Sexta-feira, 21 de Junho, 2019
Media

Grupo Le Monde volta aos lucros

 

O Grupo Le Monde voltou aos lucros em 2016, ao apresentar resultados de exploração positivos por comparação com 2015.

A boa notícia foi confirmada pelo presidente do Grupo, Louis Dreyfus, ao revelar que no conjunto o Grupo deverá registar um resultado de exploração de 4 milhões de euros, contra 3,8 milhões de euros em 2015.

O Grupo sofreu uma restruturação profunda em 2015 que passou, designadamente, pelo emagrecimento dos seus custos.

O jornal Le Monde deverá registar em 2016 um volume de negócios em ligeira baixa, de 190 milhões de euros contra 195 milhões em 2015.

O quotidiano, fundado em 1944, conta actualmente com 120 mil assinantes nas sua versão digital (mais 30% em um ano), num total de 200 mil assinantes.

Entretanto, outra publicação do Grupo, L’Obs recuou cerca de 13% em França, entre Outubro de 2015 e Setembro de 2016. Contudo, Louis Dreyfus diz-se “optimista” m relação ao futuro do magazine, perante os dados mais recentes de audiência.

O Grupo prevê concentrar os seus 1400 colaboradores, em finais de 2018, na nova sede, que será edificada próximo da gare de Austerlitz, onde acabaram de adquirir o terreno.

Diz Louis Dreyfus: “é um projecto de cerca de 200 milhões de euros, que nos deve ajudar a mudar de escala”.

 

Connosco
António Carrapatoso: concorrência distorcida em comunicação social fraca Ver galeria

O País “que vai a votos” não está bem, segundo António Carrapatoso, e a sua comunicação social também não está.
Nosso mais recente convidado, o gestor e empresário António Carrapatoso afirmou que o País “não está bem” porque a forma como a sociedade está organizada e funciona “não permite aproveitar e desenvolver as capacidades dos portugueses”.

Quanto à comunicação social que temos, definiu-a como “uma instituição fraca, que não cumpre suficientemente o seu papel do ponto de vista do interesse do cidadão” , por não ser suficentemente independente, inovadora e diversificada.
“A sua qualidade, acutilância, capacidade de investigação, de escrutínio e explicativa, estão aquém do desejável”  - disse.

Sobre as causas desta situação, a seguir à reduzida dimensão do mercado, apontou a “concorrência distorcida”, as deficiências da regulação e legislação e motivos de outra ordem:

Em sua opinião, não se faz mais para mudar porque “muitos partidos e líderes políticos estão contentes com a situação actual, não querem uma comunicação social verdadeiramente independente, investigadora, escrutinadora e qualificada”;  e ainda porque os próprios cidadãos “não ligam assim tanto à importância da comunicação social”  - motivo porque também "não fazem subscrições que poderiam fazer".
ERC aprova e Rádio Observador vai começar a emitir "muito em breve" Ver galeria

A Rádio Observador, cujo lançamento esteve previsto para a data do quinto aniversário do diário digital com o mesmo título, a 22 de Maio, vai finalmente entrar em funcionamento. Segundo notícia que citamos do jornal Observador, a transmissão será em 98.7 FM, na Grande Lisboa, “a curto prazo também no Porto e noutras zonas do país, e online”.

Conforme também aqui foi referido, o projecto já estava pronto naquela data, “faltando apenas o ‘visto’ da ERC, entidade à qual compete por lei autorizar a nova estação”. Poucos dias depois, a 28 de Maio, era assinada a Deliberação ERC/2019/150 [AUT-R], que autoriza as alterações solicitadas pela sociedade Observador on Time, S.A., para criar a Rádio Observador, a partir da antiga Rádio Baía – Sociedade de Radiodifusão, Lda.

A notícia do Observador não indica ainda a data exacta do início de emissão, mas conclui que “muito em breve teremos mais novidades. Estamos quase no ar.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
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