null, 11 de Abril, 2021
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O Clube


Ao completar 40 anos de actividade ininterrupta o CPI – Clube Português de Imprensa tem um histórico de que se orgulha. Foi a 17 de dezembro de 1980 que um grupo de entusiastas quis dar forma a um projecto inédito no associativismo do sector. 

Não foi fácil pô-lo de pé, e muito menos foi cómodo mantê-lo até aos nossos dias, não obstante a cultura adversarial que prevalece neste País, sempre que surge algo de novo que escapa às modas em voga ou ao politicamente correcto.
O Clube cresceu, foi considerado de interesse público; inovou ao instituir os Prémios de Jornalismo, atribuídos durante mais de duas décadas; promoveu vários ciclos de jantares-debate, pelos quais passaram algumas das figuras gradas da vida nacional; editou a revista Cadernos de Imprensa; teve programas de debate, em formatos originais, na RTP; desenvolveu parcerias com o CNC- Centro Nacional de Cultura, Grémio Literário, e Lusa, além de outras, com associações congéneres estrangeiras prestigiadas, como a APM – Asociacion de la Prensa de Madrid e Observatório de Imprensa do Brasil.
A convite do CNC, o Clube juntou-se, ainda, à Europa Nostra para lançar, conjuntamente, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, instituído pela primeira vez em 2013, em, homenagem à jornalista, que respirava Cultura, cabendo-lhe o mérito de relançar o Centro e dinamizá-lo com uma energia criativa bem testemunhada por quem a acompanhou de perto.
Mais recentemente, o Clube lançou os Prémios de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o jornal A Tribuna de Macau e a Fundação Jorge Álvares, procurando preencher um vazio que há muito era notado.
Uma efeméride “redonda” como esta que celebramos é sempre pretexto para um balanço. A persistência teve as suas recompensas, embora, hoje, os jornalistas estejam mais preocupados com a sua subsistência num mercado de trabalho precário, do que em participarem activamente no associativismo do sector.
Sabemos que esta realidade não afecta apenas o CPI, mas a generalidade das associações, no quadro específico em que nos inserimos. Seriam razões suficientes para nos sentarmos todos à mesa, reunindo esforços para preparar o futuro.
Com este aniversário do CPI fica feito o convite.

A Direcção


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Opinião
Se olharmos para o ranking da liberdade de imprensa, elaborado pela organização internacional Repórteres sem Fronteiras (RSF), verificamos que Portugal fecha o top ten em 2020, entre 180 países avaliados, tendo melhorado duas posições desde o ano anterior. É uma classificação confortável, numa lista liderada pela Noruega, onde a vizinha Espanha aparece em 29.º lugar e a Coreia do Norte em último, um exemplo...
Limites da liberdade de expressão
Francisco Sarsfield Cabral
Na internet não deve continuar a prevalecer a lei da selva. O que não é um apelo à censura, muito menos se ela for praticada pelos gestores das empresas tecnológicas. Cabe à política, e não às empresas, assegurar o bem comum. Quem escreve na internet deverá sujeitar-se às condições jurídicas que não permitam atos que são considerados crimes nos media tradicionais.Não há...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...
A ideia fundadora do CPI, pelo menos a que justificou a minha adesão plena à iniciativa, foi o entendimento de que cada media é uma comunidade de interesses convergentes. A dos editores da publicação, a dos produtores, a dos que comercializam. Isto é, uma ideia cooperativa de acionistas, jornalistas e outros trabalhadores. E, obviamente, uma ideia primeira de independência e de liberdade. Esta ideia causou, há quarenta anos, algum...
Breves
Mediapro France

Um grupo de ex-colaboradores da Mediapro France, o fornecedor de serviços técnicos responsável pela produção televisiva de jogos para a Téléfoot, está a contestar o plano de despedimento em que foi visado.

A Mediapro France é a sucursal de produção francesa do Grupo sino-espanhol Mediapro, criador do canal Téléfoot, que cessou as suas emissões em Fevereiro.

Com a pandemia, a Mediapro France não conseguiu fechar novos contratos com emissoras, o que resultou na dispensa de 90 empregados.

