Terça-feira, 22 de Setembro, 2020
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O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Opinião
Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
No  jornal “Público” de sábado,  J. Pacheco Pereira elogiou Vicente Jorge Silva porque “fez uma coisa rara entre nós – fez obra. Não tanto como jornalista, mas como criador no terreno da comunicação social”. E destacou o papel do jornal madeirense “Comércio do Funchal”, que, apesar da censura, conseguiu criticar o regime então vigente. Até ao 25 de Abril este jornal logrou,...
Uma crise sem precedentes
Dinis de Abreu
No meio de transferências milionárias, ao jeito do futebol de alta competição, em que se envolveram dois operadores privados de televisão, a paisagem mediática portuguesa, em vésperas da primeira  “silly season” da “nova normalidade”, está longe de respirar saúde e desafogo. Se a Imprensa regional e local vive em permanente ansiedade, devido ao sufoco financeiro que espartilha a maioria dos seus...
De acordo com Carlos Camponez , o «jornalismo de proximidade», porque realmente está mais próximo dos leitores da comunidade onde se integra, pode desempenhar um papel fundamental, «assumindo uma perspetiva de compromisso no incentivo à vida pública». Neste contexto, aquele investigador aponta para a ideia da criação de uma agenda do cidadão, o que, por sua vez, «obriga a que os media invistam em técnicas...
Uma certeza que nasceu nos últimos meses é a facilidade com que as pessoas mudam de hábitos. Em consequência o comportamento face ao consumo de conteúdos está a modificar-se cada vez de forma mais rápida e os mais novos são claramente os que com maior facilidade adoptam novidades. Durante o confinamento e a explosão de uso da internet houve uma aplicação que ganhou destaque em todo o mundo – o Tik Tok. Trata-se...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....
Breves
Fotojornalismo solidário

Um total de 24 fotojornalistas, espanhóis e latino-americanos, juntaram-se para lançar o livro “Pandemia. Mirada de una tragedia”, com o objectivo de “criar uma memória documental e visual”, sobre a crise espoletada pela covid-19.

As receitas deste projecto fotográfico, que contou com a participação de profissionais de renome internacional, reverterão, na sua totalidade, a favor das famílias de fotógrafos, que morreram enquanto cobriam a pandemia, em diferentes países do mundo, e que estão em risco de exclusão social.

Os fotojornalistas Enric Marti da Associated Press e David Gonzalez do "New York Times" são os porta-vozes do projecto.


Site do CPI inacessível

Este site do Clube Português de Imprensa esteve inacessível durante todo o dia de Sexta-Feira e grande parte do Sábado, por motivos técnicos que nos são estranhos e cuja origem e natureza  desconhecemos até ao momento. 

Sem prejuizo das diligências em curso para esclarecer  o problema – até por não ser inédito - , informamos os nossos visitantes de que retomaremos a actualização diária do site a partir de amanhã,  Segunda-Feira.

Esperamos, confiadamente, que esteja restabelecida a normalidade de acesso, e agradecemos aos sócios do Clube e demais frequentadores regulares a sua compreensão e paciência para com estes indesejáveis  percalços a que somos alheios . 


Twitter contra desinformação

Com a data das eleições presidenciais norte-americanas a aproximar-se, a rede social Twitter tem reforçado as medidas de combate à desinformação e ao “discurso de ódio”.

Como tal, a plataforma removeu uma publicação do músico Kanye West, que incentivava os seus seguidores a assediarem um jornalista da revista “Forbes”.

Para o mesmo efeito,  a rede social tem vindo a pedir a jornalistas especializados em política, para melhorarem as suas “passwords”, de forma a prevenirem ataques informáticos.


Queda de receitas publicitárias

A pandemia veio alterar o modelo tradicional de negócio dos “media” e a  principal mudança passou pela diminuição das receitas publicitárias, que, de acordo com o relatório Media Outlook 2020-2024, deverão continuar a cair.

O relatório prevê que a publicidade em jornais a nível mundial (impressa e online) cairá de 49,2 mil milhões de dólares, em 2019, para 36 mil milhões de dólares, em 2024, um declínio superior a um quarto (27%) em cinco anos.

