Quinta-feira, 11 de Agosto, 2022
Fórum

A Imprensa de proximidade poderá salvar o futuro do jornal em papel - concluiu Dinis de Abreu em conferência proferida em Macau

Em conferência a convite do jornal Tribuna de Macau, realizada no salão nobre do Clube Militar, o presidente do Clube Português de Imprensa, Dinis de Abreu, fez uma reflexão sobre “O papel que a Imprensa está a perder”  - um título “deliberadamente ambíguo”, como reconheceu. Citou os dados mais recentes sobre o anunciado fim do jornal impresso, fez a leitura comparada de vários casos concretos, em Portugal como noutros países, e guardou a esperança no futuro do papel para uma Imprensa de proximidade e de comunidades locais, “com um público-alvo bem definido, decerto mais exigente, porque também mais informado”.

É incontornável, neste caso, começar pelas más notícias, e Dinis de Abreu apresentou uma chegada da Suíça, segundo a qual o último jornal a ser impresso naquele país será publicado em 2021. Um estudo divulgado por Le Temps, de Lausanne, propõe-nos este prazo de quatro anos, temendo-se que o fim dos diários impressos “não seja um cenário irrealista, tanto mais que o parque industrial começa a dar sinais de envelhecimento, sendo pouco provável a substituição das rotativas, perante uma improvável amortização do investimento”.  

Outro estudo mais recente, elaborado pela consultora norte-americana Future Exploration Network, sobre estratégias de media, fala sobre nós e “prevê para 2028 o fim dos jornais generalistas portugueses em papel”. Dinis de Abreu comenta: 

“Comparativamente com o relatório suíço, com o qual abrimos esta exposição, a Imprensa escrita em Portugal, pelo menos em previsão, terá uma sobrevida superior à da Suíça. Previsões são previsões, como na meteorologia. O certo, porém, é que os dados disponíveis das vendas de jornais em banca não auguram tal longevidade. As tiragens são exíguas e mesmo aqueles jornais que têm resistido melhor à erosão  – casos do Expresso, Correio da Manhã ou Jornal de Notícias, do Porto -  já conheceram melhores dias.”  

 

Como primeiras respostas sobre as causas desta tendência, o orador começou por mencionar o aparecimento dos meios exclusivamente digitais e a Imprensa de circulação gratuita; em muitos casos em simultâneo:

 

“Há claramente a tentação por parte dos editores de, ao lamentarem a fuga de leitores, responsabilizarem a Imprensa gratuita e a concorrência de meios digitais que não colocam entraves ao acesso irrestrito aos seus conteúdos editoriais. É um facto que os consumidores continuam relutantes em aderir às assinaturas pagas. E reagem com distanciamento ou, até, acrimónia quando assim não sucede.”


 

“Por causa disso, os editores clássicos procuram contornar a tendência, oferecendo versões em aberto, mas com limitações de acesso a temas e a colunistas mais populares, que ficam reservados aos assinantes. Mas a questão central que se coloca é como contrariar a deserção de leitores de jornais, seduzidos pela facilidade de um click ou de um deslizar de dedos no telemóvel ou tablet.

 

Este processo conduziu a uma mudança nos hábitos da leitura de notícias, que todos conhecemos, assim como vemos as suas consequências:

 

“À instantaneidade soma-se a overdose  de informação e opinião a que o cidadão está sujeito, com relevo para os meios audiovisuais, plataformas de redes sociais e, muito acessoriamente, da Imprensa.

As influentes redes sociais, gigantes como o Facebook, Youtube, Twitter  - ou poderosos motores de busca como a Google -,  disputam o mercado publicitário, já não apenas à Imprensa escrita, mas aos jornais electrónicos, às televisões e rádios, sujeitas a uma considerável sangria nas suas audiências e proveitos.”

 

“Assiste-se a uma mudança rápida de paradigma, ditada não apenas pela evolução tecnológica, mas, igualmente, pelo perfil dos conteúdos e  sua distribuição massificada  através de diferentes suportes.”

