Terça-feira, 27 de Junho, 2017
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O Clube

 
O Prémio de Jornalismo da Lusofonia é a nova iniciativa promovida pelo Clube Português de Imprensa (CPI) em parceria com o Jornal Tribuna de Macau (JTM), no quadro das comorações que assinalam o 35º aniversário daquele diário de língua portuguesa em Macau.

Com o valor de 10 mil euros e periodicidade anual, o Prémio será atribuído por um Júri constituído por representantes do CPI, do JTM e por personalidades de reconhecido mérito na área do jornalismo ou que se tenham distinguido na defesa, divulgação ou ensino da Língua Portuguesa no Mundo.

Trata-se, pois, de um novo Prémio que, de acordo com o respectivo Regulamento (que inserimos noutro espaço deste site) se destina “a jornalistas e à Imprensa de Língua Portuguesa de todo o Mundo, em suporte papel ou digital”. 


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Opinião
Que terá movido o Sindicato dos Jornalistas (SJ) a questionar o jornal espanhol El Mundo sobre a identidade de  um seu correspondente que cobriu os incêndios de Pedrogão Grande?   Diz a direcção do Sindicato, no respectivo site,  que “ decidiu pedir informações sobre as dúvidas levantadas acerca do suposto jornalista Sebastião Pereira(…)” . O Sindicato levou os seus esforços de...
Dados os muitos terabytes de prosa – sólidamente negativa – com que os media globais saudaram a decisão do presidente Trump, anunciada em discurso na Casa Branca no passado dia 1 de Junho, de retirar os EUA. do Acordo de Paris, seria de esperar uma cobertura exaustiva do tema, ou seja, que nenhum aspecto ou complexidade dessa terrível ameaça para a saúde do planeta escapasse à atenção dos “opinion leaders”, em...
Trump, Macron e a comunicação social
Francisco Sarsfield Cabral

O Presidente Trump está em guerra aberta com a comunicação social americana. E esta, na sua grande maioria, não gosta de Trump. Vários presidentes anteriores foram muito criticados pela Imprensa dos EUA – Reagan, por exemplo. Mas o grau de hostilidade que agora existe entre a Casa Branca e os jornalistas é de nível excepcionalmente alto.

Num livro colectivo acabado de publicar, simultaneamente, em treze línguas e em dezenas de países espalhados pelo mundo inteiro, cuja versão francesa se intitula, significativamente, L’âge de la Régression: Pourquoi nous vivons un tournant historique[1], Appadurai disserta sobre o «sentimento de cansaço» que, na sua opinião domina a esfera pública. Sentimento de cansaço relativamente à forma de fazer...
Fim de semana alucinante, sábado épico, jornada inédita. Muito se tem chamado a este 13 de maio, dia de Fátima, do Santo Padre, do anjo Vitória e do arcanjo Sobral. As notícias, as reportagens, os diretos. O frenesim tem sido imenso. Aliás já começou há uns dias. Amanhã, depois do nascer do sol, era bom que houvesse alguma reflexão sobre o que se passou. Será que tanta agitação na...
Agenda
11
Jul
Exposição de Jornais Centenários em Bruxelas
09:00 @ Parlamento Europeu, Bruxelas
12
Jul
Curso de Verão “Jornalismo de Investigação”
09:00 @ Universidade Internacional Menéndez Pelayo, Santander
13
Jul
Westminster Media Forum
09:00 @ Central London, Londres
27
Jul
Festival de Jornalismos de Verão
09:00 @ Couthures, França
Connosco
Galeria

Há imagens que valem por mil palavras. Esta que reproduzimos acima é uma delas, registada pelo bombeiro Pedro Brás, no segundo dia do incêndio de Pedrogão Grande, quando 13 companheiros se deitaram no chão exaustos, no combate aos fogos.

A foto foi reproduzida, originalmente, pelos jornais espanhóis El Mundo e El Pais e, também, entre outros, pelo site electrónico Observador, doqual retiramos este documento.

