Segunda-feira, 22 de Abril, 2019
Media

Relatório do OberCom analisa dinâmicas dos utilizadores de sites da Internet

Foi divulgado pelo OberCom – Observatório da Comunicação, e encontra-se acessível no respectivo site, o Relatório intitulado “Notícias, Fake News e a Participação Online”, que estuda as dinâmicas dos utilizadores de Internet no que se refere às redes sociais e sua influência, tanto na participação cívica e pública como nas práticas de leitura informativa. Pretende também compreender a participação em processos de mobilização social em Portugal, “em casos como o do movimento ‘Geração à Rasca’ e de protestos anti-austeridade”.

No seu sumário executivo, o Relatório começa por actualizar alguns números: 

“Dos utilizadores que consultam notícias online, cerca de 70% acedem a novas notícias via redes sociais. Comparando o uso geral com o ler, assistir ou partilhar notícias, tem-se que o Facebook, para além de se estabelecer como a rede social mais utilizada no geral (89,9%), é também a rede onde são partilhadas mais notícias (75,8%) por parte de utilizadores que consultam notícias online. Dos indivíduos que consideram notícias sobre política nacional um género noticioso importante, quase 45% actualizam-nas através das redes sociais.” (...) 

“Apesar da mudança de paradigma, não é a prioridade política ou interventiva o que faz com que a grande maioria dos indivíduos utilize redes sociais, o que, de uma forma geral, secundariza estes temas, não se podendo portanto afirmar que a Internet se tenha tornado o espaço ideal para uma democracia deliberativa.” (...) 

Na parte 2 da Análise de Resultados, este Relatório aborda “a relação entre informação noticiosa nas redes sociais e a teoria do pós-facto, que se baseia na utilização de argumentos políticos mais ligados à dimensão emocional do que à racional ou argumentativa, e para os quais as provas de refutação são ignoradas. A ambiguidade dos media e a constante vaga de informação diária promovem esta relação delicada entre o jornalismo político comprovadamente factual e o que é tido como verdade”. (...) 

A partir da parte 3, este estudo confirma também que “o espaço web foi o factor distintivo de manifestações como a ‘Geração à Rasca’ ou os protestos anti-austeridade, iniciados em blogs e redes sociais como o Facebook”. (...) 

O Relatório da OberCom foi trabalhado com base em dados coligidos de inquéritos da ERC  - Entidade Reguladora para a Comunicação Social (2015 e 2016) e do projeto Sociedade em Rede (2004 e 2013).

 

O texto completo do Relatório, no site do OberCom

Connosco
Agravam-se as restrições à liberdade de Imprensa - segundo os RSF Ver galeria

A situação da liberdade de Imprensa continua a degradar-se em muitos países, por todo o mundo. O ódio aos jornalistas degenerou em violência, o que leva a um aumento do medo na profissão.
É esta a síntese inicial da edição de 2019 do Ranking Mundial da Liberdade da Imprensa, dos Repórteres sem Fronteiras, agora divulgada.

“Se o debate político desliza, de forma discreta ou evidente, para uma atmosfera de guerra civil, onde os jornalistas se tornam bodes expiatórios, os modelos democráticos passam a estar em grande perigo”  - afirma Christophe Deloire, secretário-geral da referida ONG.

“O número de países onde os jornalistas podem exercer com total segurança a actividade profissional continua a diminuir, enquanto os regimes autoritários reforçam o controlo sobre os meios de comunicação.” De acordo com este relatório, apenas 24% dos 180 países e territórios analisados apresentam uma situação considerada “boa” ou “relativamente boa”.

A Noruega mantém, pelo terceiro ano consecutivo, o primeiro lugar no ranking, com a Finlândia na segunda posição e a Suécia na terceira. Portugal subiu para o 12º lugar, ficando imediatamente acima da Alemanha, da Islândia e da Irlanda.
José Ribeiro e Castro: "Sofremos de uma periferia mental" Ver galeria

Portugal precisa de fazer três reformas atrasadas, e a primeira é a reforma eleitoral, para “devolver a democracia à cidadania, resgatar e salvar a democracia do declínio em que está e que nós sentimos, eleição após eleição”  -  afirmou José Ribeiro e Castro no ciclo de jantares-debate promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, sob o tema “Portugal: Que País vai a votos?”.

As outras duas são a do território, num País que é “um deserto administrativo”, e a do Estado, para o tornar “mais barato e eficiente” e realmente “dimensionado às capacidades do País”.

Segundo o nosso convidado, Portugal precisa ainda de dois propósitos, o mais urgente do combate à pobreza, o mais ambicioso de “atingir a média europeia em vinte anos”.

Finalmente, precisamos de realizar estes projectos assumindo a nossa condição europeia, em relação à qual continuamos a sofrer de uma “periferia mental”, que "é pior do que a geográfica, porque aqui não há auto-estrada que valha".
O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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