Sábado, 29 de Abril, 2017
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O Clube

 
O Prémio de Jornalismo da Lusofonia é a nova iniciativa promovida pelo Clube Português de Imprensa (CPI) em parceria com o Jornal Tribuna de Macau (JTM), no quadro das comorações que assinalam o 35º aniversário daquele diário de língua portuguesa em Macau.

Com o valor de 10 mil euros e periodicidade anual, o Prémio será atribuído por um Júri constituído por representantes do CPI, do JTM e por personalidades de reconhecido mérito na área do jornalismo ou que se tenham distinguido na defesa, divulgação ou ensino da Língua Portuguesa no Mundo.

Trata-se, pois, de um novo Prémio que, de acordo com o respectivo Regulamento (que inserimos noutro espaço deste site) se destina “a jornalistas e à Imprensa de Língua Portuguesa de todo o Mundo, em suporte papel ou digital”. 


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Opinião
Universos Paralelos
J.Botelho Tomé
Desde pelo menos a administração do segundo Roosevelt (Franklin Delano, presidente de 1933 a 1945) os media americanos têm proporcionado aos que se interessam pela política a possibilidade de viverem numa de duas Américas disponíveis, conforme as suas preferências: a América dos que entendem que a principal responsabilidade dos governos (federal ou estaduais) é a protecção dos cidadãos economicamente mais...
A eleição de Donald Trump nos Estados Unidos; a vitória do “sim” no referendo sobre a saída da Grande-Bretanha da União Europeia; o modo como Dilma Rousseff foi afastada da presidência da República do Brasil; a eminência da eleição de Norbert Hofer, líder do Partido da Liberdade, organização política de extrema-direita, para a presidência da República austríaca; a...
Uma recente notícia publicada em Le Figaro dá conta que a Imprensa regional vai melhor, após vários anos de “vacas magras”  e que, em não poucos casos, os jornais regressaram aos lucros. É uma boa notícia que  confirma essa tendência, comum à Europa e aos Estados Unidos, e que assinala a recuperação da Imprensa de proximidade . Em contraste com o declínio de vários títulos...
O embaixador Francisco Seixas da Costa é uma personalidade cativante. No passado dia 28 de março tive o privilégio de partilhar a sua mesa no Grémio Literário onde foi falar sobre a Europa no ciclo de conferências que ali decorre sobre o tema “Que Portugal na Europa, que futuro para a União?”. Logo no início, o ilustre convidado confessou-se  um europeísta não natural  - não nasci europeu,...
“O Mosquito”, uma recordação pessoal
António Gomes de Almeida
Que extraordinário acontecimento é capaz de motivar a reunião, todos os anos, em Janeiro, de seis ou sete dezenas de indivíduos, a maioria com cabelos brancos (ou sem cabelo nenhum), num animado almoço comemorativo?... Recordações de tempos de escola? Memórias de tipo militar? Convergências políticas ou profissionais?... Nada disso. O que faz juntar essa gente, nos primeiros dias de cada ano, para um convívio...
Agenda
02
Mai
“Comunicação, média e questões de género”
09:00 @ Faculdade de Artes e Letras, Universidade da Beira Interior, Covilhã
03
Mai
03
Mai
Jornalismo de Investigação de Dados
09:00 @ Cenjor, Lisboa
05
Mai
4º Congresso Literacia Media e Cidadania
09:00 @ Fundação Eng. António de Almeida, Porto
05
Mai
1ª edição do curso "Reporterismo en televisión’
09:00 @ Asociatión de Prensa de Madrid ,Madrid
Connosco
Galeria

Está em Lisboa, podendo ser visitada no Museu de Etnologia, a exposição World Press Photo, que reune mais de centena e meia das imagens mais impressionantes obtidas por fotojornalistas de todo o mundo, durante o ano de 2016. Entre elas encontra-se a que venceu o prémio na categoria de reportagem, a do assassínio do Embaixador da Rússia na Turquia, cuja classificação dividiu o próprio júri do concurso.

