null, 21 de Abril, 2019
Novas iniciativas

Celebrado Protocolo entre Clube Português de Imprensa e Jornal Tribuna de Macau

O Clube Português de Imprensa (CPI) e o Jornal Tribuna de Macau (JTM) celebraram,  em Dezembro, um Protocolo,  em cujo âmbito cabe,  prioritariamente,  a  atribuição anual de Prémios de Jornalismo, dirigidos aos media de Língua Portuguesa de todo o Mundo, e com periodicidade anual.

Obrigatoriamente, e nos termos do documento assinado em Lisboa,  os trabalhos concorrentes deverão ter  Macau como tema principal,  sendo os pormenores alvo de regulamentação própria, com posterior divulgação pública.

O Protocolo estabelece ainda que o CPI e o JTM promovem um diversificado conjunto de eventos “aos quais se identifique interesse público, na divulgação e debate sobre o presente e futuro dos media em Língua Portuguesa, nomeadamente em Macau, em parceria com outros organismos e instituições a que se reconheçam interesses comuns”. 

Nesse âmbito, o CPI e o JTM “reconhecem vantagens numa maior interacção e aproximação, tanto ao nível de um elenco de iniciativas conjuntas, como na divulgação de eventos relacionados ou conexos com os media, tendo em conta a sua importância marcante no contexto da Sociedade de Informação”.

 

Mais adiante,  o texto fixa ainda queconstitui escopo para iniciativas conjuntas o aprofundamento de todos os aspectos ligados à Língua Portuguesa, com relevo para a singularidade do posicionamento de Macau no seu papel de Plataforma de ligação aos países de Língua Oficial Portuguesa, que representam uma vocação comum, ainda que em planos diferenciados  mas complementares, tanto para o CPI como para o JTM”.

 

O Protocolo foi assinado , respectivamente, por Dinis de Abreu e José Rocha Dinis, o primeiro em representação do CPI e o segundo pelo JTM.

 

Recorde-se que o Clube Português de Imprensa ,é uma instituição reconhecida como de Utilidade Pública, fundado em 1980, enquanto o    Jornal  Tribuna de Macau, é uma  referência em língua portuguesa, que se publica em Macau, ininterruptamente,  desde 1982.

 

O Protocolo entrou em vigor no primeiro  dia de Janeiro.

 

Connosco
Agravam-se as restrições à liberdade de Imprensa - segundo os RSF Ver galeria

A situação da liberdade de Imprensa continua a degradar-se em muitos países, por todo o mundo. O ódio aos jornalistas degenerou em violência, o que leva a um aumento do medo na profissão.
É esta a síntese inicial da edição de 2019 do Ranking Mundial da Liberdade da Imprensa, dos Repórteres sem Fronteiras, agora divulgada.

“Se o debate político desliza, de forma discreta ou evidente, para uma atmosfera de guerra civil, onde os jornalistas se tornam bodes expiatórios, os modelos democráticos passam a estar em grande perigo”  - afirma Christophe Deloire, secretário-geral da referida ONG.

“O número de países onde os jornalistas podem exercer com total segurança a actividade profissional continua a diminuir, enquanto os regimes autoritários reforçam o controlo sobre os meios de comunicação.” De acordo com este relatório, apenas 24% dos 180 países e territórios analisados apresentam uma situação considerada “boa” ou “relativamente boa”.

A Noruega mantém, pelo terceiro ano consecutivo, o primeiro lugar no ranking, com a Finlândia na segunda posição e a Suécia na terceira. Portugal subiu para o 12º lugar, ficando imediatamente acima da Alemanha, da Islândia e da Irlanda.
José Ribeiro e Castro: "Sofremos de uma periferia mental" Ver galeria

Portugal precisa de fazer três reformas atrasadas, e a primeira é a reforma eleitoral, para “devolver a democracia à cidadania, resgatar e salvar a democracia do declínio em que está e que nós sentimos, eleição após eleição”  -  afirmou José Ribeiro e Castro no ciclo de jantares-debate promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, sob o tema “Portugal: Que País vai a votos?”.

As outras duas são a do território, num País que é “um deserto administrativo”, e a do Estado, para o tornar “mais barato e eficiente” e realmente “dimensionado às capacidades do País”.

Segundo o nosso convidado, Portugal precisa ainda de dois propósitos, o mais urgente do combate à pobreza, o mais ambicioso de “atingir a média europeia em vinte anos”.

Finalmente, precisamos de realizar estes projectos assumindo a nossa condição europeia, em relação à qual continuamos a sofrer de uma “periferia mental”, que "é pior do que a geográfica, porque aqui não há auto-estrada que valha".
O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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