null, 17 de Novembro, 2019
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O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
A “tabloidizacão” dos media portugueses parece imparável, com as televisões na dianteira, privadas e pública, sejam os canais generalistas ou temáticos. A obsessão pelos “casos” que puxem ao drama, ao pasmo ou à lágrima, tomou conta dos telejornais e da Imprensa. A frenética disputa das audiências nas TVs e a queda continuada das vendas nos jornais são, normalmente, apontadas...
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
Breves
“Media” franceses em diálogo

Vários órgãos de comunicação social franceses (La Croix, France télévisions, Radio France, TF1, France media monde) e regionais (Ouest France, La Voix du nord, o grupo Ebra) realizaram, recentemente, uma consulta pública de forma a restabelecer os laços de confiança entre cidadãos e jornalistas.

O barómetro realizado pela Kantar para o La Croix, revelou quedas acentuadas na taxa de confiança nos media, e um estudo do Instituto Reuters colocou a França entre os países mais "desafiantes" para a comunicação social, apresentando uma queda de 11% na confiança nos media. Por estes motivos, os cidadãos poderão, até 20 de Janeiro, debater e propor a reflexão sobre questões dos meios de comunicação social.

 

Libertados jornalistas turcos

Os jornalistas turcos, Ahmet Altan e Nazli Ilicak, foram recentemente libertados, depois de cumprirem três anos de prisão.

Detidos em setembro de 2016, os jornalistas foram, inicialmente, condenados a uma pena perpétua, sob a acusação de tentarem derrubar a ordem constitucional, mas o Supremo Tribunal de Recurso anulou a sua condenação, em julho de 2019, e ordenou um novo julgamento.

Neste caso, o tribunal condenou Ahmet Altan a dez anos de prisão e Nazli Ilicak a oito, mas ordenou a sua libertação sob controlo judicial, devido aos três anos que já tinham estado presos, durante o período anterior ao julgamento.

Inovação no "fact checking"

International Fact-Checking Network (IFCN), uma unidade do Poynter Institute que reune verificadores de factos de todo o mundo, realizou uma parceria com o Facebook Journalism Project, com o objectivo de criar a Fact-Checking Innovation Initiative. A iniciativa estará aberta à comunidade de verificação de factos e vai “concentrar-se em projetos de inovação, novos formatos e tecnologias que devem ajudar a beneficiar o ecossistema”, segundo avançado pelo site do Poynter

De forma a apoiar os projectos focados em ideias novas e criativas, em torno da verificação de factos e da desinformação, a iniciativa fornecerá financiamento e ligações a especialistas em toda a comunidade de fact checking, para auxiliar os participantes no acesso a aconselhamento, a uma rede de apoio e a colaborações.

Debate em dia da Comunicação

A revista Meios & Publicidade vai dedicar um dia ao debate de temas relevantes do sector da Comunicação. 

A iniciativa contará com mais de uma dezena de oradores, entre os quais André Veríssimo, do Jornal de Negócios; João Vieira Pereira, do Expresso; José Manuel Fernandes, do Observador; e Ricardo Tomé, do Grupo Media Capital Digital.

Os debates previstos abordarão temas como o “Poder económico, jornalismo e influência”, “Ética, transparência e influência” e “Redes sociais e influenciadores”. 

O Dia da Comunicação será a 19 de Novembro, no Teatro Tivoli.  Depois da conferência e do almoço, seguir-se-á a entrega dos Prémios de Comunicação Meios & Publicidade, que contou com 215 inscritos.

O "Público” e a literacia

O jornal Público vai retomar o seu projecto de literacia mediática, Público na Escola”, ainda neste ano lectivo. O projecto, em parceria com o Ministério da Educação e a Fundação Belmiro de Azevedo. A iniciativa pretende contribuir para uma relação mais próxima entre a actualidade mediática e a escola; ajudar a descodificar a linguagem da imprensa e dos media em geral; promover o desenvolvimento do espírito crítico; facultar ferramentas para pesquisar, avaliar, utilizar e criar a informação de forma eficaz, em qualquer formato” e disponibilizar propostas de actividades para sala de aula/biblioteca escolar, a partir de conteúdos do jornal Público”. Para além de relançar o o Concurso Nacional de Jornais Escolares, o projecto tem, ainda, como objectivo divulgar iniciativas em curso nas escolas no domínio da educação para os media; promover contacto e articulação com outros projectos já em curso; propor instrumentos de formação para professores; dar voz aos alunos; manter visitas às redacções; fomentar a criação de jornais escolares”.

