Segunda-feira, 27 de Fevereiro, 2017
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O Clube


Passou um ano. O site do CPI – Clube Português de Imprensa completou o primeiro ciclo de vida, com um registo muito gratificante de visitantes, sempre em crescendo.

Quando começamos, inexperientes mas determinados, moveu-nos a convicção de que fazia falta na paisagem digital um projecto como o desta Associação, animado pelo propósito de ser um fórum de debate das questões emergentes na sociedade da informação e no jornalismo.

A par da divulgação das actividades desenvolvidas no CPI, designadamente, os ciclos temáticos de jantares-debate, procuramos, também, dar eco atempado de iniciativas oriundas de associações congéneres, bem como de estruturas relacionadas com a profissão, como sejam o Sindicato de Jornalistas e a Casa da Imprensa.

Nesse sentido pudemos ainda intensificar o intercâmbio com a AIEP – Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal, contando com a colaboração de alguns dos seus membros, e ainda com a API - Associação Portuguesa de Imprensa, que colaborou igualmente connosco.


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Opinião
Ao princípio da tarde ensolarada do passado dia 22 de dezembro apanhei, no Cais do Sodré, o barco para o Seixal. O destino era a Tipografia Popular onde ia juntar-me a um grupo de miúdos que frequentavam a oficina de tempos livres das férias do Natal da Fundação Vox Populi. Viagem rápida, águas calmas, poucos passageiros. Fiz, a pé - uns escassos 15 minutos -, o percurso  entre o cais de desembarque e a Praça Luís...
Com a morte de António Freitas Cruz - como se informa noutro espaço deste site -, o jornalismo perdeu um dos seus grandes nomes. E uma das suas referências. Foi ele quem relançou o “Jornal de Noticias” do Porto – a sua paixão de sempre como  jornalista -, promovendo-o a uma dimensão nacional  que não tinha. Sob o impulso da sua direcção,  o “JN” rompeu com o  âmbito...
Combater as notícias falsas
Francisco Sarsfield Cabral
Tim Cook, CEO da Apple, apelou recentemente a uma “campanha maciça” contra a onda de notícias falsas, deliberadamente colocadas nas redes sociais e noutros locais da internet. O Facebook já tomou algumas medidas para limitar as notícias falsas, mas são claramente insuficientes. Nos Estados Unidos, sobretudo durante a recente campanha eleitoral, multiplicaram-se as “fake news”, maioritariamente prejudicando Hillary Clinton. Agora, com...
Hoje estamos todos de parabéns, pois temos o privilégio de participar num notável acontecimento literário. A publicação deste livro é, de facto, um grande acontecimento. Sem ele, muitas pérolas literárias se perderiam para sempre, esquecidas em páginas de jornal deitadas para o lixo ou arquivadas em bibliotecas onde só seriam consultadas por especialistas. Por isso, na pessoa do Dr. Artur Santos Silva, felicito...
Credibilidade é palavra-chave do jornalismo. Com ela cresceram os jornais; por falta dela suicidam-se jornais, rádios e televisões – não a internet que na generalidade dos sites não é isso que se procura. Que a credibilidade do jornalismo anda pelas ruas da amargura prova-se com eventos recentes: Trump ganhou contra a esmagadora maioria da informação qualificada norte-americana (tinha consigo 9 diários e 4 semanários...
Agenda
28
Fev
09
Mar
XVIII Congreso de Periodismo Digital
09:00 @ Huesca, Espanha
15
Mar
Changing Media Summit 2017
09:00 @ Victoria House,Londres, Reino Unido
Connosco
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A União Europeia começou com um projecto generoso, mas talvez “com excessiva ambição”. Não estava preparada para os “choques assimétricos” causados pelas diferenças de desenvolvimento económico e cultural entre os vários países, agravados pela crise económica de 2008, que desembocou na crise das dívidas soberanas e num processo de ressentimentos e desagregação.

Com a queda do muro de Berlim, desapareceu o inimigo comum que funcionava como “factor agregador de unidade”. É altura de a Europa fazer uma reflexão indispensável sobre o seu projecto, e “não vemos que essa reflexão esteja a ser feita”. Mas pode ser que o efeito Trump e o efeito Putin, com a “aproximação aparente entre os dois”, levem de facto a Europa a reflectir e a reencontrar “uma maior pulsão para a unidade e para a solidariedade”.

Foi nestes termos que Daniel Proença de Carvalho descreveu a história recente da convergência europeia e a nota positiva possível no actual clima de imprevisibilidade. A sua palestra foi proferida no contexto da série de jantares-debate em curso, promovidos pelo Clube de Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário.

