se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, tanto  às empresas editoriais como aos profissionais do sector.

São esses os conteúdos que privilegiamos, a par da cobertura das actividades do Clube, desde os ciclos de jantares-debate, em parceria com o CNC-Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, ao Prémio de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o Jornal Tribuna de Macau; e ao Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, instituído pelo CNC, em conjunto com o CPI e a Europa Nostra .

No regresso prometemos mais novidades no Clube e no site. Boas Férias!   


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Opinião
Ser Jornalista
Dinis de Abreu

O jornalismo vive dias difíceis. O avanço no digital não compensa os jornais que fecham e as redacções que reduzem os quadros. Criou-se um sentimento de precariedade no oficio de jornalsita que ameaça a sua independência. Ou pior: que o coloca numa grande dependência perante as incertezas.

Uma comunicação mal comunicada
Francisco Sarsfield Cabral
A tragédia dos incêndios florestal tem evidenciado uma preocupante desorganização no seu combate. Essa desorganização também se manifesta no campo da comunicação social. A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) anunciou há dias que passaria a concentrar a informação sobre os fogos em dois “briefings” diários na sua sede em Carnaxide – um de manhã, outro...
Dados os muitos terabytes de prosa – sólidamente negativa – com que os media globais saudaram a decisão do presidente Trump, anunciada em discurso na Casa Branca no passado dia 1 de Junho, de retirar os EUA. do Acordo de Paris, seria de esperar uma cobertura exaustiva do tema, ou seja, que nenhum aspecto ou complexidade dessa terrível ameaça para a saúde do planeta escapasse à atenção dos “opinion leaders”, em...
Num livro colectivo acabado de publicar, simultaneamente, em treze línguas e em dezenas de países espalhados pelo mundo inteiro, cuja versão francesa se intitula, significativamente, L’âge de la Régression: Pourquoi nous vivons un tournant historique[1], Appadurai disserta sobre o «sentimento de cansaço» que, na sua opinião domina a esfera pública. Sentimento de cansaço relativamente à forma de fazer...
Fim de semana alucinante, sábado épico, jornada inédita. Muito se tem chamado a este 13 de maio, dia de Fátima, do Santo Padre, do anjo Vitória e do arcanjo Sobral. As notícias, as reportagens, os diretos. O frenesim tem sido imenso. Aliás já começou há uns dias. Amanhã, depois do nascer do sol, era bom que houvesse alguma reflexão sobre o que se passou. Será que tanta agitação na...
Agenda
01
Set
IFA
09:00 @ Berlim, Alemanha
04
Set
11
Set
Jornalismo de Investigação
09:00 @ Cenjor,Lisboa
Connosco
Galeria

O cineasta alemão Wim Wenders foi distinguido com o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, pelo seu contributo para a história multicultural da Europa e dos ideais europeus. Ao ser informado da decisão, Wim Wenders declarou que “a Europa é uma utopia em curso, construída, mais do que por qualquer outra coisa, pelo seu legado cultural”. A cerimónia de entrega do Prémio  - instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura, em cooperação com a “Europa Nostra” e o Clube Português de Imprensa -  terá lugar em 24 de Outubro de 2017, na Fundação Calouste Gulbenkian.

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O jornalismo especializado em questões e pessoas do universo da cultura erudita deve sempre combater “o hábito de escrever textos indecifráveis” que, finalmente, prestam mau serviço à sua missão e distanciam essas pessoas e as suas obras do grande público. “Textos acessíveis não são sinónimos de superficialidade”, mas sim “pontes jornalísticas bem construídas”. É esta a reflexão de Franthiesco Ballerini, jornalista e autor do livro “Jornalismo Cultural no Século 21”, no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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Uma aplicação que permite conhecer uma cidade, não como numa visita guiada, mas sendo o utente a descobrir o ambiente por conta própria. Neste caso dedicada à Zona Portuária do Rio de Janeiro, onde existiu “o maior porto de escravos das Américas no séc.XIX”. O projecto foi desenvolvido pela Agência Pública do Brasil e é apresentado como “uma mistura entre jornalismo e Pokémon Go”, com a tecnologia de geolocalização ao serviço de um levantamento histórico rigoroso dos acontecimentos, felizes ou trágicos, ligados a cada ponto do percurso temático proposto.  

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Um jornalista pode chegar aos 98 anos de idade e gostar tanto do que faz que vai adiando a reforma. Aconteceu com David Perlman, o editor de temas científicos do jornal The San Francisco Chronicle. Bem, desta vez aceitou a ideia e vai mesmo sair. A redacção fez-lhe uma festa de despedida. Entrevistado pelo Poynter Institute, fala dos seus quase 80 anos de carreira, conta como foi, reflecte sobre o que está a acontecer agora e tem recados para nós todos.

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Começaram os Festivais de Verão, e não são todos só de música. Também há, entre eles, lugar para os Festivais de Jornalismo. Um número crescente de jornais descobriu nesta tendência uma boa oportunidade para se reaproximar dos seus leitores, debater preocupações comuns, “reinventar” o jornalismo do futuro. Em França, o mais “antigo” faz agora dois anos de existência e decorre em Couthoures, tendo o Le Monde como um dos parceiros. Chama-se Festival Internacional de Jornalismo “ao vivo”  - numa tradução livre.