Agenda
19
Nov
Connections Europe
09:00 @ Marriott Hotel, Amsterdão
19
Nov
19
Nov
Dia da Comunicação
10:00 @ Teatro Tivoli
21
Nov
Connosco
Galeria

Um dos principais actores no campo do jornalismo colaborativo no Báltico é o Re:Baltica – Centro Báltico para a Investigação do Jornalismo de Investigação. O projecto está sediado na capital da Letónia, Riga, e foi criado há oito anos, introduzindo duas ideias inovadoras para a prática do jornalismo na região.

O Centro realiza pesquisas e cria uma história e, posteriormente, fornece-a, a título gratuito, aos meios de comunicação. Em segundo lugar, adoptou um novo modelo de negócio, que depende principalmente de doações e concessões.

O Observatório Europeu de Jornalismo falou recentemente com Inga Springe, questionando-a sobre o trabalho quotidiano de uma organização de comunicação social, sem fins lucrativos, e os desafios que actualmente enfrenta.

Springe defende que que o problema não é o das pessoas lerem o jornal "certo" ou "errado". O problema é não lerem os media tradicionais. Esse foi o motivo que a levou a impulsionar com o projecto Re:Baltica Light e várias reportagens sob a rubrica #StarpCitu (#ByTheWay), disponíveis no YouTube e no Facebook.

Um artigo sobre a organização foi publicado, pela primeira vez, no site do Observatório Europeu de Jornalismo e reproduzido no site da GIJN, do qual a Re:Baltica é membro.

Galeria

O serviço de notícias LeKiosk mudou de nome para Cafeyn e passou a apresentar-se como um serviço de streaming de informações. O quiosque digital permite a consulta de mais de mil títulos de imprensa francesa e internacional por 9,99 euros por mês.

A mudança de nome e de visual têm como objectivo atrair um público mais numeroso e fazer frente à Apple News+.

De salientar que a alteração da designação é, também, explicada por uma batalha jurídica, iniciada em 2012, entre LeKiosk Monkiosque.fr, publicada pelo Grupo Toutabo.

O departamento de propriedade intelectual da União Europeia decidiu, em Março, que havia um risco de confusão para o público, e que a Toutabo tinha registado a sua marca antes da LeKiosk.

Cafeyn tem, atualmente, cerca de um milhão de utilizadores activos por mês, em comparação com os 200 mil em 2017, que lêem uma média de 15 revistas diferentes. A maior parte destes assinantes foram obtidos através de operadores de telecomunicações, como a Bouygues Telecom e a Free, que oferecem o acesso a alguns dos seus clientes.

Isto permitiu à empresa aumentar o seu volume de negócios, que quintuplicou em três anos.

Em breve deverão ser anunciadas parcerias internacionais.

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A atenção à gramática é fundamental no jornalismo.

Contudo, talvez devido à assimilação da internet, o sector jornalístico adoptou e passou a usar gírias a toda a hora, que são as chamadas “muletas”.

Existem algumas palavras e frases que são excessivamente utilizadas no jornalismo e, por isso mesmo, perderam o seu significado. A sua leitura já não permite reconhecer o sentido original da palavra.

O artigo de Alexandria Neason, publicado no Columbia Journalism Review, faz referência a algumas dessas palavras e explica porque deveria haver uma campanha para mantê-las fora das páginas das publicações.

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Os jornalistas de todo o mundo enfrentam os mesmos problemas de forma semelhante.

A internet alterou o paradigma do jornalismo, fazendo com que saísse da esfera isolada, oferecendo o potencial para aumentar o seu público.