“A migração da publicidade para plataformas digitais está a impulsionar esta mudança,  embora as vendas unitárias estejam a cair a um ritmo acelerado”, pode ler-se no relatório.  Ainda assim, a diminuição das receitas publicitárias é menos acentuada do que a respeitante à circulação.


Jornais gratuitos em Oeiras

A Câmara Municipal de Oeiras passou a disponibilizar, através das Bibliotecas Municipais, o acesso gratuito ao serviço online “Pressreader”, que agrega mais de 7 mil publicações.

Os jornais “Público”, “Diário de Notícias” , “Correio da Manhã”, “Jornal Económico” e “Vogue” são algumas das publicações nacionais disponíveis. Já a nível internacional, o “Pressreader” permite a leitura de títulos como “El País”, “Wall Street Journal”,Libération” ou “The Guardian”.

Este serviço “online” destina-se aos utilizadores das Bibliotecas de Oeiras, residentes no concelho.


Agenda
15
Out
Conferência sobre a história do jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
18
Out
Conferência World Press Freedom
10:00 @ Países Baixos -- Hague
26
Out
Conferência Africana de Jornalismo de Investigação
09:00 @ África do Sul - Joanesburgo
Connosco
Galeria

A pandemia veio agravar a situação, já débil, dos “media” tradicionais, ao provocar uma quebra nas receitas publicitárias e de circulação, o que levou alguns profissionais a questionarem o futuro do formato impresso.

Contudo, Andrés Rodríguez -- CEO do Grupo SpainMedia e membro da direcção da Asociación de La Prensa de Madrid, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- considera que o jornalismo impresso irá conseguir recuperar, pouco a pouco, o seu protagonismo.

Durante a sua participação na conferência "Reinventando o Papel", no 15º Congresso de Editores de Jornais, Rodríguez reiterou que "não precisamos de reinventar o papel, mas sim o modelo de negócio", e observou que "veremos tiragens mais pequenas e edições mais cuidadosas", para que "o papel, em qualquer formato, seja de ‘alta-costura’, e a comunicação digital seja um 'pronto-a-vestir".

Assim, os responsáveis pelos “media” terão de aprender a combinar o “formato tradicional” com o “futuro digital”. "Teremos de passar o nosso rendimento do papel para o digital, temos de saber que todos temos uma televisão no bolso, mas que isso não é incompatível com a edição impressa".


Galeria

Centro Cultural das Caldas da Rainha foi, novamente,  “a casa de acolhimento” do World Press Cartoon, que, na sua 15ªa edição, distinguiu o “cartoonista” alemão Frank Hoppmann com o primeiro prémio, graças a uma caricatura do primeiro-ministro inglês, Boris Johnson, publicada no jornal “Eulenspiegel”,  em Outubro de 2019.

O segundo prémio foi atribuído ao mexicano Darío, com o desenho do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, publicado no jornal espanhol “Mundiario”. O português Pedro Silva ficou em terceiro lugar, com a caricatura de Christine Lagarde, actual presidente do Banco Central Europeu.

O grego Georgopalis destacou-se, por sua vez, na categoria “Desenho de Humor”, com “Message in a Bottle”. Já na categoria de “cartoon editorial”, o primeiro prémio foi para o grego Aytos .

De acordo com a organização do evento, as obras premiadas foram escolhidas pelo júri, entre 280 caricaturas, cartoons editoriais e desenhos de humor, seleccionados a partir de 150 publicações, de 50  países.


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O “watchdog journalism” ou “jornalismo de vigilância” voltou a ser uma tendência nos Estados Unidos, onde os profissionais dos “media” querem responsabilizar os actores políticos pelas suas acções, bem como reportar injustiças sociais.

Um dos mais recentes projectos de “jornalismo de vigilância” é “Mountain State Spotlight” , uma organização sem fins lucrativos, que pretende servir, directamente, a comunidade do Estado de West Virginia, relatou Sarah Scire num artigo publicado no “Nieman Lab”

Para tal, os seus co-fundadores, Greg Moore, Ken Ward Jr. e Eric Eyre, uniram-se a outros jornalistas e estagiários para escreverem histórias de interesse público. 

A título de exemplo, no dia de lançamento do “site” do “Mountain State Spotlight”, foram publicados artigos sobre acesso inadequado à Internet e sobre as falhas de um programa estatal de alimentação infantil. 