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Foi divulgado pelo OberCom – Observatório da Comunicação, e encontra-se acessível no respectivo site, o Relatório intitulado “Notícias, Fake News e a Participação Online”, que estuda as dinâmicas dos utilizadores de Internet no que se refere às redes sociais e sua influência, tanto na participação cívica e pública como nas práticas de leitura informativa. Pretende também compreender a participação em processos de mobilização social em Portugal, “em casos como o do movimento ‘Geração à Rasca’ e de protestos anti-austeridade”.

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A Imprensa privada na Polónia é agora directamente visada por um projecto de lei anunciado pelo partido no poder, que pretende fazer uma "reforma dos media" e conseguir a "repolonização" do mercado da comunicação social. O meio anunciado é a "supressão dos monopólios", apontada contra os media que têm participação de capitais estrangeiros. Vários títulos têm sofrido, ao longo de 2016, a vigilância das autoridades, que detêm, por via da publicidade de entidades públicas, um poderoso meio de pressão.

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Os jornais que resistem às medidas do estado de urgência imposto na Turquia têm a vida cada vez mais dificultada. O último grande jornal de oposição, Cumhuriyet (República), é o convidado especial de Courrier International, que lhe dedica um dossier realizado em parceria com os Repórteres sem Fronteiras. O veterano Aydin Engin, talvez o mais famoso dos seus colunistas, hoje no posto de chefe de redacção, assina um editorial de abertura, onde procura explicar aos leitores estrangeiros como funciona a repressão no seu país. 

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A verdadeira crise no jornalismo americano “não é tecnológica, mas geográfica”. Os media, nos EUA, foram durante muito tempo locais, “frequentemente empregando repórteres e editores nas suas próprias comunidades e trazendo à luz vozes que reflectem a composição da sua audiência de leitores”. O que tem estado a acontecer é que as consequências, tanto da revolução digital como da crispação política, são mais pesadas para o jornalismo local, que está a encolher. A reflexão é da jornalista Kathleen McLaughlin, que começou a carreira num jornal local em Missoula, no Estado de Montana.

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Morreu no Porto, com 85 anos, o jornalista António Freitas Cruz, que foi director e administrador do Jornal de Notícias e, mais tarde, Presidente da RTP. Freitas Cruz encontrava-se internado no Hospital da CUF, por problemas respiratórios, agravados nos últimos dias com uma pneumonia que se revelou fatal.
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Os textos que Agustina Bessa-Luís publicou em jornais, ao longo de mais de meio século, estão finalmente reunidos em livro.  O primeiro dos três volumes que recuperam esses textos dispersos pela imprensa foi apresentado em Lisboa e Porto. A edição é da Fundação Calouste Gulbenkian, e a recolha e organização destas centenas de ensaios e artigos, publicados entre 1951 e 2007, foi elaborada por Lourença Baldaque, neta da escritora. A iniciativa corresponde a 56 anos de colaboração com a imprensa, em 58 de vida literária activa de Agustina.

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Será que a Europa está a desintegrar-se? Doze anos não são muito tempo, em termos da História, mas, se uma pessoa tivesse sido congelada em 2005, banhada pelo clima de optimismo da construção europeia, e acordasse agora, “morria de choque”. Esta imagem é de Timothy Garton Ash, num artigo muito recente em The New York Review of Books, onde compara a onda de esperança dos países periféricos, nessa altura, com as realidades inquietantes de hoje  - com “os jovens doutorados espanhóis reduzidos a servir às mesas em Londres ou Berlim e os filhos dos portugueses a procurarem trabalho no Brasil ou em Angola”.

No Observatório da Imprensa do Brasil, Alberto Dines parte deste texto para fazer, por sua vez, uma reflexão aplicada, não à Europa, mas ao seu próprio país: “O mesmo acontece com o Brasil. Na virada para 2005 o Brasil vivia o sonho de Primeiro Mundo, com alentadoras promessas de felicidade e conforto para todos e para sempre. Depois estourou o escândalo da corrupção nos Correios e na denúncia de Roberto Jefferson mas, se hibernássemos antes, naquele momento de glória, para só acordar em 2017, não resistiríamos aos golpes que se seguiram.” E prossegue o texto, descrevendo “o fim do sonho”, com uma lista do que correu mal.

“É uma sopa de letrinhas de factos avassaladores e desordenados e medonhos, que fazem os brasileiros sonhar, não com a Felicidade ou o Primeiro Mundo, mas com a hibernação”  -  conclui.

O seu texto no Observatório da Imprensa, com o qual mantemos um acordo de parceria, e o artigo original de Timothy Ash.

O que há de novo

Aproveitando a oportunidade da entrega dos Óscares, em Los Angeles, a Hemeroteca Municipal de Lisboa propõe uma visita guiada, na sua colecção digital, aos anos 20 e 30 da história do cinema, em três publicações especializadas desse tempo (no século findo), duas portuguesas e uma brasileira: o Cine-Jornal, de Lisboa, a Invicta Cine, do Porto, e a revista brasileira Cinearte.