Apesar de a informação se disseminar à velocidade de um clique, o jornalismo continua a ser uma tribo. Todos os ataques e desafios enfrentados pelos jornalistas, têm aproximado os profissionais do sector.

A rápida disseminação da desinformação, alimentada pela tecnologia; o aumento do autoritarismo como resposta ao agravamento da desigualdade; e o crescente medo das mudanças demográficas em países ao redor do mundo, são alterações que trazem constantes desafios.

De todos os desafios, a proliferação da desinformação tem sido fulcral na transformação da realidade jornalística.

No pós-eleições americanas, os jornalistas viram-se obrigados a lidar com factos surpreendentes, entre os quais a circunstância de a Rússia tentar disseminar histórias enganosas, com o objectivo de influenciar as eleições e misturar a informação com as “fake news”.

A desinformação, actualmente, encontra-se espalhada pelo mundo e o jornalismo arrisca-se a ser arrastado para o caos.

O artigo de Kyle Pope aborda a temática no seu artigo publicado no site Columbia Journalism Review.

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A trajectória do jornal americano The New York Times é um exemplo de sucesso na transição para o meio digital.

Os dados publicados para o terceiro trimestre mostraram um sólido crescimento superior a 273 mil assinantes nos media digitais, mas a receita de publicidade digital caiu 5,4%, depois de vários anos de aumentos apreciáveis.

A previsão para o quarto trimestre é ainda pior, reflectindo uma quebra de 15%. 

Segundo o eMarketer, em 2018, gastou-se, em todo o mundo, 273 mil milhões de dólares em anúncios digitais, dos quais o Google arrecadou 116 mil milhões de dólares e o Facebook 54,4 mil milhões. Poderá haver uma concertação e manipulação da publicidade online por parte do Facebook, Google e Amazon?

Cada vez mais as plataformas tecnológicas são absorvidas pelos anúncios digitais, um mercado que está a originar bolhas crescentes. A publicidade deixou de ser uma arte para passar a ser exclusivamente um negócio, cujo único objectivo é captar a atenção dos possíveis consumidores.

Miguel Ormaetxea, editor do Media-Tics, fez uma análise aos modelos publicitários na imprensa mundial e espanhola.

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Os meios de comunicação social exibem um enviesamento em relação a tudo aquilo que é negativo, seja nas notícias, seja no comentário. 

O jornalismo parece ter uma tendência para o negativo. Aparentemente, só o que é repentino e mau é digno de notícia, verificando-se que as coisas positivas são vistas como uma maçada.

O jornalismo acaba por ampliar a negatividade sempre que opta por não considerar os acontecimentos positivos.

A opinião é de Steven Pinker, professor de psicologia em Harvard e autor, numa crónica na revista POLITICO Magazine, do livro “Enlightenment Now: The Case for Reason, Science, Humanism, and Progress”. 

O autor apela a um jornalismo mais factual e considera que a governação democrática não pode funcionar se ninguém acreditar nisso, e o pessimismo jornalístico semeou o fatalismo e o radicalismo nas nossas instituições.

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Um estudo encomendado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism (RISJ) à agência Flamingo – especializada na concepção de estratégias culturais –, revela que a forma como as audiências mais jovens nos Estados Unidos e no Reino Unido abordam as notícias é diferente das gerações anteriores. 

Os jovens procuram, principalmente, o progresso, o que influencia a forma como pesquisam e recebem notícias.

As audiências mais jovens, por norma, não procuram notícias e não se informam de forma proactiva, são indiretamente expostas à informação através de redes sociais, conteúdos digitais, programas de televisão e conversas online

Ao mesmo tempo, focam-se noutros tipos de conteúdos, como a combinação de informação e entretenimento (infotainment), histórias de lifestyle ou conteúdos de bloggers.

Em suma, as gerações mais jovens estão cada vez mais desconectadas das formas tradicionais de consumo de notícias, por considerarem que são menos relevantes para si.

APM, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria, publicou no seu site um artigo no qual realiza a análise do estudo.

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O Comité Económico e Social Europeu (CESE), composto por três grupos representativos dos sindicatos da União Europeia, das organizações patronais e de diversas organizações da sociedade civil, publicou um relatório intercalar sobre os direitos fundamentais e o Estado de Direito na Roménia, Hungria, Polónia, Áustria e França.