Todas estas histórias deverão ser continuadas até porque, de acordo com os responsáveis do projecto, "se encontramos alguma injustiça, não podemos simplesmente relatá-la apenas uma vez. Temos de voltar ao assunto, para dar conta dos desenvolvimentos positivos ou negativos”.


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As “fake news” e a desinformação são obstáculos à prática do jornalismo, já que são fórmulas utilizadas para descredibilizar os profissionais dos “media”. 

Assim, a literacia mediática tornou-se importante, não só para o “comum dos mortais” mas, igualmente, para qualquer jovem que tencione ingressar numa carreira nos “media

Por esse motivo, Barbara Allen, do instituto “Poynter”, elaborou uma lista com dicas para professores de jornalismo, que queiram dar ferramentas aos futuros profissionais do sector.

Allen sugere, por exemplo, que os interessados se inscrevam no curso gratuito da “Poynter”, que, em apenas dez dias, ensina métodos de detecção de “fake news”, através de ferramentas básicas de “fact-checking”.

Aquela responsável considera, também, importante que os jovens aprendam sobre as origens e tendências do jornalismo e que, por isso, os professores devem incentivar a inscrição em eventos e conferências. 


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A chegada da pandemia fez-se acompanhar do protagonismo do jornalismo de dados, que ajudou a população a compreender a evolução do vírus.

Para que estes números fossem bem recebidos pela população, os profissionais dos “media” tiveram, então, de debruçar-se sobre as análises estatísticas, de forma a explicarem as suas ramificações, bem como os seus possíveis desenvolvimentos, às audiências.

Contudo, esta “arte” mostrou-se complexa para alguns jornalistas, pelo que Tim Harford, colunista do “Financial Times”, deixou uma lista de sugestões, no “site” do  Reuters Institute for Journalism, para ajudar aqueles que desejem melhorar as suas competências na área. 

Para começar, Harford considera que os jornalistas devem estar conscientes das suas fraquezas, já que são mais ingénuos do que pensam e que os seus preconceitos dificultam o tratamento objectivo de novas informações.


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O novo director-geral da BBC, Tim Davie, chegou ao cargo numa altura em que o operador público está a ser confrontado com cortes de orçamento e, ao mesmo tempo, com a necessidade de investir numa “grelha” “única e inovadora”, recordou Jim Waterson num artigo de opinião publicado no “Guardian”.

Waterson considera, então, que Davie enfrenta um dilema quase cómico: o de fazer mais com menos.

Do ponto de vista de Davie, além de ser necessário diminuir os salários dos quadros é, também, crucial “cortar” os programas que não se qualificam como "conteúdo único e de alto impacto". Além disso, o novo director-geral considera que os jornalistas da BBC têm uma reputação a manter e que, por isso, deverão abster-se de tecer comentários políticos na rede social Twitter.

Isto porque a  BBC está numa “guerra aberta” com o Governo conservador de Boris Johnson, que ponderou a despenalização do não pagamento da taxa de TV e a transformação do operador público num serviço de “streaming”, qual Netflix.
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O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, disse estar "horrorizado" com o aumento dos ataques a jornalistas em todo o mundo, incluindo o recente assassinato do repórter mexicano Julio Valdivia, de acordo com uma declaração emitida pelo seu porta-voz, Stephane Dujarric.

"O secretário-geral está horrorizado com os contínuos e crescentes ataques a jornalistas e trabalhadores dos media em todo o mundo", disse Dujarric. "O assassinato de Julio Valdivia Rodriguez, jornalista no estado de Veracruz,  é outro exemplo das condições perigosas e difíceis em que muitos jornalistas trabalham", acrescentou.

Guterres instou, também, as respectivas autoridades a assegurar que os incidentes sejam "exaustivamente" investigados e que os responsáveis sejam levados à Justiça.

Da mesma forma,  o secretário-geral salientou, que "a liberdade de imprensa é essencial para a paz, justiça, desenvolvimento sustentável e direitos humanos”, já que "nenhuma democracia pode funcionar sem a liberdade de imprensa, que é uma pedra angular da confiança entre pessoas e instituições”. 

Na perspectiva de Guterres, “quando os trabalhadores dos ‘media’ são atacados, toda a sociedade sofre com as consequências".




