null, 21 de Abril, 2019
Media

“The New York Times”, uma dinastia familiar num jornal de sucesso

Um ano depois de ter sido nomeado director-adjunto, Arthur Gregg Sulzberger assume o cargo de director de The New York Times. O jovem, com 37 anos, é o sexto membro de uma dinastia familiar à frente do famoso diário nova-iorquino. Chega num momento em que as receitas da publicidade impressa estão em queda, mas os assinantes chegam aos 3,5 milhões (2,5 milhões só no digital). O seu objectivo é ultrapassar os dez milhões nos próximos anos e continuar a manter, durante muito tempo, a edição em papel.

Durante o mandato do seu pai, Arthur Ochs Sulzberger Jr., agora retirado, The New York Times obteve 60 Prémios Pulitzer, quase o dobro dos que recebeu na era do avô. 

Numa entrevista a The New Yorker, AG Sulzberger garante que, mesmo antes de serem conhecidos os resultados das eleições presidenciais, já o NYT estava a crescer no número dos seus assinantes. Depois disso tem beneficiado do chamado Trump Bump  - um efeito deliberado de procura do jornal mais hostilizado pelo novo Presidente. 

“O desaparecimento dos dólares da publicidade impressa e um ‘bolo’ publicitário digital cada vez mais reduzido têm sido chaves na decisão do Times de apostar, desde há três anos, no modelo ‘primeiro os assinantes’. Sulzberger garante que, no momento de maior apogeu da publicidade, os anúncios representavam 80% da receita do diário, enquanto agora dois terços dela vêm dos seus assinantes.” 

“No entanto, o novo director do diário confia em que a edição impressa dure ainda muito tempo. Um milhão de leitores leais têm demonstrado que a leitura em papel não é incompatível com o uso de dispositivos móveis, a que se pode acrescentar que este produto ‘é rentável todos os dias da semana, mesmo sem um único anúncio’.” (...) 

“Segundo o herdeiro do Times, o valor do controlo familiar reflecte-se na possibilidade de planear estratégias que têm efeito nas décadas ou mesmo gerações seguintes, em lugar de viver debaixo da tirania dos resultados trimestrais. Os seus jornalistas são os que mais beneficiam de uma política que garante uma estabilidade de salários para os próximos anos e a segurança de que contarão com os recursos suficientes para trabalhar numa única reportagem durante meses.” 

 

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Agravam-se as restrições à liberdade de Imprensa - segundo os RSF Ver galeria

A situação da liberdade de Imprensa continua a degradar-se em muitos países, por todo o mundo. O ódio aos jornalistas degenerou em violência, o que leva a um aumento do medo na profissão.
É esta a síntese inicial da edição de 2019 do Ranking Mundial da Liberdade da Imprensa, dos Repórteres sem Fronteiras, agora divulgada.

“Se o debate político desliza, de forma discreta ou evidente, para uma atmosfera de guerra civil, onde os jornalistas se tornam bodes expiatórios, os modelos democráticos passam a estar em grande perigo”  - afirma Christophe Deloire, secretário-geral da referida ONG.

“O número de países onde os jornalistas podem exercer com total segurança a actividade profissional continua a diminuir, enquanto os regimes autoritários reforçam o controlo sobre os meios de comunicação.” De acordo com este relatório, apenas 24% dos 180 países e territórios analisados apresentam uma situação considerada “boa” ou “relativamente boa”.

A Noruega mantém, pelo terceiro ano consecutivo, o primeiro lugar no ranking, com a Finlândia na segunda posição e a Suécia na terceira. Portugal subiu para o 12º lugar, ficando imediatamente acima da Alemanha, da Islândia e da Irlanda.
José Ribeiro e Castro: "Sofremos de uma periferia mental" Ver galeria

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As outras duas são a do território, num País que é “um deserto administrativo”, e a do Estado, para o tornar “mais barato e eficiente” e realmente “dimensionado às capacidades do País”.

Segundo o nosso convidado, Portugal precisa ainda de dois propósitos, o mais urgente do combate à pobreza, o mais ambicioso de “atingir a média europeia em vinte anos”.

Finalmente, precisamos de realizar estes projectos assumindo a nossa condição europeia, em relação à qual continuamos a sofrer de uma “periferia mental”, que "é pior do que a geográfica, porque aqui não há auto-estrada que valha".
O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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