 

Dinis de Abreu admitiu, adiante, que “seria de esperar que a resposta dos jornais se tornasse mais ágil e criativa; verifica-se, todavia, que os grande títulos de Imprensa ganharam em passividade e rotina o que perderam em capacidade de se reinventarem, investindo na reportagem e na investigação jornalística.”

 

E introduziu neste ponto o exemplo positivo da Imprensa de proximidade:

 

“Curiosamente, tem sido na chamada Imprensa regional, nos pequenos jornais destinados a comunidades locais, que se têm revelado os fenómenos mais criativos e inovadores. A cultura de proximidade aguçará, talvez, o engenho e a arte.” 

“Depois, há uma rica e polícroma paleta de jornais que acompanham a diáspora e  se publicam em língua portuguesa, constituindo um traço de união fundamental entre comunidades que partilham o mesmo idioma e a mesma cultura. É uma imprensa que vive da comunidade e para a comunidade.  E que reflecte e partilha os sucessos ou os insucessos dos seus compatriotas.”  

 

Situou neste espaço a Tribuna de Macau, como “salutar exemplo desse espírito empreendedor, contando no seu activo com mais de três décadas de publicação, atravessando realidades políticas  distintas”.

 

Mais adiante, sintetizou todos estes dados numa questão com dois sentidos:

 

“E desembocamos numa dúvida fulcral: poderá a sobrevivência da Imprensa depender dessa cultura de proximidade que é o segredo, afinal, da Imprensa regional, local ou comunitária?... Estarão condenados, a prazo, os grandes títulos generalistas, sacrificados ao altar do digital ?”

 

E acrescentou:

 

“A independência editorial é inseparável do equilíbrio financeiro das empresas. Com vendas diminutas e fracas receitas publicitárias não há milagres. E as administrações sentem-se compelidas a reduzir custos, ficando também mais expostas a influências exteriores nefastas, estranhas à verdade do jornalismo.”

 

Recordou, a seguir, casos recentes de grandes jornais de referência, como o britânico The Independent e o espanhol El País, em que o primeiro já suspendeu a sua edição em papel, e o segundo fez o anúncio de que caminha nessa direcção, em carta aberta do director à redacção.

 

Citou igualmente o estudo divulgado, em finais de 2011, nos EUA, sob o título “Is America at a digital turning point?”, que antevê “o desaparecimento de muitos títulos de referência; segundo indica, com excepção do The New York Times, The Washington Post, The Wall Street Journal e USA Today, vingarão somente  os jornais locais que decidirem mudar a sua estratégia de negócios”.

 

O “ponto de viragem” descrito neste estudo assenta na constatação de meia dúzia de factos:

 

-  a avalancha informativa;

-  a questão da credibilidade online;
-  a obsolescência dos desktops e a sua substituição pelos tablets;
-  a implantação do trabalho contínuo (24 horas, sete dias por semana);
-  o fim do hábito de ler jornais matutinos;
-  a incógnita da política via Internet;

-  e a mudança dos hábitos de compra de bens de consumo.

 

É a partir daqui que Dinis de Abreu desenvolve a proposta enunciada no título da conferência:

 

“O futuro do papel passa pela Imprensa escrita como nicho de mercado, com um público-alvo bem definido, decerto mais exigente, porque também mais informado. Uma Imprensa mais personalizada, baseada talvez no conceito: se a Internet é universal, porque não há-de a Imprensa ser local?”

“Conhecem-se experiências muito curiosas, viabilizadas por uma nova geração de rotativas digitais com aptidões de que não dispunham as convencionais.” (...)

 

“O jornal do futuro, admitem alguns, quererá personalizar os conteúdos e a publicidade. Fiéis a um princípio simples: se o leitor está interessado no que se passa algures no mundo, está muito mais desejoso de conhecer o que aconteceu à sua porta, ou no seu bairro.”