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Nos dias que correm, o ritmo dos “media” está mais acelerado do que nunca. Os jornais procuram ser os primeiros a dar as notícias de última hora e os boletins informativos lutam pela exclusividade de uma entrevista.

Contudo, há um movimento que tem vindo a emergir, na última década, e que defende o consumo de “media” a ritmo menos acelerado, mas com maior profundidade: o “slow journalism”.   

Este tipo de jornalismo pode ser encontrado em publicações como o “Delayed Gratification”, o “Tortoise”, ou, no caso português, no “site” “Fumaça” e, por norma, tenta apelar aos cidadãos que se dizem cansados de consumir notícias.

No entanto, um estudo de Kim Anderson, publicado no “Journalism Practice” sugere que, em vez de conquistar leitores sem hábitos informativos, essas publicações começam a ser incluídas na rotina dos cidadãos que têm hábitos de consumo noticioso.

O estudo baseou-se no “site” dinamarquês de “slow journalism” “Zetland”; foi oferecida uma subscrição da plataforma, durante dois meses, a cerca de 180 cidadãos, que aceitaram ser inquiridos sobre os seus hábitos de consumo.


O que há de novo

A rede social Facebook ameaçou abandonar a União Europeia, caso seja obrigada a não partilhar os dados dos utilizadores europeus com os Estados Unidos da América. 

De acordo com o jornal “El Mundo”, a intenção foi revelada ao Supremo Tribunal da Irlanda, depois de a Comissão de Proteção de Dados irlandês, o principal regulador de privacidade do Facebook na Europa, ter iniciado  uma investigação sobre a forma como a empresa de Mark Zuckerberg transfere dados da União Europeia para os EUA.

Entretanto, a justiça irlandesa ordenou a suspensão da transferência de dados, enquanto a disputa legal entre a empresa e o regulador não estiver resolvida.

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Na Libéria, o trabalho dos jornalistas independentes continua a ser condicionado por figuras políticas, autoridades policiais e grupos de civis.

Recentemente, o jornalista Jallah, responsável pelo “media” independente “The News”, foi agredido por 30 homens, durante a cobertura do programa de registo eleitoral na Libéria.

Em declarações ao CPJ -- Comité para a Protecção dos Jornalistas, Jallah afirmou que estava a filmar o grupo em causa, quando estes tentavam registar-se, para votarem de forma ilegal. 

Jallah disse acreditar que os atacantes trabalhavam para Victor Watson, membro do partido no poder, já que estes tiraram as suas armas de uma carrinha pintada com as cores dessa facção.

Watson comentou as acusações, confirmando que tinha ocorrido um confronto, mas identificou os atacantes como "apenas eleitores que queriam exercer os seus direitos cívicos", e acusou Jallah de tentar impedir as pessoas de votarem.


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O fundador da Ethical Journalism Network, Aidan White, lançou, agora, um projecto de jornalismo comunitário, que visa dar voz aos cidadãos do bairro de Newham, em Londres.

O “Newham voices” trata-se, então, de uma organização sem fins lucrativos, que funciona graças à colaboração de jornalistas voluntários, dispostos a reportar sobre temas de interesse público. O projecto conta, também, com um colaborador fixo, de forma a garantir a sua sustentabilidade e qualidade.

Em declarações ao “site” “Press Gazette”, White afirmou que “é muito simples crescer, quando um projecto é pequeno, e penso que é assim que o jornalismo vai sobreviver. Não está morto de forma alguma, na verdade está mais vivo do que se pensa e é mais necessário do que nunca”."Esta é a nossa experiência -- continuou -- e, por isso, estamos bastante optimistas, porque tudo indica que os cidadãos querem consumir o nosso jornalismo e estão dispostas a ajudar-nos”.

White acrescentou, ainda que, "há um impulso para o jornalismo que é baseado na comunidade, sustentável, cioso da sua independência editorial e que reconhece que vivemos num mundo onde o futuro do jornalismo assenta num modelo sem fins lucrativos”.


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Perante a quebra de receitas publicitárias e de circulação, o Guardian Media Group anunciou a dispensa de 180 colaboradores, entre os quais 70 jornalistas. 

Os profissionais já expressaram o seu desagrado, argumentando que, no contexto de pandemia, o Grupo deveria apoiar o jornalismo, em vez de colocar obstáculos à sua prática.