O relatório destaca sérias preocupações quanto à liberdade de expressão e aos meios de comunicação social nos países em questão.

Na sequência do relatório, o CESE realizou, recentemente, em Bruxelas, uma conferência sobre "Direitos fundamentais e Estado de direito - Tendências na UE numa perspectiva da sociedade civil", de forma a assinalar a necessidade de envolver a sociedade civil na promoção de uma cultura do Estado de Direito.

Esta foi a primeira conferência dedicada ao tema, que será uma das prioridades da nova Comissão Europeia.

O relatório intercalar recentemente publicado, elaborado pelo Grupo FRRL, na sequência das primeiras visitas que realizou em 2018 e 2019, resume as inquietações de diversas organizações da sociedade civil, profissionais dos meios de comunicação social e instituições de direitos humanos entrevistadas pelo Grupo.

No que diz respeito aos media, o relatório destaca principalmente as preocupações com o pluralismo dos media, a interferência política, o assédio e as ameaças, o declínio global da liberdade de expressão e a o incitamento ao ódio.

O que há de novo

"Jean-Paul Goude:100 Imagens de para a Liberdade de Imprensa" é o título do novo livro editado pela Repórteres sem Fronteiras (RSF), uma publicação que nos aproxima do trabalho de "um artista multifacetado e único", segundo um comunicado à imprensa citado pela APM, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Com a publicação do álbum dedicado à longa carreira de Goude, a RSF presta homenagem a "um dos criadores mais influentes do nosso tempo".

 O álbum cobre meio século de carreira do artista, que com "seu estilo gráfico e narrativa única marcou fortemente a nossa imaginação e a nossa visão".

Está à venda desde 6 de Novembro em numerosas livrarias em Espanha e noutros países europeus. O livro inclui, ainda, uma reportagem sobre a confiança nos media.

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A Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA) atribuiu vários galardões durante a Conferência Digital Media LATAM Awards 2019, que decorreu, recentemente, no Rio de Janeiro.

Os prémios distinguiram várias empresas de media e entidades afiliadas no sector de notícias, da Argentina, Brasil, Peru e Colômbia, que adoptaram estratégias de media digital e móvel para dar resposta às alterações de consumo de notícias.

O jornal La Nación da Argentina foi o meio de comunicação que venceu em mais categorias, incluindo o Prémio do Júri para o Melhor Projecto de Jornalismo Digital com "Los cuadernos de las coimas" – que detalha a alegada corrupção do governo.

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Quando se pretende falar sobre temas difíceis, o anonimato é sempre a forma mais fácil.

É por esse motivo que o anónimo Google Doc tem sido utilizado por jornalistas para denunciar situações desconfortáveis.

Primeiro, houve o documento, que circulou em 2017 e, que acabou por transformar-se numa longa lista de “supostos” indivíduos que assediavam jornalistas.

Actualmente, existe um outro documento a circular, no qual os jornalistas estão a ser encorajados a partilharem os pormenores das suas remunerações (A CJR não verificou, contudo, nenhuma das informações independentemente).

Apesar de poder parecer que os vencimentos seriam um tema mais simples e menos controverso do que apontar abusadores sexuais, a verdade é que o tema sempre foi “delicado” no sector dos media.

Isto deve-se ao facto de a divulgação dos ordenados poder reflectir problemas incómodos e desconfortáveis, como uma distinção salarial entre géneros ou outro tipo de discriminação. Ou mesmo porque poderá reforçar o quão baixos são os salários do sector, para a maioria, em quase todo mundo.

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O jornal britânico Financial Times vai ser liderado por uma mulher pela primeira vez nos seus 130 anos de história.

Em comunicado, o jornal indicou que Roula Khalaf, “número dois” da redacção desde 2016, sucede a Lionel Barber, que deixa o cargo que ocupou durante 14 anos.

Barber confirmou que cessa funções no início de 2020 através da rede social Twitter.