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O cartoon de Imprensa voltou ao Celeiro  da Patriarcal de Vila Franca de Xira. Promovida por António Antunes, o cartoonista António, do Expresso,    a exposição  Cartoonxira estará patente até 28 de Maio, com entrada livre. E vale a pena.

São, aliás, duas exposições . A primeira, dos Cartoons do Ano de 2016 , reunindo os principais nomes,  que já não dispensamos,  e que frequentam com regularidade as páginas da Imprensa portuguesa. Dos mais antigos, à geração mais recente. A segunda, é uma justa homenagem ao grande artista argentino Quino, autor da célebre Mafalda, e aos seus 60 anos de humor.

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O próximo jantar-debate do ciclo “Que Portugal na Europa, que futuro para a União?”, realizado numa parceria do CPI – Clube Português de Imprensa com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, será no dia 5 do próximo mês de Maio, tendo como orador convidado o Prof. Nuno Crato. De formação inicial em Economia e Matemática, Nuno Crato tem uma longa carreira académica que vem do Instituto Superior de Economia, passa por várias Universidades dos Estados Unidos e volta a tê-lo em Lisboa, como Pró-Reitor da Universidade Técnica para a cultura científica. Foi Ministro da Educação e Ciência do XIX Governo Constitucional, entre 2011 e 2015.

 

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A liberdade de Imprensa está cada vez mais ameaçada no mundo, com agravamento da situação mesmo em países com democracias parlamentares estabelecidas há muito. Segundo o Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa 2017, agora publicado pela organização Repórteres sem Fronteiras, países “antes considerados como exemplos virtuosos” baixaram na tabela  - com os EUA e o Reino Unido a descerem dois lugares, para as 43ª e 40ª posições, respectivamente. Portugal sobe cinco lugares, para a 18ª posição.

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O Presidente da República condecorou a Associação Portuguesa de Imprensa com o título de membro honorário da Ordem do Mérito, numa cerimónia em que reuniu ainda os representantes de três dezenas de jornais portugueses com mais de cem anos de existência. Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que o seu gesto era um modo de, simbolicamente, agraciar o mérito, a tenacidade e a resistência de todos os que, diariamente, “permitem este milagre que é recriar a Imprensa em Portugal”.

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O ambiente profissional que hoje se depara aos candidatos ao jornalismo é difícil e “fundamentalmente hostil”, não só pela crise que substituíu o antigo editor “cujo objectivo era informar” por “grandes empresas com interesses estratégicos”, mas também porque existe “um fenómeno de exploração dos jornalistas, sobretudo dos jovens”, e que esta proletarização “atenta directamente contra a sua independência”. É este o diagnóstico de uma conferência intitulada “O jornalismo em risco”, proferida por Victoria Prego, presidente da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

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A direcção da APM – Asociación de la Prensa de Madrid divulgou um comunicado em que declara o seu apoio ao comportamento profissional do diário El Mundo e dos seus jornalistas, no caso da difusão de informação sobre alegada fraude fiscal. A APM solicita, ao Juiz Arturo Zamarriego, que retire as acusações contra o director de El Mundo, Pedro G. Cuartango, o presidente da respectiva Unidade Editorial e três jornalistas do mesmo diário, incriminados por delito de revelação de segredos sobre o caso de Football Leaks.

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Mais de metade dos jornalistas europeus admite ser alvo de cyberbullying (o assédio por meios digitais e dispositivos móveis), na forma de acusações de tendenciosismo partidário, ataques pessoais e campanhas de difamação. Destas ingerências resulta uma situação de medo, que conduz à auto-censura. Estes dados constam de um relatório publicado pelo Conselho da Europa, na base de um inquérito realizado junto de 940 jornalistas dos seus 47 Estados membros, além da Bielorússia.

O que há de novo

A liberdade de informação está a ser posta em causa, em França, pelo Front National, ao pretender selecionar os jornalistas com acesso aos eventos protagonizados por Marine Le Pen.

