Sexta-feira, 21 de Junho, 2019
Estudo

A imprensa continuará em 2017 a perder receitas publicitárias

O “bolo” publicitário deverá crescer 4,8% no próximo ano, num valor estimado de 543 milhões de euros, embora com uma distribuição assimétrica pelos diferentes meios, de acordo com a projecção da Mediabrands.

O mesmo estudo indica que o mercado publicitário português vale cerca de 518 milhões de euros e terá crescido 4,7% em 2016.

De acordo com dados divulgados pelo site Meios & Publicidade, prevê-se que o sector da imprensa continuará em contracção. Nessa perspectiva, os jornais deverão perder até 23% de investimento de publicidade, passando dos 23 milhões de euros, em 2016, para os 18 milhões no próximo.

As revistas não serão também poupadas, devendo cair dos 23 milhões de receitas de publicidade, este ano, para 20 milhões em 2017, ou seja, menos 15%.

As previsões das agências de meios do grupo Interpublic não são mais optimistas, apontando para uma quebra de 8 milhões de euros na receita da publicidade em papel.

Em contrapartida, prevê-se que o digital continuará a subir no próximo ano, estimando-se um aumento da ordem dos 20% para os 122 milhões de euros de publicidade.

No tocante ao desempenho da TV por assinatura haverá um incremento de 8% para os 56 milhões.

A TV em sinal aberto deverá subir três por cento para os 225 milhões. A rádio continuará no positivo (+3% passando a captar 37 milhões.

O out of home valerá 63 milhões em 2017 (+2 por cento face a 2016).

A concluir o ano, verifica-se que a TV é o principal meio de captação de publicidade, assumindo uma fatia de 261 milhões. Logo a seguir, aparece o digital com 101 milhões. E depois, o out of home com 62 milhões.

No fim da lista das receitas publicitárias, aparece a imprensa (jornais e revistas) com 46 milhões, e a rádio com 36 milhões de euros.

A quebra de facturação de publicidade é o outro lado da crise da imprensa, já flagelada pela migração de leitores.

 

 

 

Connosco
António Carrapatoso: concorrência distorcida em comunicação social fraca Ver galeria

O País “que vai a votos” não está bem, segundo António Carrapatoso, e a sua comunicação social também não está.
Nosso mais recente convidado, o gestor e empresário António Carrapatoso afirmou que o País “não está bem” porque a forma como a sociedade está organizada e funciona “não permite aproveitar e desenvolver as capacidades dos portugueses”.

Quanto à comunicação social que temos, definiu-a como “uma instituição fraca, que não cumpre suficientemente o seu papel do ponto de vista do interesse do cidadão” , por não ser suficentemente independente, inovadora e diversificada.
“A sua qualidade, acutilância, capacidade de investigação, de escrutínio e explicativa, estão aquém do desejável”  - disse.

Sobre as causas desta situação, a seguir à reduzida dimensão do mercado, apontou a “concorrência distorcida”, as deficiências da regulação e legislação e motivos de outra ordem:

Em sua opinião, não se faz mais para mudar porque “muitos partidos e líderes políticos estão contentes com a situação actual, não querem uma comunicação social verdadeiramente independente, investigadora, escrutinadora e qualificada”;  e ainda porque os próprios cidadãos “não ligam assim tanto à importância da comunicação social”  - motivo porque também "não fazem subscrições que poderiam fazer".
ERC aprova e Rádio Observador vai começar a emitir "muito em breve" Ver galeria

A Rádio Observador, cujo lançamento esteve previsto para a data do quinto aniversário do diário digital com o mesmo título, a 22 de Maio, vai finalmente entrar em funcionamento. Segundo notícia que citamos do jornal Observador, a transmissão será em 98.7 FM, na Grande Lisboa, “a curto prazo também no Porto e noutras zonas do país, e online”.

Conforme também aqui foi referido, o projecto já estava pronto naquela data, “faltando apenas o ‘visto’ da ERC, entidade à qual compete por lei autorizar a nova estação”. Poucos dias depois, a 28 de Maio, era assinada a Deliberação ERC/2019/150 [AUT-R], que autoriza as alterações solicitadas pela sociedade Observador on Time, S.A., para criar a Rádio Observador, a partir da antiga Rádio Baía – Sociedade de Radiodifusão, Lda.

A notícia do Observador não indica ainda a data exacta do início de emissão, mas conclui que “muito em breve teremos mais novidades. Estamos quase no ar.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
Sejam de direita ou de esquerda, há uma verdadeira inflação de políticos no activo - ou supostamente retirados - ,  “vestidos” de comentadores residentes nas televisões, com farto proveito. Alguns deles acumulam mesmo os “plateaux” com os microfones  da rádio ou as colunas de jornais, demonstrando  uma invejável capacidade de desdobramento. O objectivo comum a todos é, naturalmente,  pastorearem...
Ao longo do último ano os jornais britânicos The Times e The Sunday Times têm desenvolvido esforços consideráveis para conseguir manter os assinantes digitais que foram angariando ao longo do tempo. A renovação das assinaturas digitais é uma das crónicas dores de cabeça que os editores de publicações enfrentam, tanto mais que estudos recentes comprovam que uma sólida base de assinantes e leitores...
“Fake news”, ontem e hoje
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