Os colaboradores dispensados consideraram, entretanto, que o plano oferecido é “indigno, com um mínimo legal que não é, de todo, proporcional ao Grupo e à realidade do mercado".

O Sindicato CGT apela, agora, à negociação.

Prémio de Jornalismo

A Artemisan Foundation convocou o primeiro Prémio de Jornalismo 'Mundo Rural', com o objectivo de distinguir trabalhos que incentivem e apoiem valores positivos relacionados com as actividades produtivas em áreas rurais.

De acordo com o regulamento, podem candidatar-se jornalistas portugueses com trabalhos publicados em qualquer “media” espanhol.

O regulamento esclarece, igualmente, que serão atribuídos dois prémios: um no valor de 2.500 euros e outro de 500 euros.

Os interessados deverão submeter a candidatura até 31 de Setembro.

“Chat” do “Le Monde”

O jornal “Le Monde” criou um “chat” para responder às questões dos leitores.

A partir de agora, na primeira terça-feira de cada mês, o vice-director do Departamento de Relação com os Leitores, Gilles van Kote, responderá, directamente, a questões sobre o funcionamento e opções editoriais do “Monde”.

Este novo “chat” surge na sequência do lançamento da editoria “Le Monde & Vous”, que narra a história do jornal , da relação com os seus leitores e do compromisso com a liberdade de imprensa.

Com esta nova iniciativa, o “Monde” espera assegurar a transparência e promover o diálogo entre jornalistas e consumidores.


RDP

O jornalista Rui Pêgo apresentou a demissão do cargo de director dos serviços de programas de rádio Antena 1, RDP África e RDP Internacional.

“O conselho de administração compreende e aceita a decisão pessoal e agradece ao Rui Pêgo, pela qualidade, profissionalismo e empenho demonstrados ao longo dos últimos anos, nas diversas funções de direção desempenhadas nas antenas da rádio pública”, referiu a RTP em comunicado.

Rui Pêgo será, agora, substituído por Ricardo Salvador, actual director-adjunto da Antena 1.

 

Jornalistas agredidos

Uma jornalista do departamento regional do canal France 3 foi agredida durante a cobertura de um incidente em Les Vans.

De acordo com a direcção do canal, um homem danificou a câmara de filmagem daquela jornalista, que acabou por atingi-la no rosto.

"O departamento de informação da France Télévisions, a gestão da rede regional da France 3 e a gestão regional da France 3 Auvergne-Rhône-Alpes condenam, veementemente, este ataque a uma jornalista, que estava a exercer a sua função de informar”, referiu a emissora em comunicado.

A equipa France 3 estava a reportar a partir de Les Vans, uma semana após a realização de um comício que reuniu duas mil pessoas para um concerto da banda HK et les Saltimbanks.

Os jornalistas foram para o local após receberem informações sobre a organização de um novo comício.

 

Agenda
12
Abr
Jornalismo de Dados
18:00 @ Cenjor
15
Abr
IV Jornada de Comunicación AECC
10:00 @ Conferência "Online" da Asociación Española de Comunicación Científica
16
Abr
16
Abr
20
Abr
How Silicon Valley Is Transforming News Business
10:00 @ Conferência "Online"
Connosco
Galeria

Nos últimos anos, os cidadãos têm manifestado um baixo nível de confiança nos “media”, alegando que a imprensa é tendenciosa e que dissemina “fake news”.

Ainda assim, de acordo com um estudo publicado na plataforma “Gallup”, 70% dos norte-americanos acredita que a credibilidade dos “media” poderá ser recuperada.

Este tema foi analisado na tese de mestrado de Dan Salamone, para a Universidade do Missouri, que investigou sobre a importância dos “ombudsman” na criação de uma boa relação com os leitores.

Salamone recordou, neste âmbito, que os “ombudsman”, ou provedores do leitor, começaram a surgir na década de 1960, e atingiram o pico da sua relevância na década de 1980.

Contudo, hoje em dia, existem poucos provedores nos Estados Unidos.

Por isso mesmo, Salamone entrevistou oito profissionais que já exerceram esta função, para que estes esclarecessem qual o papel dos “ombudsman” e qual a sua importância no espaço mediático.