Entretanto, a NUJ (National Union of Journalists -- União Nacional de Jornalistas, em português), já enviou um apelo, considerando que a estratégia irá “afastar os leitores e prejudicar a qualidade do jornalismo” e instando a empresa “ a oferecer a opção de despedimentos voluntários a todo o pessoal em risco”.

Até porque, de acordo com os colaboradores do Guardian Media Group, a  imposição de quaisquer despedimentos obrigatórios "mina" a pretensão de ser um bom empregador. Além disso, aquela empresa de “media” tem  a certificação B-Corp, que obriga equilibrar os objectivos e os lucros, considerando os efeitos das suas decisões nos seus trabalhadores, clientes e no ambiente.
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O Telegraph Media Group atingiu um número recorde de 522 mil subscritores do seu jornalismo, digital e impresso. De acordo com o “Telegraph”,  o crescimento foi impulsionado, durante os primeiros oito meses do ano, pelo forte interesse na cobertura do coronavírus. 

Nick Hugh, director, executivo do Telegraph Media Group, afirmou que “o ano de 2019 representou mais um período de sucesso do Grupo, ao continuarmos a nossa transformação para um negócio de subscrição. O nosso crescimento substancial e consistente de assinaturas continuou em 2020, com o importante marco de 500 mil assinantes ultrapassado em Maio de 2020".

“Com a receita média por assinante também a aumentar, de acordo com o nosso plano, continuamos no bom caminho para atingirmos um modelo de negócio sustentável e rentável. Isto explica o nosso investimento contínuo em jornalismo de qualidade -- algo que se tornou cada vez mais importante nestes tempos incertos". 


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Nos Estados Unidos, alguns jornais metropolitanos estão a alargar a sua área de cobertura, contrariando décadas de contenção de custos na área de reportagem e de recursos humanos, notou Rich Edmonds num artigo publicado na revista “Poynter”. 

É o caso do Boston Globe”, do “Star Tribune” de Minneapolis, e do “Post and Courier of Charleston”, que abriram escritórios e contrataram correspondentes noutras cidades.

De notar que estes jornais metropolitanos são alguns dos mais bem sucedidos, contando com uma forte base de leitores e de subscritores “online”.

O “ Globe” foi o primeiro a lançar-se na expansão, num território ocupado, anteriormente,  pelo “Providence Journal”. 

Num “e-mail” enviado à “Poynter”, o editor do “Globe” contou que a experiência está a ser bem sucedida, e que, por isso, irá contratar quatro outros jornalistas e um profissional de “marketing “de Rhode Island.
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O empresário Marco Galinha, do Grupo Bel, adquiriu 40% do Grupo Global Media -- detentor de jornais como “Diário de Notícias”, “Jornal de Notícias” e “O Jogo”-- por quatro milhões de euros. A entrada do investidor no capital do Grupo já foi comunicada aos trabalhadores.

O novo accionista participa no capital da Global Media através da compra de uma participação do Novo Banco (10,5%) e outra posição controlada pelo BCP (no total, quase 30%).  

Contudo, Marco Galinha terá, ainda, de despender mais 6 milhões de euros, destinados aos pagamento de indemnizações da dispensa de 120 colaboradores do Grupo. 

De acordo com o plano a que o jornal “Observador” teve acesso, o número de jornalistas envolvidos nesta reestruturação poderia ascender a 70, com o “Diário de Notícias” a reduzir o seu “staff” editorial de 44 para cerca de 20 profissionais.

O empresário comprometeu-se, também, com o controlo da gestão do Grupo durante quatro anos.


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O jornalista e escritor Mário Zambujal será o autor homenageado da edição deste ano do festival literário Escritaria, em Penafiel, que vai decorrer de 18 a 25 de outubro. 

De acordo com a organização, a 13ª edição do festival vai “contaminar Penafiel”, com “inúmeras actividades” de animação e divulgação, nas ruas e auditórios. Recordar-se-ão, a propósito, o percurso do autor, nomeadamente, os vários livros que escreveu e a sua ligação à televisão e ao teatro.

Para esta edição, são prometidas “novidades em termos culturais, com projectos inovadores que vão reforçar, ainda mais, a ligação de Penafiel como cidade das palavras e da literatura”.

Os principais momentos do festival vão ser difundidos via “streaming”.


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