 

“O e-book não matou o livro, o cd não matou o vinil, a televisão não matou o cinema, a Internet não vai destruir a Imprensa. Mas causam mossa…”


 

Sobre a sustentabilidade dos media e a questão sempre delicada do apoio do Estado, recordou dois exemplos, um com mais anos, e outro mais recente, ambos no caso português e referentes, cada um deles, a dois meios de comunicação:

 

“Nesse particular, conheci de perto duas realidades distintas: o Diário de Noticias, nacionalizado a seguir ao 25 de Abril, ficando integrado no sector público até aos anos 90, altura em que foi reprivatizado; e a RTP, enquanto empresa estatal, que como tal continua.”

 

“Em ambos os casos as pressões exercidas pelo poder político não foram figuras de estilo nem de ficção, com governos de diferentes quadrantes politico-partidários. É costume dizer-se que ‘não há almoços grátis’. E em política, os governos, independentemente de serem de esquerda ou de direita, não prescindem de influenciar os media.”

 

O segundo exemplo é sobre a experiência dos chamados “nativos digitais”:

 

“A migração de jornais e jornalistas para o digital tem sido uma constante. Há experiências bem sucedidas e outras que já ficaram pelo caminho. Dois exemplos recentes em Portugal: o Observador, como projecto editorial bem sucedido, exclusivamente em suporte digital, oferece uma linha editorial ágil e inovadora. Em contrapartida, o Diário Digital, que foi pioneiro dos jornais electrónicos, ficou pelo caminho e deixou de estar online ao fim de 17 anos. No dealbar do ano 2.000 chegou a empregar 80 jornalistas.”

 

“Não foi a única experiência digital a soçobrar. É legítimo, pois, concluir que nem o digital é um suporte blindado à prova da pulverização de títulos, de portais, sites e blogs que disputam o espaço público, nem os jornais impressos estarão inexoravelmente condenados à agonia.”

 

Pelo meio, Dinis de Abreu recordou também terceiras vias, como fundações de direito privado sem fins lucrativos, ou taxas sobre publicidade nos audiovisuais ou, agora, sobre os conteúdos dos motores de busca  - e citou mais um exemplo da nossa experiência:

 

“Recordo que em Portugal, durante vários anos, houve a cobrança de uma taxa, pouco mais do que simbólica, sobre a publicidade publicada ou transmitida, que revertia a favor de um fundo da Caixa dos Jornalistas. A taxa foi suficiente para garantir uma Caixa de Jornalistas superavitária. Mas caiu em desuso e foi  extinta, bem como a Caixa, que era um das raras instituições que apoiavam eficazmente os jornalistas, designadamente na doença.” (...)

 

“Os media estão a mudar e nós com eles. Dei aulas numa universidade privada, durante cinco anos, na área  das Ciências de Comunicação, como professor convidado e gerindo duas cadeiras nucleares. Pude aperceber-me que havia  alunos  que não sabiam sequer o que era o telégrafo, e o papel que desempenhou para os  jornalistas destacados para a frente na Guerra da Secessão nos Estados Unidos. Em contrapartida, sabiam tudo- ou quase tudo - sobre as últimas novidades dos telemóveis ou tablets topo de gama que usavam.” (...)

 

Citou depois dados do Bareme Internet da Marktest, segundo os quais “o hábito de ler notícias no telemóvel ou no tablet quadruplicou em quatro anos”:

“Os dados de 2016 do Bareme indicam que 3,6 milhões de indivíduos, com 15 e mais anos, residentes em Portugal Continental, têm o hábito de ler notícias através do tablet ou telemóvel, valor que corresponde a 41,7% do universo. São os jovens até 24 anos que mais preferem ler notícias no tablet ou no telemóvel  - 76,1% dos jovens entre os 15 e os 24 anos -, enquanto os cidadãos de idade avançada o fazem menos: apenas 4,4% dos indivíduos com mais de 64 anos.”

Outro estudo, este de âmbito europeu, o Eurobarómetro, acrescenta a estes novos hábitos “uma tendência que os editores tardam em compreender e contrariar; quando procuram conteúdos editoriais online, a maior parte dos europeus prefere não pagar e não se registar”. (...)  “Verificou-se, no estudo desenvolvido pela Comissão Europeia, que  77% dos inquiridos dão prioridade a serviços  gratuitos, enquanto  54% orientam a sua escolha para os sites noticiosos que não impliquem o registo prévio para acederem aos conteúdos.”

