Segunda-feira, 24 de Junho, 2019
Media

Relatório do OberCom analisa dinâmicas dos utilizadores de sites da Internet

Foi divulgado pelo OberCom – Observatório da Comunicação, e encontra-se acessível no respectivo site, o Relatório intitulado “Notícias, Fake News e a Participação Online”, que estuda as dinâmicas dos utilizadores de Internet no que se refere às redes sociais e sua influência, tanto na participação cívica e pública como nas práticas de leitura informativa. Pretende também compreender a participação em processos de mobilização social em Portugal, “em casos como o do movimento ‘Geração à Rasca’ e de protestos anti-austeridade”.

No seu sumário executivo, o Relatório começa por actualizar alguns números: 

“Dos utilizadores que consultam notícias online, cerca de 70% acedem a novas notícias via redes sociais. Comparando o uso geral com o ler, assistir ou partilhar notícias, tem-se que o Facebook, para além de se estabelecer como a rede social mais utilizada no geral (89,9%), é também a rede onde são partilhadas mais notícias (75,8%) por parte de utilizadores que consultam notícias online. Dos indivíduos que consideram notícias sobre política nacional um género noticioso importante, quase 45% actualizam-nas através das redes sociais.” (...) 

“Apesar da mudança de paradigma, não é a prioridade política ou interventiva o que faz com que a grande maioria dos indivíduos utilize redes sociais, o que, de uma forma geral, secundariza estes temas, não se podendo portanto afirmar que a Internet se tenha tornado o espaço ideal para uma democracia deliberativa.” (...) 

Na parte 2 da Análise de Resultados, este Relatório aborda “a relação entre informação noticiosa nas redes sociais e a teoria do pós-facto, que se baseia na utilização de argumentos políticos mais ligados à dimensão emocional do que à racional ou argumentativa, e para os quais as provas de refutação são ignoradas. A ambiguidade dos media e a constante vaga de informação diária promovem esta relação delicada entre o jornalismo político comprovadamente factual e o que é tido como verdade”. (...) 

A partir da parte 3, este estudo confirma também que “o espaço web foi o factor distintivo de manifestações como a ‘Geração à Rasca’ ou os protestos anti-austeridade, iniciados em blogs e redes sociais como o Facebook”. (...) 

O Relatório da OberCom foi trabalhado com base em dados coligidos de inquéritos da ERC  - Entidade Reguladora para a Comunicação Social (2015 e 2016) e do projeto Sociedade em Rede (2004 e 2013).

 

O texto completo do Relatório, no site do OberCom

Connosco
Crónica da liberdade perdida da Imprensa na Turquia de Erdogan Ver galeria

“Pelo menos nós experimentámos o que significa ser jornalista”  - dizia Murat Yetkin, de 59 anos, uma semana depois de ter deixado as suas funções de director do Hürriyet Daily News, a edição em língua inglesa do Hürriyet, um dos mais importantes diários na Turquia. “Tenho pena por estes jovens que não puderam e já não podem.”

O Hürriyet foi um dos muitos jornais adquiridos e desmantelados pela família agora mais proeminente entre os media turcos, os Demirören  - que nos últimos sete anos se tornaram donos de um terço deles. Em Março de 2018, Aydin Dogan, que fora um dos mais poderosos donos de jornais, anunciou que ia vender o seu “navio-almirante” (o Hürriyet) e vários outros activos aos Demirören, grandes apoiantes do Presidente Recep Erdogan. A Imprensa passou a designar o patriarca da família, Erdogan Demirören [entretanto falecido], como o Rupert Murdoch da Turquia.

Mas, como explica Suzy Hansen, autora de Notes on a Foreign Country: An American Abroad in a Post-American World, os Murdoch, “especialmente na era de Donald Trump, são ‘fazedores de reis’; Erdogan nunca deixaria ninguém ter tanta influência”. Basicamente, os Demirören trabalham para Erdogan. Na Turquia, o único “fazedor de reis” é o rei.

"PortoCartoon" abrange novos espaços no Grande Porto Ver galeria

Foi inaugurada no Museu Nacional da Imprensa, no Porto, onde fica aberta ao público até ao final do ano, a exposição PortoCartoon 2019, tendo sido feita a entrega dos prémios, conhecidos desde Março. A 21ª edição do festival é este ano alargada a vários espaços na área do Grande Porto, desdobrando-se pela Festa da Caricatura, na Estação de S. Bento, por uma galeria de arte no Centro Comercial Alameda, por uma exposição especial sobre Fernão de Magalhães no Convento Corpus Christi, em Vila Nova de Gaia, uma escultura do Grande Prémio no Passeio dos Clérigos e outras extensões da mostra em diversos locais da cidade.

Segundo Luís Humberto Marcos, director do Museu Nacional da Imprensa, “esta é até agora a maior edição de sempre do PortoCartoon em termos não só geográficos, mas também de diversidade de obras”; o certame reuniu cerca de 1.200 trabalhos, numa altura em que  - como afirmou -  “o cartoon constitui um instrumento essencial para o oxigénio da democracia”.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
Sejam de direita ou de esquerda, há uma verdadeira inflação de políticos no activo - ou supostamente retirados - ,  “vestidos” de comentadores residentes nas televisões, com farto proveito. Alguns deles acumulam mesmo os “plateaux” com os microfones  da rádio ou as colunas de jornais, demonstrando  uma invejável capacidade de desdobramento. O objectivo comum a todos é, naturalmente,  pastorearem...
Ao longo do último ano os jornais britânicos The Times e The Sunday Times têm desenvolvido esforços consideráveis para conseguir manter os assinantes digitais que foram angariando ao longo do tempo. A renovação das assinaturas digitais é uma das crónicas dores de cabeça que os editores de publicações enfrentam, tanto mais que estudos recentes comprovam que uma sólida base de assinantes e leitores...
“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
Lançar notícias falsas sobre adversários políticos ou outros existe há séculos. Mas a internet deu às mentiras uma capacidade de difusão nunca antes vista.  Divulgar no espaço público notícias falsas (“fake news”) é hoje um problema que, com razão, preocupa muita gente. Mas não se pode considerar que este seja um problema novo. Claro que a internet e as redes sociais proporcionam...
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