“O ‘ombudsman’ era considerado uma pessoa independente e autónoma , ao mesmo nível do editor-executivo, mas sem funções noticiosas” afirmou Mark Prendergast, que foi provedor do “Stars and Stripes” entre 2009 e 2012.

Já Clark Hoyt, provedor do “New York Times” entre 2007 e 2010, disse que “trabalhava para o público”, ao explicar as funções do jornalismo e os valores da instituição.

Por sua vez, Elizabeth Jensen, provedora da National Public Radio, entre 2015 e 2019 afirmou que o seu papel era “recolher os factos”, “estabelecer contacto com os leitores”, “representar o público” e garantir a transparência.

Os restantes provedores entrevistados referiram, igualmente, os valores da transparência e da representação dos leitores no interior da redacção, bem como a sua própria independência.

 

Galeria

Dois deputados de Macau pediram, na Assembleia Legislativa (AL), que o Governo rectificasse as directivas patrióticas impostas às redacções de língua portuguesa e inglesa da TDM -Teledifusão de Macau.

“O Governo deve exigir à TDM a revisão imediata dessas directrizes controversas, e tentar, com boa vontade, restabelecer a relação laboral com os trabalhadores que se demitiram em defesa da liberdade de imprensa”, disse Ng Kuok Cheong, referindo-se à actual situação na emissora pública de Macau, que levou à demissão de seis jornalistas portuguesas.

De forma a evitar que a imagem de Macau e da própria China seja afectada junto da comunidade internacional, aquele deputado pró-democracia afirmou, ainda, que o Governo deve “garantir a liberdade de imprensa no serviço público de radiodifusão, para salvaguardar os direitos e liberdades fundamentais dos residentes”.

No mesmo debate, o deputado Sulu Sou frisou que o Governo tem de assumir a responsabilidade e “rectificar os requisitos internos da TDM que violem a lei, fiscalizando a Comissão Executiva nomeada pelo Chefe do Executivo para tomar medidas práticas” que salvaguardem e promovam “ a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e a liberdade de edição, tal como estipulado na Lei Básica e na Lei de Imprensa”.

O mais jovem deputado de Macau, que marcou presença numa manifestação de apoio à liberdade de imprensa na região em frente à sede da TDM, pediu, igualmente, aos responsáveis da Radiodifusão de Macau que “assumam a promessa de que a TDM e os seus profissionais da comunicação social não sejam aproveitados como instrumento de divulgação do Governo”.

Já o deputado Wu Chou Kit, também no plenário, discordou dos apelos dos dois colegas pró-democratas, e afirmou que o Governo não deve interferir “nem deve ser solicitado a interferir com os assuntos internos da empresa e com a independência dos meios de comunicação social”.

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O jornal “Monde” dispõe, agora, de um “chat” mensal, para responder, directamente, às questões dos seus leitores.

Na primeira edição, que decorreu na primeira terça-feira de Abril, o vice-director do Departamento de Relação com os Leitores, Gilles van Kote, esclareceu dúvidas sobre sobre o modelo publicitário do jornal, modelos de subscrição e imparcialidade dos "media".

Kote começou por responder a uma questão sobre as caixas de comentários disponíveis nos artigos do “Monde”.

De acordo com aquele responsável, ao contrário do que acontece noutras publicações, o “Monde” não tenciona fechar este espaço. Contudo, esta ferramenta passará a estar disponível, apenas, para subscritores.

Kote esclareceu, igualmente, uma dúvida sobre a orientação política dos “media” e sobre a imparcialidade dos jornalistas.

Neste âmbito, afirmou que não existe imparcialidade absoluta, apenas “neutralidade”. Além disso, Kote referiu que o jornal se identifica como sendo de “centro-esquerda”, embora seja lido por cidadãos de todos os espectros políticos.

O mesmo responsável justificou, ainda, a existência de publicidade nas páginas do “Monde”, explicando que estes investimentos representam um quarto das receitas totais do jornal.

Neste contexto, Kote esclareceu que o “site” do “Monde” apresenta, por vezes, anúncios de “baixa qualidade”, por utilizar um agregador. Este problema está, agora, a ser corrigido no sentido de eliminar publicidade incompatível com os ideais do título.

Kote respondeu, ainda, a uma questão sobre a utilização de artigos da AFP, esclarecendo que a sua utilização serve para reforçar o “feed” de notícias gratuitas.