 

A terminar, Dinis de Abreu recordou a sua experiência de jornalista enviado a Pequim e como era, nesse tempo, a transmissão de reportagem:

 

“Quando visitei Pequim pela primeira vez, como jornalista, nos alvores dos anos 80, precisei dos bons ofícios de um teletipista no hotel para enviar o meu texto para o jornal, via telex. E gastei uma noite nisso, porque o homem, embora diligente, mal dominava os caracteres ocidentais. Quando voltei, alguns anos depois, já podia utilizar o telemóvel em directo com a redacção. As ‘autoestradas da informação’ aceleraram o ritmo do mundo e tornaram-no mais próximo – e mais acanhado. (...) O reverso da medalha é a overdose de informação a que estamos diariamente expostos e a falta de tempo para reflectirmos sobre o que vemos e ouvimos.” 

 

“Essa ‘bolha de informação’ afectou, até, os media de referência, como aconteceu nos Estados Unidos, que se aperceberam da armadilha em que caíram, ao confrontarem-se com o estilo truculento e imprevisível de Donald Trump.” (...)

 

E concluiu:

 

“Volto ao princípio: o papel que a Imprensa está a perder. É um titulo deliberadamente ambíguo. Mas, se a Imprensa quiser sobreviver em papel  - e assegurar alguma influência num futuro dominado por gadgets electrónicos - terá de fazer por isso.”

 

“E não duvido de que, na primeira linha desse futuro, estará uma Imprensa de proximidade, um jornalismo local e hiperlocal que, como reconhecia recentemente o prestigiado jornal britânico The Guardian, é uma parte muito importante do puzzle democrático. Aposta, por isso, em criar parcerias com os media e os repórteres locais, que têm uma boa rede de contactos e que podem dizer o que  é importante nas suas comunidades.” (...)

 

 

“O papel terá a importância que lhe soubermos dar. É esse o formidável desafio.”

 

________________ 

 

O director do C.P.I. falou no Salão Nobre do Clube Militar de Macau  - instituição prestigiada e de referência criada durante a administração portugesa -  no contexto da comemoração dos 35 anos do jornal Tribuna de Macau

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A era digital e as alterações do conceito de jornalista Ver galeria

Com as vagas de desinformação que começaram a circular “online” nos últimos anos, passou a ser necessário partilhar, com eficácia e clareza, as definições de “notícia” e de “jornalista”, para que o público consiga acompanhar as profundas transformações do mundo mediático,  considerou Sabine Righetti num artigo publicado no“Observatório da Imprensa, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Isto porque, explicou a autora, se, há dez anos, a produção noticiosa era um papel exclusivo do jornalista, que colaborava com títulos informativos, actualmente, qualquer um pode escrever um artigo, partilhando-o através das redes sociais.

Ou seja, hoje em dia, é preciso ressalvar que nem todo o utilizador da internet que partilha uma peça, de cariz informativo, pode ser considerado um jornalista. E que, por outro lado, nem todo o cidadão com actividade declarada como jornalística cumpre as normas deontológicas, confundindo-se, por vezes, com um activista.

Portanto, considera Righetti, há,  agora, uma hibridização do conceito.

Por isso mesmo, definir quem é, ou não, um jornalista, é uma tarefa cada vez mais difícil de concretizar, explicou a autora. Isto porque, já nem os documentos legais são considerados válidos, perante o panorama actual.

Neste âmbito,  Righetti recorda que, no Brasil, conceito de jornalismo foi definido  por um decreto, de Março de 1979, que instituiu que a profissão de jornalista compreendia actividades como “redacção, condensação, titulação, interpretação, correcção ou coordenação de informação a ser divulgada” ou “comentário ou crónica, a serem partilhados através de quaisquer veículos de comunicação”.

Além disso, naquela época, a “empresa jornalística” era um elemento central da actividade. O jornalismo, então, era tudo aquilo feito nos  “media” formais. 