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Um jornalista brasileiro que foi ver o que sobrava da “Primavera Árabe”, em 2013, e cobriu depois, como freelancer, o que se passa no Iraque e na Síria, conta como é ser repórter de guerra. Yan Boechat voltou há pouco tempo e foi entrevistado pela Agência Pública, no Rio de Janeiro, na abertura da exposição de fotos “A Batalha por Mossul”, que trouxe da cidade onde passou sete meses acompanhando a guerra entre o “Estado Islâmico” e as forças armadas iraquianas. Toma o seu trabalho a sério mas não tem ilusões. O que um repórter pode fazer na frente é importante, diz, mas não vai mudar o mundo nem tem poder para parar o conflito. A entrevista é reproduzida no Observatório da Imprensa, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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Uma das grandes questões que se põem aos editores dos jornais, em especial nos tempos que correm, é a de saber o que desejariam os leitores encontrar nas suas páginas. O diário britânico The Guardian optou por fazer-lhes directamente essa pergunta e está a experimentar uma pequena secção de consulta pública, no final de determinados artigos, em que o leitor é convidado a dizer o que acha que está em falta, ou que desejaria ver mais explicado. A experiência começou em Março, a resposta é positiva e está a ser usada no seguimento dos temas tratados.

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Os milhões de pedidos formulados todos os dias no motor de busca do Google são uma autêntica “mina de ouro” para os anunciantes  - mas também para os investigadores em ciências sociais. Uma análise daquilo que os internautas perguntam denuncia as suas questões mais “tabu” e as suas opiniões mais embaraçosas. O Google tornou-se “o verdadeiro divã do séc.XXI”. Esta revelação é de um especialista em dados, que trabalhou lá dentro e agora escreve para os jornais e já publicou um livro. 

O que há de novo

 
O Prémio de Jornalismo da Lusofonia é a nova iniciativa promovida pelo Clube Português de Imprensa (CPI) em parceria com o Jornal Tribuna de Macau (JTM), no quadro das comorações que assinalam o 35º aniversário daquele diário de língua portuguesa em Macau.

Com o valor de 10 mil euros e periodicidade anual, o Prémio será atribuído por um Júri constituído por representantes do CPI, do JTM e por personalidades de reconhecido mérito na área do jornalismo ou que se tenham distinguido na defesa, divulgação ou ensino da Língua Portuguesa no Mundo.

Trata-se, pois, de um novo Prémio que, de acordo com o respectivo Regulamento (que inserimos noutro espaço deste site) se destina “a jornalistas e à Imprensa de Língua Portuguesa de todo o Mundo, em suporte papel ou digital”. 

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Estão abertas as inscrições para a XXXV edição dos Prémios de Jornalismo Rey de España, a que podem concorrer jornalistas dos 22 países ibero-americanos, além de países como Angola, Cabo Verde, Estados Unidos, Filipinas, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Israel, Marrocos, Moçambique, Principado de Andorra, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Os trabalhos devem ter sido publicados em língua espanhola ou portuguesa entre 1 de Setembro de 2015 e 31 de Agosto de 2016, encerrando a 30 de Setembro de 2017 o prazo de recepção das candidaturas.

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O Grupo Cofina anunciou a nomeação de Octávio Ribeiro, até aqui director do Correio da Manhã e do canal CMTV, como director-geral editorial de todos os títulos detidos pela empresa. Além do CM e da CMTV, o Grupo detém jornais como o Record, Jornal de Negócios e Destak. A empresa é ainda responsável pelas revistas Sábado, TV Guia, Máxima e Vogue. Na Internet, e além dos sites dos meios já referidos, a Cofina conta ainda com a página da Flash e de Aquela Máquina.

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O Grupo Impresa, de Francisco Pinto Balsemão, fechou o semestre com lucro de 85.603 euros. Este resultado constitui, no entanto, um revés para o Grupo, dado que traduz uma quebra na ordem dos 93%, comparativamente com os lucros apresentados no período homólogo do ano passado, fixados em 1,2 milhões de euros. 

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Enquanto aguarda o veredicto dos reguladores no negócio com a Altice, o Grupo Media Capital anunciou a melhoria dos lucros no primeiro  semestre, traduzido num aumento de 13% comparativamente com os resultados obtidos no semestre homólogo de 2016. Segundo o relatório enviado à CMVM,  a Media Capital, que detém a TVI, registou um lucro na ordem dos 8,3 milhões de euros, que contrasta com as quebras sentidas pelos principais grupos concorrentes.

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O diário digital espanhol Bez.es despediu-se dos seus leitores e fechou a edição, dois meses exactos antes de fazer dois anos de vida. Deixa também dois editoriais de adeus, um a apontar o dedo às “grandes dormideiras da sociedade”, as empresas tecnológicas, o outro sublinhando a “liberdade e independência” com que sempre desejou marcar a sua identidade. 

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Numa boa ilustração da diferença que há entre o valor de uma coisa e o seu preço  - mas também da desvalorização a que tem chegado a grande Imprensa -  o jornal mais antigo de Chicago, anterior à própria Guerra Civil Americana, foi vendido pelo preço simbólico de um dólar. Isto não quer dizer que feche imediatamente. Há mesmo um programa de estratégia digital, para trazer The Chicago Sun-Times para junto da geração dos dispositivos móveis. Vamos ver.

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Um estudo elaborado para o Parlamento Europeu, sobre o pluralismo dos media na sociedade digital, tem um diagnóstico crítico sobre a insuficiente transparência das relações entre os poderes políticos e económicos e termina com uma série de recomendações para o seu melhoramento. O trabalho baseia-se numa análise da situação vivida em sete Estados-membros  - Bulgária, França, Grécia, Hungria, Itália, Polónia e Roménia. 

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