Sexta-feira, 20 de Setembro, 2019
O Clube

Um site com vocação de futuro


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

Há um quase silêncio crepuscular à volta das profundas transformações que estão a mudar a paisagem mediática, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, como se os jornalistas  e os meios tivessem medo de debater o  futuro - ou o seu destino.

As redacções perdem regularmente efectivos, aumentando o número de jornalistas desempregados ou colocados numa situação de emprego precário. Mas não se vislumbra uma reacção ou um estremecimento  entre os profissionais em risco iminente. Ficam-se por atavismos paroquiais e por referendos de inspiração sindical, que nada adiantam, salvo para um conselho deontológico inexistente, preocupado apenas em fazer “prova de vida”.

Se descontarmos o último Congresso de Jornalistas - realizado após um longo interregno de vários anos -, o debate sobre os problemas do sector está ausente da iniciativa dos jornalistas e das empresas editoras - e mesmo das suas associações representativas. A quem duvidar recomenda-se a consulta dos respectivos sites,   elucidativa do vazio ou do marasmo em que se caiu.

Foi essa lacuna que este site do CPI procurou de algum modo contrariar. Para isso contámos, também, com  duas prestigiadas e preciosas parcerias -  o Observatório de Imprensa do Brasil e a APM – Asociacion de la Prensa de Madrid, e dos seus Cuadernos de Periodismo.

O resultados desse esforço, não raramente solitário,  foi o aumento continuado de visitantes , do número de páginas consultadas e do tempo médio de permanência no site.

Pela análise do perfil dos frequentadores , observa-se que o site já extravasou há muito o universo de jornalistas portugueses e é seguido, também, fora das fronteiras físicas do País.

E esse é o desafio da Internet  e uma consoladora realidade que nos obriga a melhorar e a continuarmos atentos a tudo o que possa  modificar  a relação de confiança  entre produtores e receptores da informação.

O futuro constrói-se todos os dias. Infelizmente, não falta entre nós quem esteja agarrado ao passado,  como se tivesse futuro.     

Connosco
Jornalismo deve unir experiência à aptidão tecnológica dos jovens Ver galeria

Há muitos profissionais seniores  que foram afastados  das redacções nos últimos anos, mas os mais jovens, recém saídos das universidades, não foram também poupados.

Se  juntarmos a experiência dos antigos repórteres com a facilidade dos mais jovens no manejo das  novas tecnologias, teremos a receita ideal para assegurar a cobertura jornalística adequada a um preço baixo.

A crise de emprego exige organização, e  não se pode deixar escapar nenhuma oportunidade   oferecida   a quem queira  continuar na profissão,  como defende Carlos Wagner, no artigo publicado no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual o  CPI mantêm um acordo de parceria.
Segundo o autor, já não é possível encontrar um emprego fixo nas redacções dos grandes jornais, rádios ou televisões. Por isso,  exige-se aos mais jovens  que criem o seu próprio emprego.

Seis conselhos para abordar o jornalismo de soluções Ver galeria

Os editores  são essenciais para a orientação das redacções  no quadro de  um jornalismo de soluções. Podem influenciar a mentalidade dos jornalistas responsáveis, a ponto de mantê-los motivados e orientados para alcançar   objectivos comuns.

Num trabalho publicado pela Fundação Gabo,  elaborado com base na   Rede de Periodismo de Soluciones, são apresentadas seis directrizes, para acompanhar os jornalistas na transição.

O primeiro tópico, trata da escolha dos líderes nas redacções, onde é salientada a importância de existir uma figura forte que possa inspirar, mobilizar e manter o foco da equipa.

No segundo tópico, chama à atenção para a criação de novos hábitos de modo a não dar margem a desvios, mesmo perante a pressão de notícias de última hora.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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