A situação anómala foi agora denunciada pelos jornalistas de 34 media, entre os quais o Le Monde, que aqui citamos, e que protestam, em comunicado, contra a decisão do Front National, de “escolher os media autorizados a seguir Marine Le Pen”.

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O semanário Expresso é, neste momento, o jornal mais vendido em Portugal, ultrapassando mesmo os diários de informação geral. Segundo os dados da APCT, referentes aos primeiros dois meses de 2017, o Expresso viu a sua circulação paga aumentar para quase 94 mil exemplares por edição. Está também à frente na circulação digital paga, subindo para mais de 23 mil exemplares. As revistas da Impresa, como a VisãoExame e Exame Informática, encontram-se também à frente nas respectivas áreas temáticas.

Se forem analisados, contudo, os quatro diários de informação geral, verifica-se, segundo o site online Meios & Publicidade, em média, menos 18.927 jornais por dia, uma quebra de 10,38% em relação ao período homólogo do ano passado. 

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A Imprensa procura informar sobre o quotidiano, o que aconteceu à nossa volta ou longe de nós. Lida mais tarde, parece-nos ultrapassada por aquilo que soubemos depois. Lida ainda mais tarde, e com outra atenção, ganha o estatuto de documento histórico e pode revelar às gerações seguintes uma realidade surpreendente, uma autêntica “novidade”. Um congresso a realizar em Lisboa, na última semana de Maio, vai revisitar o Império Colonial Português pelas imagens e pelas palavras da Imprensa periódica que existiu nesse grande espaço.

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O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, 3 de Maio, vai ser celebrado em Madrid com uma homenagem à Imprensa escrita organizada pelo jornal Tetuán 30 dias, no bairro que tem o nome daquela cidade marroquina e noutros locais da capital espanhola. Será inaugurada uma exposição de jornais de todo o mundo e organizada uma visita à Hemeroteca Municipal de Madrid.

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A Wikipédia foi uma revolução digital. Agora o seu fundador, Jimmy Wales, lançou a Wikitribune, um projecto que poderá redesenhar a paisagem mediática, conforme admite o jornal Le Monde.

O objectivo é propor um “jornalismo baseado em factos”. No novo site, lançado a 24 de Abril, considera-se, aliás, que a informação por si só já não é suficiente, facto que este projecto visa corrigir, de uma forma tão independente como a Wikipédia.

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O diário Público lançou um serviço noticioso áudio, chamado P24, personalizado de harmonia com os interesses de cada utilizador. Trata-se do primeiro de dois projectos co-financiados pela Digital News Initiative, do Google, a que o jornal português se tinha candidatado e que veio a ser confirmado. Segundo noticia o próprio jornal, “o Público pretende chegar aos utilizadores em momentos do dia em que era impossível, ou menos conveniente, consumir notícias escritas: por exemplo, quando estão no ginásio ou em transportes públicos”.

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O Facebook, tal como outras plataformas, não é apenas um repositório de conteúdos sem sentido, onde se colocam enormes quantidades de informação; os seus algoritmos estabelecem prioridades e hierarquias, podendo discriminar negativamente muitos dos produtores de conteúdos.

Por exemplo, quando Steve Stephens publicou um vídeo nesta rede social, mostrando um assassinato, o facto colocou em questão as grandes plataformas, levando-as a assumir as suas responsabilidades na difusão de conteúdos ilegais, que podem promover o ódio.

Em 2015, quando foram lançadas ferramentas que permitiriam a produção instantânea de artigos, os editores criaram expectativa e a esperança, de que poderiam encontrar no Facebook um excelente veículo, para difundir os seus conteúdos multimédia.

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Atraídas por plataformas digitais que ofereciam novas ferramentas para produção de Instant Articles, muitas empresas de media verificam agora que não obtiveram  os benefícios anunciados.

Depois  do The New York Times, a Forbes e o Quartz , chegou agora a vez do The Guardian abandonar as plataformas tecnológicas, que não encaminham tráfego para a sua rede. O matutino inglês foi um dos primeiros a adoptar o Facebook Instant Arrticles e esteve, também, presente na Apple News desde o inicio.

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