E mais: o exercício da profissão de jornalista, de acordo com a legislação, exigia o registo prévio no Ministério do Trabalho, mediante a apresentação do comprovativo de nacionalidade brasileira, do  diploma de curso superior de jornalismo e da carteira de trabalho.

Em  2009, relembra a autora, o STF (Supremo Tribunal Federal) retirou a exigência do diploma para o exercício da profissão. Ainda assim, as empresas de jornalismo contratavam, na sua maioria, colaboradores especializados para fazer jornalismo.

Só que o jornalismo, continua Righetti, cada vez mais, começou a sair das “empresas jornalísticas” e ganhou outros espaços que a legislação das décadas de 1960 e 1970 jamais poderia ter previsto.


Os leitores de imprensa e o que procuram nos títulos informativos Ver galeria

Os leitores de notícias podem dividir-se em seis categorias, dependendo das suas necessidades e interesses, concluiu um relatório do “Financial Times”, citado pelo"Laboratório de Periodismo”,  cujas conclusões podem ajudar outros “media” a reter subscritores.

De acordo com o estudo, por norma, os cidadãos consultam os títulos informativos com um de seis objectivos: manterem-se actualizados, alargarem a sua contextualização sobre o mundo que os rodeia; educarem-se sobre um determinado tópico ou personalidade; divertirem-se através de artigos lúdicos ou actividades didácticas; inspirarem-se ao lerem histórias sobre alguém que superou adversidades; e seguirem as tendências do mundo ‘online’.

Assim, a fim de terem sucesso junto do público, explica o documento, os jornais devem identificar a categoria com a qual a maioria dos seus leitores se identifica, para que possam continuar a captar o seu interesse, gerando um maior número de subscrições e, consequentemente, mais receitas.

O “Financial Times” realizou esta experiência junto de três editoras distintas, ajudando-as a compreender aquilo que poderiam fazer para optimizar a interacção com o público.

A editora 1, por exemplo, concluiu que 40% dos artigos que produzia eram da categoria “actualize-me”, mas que estes geravam, apenas, 13% de visualizações de página. Por outro lado, os artigos da categoria “entretenimento” representavam 19% do total de artigos publicados, mas, geravam 43% das interacções.


O Clube



Este espaço do Clube Português de Imprensa vai fechar para férias durante o mês de Agosto.
É uma opção adoptada desde o lançamento do site em Novembro de 2016.
Recorde-se que o site se divide em três grandes áreas de conteúdos, com uma coluna de opinião a cargo de jornalistas e investigadores das Ciências de Comunicação, resumos informativos e propostas de reflexão sobre as grandes questões que se colocam hoje na paisagem mediática e à função jornalística.
O site do CPI conta, ainda, com as parcerias do Observatório de Imprensa do Brasil e da Asociacion de la Prensa de Madrid, dos quais publica regularmente trabalhos de análise em diferentes perspectivas, desde a ética profissional aos efeitos das mudanças tecnológicas.
O CPI, associação reconhecida de Utilidade Pública fundada em Dezembro de 1980, integra o Prémio Helena Vaz da Silva, instituído conjuntamente com o CNC-Centro Nacional de Cultura e Europa Nostra, e lançou em 2017 o Prémio de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o Jornal Tribuna de Macau e a Fundação Jorge Álvares.
O Prémio de Jornalismo da Lusofonia, cuja atribuição foi interrompida devido à pandemia, destina-se a jornalistas e à imprensa de língua portuguesa de todo o mundo, "em suporte papel ou digital", de acordo com o regulamento.

Ao concluir mais um ciclo de actividade do Clube e do site em particular, é muito gratificante saber que, apesar dos sobressaltos e das incertezas que afectam os media, o número de frequentadores habituais deste espaço tem vindo sempre a aumentar e a consolidar-se, designadamente, na sua visibilidade internacional, medida pela Google Analytics.

Aos associados, amigos e visitantes deste site o CPI deseja boas férias! E até Setembro.


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