Sábado, 25 de Março, 2017
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O Clube


Passou um ano. O site do CPI – Clube Português de Imprensa completou o primeiro ciclo de vida, com um registo muito gratificante de visitantes, sempre em crescendo.

Quando começamos, inexperientes mas determinados, moveu-nos a convicção de que fazia falta na paisagem digital um projecto como o desta Associação, animado pelo propósito de ser um fórum de debate das questões emergentes na sociedade da informação e no jornalismo.

A par da divulgação das actividades desenvolvidas no CPI, designadamente, os ciclos temáticos de jantares-debate, procuramos, também, dar eco atempado de iniciativas oriundas de associações congéneres, bem como de estruturas relacionadas com a profissão, como sejam o Sindicato de Jornalistas e a Casa da Imprensa.

Nesse sentido pudemos ainda intensificar o intercâmbio com a AIEP – Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal, contando com a colaboração de alguns dos seus membros, e ainda com a API - Associação Portuguesa de Imprensa, que colaborou igualmente connosco.


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Opinião
Na origem, o Acordo assinado por todos os países membros da CPLP, em Dezembro de 1990 visava, como se sabe, unificar as duas normas ortográficas então existentes: a portuguesa e a brasileira. Consideravam, os seus defensores, que tal unificação permitiria uma maior internacionalização da língua portuguesa assim como a mais fácil aceitação do português, como língua oficial, nas instituições...
Talvez nada ilustre melhor a ascensão dos media digitais americanos e correspondente declínio das antigas potências mediáticas, geralmente conhecidas por “mainstream media” (designação genérica de órgãos históricos como o The New York Times e The Washington Post, estações de TV como a ABC, NBC e CBS e agências noticiosas como The Associated Press e Reuters), mais ou menos coincidente com a...
Jornalistas de Madrid queixam-se do Podemos
Francisco Sarsfield Cabral
A perseguição aos jornalistas costumava vir do poder político, em países com défice de democracia. Começam agora a surgir queixas denunciando ataques por parte de partidos na oposição. É o caso do Podemos, partido espanhol da esquerda radical, de que se queixa a Associação de Imprensa de Madrid. Em comunicado, esta associação exige ao Podemos que ponha fim à sua “sistemática campanha...
Democracia e Voyerismo
Luís Queirós
Daniel Proença de Carvalho, um conhecido advogado com interesses na comunicação social, foi ao Grémio Literário falar no ciclo de conferências ali realizadas sobre o tema “Que Portugal na Europa, que futuro para a União?”. Na sua intervenção, pouco acrescentou ao que naquela sala, em conferências anteriores, já se dissera sobre o assunto. Começou por apresentar a sua visão da...
Hoje estamos todos de parabéns, pois temos o privilégio de participar num notável acontecimento literário. A publicação deste livro é, de facto, um grande acontecimento. Sem ele, muitas pérolas literárias se perderiam para sempre, esquecidas em páginas de jornal deitadas para o lixo ou arquivadas em bibliotecas onde só seriam consultadas por especialistas. Por isso, na pessoa do Dr. Artur Santos Silva, felicito...
Connosco
Galeria

O debate sobre a adaptação dos direitos de autor ao mundo digital, em curso no Parlamento Europeu, entrou de novo em terreno polémico com a apresentação de um projecto em que os "direitos conexos" são substituídos pela "presunção de representação dos autores de obras literárias contidas nestas publicações". Fica em causa a remuneração dos editores e agências de Imprensa pelos motores de busca como Google, "que recolhem lucro de numerosos conteúdos sem terem o encargo de os produzir".

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Os comentários dos leitores, usados como forma de abrir os jornais à participação do público, continuam a pôr problemas às redacções. A má qualidade de muitos deles, incluindo a grosseria e o discurso de ódio, desafiam a eficácia das práticas de moderação tentadas. Mas há estudos recentes sobre abordagens alternativas, revelando que as atitudes estão a mudar. Esta reflexão é de Marisa Torres da Silva, professora associada na FCSH da Universidade Nova de Lisboa, publicada no European Journalism Observatory.

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Perante a crise de credibilidade dos meios de comunicação, uma das propostas recentes mais intrigantes é a do chamado “jornalismo de soluções”. A ideia de base é a de equilibrar a “representação negativa do mundo” com a reportagem de iniciativas positivas, verificadas no terreno. Fica o receio de se cair num jornalismo “de boas notícias”  - ou numa psicologia ligeira de auto-ajuda -  mas, como diz Christian de Boisredon, o seu principal promotor, não se trata simplesmente de pôr em destaque “o bombeiro que vai salvar gatos nas árvores”.

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O próximo jantar-debate do ciclo “Que Portugal na Europa, que futuro para a União?”, uma parceria do CPI  - Clube Português de Imprensa com o CNC - Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, será no próximo dia 28 e terá o Embaixador Francisco Seixas da Costa como orador convidado.

Francisco Seixas da Costa encontra-se em condições de invulgar competência para tratar do tema do presente ciclo, quer pela sua formação académica, quer pela sua carreira diplomática.