Nascida e criada em Beirute, no Líbano, e educada nos Estados Unidos na Syracuse University e na Columbia University, Khalaf chefiou a secção de actualidade internacional do jornal, foi editora estrangeira, editora adjunta, liderou uma rede de mais de cem correspondentes e trabalhou no Médio Oriente durante a “Primavera Árabe”.

Antes de entrar para o Financial Times, escreveu para a revista Forbes.

 “É uma grande honra ser nomeada directora do FT, a melhor organização de notícias do mundo”, afirmou a jornalista.

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O proprietário do Daily Mirror poderá vir a adquirir a JPI Media, que possui títulos com o objectivo de criar um grupo de jornais do Reino Unido.

O Newsquest, o segundo maior grupo de jornais regionais do Reino Unido, que publica 200 títulos, é um dos principais interessados em fechar o acordo para adquirir a vasta carteira de jornais regionais da JPI.

O Reach, que possui títulos nacionais e regionais, incluindo o Mirror, o Daily Express e o Manchester Evening News, é o único interessado a admitir, publicamente, que está em conversações com a JPI.

O JPI, anteriormente conhecido por Johnston Press, entrou em colapso no ano passado e reapareceu com a nova denominação.

O Reach era apontado como primeira escolha para dar seguimento ao processo depois de ter apresentado uma proposta de cerca de 50 milhões de libras. Porém, o Newsquest foi o preferido depois de ter apresentado uma oferta mais substancial.

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O antigo edifício do Jornal de Notícias, no Porto, dará lugar a um hotel de luxo, que se designará "Hotel Jornal".

A designação tem o objectivo de homenagear à história do edifício, construído de raíz para albergar o JN.

O acordo para a construção do hotel, que terá 213 quartos, representará um investimento na ordem dos 35 a 40 milhões de euros, segundo Kevin Ho cuja empresa, KNJ, detém 30% da Global Media. 

O edifício do JN data dos anos 60, tem 17 pisos e uma área total de 3044,15m2. De acordo com a revista Sábado, o edifício terá custado nove milhões e quinhentos mil euros ao Grupo macaense Authentic Empathy.

Devido à transação do edifício, a redacção do jornal vai mudar-se para a Rua Latino Coelho, também no Porto.

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Uma reportagem realizada pela Euronews e Mérték Media Monitor revela a falta de diversidade e a manipulação dos media na Hungria.

Na campanha para as eleições autárquicas na Hungria, no mês de Outubro, vários órgãos de comunicação utilizaram as mesmas palavras para criticar os candidatos da oposição ao Fidesz, o partido no governo, liderado pelo primeiro-ministro Viktor Orbán, exactamente da mesma maneira em diferentes plataformas.

Actualmente, a diversidade dos media na Hungria parece inexistente, uma vez que 80% são de domínio estatal ou são pró-governo, como por exemplo a Fundação Kesma, que detém o monopólio no sector da rádio e da imprensa, com mais de 500 meios de comunicação.

A análise realizada a cinco plataformas favoráveis ao governo, entre as quais jornais privados e o site da televisão estatal, identificou 26 artigos com informação semelhante. 

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A Global Editors Network (GEN) – associação mundial de editores-chefes e executivos seniores de notícias – anunciou que cessará suas actividades, nove anos após a sua fundação, por falta de financiamento sustentável.

A GEN tinha sido criada em 2011, como uma ONG independente, com o objectivo de auxiliar os media a lidarem com as alterações devido às tecnologias, facilitar a colaboração, promover a inovação e, ainda, apoiar modelos de negócios sustentáveis.

O financiamento da associação tinha origem em plataformas, fundações e organizações de notícias, bem como a venda de ingressos para o GEN Summit, o principal evento anual da organização.

A GEN tentou manter a sua independência financeira e editorial, através de várias fontes de financiamento, contudo, nos últimos anos tornou-se cada vez mais difícil manter o equilíbrio entre as fontes de financiamento e diversificá-las ainda mais.

Assim, o conselho da GEN concluiu que essas fontes de financiamento não seriam suficientes para manter a organização.
Recorde-se que a GEN Summit, em 2018, decorreu em Lisboa.
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