Mais tarde, a imagem percorreu mundo, através das redes sociais e tornou-se icónica de uma luta desigual contra uma calamidade em que morreram 64 habitantes de Pedrogão Grande e 254 ficaram feridos, segundo as ultimas estimativas.

A foto foi tirada na manhã de 18 de Junho, e ganhou estatuto de viral. É uma imagem que “fala por si”, representando, simbolicamente, a homenagem a todos os bombeiros que estiveram envolvidos na contenção do  terrível sinistro.

Em pouco tempo, registaram-se cerca de 80 mil partilhas na rede social Facebook, e a  foto ganhou expressão, também, no Twitter e noutros  meios de comunicação social espalhados pelo mundo.

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Portugal aparece no segundo lugar entre os países europeus, logo a seguir à Finlândia, no índice de confiança nas notícias (ficando o Brasil entre os dois). A Finlândia atinge os 62%, Portugal chega aos 58%, e os países mais em baixo, Grécia e Coreia do Sul, ficam nos 23%. Estes são alguns números do Digital News Report 2017 do Reuters Institute, que sublinha no texto de sumário que “a revolução digital está cheia de contradições e excepções” e que as diferenças para cada país podem ser procuradas nas páginas que lhes são dedicadas, no desenvolvimento do relatório.

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Estamos a entrar numa nova vaga de concentração de riqueza, “desta vez impulsionada por uma mudança tecnológica que está a acelerar muitíssimo”. Por contraste com a imagem benévola que habitualmente atribuímos ao progresso, “a engenharia genética, a Inteligência Artificial, os aperfeiçoamentos biológicos e a expansão da mente humana poderiam criar desigualdades que mal podemos imaginar.” É este o sentido de um texto recente de Miguel Ormaetxea, editor de Media-tics, que fala, citando outro autor, da necessidade de “um novo marco regulatório, uma ‘Constituição digital’.”

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Jornalistas mexicanos que se têm destacado por fazerem reportagens de investigação sobre temas sensíveis para o Poder acusam o governo de ter “infectado” os seus telemóveis com programas “piratas” que lêem os seus dados e geolocalização, podendo ainda servir-se da câmara e do microfone incorporados. O governo do México nega as acusações, mas várias organizações de defesa da liberdade de Imprensa apresentaram um relatório que descreve esta operação como vindo já desde 2015.

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As questões da ética profissional  - neste caso da jornalística -  são mais simples nos documentos do que na vida real. “Medir consequências e observar a máxima utilidade de certa decisão para o maior número de pessoas são variáveis que flexibilizam o dever-ser dos códigos  – a privacidade de um indivíduo, por exemplo, por vezes é solapada em nome do interesse público para que o jornalista obtenha certa informação.” É este o caminho de reflexão do mais recente “Comentário da Semana” de ObjEthos, o Observatório da Ética Jornalística do Brasil.

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A Entidade Reguladora para a Comunicação Social anunciou a abertura de um processo de averiguações sobre uma reportagem transmitida pela TVI de Pedrógão Grande, durante a noite de domingo. Segundo o comunicado, “chegaram à ERC mais de 100 participações que contestam o plano televisivo em que aparece um dos cadáveres da tragédia, na referida reportagem”. O Sindicato dos Jornalistas apelara aos profissionais “para que não cedam ao sensacionalismo”, e aos órgãos reguladores, a ERC e a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista, “a agirem perante os casos de cobertura noticiosa que não cumpram as regras deontológicas”.

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O “cartoonista” iraniano Alizera Pakdel, de 36 anos, foi distinguido com o Grande Prémio do World Press Cartoon 2017, com a imagem de um barco cheio de refugiados a afundar-se num oceanário, à vista indiferente dos visitantes. A tragédia e o terror, nas suas diversas formas, são temas fortes entre as mais de duas centenas e meia de trabalhos expostos. António Jorge Gonçalves foi o único português com direito a distinção, com o seu “Brexit”, feito para o jornal Público.