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Tendo a crise dos modelos tradicionais de sustento do jornalismo chegado ao ponto que sabemos, um académico e um jornalista tornado gestor e especialista em desenvolvimento dos media propõem que voltemos a considerar soluções como o mecenato [filantropia, no original], empresas não-lucrativas e fundações. A alternativa, dizem, é deixarmos definhar o espaço de comunicação e debate público, sem o qual não há vida democrática.

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As novas tecnologias digitais permitem identificar, pela “pegada” que deixa o seu tráfego online, o perfil de cada consumidor. Logo, podem fornecer aos anunciantes interessados a possibilidade de adquirirem publicidade em tempo real, surpreendendo o utente com ofertas das coisas que de facto lhe interessam. Mas o rigor destes procedimentos é posto em causa por Miguel Ormaetxea, editor de Media-Tics, segundo o qual prometeram-nos o céu mas o resultado foi um inferno: “Todos mentem nas audiências, não há um sistema fiável de medição, estando todos contaminados pelos robots que alimentam a fraude.”

 

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No clássico “1984”, de George Orwell, a televisão que vemos está a ver-nos a nós. Hoje mais do que nunca, a revolução digital tornou realidade esta intuição “profética”. Para piorar as coisas, “os jornalistas que teriam o papel de vigiar os abusos e negligências também estão sendo monitorados”. E, em última instância, “as capacidades de vigilância do Estado e de grandes empresas transnacionais estão sendo subestimadas pelo jornalismo”. Esta é a reflexão do Comentário da Semana do ObjEthos - Observatório da Ética Jornalística do Brasil. 

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Estão abertas as candidaturas à quinta edição do Prémio Gabriel García Márquez de Jornalismo 2017, ao qual podem concorrer jornalistas que tenham publicado trabalhos em espanhol ou em português entre 1 de Abril de 2016 e 31 de Março de 2017, em qualquer formato ou suporte. Este galardão abrange quatro categorias: Texto, Imagem, Cobertura e Inovação. O prazo para inscrição termina a 17 de Maio.

O que há de novo

No painel de encerramento da QSP Summit, na Exponor, o CEO do grupo Impresa, Francisco Pedro Balsemão, atacou os dois gigantes Google, e o Facebook, por estes absorverem a maior parte das receitas publicitárias, reclamando "transparência fiscal" e o pagamento dos direitos de autor.
“Tem de haver uma compensação justa” para que as empresas de media possam “investir mais nos conteúdos”, defendeu.

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O 4.º encontro de Leitores e Escritores vai contar com a presença de José Vítor Malheiros, ex-jornalista e co-fundador do Público, que prefaciou Os Leitores Também Escrevem, e com Marisa Torres da Silva  - cujo estudo já referimos neste site -  professora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, para um debate sobre “O  espaço para a opinião dos leitores na Imprensa e o seu valor social, político e económico”.

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Quando, em 2015, o diário sueco Svenska Dagbladet redesenhou o seu site web, começou a ver crescer as audiências e aumentar as assinaturas. Que teria este jornal levado a cabo para se tornar numa empresa de sucesso? Talvez a mudança mais original tenha sido a introdução de um algoritmo editorial controlado, um software que desenha a página principal do site. Quando acabam os seus textos, os jornalistas atribuem-lhes uma marca de importância noticiosa e outra de "tempo de vida", e deixam o algoritmo fazer o seu trabalho.  

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A rede social Facebook vai auditar os dados errados que, no passado, forneceu aos anunciantes.

No seu site pode ler-se: “Comprometemo-nos a ser auditados pela Media Rating Council (MRC) para verificar a veracidade das informações que demos aos nossos parceiros”.

A MRC é uma instituição criada nos anos 60, a pedido do Congresso americano, que tem como função estabelecer as regras das medidas de audiências e assegurar que estas são respeitadas. Entre os seus membros conta com uma série de actores do sector dos media e da publicidade.

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A dependência dos media tradicionais do suporte financeiro da publicidade é uma questão conhecida. Mas pode haver situações em que são as próprias empresas publicitárias a desejar que os seus clientes não sejam expostos a ter os anúncios em determinados media, pela natureza conflitual de alguns conteúdos. Este desenvolvimento surpreendente está a acontecer agora entre o Google e o mercado publicitário britânico, havendo já pelo menos uma grande marca, a Havas, a formalizar a separação.

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Os media tradicionais têm um novo concorrente de peso a disputar o bolo publicitário.

Trata-se da Amazon, que tem vindo a crescer de uma forma exponencial e a constituir um concorrente de respeito, não somente em relação à imprensa e audiovisuais como, igualmente, para as grandes plataformas Google e Facebook.

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A Comissão Europeia e as autoridades de defesa dos consumidores “vão tomar medidas para garantir que as redes sociais cumprem as regras dos consumidores na União Europeia”. Concretamente, Facebook, Google e Twitter terão de “alterar parte dos seus termos relacionados com privacidade” no prazo máximo de um mês, expondo-se a multas em caso de incumprimento.

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O jornalista Rui Hortelão deixa de ser o director da revista Sábado, cargo que ocupava desde Novembro de 2013, “para se dedicar a outros projectos”. O comunicado da Cofina Media em que esta notícia é divulgada agradece o seu contributo “para a afirmação da Sábado como uma publicação de referência, desejando-lhe muito sucesso pessoal e profissional”, mas não adianta o nome do novo director nem outros motivos para a sua saída.

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