Quarta-feira, 25 de Dezembro, 2019
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Magazines online norte-americanos experimentam versões em papel

“O texto impresso tem beleza. Não interrompe uma pessoa pelo notify, quando chega um e-mail de serviço, não pode ser enviado pelo twitter a meio de uma frase, e não vai apagar-se por falta de um carregador. Melhor do que isso, é finito.” Assim começa um trabalho publicado oportunamente na Columbia Journalism Review, onde se dá a boa notícia de que o jornalismo em papel não só não morreu, como está de volta.

O artigo, da jornalista e investigadora Chava Gourarie, trata principalmente do que se passa com as revistas de qualidade, muitas das quais tinham passado a sair online ou até deixado de ser publicadas. “Agora, vinte anos entrados na revolução digital, o texto impresso está como que de regresso. A Tablet, Politico e The Pitchfork Review estão entre as publicações digitais de sucesso que se arriscaram a vir para a impressão. Nautilus, Kinfolk e a California Sunday Magazine fizeram o seu lançamento em papel nos últimos anos, e as suas audiências são entusiásticas e estão a crescer.”

O caso mais recente é o da revista Tablet, apresentada como “um magazine digital para judeus curiosos (e os seus amigos), que anda por cá desde 2009 e lançou a sua primeira edição impressa em Novembro.” A chefe de redacção, Alana Newhouse, diz que determinados textos, incluindo a ficção e notícias e peças de cultura mais “profundas”, funcionam melhor em papel. “Eu acho que a Internet não ‘metaboliza’ adequadamente certas espécies de textos”  - acresenta.

“Alguns dos nossos melhores conteúdos merecem ficar por algum tempo na banca dos jornais, ou na mesa de café de uma pessoa”  - diz Mark Oppenheimer, o director da Tablet. “Uma peça capaz de alterar perspectivas vale mais para 10.000 leitores em texto impresso do que na forma de uma breve distracção para 100.000 online”  - diz ainda.

Samir Husni, um professor da Universidade do Mississippi conhecido na Net como Mr. Magazine, previu a recuperação do texto impresso e trata deste fenómeno, falando de mais de 200 magazines impressos, lançados em 2015. Ele diz que aqueles que deixaram o texto impresso, seduzidos pela promessa do digital, começam agora a ficar arrependidos: “O texto impresso é a esposa fiel. Noventa e cinco por cento do dinheiro está no impresso.”

Outra vantagem do impresso sobre a Web, diz Alana Newhouse, da Tablet, é que não tem de agradar a toda a gente. De facto, é melhor que não o faça. “Este magazine pode não ser para si”  - diz ela no seu editorial da primeira edição impressa. Em última instância, magazines com um conteúdo direccionado para leitores realmente interessados nele reforçam “um sentido forte de comunidade”.

O artigo de Chava Gourarie conclui: “Ironicamente, é a velha guarda que pensa que a mudança para a impressão é uma loucura. ‘Eles acham que é retrógrado’  - diz Alana Newhouse -  ‘Eu acho que é inovador’.” 

O artigo "Print is the new 'New Media'

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A cientista Fabiola Gianotti recebeu Prémio Helena Vaz da Silva Ver galeria

O Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian acolheu novamente a cerimónia de entrega do  Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, atribuído , este ano, a Fabiola Gianotti,  cientista italiana em Física de partículas e primeira mulher nomeada directora-geral do Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), por ter contribuido para a divulgação da cultura científica de uma forma atractiva e acessível.

Este Prémio Europeu,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a  Europa Nostra e o Clube Português de Imprensa (CPI)  recorda a jornalista portuguesa, escritora, activista cultural e política (1939 – 2002), e a sua notável contribuição para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus. 

É atribuído anualmente a um cidadão europeu, cuja carreira se tenha distinguido pela difusão, defesa, e promoção do património cultural da Europa, quer através de obras literárias e musicais, quer através de reportagens, artigos, crónicas, fotografias, cartoons, documentários, filmes de ficção e programas de rádio e/ou televisão.

O Prémio conta com o apoio do Ministério da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal.

Controlo de informação agrava-se e contamina vários países Ver galeria

A China e a Rússia utilizam técnicas de controlo de informação invasivos, desde as comunicações privadas dos cidadãos à censura. 

O uso de sistemas tecnológicos autoritários, por actores estatais, com o objectivo de diminuir os direitos humanos fundamentais dos cidadãos é algo que ultrapassa todos os limites. 

Valentin Weber, do Programa de Bolsas de Estudo de Controlo de Informações do Fundo Aberto de Tecnologia, decidiu realizar uma análise sistemática dos seus drivers e obteve sintomáti cos resultados. 

Através da pesquisa, Valentin descobriu que, até ao momento, mais de cem países compraram, imitaram ou receberam treino em controlo de informação da China e da Rússia.

Verificou, ainda,  casos de países cujos objectivos de controlo e monitorização da informação são semelhantes, como a Venezuela, o Egipto e Myanmar. 

Na lista surgiram, também, países possivelmente menos suspeitos, nos quais a conectividade se está a expandir, como Sudão, Uganda e Zimbábue; várias democracias ocidentais, como Alemanha, França e Holanda; e até mesmo pequenas nações como Trinidad e Tobago. 

“Ao todo, foram detectados 110 países  com tecnologia de vigilância ou censura importada da Rússia ou da China”, refere o artigo da OpenTechnology Fund, publicado no Global Investigative Journalism Network.

O Clube

Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com  actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.

O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador. 


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