Segunda-feira, 22 de Abril, 2019
Media

Jornais de referência sobem com assinantes que procuram informação de qualidade

Em tempo de pós-verdade, os leitores começam a aperceber-se que os conteúdos não conferidos, publicados nas redes sociais, contaminam a informação.

Por isso, passaram a escolher marcas de qualidade, o que se pode verificar se tivermos em conta os dados de alguns dos jornais diários de referência dos Estados Unidos - o New York Times, por exemplo, captou 267 mil  novos subscritores no quarto trimestre de 2016 (a maioria, após a vitória de Trump, nas eleições de Novembro).

Por outro lado, o Washington Post cresceu 75% em 2016. E, em Janeiro deste ano, viu aumentar em 30%  o número dos seus subscritores. Já, o Wall Street Journal progrediu cerca de 110 mil  subscritores nos últimos meses, tendo alcançado já um milhão de assinantes no digital.

Alguns analistas, veêm, por detrás destes números, uma reacção dos leitores, à enorme quantidade de noticias falsas, que se “materializaram” com o Brexit e Donald Trump…

Os media  encontram nesta análise uma possível “tábua de salvação” para os seus negócios, uma vez que as vendas de publicidade em suporte papel tem estado em queda.
Em  2016, esse fenómeno quase todos os jornais de referência. Os dados são elucidativos: quebras de receita de 20%  no New York Times, 15% no USA Today , 29%  no News Corporation, 20% no Wall Street Journal e 12% em média na imprensa australiana..Também o Financial Times, o Los Angeles Times e o Chicago Tribuner registaram diminuição nas receitas..

 

E o pior, é que a tendência detectada continua a ser negativa. De acordo com o relatório da  Magna Global, a aquisição de espaço publicitario nos jornais em papel, continuará em plano inclinado até 2021.

 

Leia aqui o artigo completo do media-tics.com

Connosco
Agravam-se as restrições à liberdade de Imprensa - segundo os RSF Ver galeria

A situação da liberdade de Imprensa continua a degradar-se em muitos países, por todo o mundo. O ódio aos jornalistas degenerou em violência, o que leva a um aumento do medo na profissão.
É esta a síntese inicial da edição de 2019 do Ranking Mundial da Liberdade da Imprensa, dos Repórteres sem Fronteiras, agora divulgada.

“Se o debate político desliza, de forma discreta ou evidente, para uma atmosfera de guerra civil, onde os jornalistas se tornam bodes expiatórios, os modelos democráticos passam a estar em grande perigo”  - afirma Christophe Deloire, secretário-geral da referida ONG.

“O número de países onde os jornalistas podem exercer com total segurança a actividade profissional continua a diminuir, enquanto os regimes autoritários reforçam o controlo sobre os meios de comunicação.” De acordo com este relatório, apenas 24% dos 180 países e territórios analisados apresentam uma situação considerada “boa” ou “relativamente boa”.

A Noruega mantém, pelo terceiro ano consecutivo, o primeiro lugar no ranking, com a Finlândia na segunda posição e a Suécia na terceira. Portugal subiu para o 12º lugar, ficando imediatamente acima da Alemanha, da Islândia e da Irlanda.
José Ribeiro e Castro: "Sofremos de uma periferia mental" Ver galeria

Portugal precisa de fazer três reformas atrasadas, e a primeira é a reforma eleitoral, para “devolver a democracia à cidadania, resgatar e salvar a democracia do declínio em que está e que nós sentimos, eleição após eleição”  -  afirmou José Ribeiro e Castro no ciclo de jantares-debate promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, sob o tema “Portugal: Que País vai a votos?”.

As outras duas são a do território, num País que é “um deserto administrativo”, e a do Estado, para o tornar “mais barato e eficiente” e realmente “dimensionado às capacidades do País”.

Segundo o nosso convidado, Portugal precisa ainda de dois propósitos, o mais urgente do combate à pobreza, o mais ambicioso de “atingir a média europeia em vinte anos”.

Finalmente, precisamos de realizar estes projectos assumindo a nossa condição europeia, em relação à qual continuamos a sofrer de uma “periferia mental”, que "é pior do que a geográfica, porque aqui não há auto-estrada que valha".
O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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