Terça-feira, 26 de Março, 2019
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Magazines online norte-americanos experimentam versões em papel

“O texto impresso tem beleza. Não interrompe uma pessoa pelo notify, quando chega um e-mail de serviço, não pode ser enviado pelo twitter a meio de uma frase, e não vai apagar-se por falta de um carregador. Melhor do que isso, é finito.” Assim começa um trabalho publicado oportunamente na Columbia Journalism Review, onde se dá a boa notícia de que o jornalismo em papel não só não morreu, como está de volta.

O artigo, da jornalista e investigadora Chava Gourarie, trata principalmente do que se passa com as revistas de qualidade, muitas das quais tinham passado a sair online ou até deixado de ser publicadas. “Agora, vinte anos entrados na revolução digital, o texto impresso está como que de regresso. A Tablet, Politico e The Pitchfork Review estão entre as publicações digitais de sucesso que se arriscaram a vir para a impressão. Nautilus, Kinfolk e a California Sunday Magazine fizeram o seu lançamento em papel nos últimos anos, e as suas audiências são entusiásticas e estão a crescer.”

O caso mais recente é o da revista Tablet, apresentada como “um magazine digital para judeus curiosos (e os seus amigos), que anda por cá desde 2009 e lançou a sua primeira edição impressa em Novembro.” A chefe de redacção, Alana Newhouse, diz que determinados textos, incluindo a ficção e notícias e peças de cultura mais “profundas”, funcionam melhor em papel. “Eu acho que a Internet não ‘metaboliza’ adequadamente certas espécies de textos”  - acresenta.

“Alguns dos nossos melhores conteúdos merecem ficar por algum tempo na banca dos jornais, ou na mesa de café de uma pessoa”  - diz Mark Oppenheimer, o director da Tablet. “Uma peça capaz de alterar perspectivas vale mais para 10.000 leitores em texto impresso do que na forma de uma breve distracção para 100.000 online”  - diz ainda.

Samir Husni, um professor da Universidade do Mississippi conhecido na Net como Mr. Magazine, previu a recuperação do texto impresso e trata deste fenómeno, falando de mais de 200 magazines impressos, lançados em 2015. Ele diz que aqueles que deixaram o texto impresso, seduzidos pela promessa do digital, começam agora a ficar arrependidos: “O texto impresso é a esposa fiel. Noventa e cinco por cento do dinheiro está no impresso.”

Outra vantagem do impresso sobre a Web, diz Alana Newhouse, da Tablet, é que não tem de agradar a toda a gente. De facto, é melhor que não o faça. “Este magazine pode não ser para si”  - diz ela no seu editorial da primeira edição impressa. Em última instância, magazines com um conteúdo direccionado para leitores realmente interessados nele reforçam “um sentido forte de comunidade”.

O artigo de Chava Gourarie conclui: “Ironicamente, é a velha guarda que pensa que a mudança para a impressão é uma loucura. ‘Eles acham que é retrógrado’  - diz Alana Newhouse -  ‘Eu acho que é inovador’.” 

O artigo "Print is the new 'New Media'

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José Ribeiro e Castro em Abril no jantar-debate do CPI Ver galeria

Advogado de profissão, político por vocação com um pé na Comunicação Social, José Ribeiro e Castro é o próximo orador–convidado no ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?”, marcado para 16 de Abril, na Sala da Biblioteca do Grémio Literário.

Deputado, eurodeputado, governante , membro da equipa fundadora da TVI com Roberto Carneiro e antigo líder do CDS,  José Ribeiro e Castro começou cedo a respirar a política em casa.

Filho de Fernando Santos e Castro, que presidiu à Camara Municipal de Lisboa e foi o último governador português em Angola, Ribeiro e Castro nasceu em Lisboa  a 24 de Dezembro de 1953. É casado e tem três filhas e um filho.

Risco de nova “ordem mundial de Informação” sob modelo chinês Ver galeria

No contexto da visita do Presidente Xi Jinping a vários países europeus, para promover as “novas rotas da seda” das ambições económicas e geo-estratégicas da China, importa prestar também atenção à “nova ordem mundial da Informação” contida no projecto geral. Segundo um relatório muito recente dos Repórteres sem Fronteiras, o governo chinês, seguro do controlo que já exerce sobre os media nacionais e a Internet no seu próprio espaço, deseja impor um vocabulário “ideologicamente correcto” também fora de fronteiras.

E procura consegui-lo por uma panóplia de meios, que vão desde a sedução dos media ou jornalistas estrangeiros até várias formas de pressão ou mesmo intimidação.

“Há dez anos punha-se a questão de melhorar a situação na China. Mas, enquanto ONG de defesa da liberdade de Imprensa e dos jornalistas, encontramos cada vez mais dificuldades em ter impacto no país. A questão que se coloca hoje é: de que modo podem as democracias defender-se da influência mediática chinesa?”  - diz Cédric Alviani, presentante dos RSF para a Ásia Oriental.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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