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No final de Março, o “Monde” tornou-se o primeiro jornal francês a alcançar o patamar de um milhão de subscritores no YouTube.

O canal do “Monde”, que foi lançado em 2016, disponibiliza conteúdos gratuitos e originais sobre os principais acontecimentos em França e no estrangeiro.

Até agora, o jornal francês já publicou mil vídeos, com temáticas tão variadas como geopolítica, ciência, história e meio ambiente.

Cada vídeo conta com a colaboração da equipa editorial do “Monde” e com especialistas em multimédia.

Estas equipas já realizaram, igualmente, algumas minisséries informativas, destacando-se a “Negócio do Rap” e “História do Brexit”, que recebeu uma menção honrosa no Prix Louise Weiss de Jornalismo Europeu.

É, ainda, de sublinhar a acessibilidade dos vídeos, que disponibilizam legendas em francês e em inglês.

Esta aposta multimédia tem sido, especialmente, bem recebida pelas camadas mais jovens, já que 57% dos espectadores do canal do “Monde” têm entre 18 e 34 anos.

Este ano, o “Monde” planeia reforçar a sua oferta, com novas minisséries e mais conteúdos educativos sobre política.


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Com a era digital e o aparecimento das redes sociais, os “media” tiveram que adaptar o seu “modus operandi”, de forma a criar conteúdos atractivos para as camadas mais jovens da sociedade.

No entanto, segundo notou Denise Becker num artigo publicado no “Observatório da Imprensa” -- associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- este tem sido um processo complicado para muitos títulos, que ainda não compreendem o funcionamento destas novas plataformas.

Becker nota, neste sentido, que a maioria dos jornalistas continua a basear-se nos princípios tradicionais da profissão, em que a informação e os factos são as prioridades.

Por outro lado, os utilizadores das redes sociais demonstram-se cada vez mais exigentes, procurando consumir notícias que os entretenham e que vão ao encontro dos seus interesses pessoais.

Ainda assim, alguns especialistas consideram que os editores não devem focar toda a sua atenção na produção de vídeos para redes sociais como o TikTok ou o Snapchat.

A título de exemplo, Samuel Lima, da revista “objETHOS”, sublinha que o sucesso dos “media” nas redes sociais é algo ilusório, controlado por um algoritmo.

Por outro lado, o professor Nicholas Diakopoulos diz que os obstáculos ao progresso e inovação nas organizações de notícias resultam de processos culturais, em parte porque o jornalismo não veio de uma cultura de “design” centrada nos valores das pessoas.

Segundo este especialista, o jornalismo é muito parecido com a Ciência da Computação, porque ambas as áreas se preocupam com a informação.

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Com a pandemia, muitos jornalistas passaram a desempenhar as suas funções em regime de teletrabalho, o que os obrigou a conjugar a vida familiar e profissional num único espaço.

Perante esta nova realidade, a jornalista Kristen Hare, do Instituto Poynter, organizou uma conferência com vários jornalistas norte-americanos, que falaram sobre as principais perdas e conquistas registadas durante este período.

Por um lado, os colaboradores do “Sahan Journal” dizem sentir falta do contacto com os colegas de profissão e do sentimento de comunidade.

Neste sentido, os profissionais revelaram, igualmente, que deixaram de ter acesso a um espaço de redacção sossegado e com vários recursos disponíveis.

“Como tenho filhos pequenos, e porque os filhos pequenos não ficam menos exigentes só porque temos prazos para cumprir, passou a ser difícil contar histórias”, afirmou o repórter de política Jason Rosenbaum.

Da mesma forma, os jornalistas do “19th”, um projecto lançado em Janeiro, não tiveram a oportunidade de estabelecer laços com a restante equipa.

Por outro lado, os profissionais entrevistados revelaram ter conquistado alguns pontos positivos.

A fundadora do “19th”, Amanda Zamora, passou a preocupar-se, mais activamente, com as necessidades do “staff”, encarando a vida familiar de cada jornalista com um maior nível de empatia.

Já Jason Rosenbaum notou, por sua vez, que, por trabalhar a partir de casa, conseguiu inovar nos métodos de reportagem e estabelecer contacto com novas fontes.

