Sexta-feira, 21 de Junho, 2019
Media

Websites do jornalismo digital precisam de ser credíveis para fidelizar o utente

“Cinco anos a caçar clicks fizeram da pesquisa de notícias uma das piores experiências para um utente da Internet. Consoante a dimensão do visor da página, chega a ser difícil distinguir se estamos a olhar para uma slotmachine ou um jornal online.” É assim que começa o mais recente contributo à recolha de previsões sobre como será o ano de 2017, organizada pelo NiemanLab. Para Andy Rossback, do New York Times, este terá de ser o ano do utente.  

O seu texto diz-nos coisas por que já todos passámos:

“Mesmo publicações prestigiadas meteram anúncios em vídeo a mexerem-se por entre os parágrafos dos artigos. Em certos mercados, o mesmo tipo de anúncio nem sequer tem um botão de parar ou fazer pausa. Incansáveis inquéritos do Google Survey afastam-nos dos artigos. E é difícil para os utentes fazer o login, repôr a palavra-chave ou tornarem-se assinantes que pagam.”

Especializado no design dos meios noticiosos, o autor sublinha a importância desta disciplina como “uma importante ferramenta de literacia dos media”, demasiado negligenciada pela indústria. 

Os sites de notícias falsas existem porque se tornaram parecidos com os das verdadeiras, e “estão a comer o nosso almoço fornecendo o mesmo modelo de anúncios motivados pelo click, sem o acréscimo de fazerem qualquer tipo de autêntica reportagem”.

“Assim, 2017 será o ano do utente. No tempo de vida dos websites do jornalismo digital, trata-se de um movimento tectónico de ‘primeiro-o-anunciante’ para ‘primeiro-o-utente’. À semelhança dos desorganizados jornais impressos dos anos de 1800, alguém vai pôr o design ao serviço da credibilidade e ganhar com isso.”

 

O artigo original, na íntegra, no NiemanLab

Connosco
António Carrapatoso: concorrência distorcida em comunicação social fraca Ver galeria

O País “que vai a votos” não está bem, segundo António Carrapatoso, e a sua comunicação social também não está.
Nosso mais recente convidado, o gestor e empresário António Carrapatoso afirmou que o País “não está bem” porque a forma como a sociedade está organizada e funciona “não permite aproveitar e desenvolver as capacidades dos portugueses”.

Quanto à comunicação social que temos, definiu-a como “uma instituição fraca, que não cumpre suficientemente o seu papel do ponto de vista do interesse do cidadão” , por não ser suficentemente independente, inovadora e diversificada.
“A sua qualidade, acutilância, capacidade de investigação, de escrutínio e explicativa, estão aquém do desejável”  - disse.

Sobre as causas desta situação, a seguir à reduzida dimensão do mercado, apontou a “concorrência distorcida”, as deficiências da regulação e legislação e motivos de outra ordem:

Em sua opinião, não se faz mais para mudar porque “muitos partidos e líderes políticos estão contentes com a situação actual, não querem uma comunicação social verdadeiramente independente, investigadora, escrutinadora e qualificada”;  e ainda porque os próprios cidadãos “não ligam assim tanto à importância da comunicação social”  - motivo porque também "não fazem subscrições que poderiam fazer".
ERC aprova e Rádio Observador vai começar a emitir "muito em breve" Ver galeria

A Rádio Observador, cujo lançamento esteve previsto para a data do quinto aniversário do diário digital com o mesmo título, a 22 de Maio, vai finalmente entrar em funcionamento. Segundo notícia que citamos do jornal Observador, a transmissão será em 98.7 FM, na Grande Lisboa, “a curto prazo também no Porto e noutras zonas do país, e online”.

Conforme também aqui foi referido, o projecto já estava pronto naquela data, “faltando apenas o ‘visto’ da ERC, entidade à qual compete por lei autorizar a nova estação”. Poucos dias depois, a 28 de Maio, era assinada a Deliberação ERC/2019/150 [AUT-R], que autoriza as alterações solicitadas pela sociedade Observador on Time, S.A., para criar a Rádio Observador, a partir da antiga Rádio Baía – Sociedade de Radiodifusão, Lda.

A notícia do Observador não indica ainda a data exacta do início de emissão, mas conclui que “muito em breve teremos mais novidades. Estamos quase no ar.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
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