Segunda-feira, 24 de Junho, 2019
Media

Manual de segurança digital e privacidade para jornalistas

A instantaneidade e facilidade de acesso trazidas pela revolução digital podem servir ou agredir a missão do jornalismo. Todo o profissional tem hoje consciência da vulnerabilidade do tráfego e da necessidade de assumir procedimentos de segurança. Um jovem jornalista brasileiro, começando pela sua própria experiência e seguindo outros modelos que procurou, lançou recentemente um site especializado em “Privacidade para Jornalistas”, com este mesmo título. 

Raphael Hernandes, repórter de audiência e dados na Folha de S. Paulo, definiu uma análise das ameaças para chegar às melhores alternativas para combater “a vigilância, o hacking e a colheita e retenção de dados pelos mais variados adversários, de governos a bisbilhoteiros casuais, passando por corporações e criminosos”. 

O modelo que o inspirou mais de perto foi o australiano Privacy for Journalists, da organização sem fins lucrativos CryptoAustralia

Uma das suas primeiras preocupações é a protecção do sigilo das fontes:

“De acordo com Gabor Szathmari (o fundador da CryptoAustralia) as medidas de segurança mais básicas incluem substituir programas de mensagem como o Messenger e o Skype por plataformas encriptadas, como Sinal e Wire. Em casos mais sigilosos, outras medidas são necessárias. ‘Deixe o seu smartphone em casa se você vai se encontrar com a fonte  - ele é uma máquina espiã. Sugiro evitar o computador em geral e tirar a poeira do bom e velho bloco de notasm caso sejam anotações muito sigilosas’, recomendou.” 

Entre as mais básicas ferramentas de protecção, Raphael Hernandes aconselha a criptografia de HD e de pen-drives; a autenticação por duas etapas; a aplicação Signal, disponível para smartphones, para protecção de mensagens; o sistema de armazenamento em “nuvem” Sync.com; e a PGP – Pretty Good Privacy, para encriptar e-mails

 

O artigo citado, que contém os links para o site e cada uma das rubricas mencionadas

 

 

 

 

 

 

Connosco
Crónica da liberdade perdida da Imprensa na Turquia de Erdogan Ver galeria

“Pelo menos nós experimentámos o que significa ser jornalista”  - dizia Murat Yetkin, de 59 anos, uma semana depois de ter deixado as suas funções de director do Hürriyet Daily News, a edição em língua inglesa do Hürriyet, um dos mais importantes diários na Turquia. “Tenho pena por estes jovens que não puderam e já não podem.”

O Hürriyet foi um dos muitos jornais adquiridos e desmantelados pela família agora mais proeminente entre os media turcos, os Demirören  - que nos últimos sete anos se tornaram donos de um terço deles. Em Março de 2018, Aydin Dogan, que fora um dos mais poderosos donos de jornais, anunciou que ia vender o seu “navio-almirante” (o Hürriyet) e vários outros activos aos Demirören, grandes apoiantes do Presidente Recep Erdogan. A Imprensa passou a designar o patriarca da família, Erdogan Demirören [entretanto falecido], como o Rupert Murdoch da Turquia.

Mas, como explica Suzy Hansen, autora de Notes on a Foreign Country: An American Abroad in a Post-American World, os Murdoch, “especialmente na era de Donald Trump, são ‘fazedores de reis’; Erdogan nunca deixaria ninguém ter tanta influência”. Basicamente, os Demirören trabalham para Erdogan. Na Turquia, o único “fazedor de reis” é o rei.

"PortoCartoon" abrange novos espaços no Grande Porto Ver galeria

Foi inaugurada no Museu Nacional da Imprensa, no Porto, onde fica aberta ao público até ao final do ano, a exposição PortoCartoon 2019, tendo sido feita a entrega dos prémios, conhecidos desde Março. A 21ª edição do festival é este ano alargada a vários espaços na área do Grande Porto, desdobrando-se pela Festa da Caricatura, na Estação de S. Bento, por uma galeria de arte no Centro Comercial Alameda, por uma exposição especial sobre Fernão de Magalhães no Convento Corpus Christi, em Vila Nova de Gaia, uma escultura do Grande Prémio no Passeio dos Clérigos e outras extensões da mostra em diversos locais da cidade.

Segundo Luís Humberto Marcos, director do Museu Nacional da Imprensa, “esta é até agora a maior edição de sempre do PortoCartoon em termos não só geográficos, mas também de diversidade de obras”; o certame reuniu cerca de 1.200 trabalhos, numa altura em que  - como afirmou -  “o cartoon constitui um instrumento essencial para o oxigénio da democracia”.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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