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A pandemia fez com que surgissem novas vagas de desinformação, que negam a existência de um vírus e disseminam teorias da conspiração.

Perante este cenário, tornou-se crucial que os jornalistas consigam estabelecer uma comunicação eficaz com a sua audiência, para que os factos sejam mais relevantes do que a opinião de círculos de amigos ou familiares, considerou a jornalista Rennata Bianco num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Bianco recorda, neste sentido, um guia de comunicação emitido, em 2018, pela Organização Mundial de Saúde (OMS)

Neste documento, a OMS recomenda que os “media” noticiem surtos virais precocemente, mesmo com informações incompletas, para minimizar a partilha de desinformação.

A OMS sugere, da mesma forma, que a imprensa forneça informações sobre segurança pessoal, mantendo a transparência e respondendo às dúvidas dos cidadãos.

Bianco considera, contudo, que estas medidas não estão a ser aplicadas no Brasil, onde existe muito “ruído” político e mensagens públicas contraditórias.

Segundo recordou a autora, este tipo de comportamento resulta em movimentos negacionistas, que reforçam as vagas de desinformação, partilhadas, rapidamente, através das redes sociais.

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Para muitos jornalistas, o percurso profissional inicia-se após a conclusão de um curso universitário, através da realização de um estágio e acompanhamento de veteranos.

Contudo, nos Estados Unidos, alguns jovens dão os primeiros passos no jornalismo enquanto adolescentes.

No início de 2021, todas as publicações jornalísticas das Universidades de Ivy League eram dirigidas por mulheres. E, de acordo com o jornal “The Daily Princetonian”, da Universidade de Princeton, o percurso destas estudantes começou mesmo antes do ingresso no ensino superior.

Hadriana Lowenkron e Sarah Braka, editoras-executivas do “Daily Pennsylvanian” e do “Columbia Daily Spectator”, respectivamente, começaram a fazer reportagens enquanto alunas no ensino secundário.

Este primeiro contacto com o jornalismo fez com que as jovens quisessem continuar ligadas à profissão, enquanto universitárias.

“Foi o ponto alto do meu ensino secundário”, confessou Braka. “Quando ingressei em Columbia e comecei a ler os artigos do ‘Spectator’ soube, imediatamente, que queria juntar-me ao projecto”.

O mesmo aconteceu com Amanda Su, editora-executiva do “Harvard Crimson”, que começou a colaborar com o jornal da escola secundária por convite de uma professora.
Mesmo com um percurso semelhante no jornalismo estudantil, nenhuma destas jovens esperava chegar à posição mais alta dos jornais para os quais colaboram.

O que há de novo

A Comissão de Trabalhadores (CT) da Lusa criticou o presidente cessante, Nicolau Santos, pela “falta de esclarecimentos” sobre a exploração de sinergias com a RTP.

De acordo com o projecto estratégico 2021-2023 apresentado na candidatura da nova dupla de administradores da RTP, Nicolau Santos e Hugo Figueiredo, prevê-se a exploração de sinergias com a agência Lusa “na área da gestão de espaços e na colaboração editorial”.

Em comunicado, a CT conta que questionou Nicolau Santos sobre o tema, tendo o gestor respondido: “Significa isso mesmo: explorar sinergias na gestão de espaços e na colaboração editorial. Nada mais do que isso”.

Para a CT da Lusa, “esta falta de esclarecimentos suscita mais dúvidas do que respostas”, considerando que “nunca, como hoje, foi tão importante a autonomia dos jornalistas para que a informação seja clara, rigorosa e verificável”.

A Comissão de Trabalhadores salienta, da mesma forma, que “ninguém pode admitir que se pense sacrificar a voz da única agência de informação portuguesa com presença mundial e que fornece todas as televisões portuguesas, especialmente as concorrentes da RTP, graças à sua presença nos países lusófonos e resto do mundo”.

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A jornalista Danielle Kwateng foi nomeada para o cargo de editora-executiva da “Teen Vogue”, após a demissão (forçada) de Alexi McCammond.

McCammond, que ficou conhecida enquanto correspondente política para a revista “Axios”, foi “convidada a sair” ainda antes de assumir a liderança da revista juvenil de moda, por ter publicado, em 2011, “tweets” que foram considerados ofensivos.