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O Brasil tem um novo site noticioso de âmbito nacional, Poder360, especializado na cobertura do poder e situado na capital federal, Brasília. O seu fundador, o jornalista Fernando Rodrigues, conhecido precisamente pela sua experiência como repórter de temas políticos, foi entrevistado pelo NiemanLab e descreve o Poder360 como inspirado nos sites Politico e Axios dos Estados Unidos. "O nosso negócio é jornalismo de qualidade"  - afirma.

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Termina no próximo dia 28 o prazo de apresentação das candidaturas à primeira edição do Prémio de Jornalismo Fernando de Sousa, instituído pela União Europeia.

O Prémio será atribuído, pela primeira, vez a 9 de Maio deste ano, Dia da Europa, distinguindo trabalhos jornalísticos que tenham contribuído de forma notável para explicar questões importantes a nível europeu ou que tenham promovido um melhor conhecimento das instituições ou das políticas da União Europeia em Portugal.

Os trabalhos concorrentes, para serem admitidos, devem ter sido publicados ou difundidos entre 9 de Maio de 2016 e 14 de Janeiro de 2017, num meio de comunicação social de língua portuguesa.

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A questão religiosa aterrou em força no espaço público francês, prévio à campanha eleitoral para as presidenciais. Prova disso, é a atitude assumida pelo semanário Charlie Hebdo, vítima de um atentado terrorista que quase decapitou o jornal, ao anunciar, pela primeira vez na sua história, que tenciona intervir na campanha eleitoral para exigir compromissos aos políticos.

“Jamais depois da votação da lei de 1905, a laicidade foi tão atacada ou instrumentalizada”, lamenta o Charlie Hebdo, num texto publicado nas suas páginas, a 22 de Fevereiro, para interpelar os candidatos à presidência.

O semanário recorda, ainda, no seu texto, a propósito da “islamofobia”, o facto de perante temas como a “moda da burka”, “raízes cristãs” ou  “particularismos culturais” em “ defesa da identidade”, nunca “os assuntos  públicos foram tão dominados por ingerências religiosas, ameaçando a liberdade de consciência e a igualdade de direitos”.

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A crise do jornalismo em Portugal é o tema proposto no novo livro em fase de lançamento, tendo como organizadores José Nuno Matos, Carla Baptista e Filipa Subtil.

Na apresentação do projecto escreve-se que “o jornalismo é uma actividade historicamente fracturada, indecidida, com origens e práticas diversas, enraizadas na história e na cultura. A crise que atravessa tem aspectos estruturais (modelos de negócio frágeis, promiscuidade com o poder político e económico), alguns dos quais decorrentes de uma história recente (perda de receitas publicitárias e de públicos; disrupção tecnológica e identitária)”.

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“Se és um jornalista freelance, sabes muito bem o que é a solidão; se estás a pensar em sê-lo, não te assustes, que há modos de evitá-la. Mais de 30% dos profissionais da Informação, em Espanha, são hoje trabalhadores autónomos, sendo equivalentes os números de mulheres e de homens.”  E mais de metade dos artigos publicados na Imprensa em papel são hoje realizados por colaboradores externos. A “solidão do jornalista autónomo” é o tema da reportagem de capa do número 42 da revista Periodistas, editada pela FAPE - Federación de Asociaciones de Periodistas de España.

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Instituído pela FAPE – Federación de Asociaciones de Periodistas de España, foi entregue a José María González “Peridis”, cartoonista e arquitecto, o prémio que distingue a personalidade pública de ano, durante uma cerimónia ocorrida na Universidade Europeia Miguel de Cervantes.

No decurso do acto solene, a presidente da FAPE, Elsa González, não escondeu as suas apreensões relativamente à crise da liberdade de imprensa. Enfatizou mesmo: “chegou o inverno à liberdade de imprensa”.

E ilustrou assim o seu pensamento: “Trump ataca de uma forma sistemática. Utiliza as redes sociais que não perguntam e alimenta com esta informação quase metade da população norte-americana, de um modo exclusivo. Tweeta mentiras que a imprensa investiga.” 

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A ANA Aeroportos pretende impor um conjunto de novas regras aos jornalistas que queiram fazer reportagem fotográfica e multimédia no Aeroporto de Lisboa.

O Sindicato de Jornalista (SJ) contactou aquela empresa afirmando que se trata de exigências ilegais, referindo, nomeadamente, no seu comunicado ser inaceitável o “pedido de autorização prévia e a aplicação de taxas de serviço, para além da reivindicação, ilícita, do direito a pré-visualizar as imagens captadas e a fazer depender de autorização explícita qualquer alteração a posteriori, e ainda de divulgar as imagens recolhidas, nomeadamente na intranet, página de internet e redes sociais da empresa”. 

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