O que há de novo

A empresa multinacional de telecomunicações Altice, que em Portugal já é detentora da PT, confirmou que está, de facto, em negociações com o grupo espanhol Prisa para adquirir a portuguesa Media Capital, que detém a TVI e a Rádio Comercial. Esta confirmação surge em resposta a uma solicitação de esclarecimento por parte da CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. Por seu lado, o desenvolvimento decorre de outras aquisições tentadas nos últimos meses e pode ter mais efeitos secundários ainda imprevistos.

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“A nova vida do jornalista norte-americano” é o título geral que cobre uma recolha de estudos e testemunhos sobre o panorama da Imprensa nos Estados Unidos, depois da eleição de Donald Trump. Como conta Pilar García de la Granja, autora do primeiro destes trabalhos, o desprezo recíproco entre ele e os jornalistas é “uma história que mal começou”. Não sabemos como vai acabar. O tema foi escolhido como foco principal da edição nº 43 da revista Periodistas, da FAPE – Federación de Asociaciones de Periodistas de España.

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A administração do diário Al-Wasat, do Bahrain, enviou uma nota a todos os trabalhadores comunicando o seu despedimento colectivo, na sequência do fecho da empresa ordenado pelo governo. O jornal, cujo título significa “centro”, ou “moderado”, na língua árabe, era um jornal de oposição no país, e empregava cerca de 160 pessoas, incluindo 30 estrangeiros.

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O fecho da estação de TV Al-Jazeera e o corte do financiamento a vários outros meios de comunicação são duas das treze condições postas ao Qatar pela Arábia Saudita e os seus aliados para uma suspensão do bloqueio económico e diplomático em vigor. Giles Trendle, director do serviço da Al-Jazeera em língua inglesa, declarou que a estação está empenhada em continuar as emissões, com “a nossa habitual cobertura abrangente e imparcial dos acontecimentos em todo o mundo”.

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A imprensa canadiana aposta no digital. A partir de 3 de julho o jornal National Post substituirá a sua versão em papel por uma versão electrónica, na sequência da renovação já efectuada no respectivo website deste matutino sedeado em Toronto.

A empresa proprietária do título, Post Media, fez saber segundo revela o site electrónico do Le Monde, que tais mudanças poderão trazer um novo fôlego financeiro àquele jornal conservador.

“É uma etapa mais na lógica da redução de custos”, segundo Colette Brin, do Centre d’études sur les médias de l’Université Laval.

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Jeff Bezos, fundador da Amazon e actual proprietário do Washington Post, esteve na conferência do 150º aniversário do diário La Stampa, de Turim, e falou sobre “O futuro dos jornais”. Defendeu as assinaturas pagas e a qualidade e brilho do que se publica, como resposta à crise, mas admitiu que pode acontecer que ler jornais impressos seja, um dia, “algo exótico, como ter um cavalo”.

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O pré-acordo assinado entre KNJ e a Global Media, previa que esta empresa de Macau investisse 17,5 milhões de euros a troco de 30% do capital da dona do ‘JN’, ‘DN’ e TSF.

Passados mais de oito meses após a assinatura do memorando de entendimento entre a Global Media e a KNJ, o acordo está por concretizar, apesar de, nessa data, ter sido estabelecido o compromisso de que o negocio seria concluído até Março deste ano. No entanto, segundo noticia do Correio da Manhã, o seu cumprimento não deve acontecer antes de Setembro. 

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Vai realizar-se em Portugal, no próximo ano, no Centro de Congressos do Estoril, o 70º Congresso Mundial de Imprensa e Fórum Mundial de Editores, promovido pela WAN-IFRA (Associação Mundial de Jornais e de Editores), com o apoio da Associação Portuguesa de Imprensa (API) e da Câmara Municipal de Cascais. Este anúncio foi feito durante o Congresso Mundial da WAN-IFRA que se realizou em Durban (África do Sul), entre 7 e 9 de Junho passado.

Durante a sessão, Vincent Peyrègne, Presidente Executivo da WAN-IFRA, referiu que chegou a “altura de voltarmos à Europa para celebrar os 70 anos num país com uma herança excepcional, onde se cruzam muitas culturas, uma ponte entre o passado e o futuro, o sítio ideal para uma reunião dos media de todo o Mundo” .

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