Estas publicações resultaram em pressão dos investidores, que consideraram que McCammond não seria a pessoa indicada para representar a marca.

A editora Condé Nast reuniu-se, posteriormente, com a jornalista, chegando a um acordo mútuo sobre seu afastamento.

Agora, a liderança editorial da “Teen Vogue” será assegurada por Danielle Kwateng, antiga responsável pelas secções de cultura e entretenimento do título.

Kwateng publicou, entretanto, uma nota no “site” da publicação, demonstrando-se atenta às preocupações e interesses dos leitores.

“Nós, na ‘Teen Vogue’, lemos todos os vossos ‘e-mails’ e comentários, e tivemos em conta a frustração perante as publicações nas redes sociais”, afirmou, referindo-se aos “tweets” de McCammond.

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O jornal “João Semana”, publicado há 107 anos no concelho de Ovar, está suspenso por tempo indeterminado devido a constrangimentos financeiros e dificuldades em angariar apoios locais, de acordo com a agência Lusa.

Inicialmente semanal, e nos últimos anos com periodicidade quinzenal devido ao mesmo tipo de problemas, este jornal do distrito de Aveiro é propriedade da Fábrica da Igreja de Ovar e, até Novembro de 2020 era dirigido pelo pároco Manuel Bastos.

No mês seguinte, o padre Vítor Pacheco, que assumiu a direcção do periódico, contactou os assinantes do “João Semana” a alertar para “encargos incomportáveis” com a manutenção do jornal e apelando à angariação de novos assinantes.

As colectas na igreja, durante as missas, também foram insuficientes para auxiliar o quinzenário: “os constrangimentos causados pela pandemia reduziram, drasticamente, as ofertas recebidas na igreja, o que veio agravar ainda mais a sua debilidade económica”.

“As pessoas não têm noção do esforço que manter o jornal implica e estamos a tentar arranjar soluções que permitam salvaguardar a continuidade da marca, contactando empresas e instituições, de alguma responsabilidade, que nos possam ajudar”, declarou Victor Pacheco.

Defendendo que as vendas de uma tiragem quinzenal de mil exemplares — dos quais 900 para assinantes e 100 distribuídos em banca — não é suficiente para fazer face às despesas, o pároco reconheceu, por outro lado, que a audiência do jornal está envelhecida e que é necessário chegar a leitores mais jovens.

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O Conselho Superior de Televisão francês (CSA) confirmou ter recebido as primeiras queixas contra as reportagens do canal chinês CGTN, cujas emissões já foram suspensas no Reino Unido.

As queixas foram apresentadas pela organização não-governamental Safeguard Defenders, que condena a repressão dos Uighurs na região autónoma de Xinjiang.

Estas acusações surgiram na sequência de uma entrevista concedida por Abudurehim, um Uighur exilado na Austrália, que acusou a CGTN de o difamar.

De acordo com Abudurehim, a CGTN coagiu uma das suas filhas a conceder uma entrevista, de forma a contradizer uma outra reportagem sobre os Uighur, emitida pela CNN.

O CSA está, agora, a investigar as acusações.

"O CSA gostaria de recordar que o canal, que controla de muito perto, é obrigado a respeitar as directrizes estabelecidas na lei. Se for encontrada uma violação, a CSA intervirá", disse aquela autoridade reguladora francesa, que confirmou, recentemente, que é responsável pela regulação das actividades da CGTN na Europa, após a revogação da licença britânica do canal.

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O TikTok vai introduzir a possibilidade de gerar legendas automáticas, com o objectivo de reforçar a acessibilidade dos conteúdos para utilizadores com défice auditivo.

Esta nova opção aparecerá após a gravação ou carregamento do conteúdo, no menu de edição da plataforma. Aí, os criadores de conteúdo da rede social poderão activar a opção de legendas automáticas antes de efectuar a publicação.

A opção, para já disponível apenas em inglês e japonês, será oferecidade forma simples, sem que o criador de conteúdo precise de ter trabalho adicional.

A par dos indivíduos com dificuldades auditivas, as legendas automáticas ajudarão, igualmente, os “utilizadores comuns” a desfrutar dos conteúdos, sempre que não puderem, ou não quiserem, activar o respectivo áudio.

Em comunicado, a rede social sublinhou a importância da inclusividade e da interacção com a comunidade “online”, como forma de incentivar a liberdade de expressão.

Partindo desta premissa, o TikTok afirma continuar a trabalhar para tornar a sua rede social acessível ao maior número possível de utilizadores.

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Dois jornalistas guineenses, que colaboram com a rádio privada Capital FM, estão a ser investigados na sequência de uma queixa-crime por difamação, denunciou o Comité para a Protecção de Jornalistas (CPJ).

De acordo com o CPJ, os procuradores questionaram os jornalistas -- Sumba Nansil e Sabino Santos -- sobre a sua conduta.

Em causa está uma queixa apresentada pela Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), que acusou a Capital FM de ter, alegadamente, difamado a empresa nos seus comentários.

A 27 de julho de 2020, a rádio anunciou que "homens armados não identificados" assaltaram as suas instalações, após terem imobilizado o segurança.

Na sequência daquele ataque, os jornalistas questionaram a actuação da EAGB que, dias antes, terá mudado os equipamentos de fornecimento da energia eléctrica da rede pública.

"A EAGB não quer ser culpada, mas foi a sua falta de serviço que deixou a estação vulnerável", argumentou Nansil, citado em comunicado.

Perante este cenário, o CPJ apelou às autoridades guineenses que encontrassem uma alternativa à investigação por difamação.

"As autoridades da Guiné-Bissau devem abandonar a sua investigação por difamação criminal à rádio Capital FM e aos seus jornalistas e deixar o órgão reportar livremente", afirmou a coordenadora do CPJ, Angela Quintal.

"O país deve eliminar as suas obsoletas leis de difamação criminosa e assegurar que existem soluções civis adequadas para tais questões, seguindo a tendência em toda a África e no resto do mundo", acrescentou aquela responsável.

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O “ Daily Telegraph” anunciou a criação de 60 novos postos de emprego, na sequência de ter alcançado o patamar de 600 mil subscritores.

Com este investimento, o jornal espera alcançar um milhão de assinantes e 10 milhões de utilizadores registados até 2023.

As novas posições incluem oportunidades para jornalistas de investigação, produtores de conteúdo, editores de áudio e imagem, bem como para repórteres de arte.

O jornal irá, ainda, introduzir novos processos de produção de conteúdos digitais, para que os leitores tenham acesso a reportagens multiplataforma de alta qualidade.

Além disso, o “Telegraph” está a criar a sua primeira “equipa de inovação”, responsável pela implementação de novas estratégias de fidelização.

Por outro lado, o jornal vai desmantelar a editoria de inteligência artificial, o que irá resultar numa reorganização da redacção.

Os colaboradores desta editoria deverão, agora, passar a redigir para as secções de negócios ou tecnologia.

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A Rússia prolongou, até 15 de Maio, a redução de velocidade aplicada ao Twitter, informou o regulador russo das comunicações que já chegou a ameaçar bloquear esta rede social norte-americana.

As restrições do Roskomnadzor, a entidade reguladora russa, são uma resposta às políticas do Twitter, que se recusou a eliminar conteúdos proibidos no país, entre as quais 2.569 incitações ao suicídio de menores de idades, 450 com pornografia infantil e 149 sobre o consumo de drogas.

As autoridades russas emitiram, entretanto, 28 mil requerimentos oficiais para que os conteúdos fossem retirados.

Assim, no passado dia 10 de Março, o Roskomnadzor reduziu a velocidade de ligação da aplicação Twitter para 100% dos telemóveis e para 50% dos aparelhos fixos, o que afecta o envio de fotografias e vídeos, mas não as mensagens de texto.

Mais tarde, a 2 de Abril, um tribunal de Moscovo impôs três multas de 8,9 milhões de rublos (116 mil dólares) àquela rede social por não eliminar conteúdos proibidos pela lei.

Por outro lado, o Roskomnadzor indicou, em comunicado, que o Twitter eliminou 2.100 das 3.168 entradas assinaladas.

Com a redução da velocidade do serviço, o regulador russo espera que o Twitter elimine os restantes conteúdos.

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