Sexta-feira, 23 de Outubro, 2020
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Debate sobre Direitos de Autor continua até voto final em Janeiro

O texto da proposta de Directiva sobre Direitos de Autor, agora aprovado pelo Parlamento Europeu por 438 votos a favor, 226 contra e 39 abstenções, vai continuar a ser discutido e voltará ao plenário em Janeiro. O processo que o trouxe até aqui foi cheio de polémicas, que estão longe de ficar apaziguadas. Os protagonistas interessados mantêm-se em posições de conflito e são, basicamente, as plataformas tecnológicas, sobretudo dos EUA, as indústrias de conteúdos, na Europa, e os grupos de utilizadores e activistas “que defendem a maximização das liberdades individuais na Internet”.

As questões mais debatidas, nem sempre com conhecimento exacto de causa, são as tratadas nos artigos 13 (“filtros de conteúdos”) e 11 (sobre as “taxas” pelos links), que foram retocados para passarem neste texto final.

Segundo a reportagem do Público de domingo, 23 de Setembro, “os representantes dos autores congratularam-se com uma vitória sobre as grandes plataformas de Internet e vêem assim mais próxima a possibilidade de cobrar a empresas como o Google e o YouTube”. 

“Por seu lado, as multinacionais, para as quais a directiva implicará mais responsabilidades e custos, dizem que os legisladores europeus estão a criar uma Internet menos livre. São queixas que surgem numa altura em que a União tem apertado a malha regulatória, com multas pesadas por questões de concorrência.” 

“Por fim, uma grande facção de críticos protesta contra o que considera ser uma limitação da liberdade dos utilizadores em prol das indústrias de conteúdos. Entre estes, estão académicos, figuras de peso na história da Internet e vários políticos, de que um dos rostos mais visíveis é Júlia Reda, eurodeputada do Partido Pirata Alemão.” 

As questões de fundo são as da responsabilidade pelo tráfego que passa na Internet, do justo destino das receitas geradas pelas plataformas e da própria viabilidade (ou utilização contraproducente) das tecnologias sugeridas para filtragem de conteúdos ilícitos. 

Há nesta matéria debates que ficam desactualizados à medida que a própria Internet se desenvolve, e perigos que só se tornam visíveis quando já parecem incontroláveis. 

A respeito da chamada “taxa pelos links”, Patrícia Akester, da sociedade Sérvulo, especialista em direitos de autor, afirma que a versão agora aprovada do artigo 11 “não afecta os utilizadores”:

“No meio de tudo isto, já temos uma coisa que se chama direito de autor. Há muitas regras instituídas que separam o que é protegido do que não é. O que o Parlamento fez foi colocar alguns esclarecimentos. Mas há coisas que nunca serão uma violação de direitos de autor.” (...)

 

 

Mais informação no Público,  em Media-tics  e no nosso site

Connosco
Tolentino Mendonça receberá prémio Helena Vaz da Silva em cerimónia na Gulbenkian Ver galeria

No próximo dia 23 de Outubro, pelas 18 horas, a Fundação Gulbenkian acolhe, novamente, a cerimónia de entrega do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, que destaca, este ano, o trabalho desenvolvido pelo Cardeal José Tolentino Mendonça.

No programa do evento consta, além da cerimónia de abertura, a entrega do prémio, e uma mensagem do Presidente da República e encerrar.

A entrega de prémios poderá ser acompanhada “online”, em “lifestream”, através do “sites” CNC -- Centro Nacional de Cultura, e do CPI -- Clube Português de Imprensa.

O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural foi instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a Europa Nostra --  a principal organização europeia de defesa do património, representada, em Portugal, pelo CNC -- e com o Clube Português de Imprensa.

Recorde-se que, o Cardeal José Tolentino Mendonça, como foi referido neste “site”, venceu a edição de 2020, em função do seu contributo “excepcional” enquanto divulgador da cultura e dos valores europeus.

Ao reagir à notícia de que tinha sido o galardoado, Tolentino Mendonça manifestou-se “muito honrado por esta atribuição” que, acredita, “será vivida com alegria pela Biblioteca e o Arquivo Apostólicos do Vaticano”, onde, presentemente, trabalha.

Tolentino Mendonça lembrou, ainda, a importância do património cultural, que considera ser “um motor indiscutível do presente e só com ele podemos pensar que há futuro”.

Assista aqui à emissão em directo


Estratégias de "fact-checking" para contrariar desinformação Ver galeria

A desinformação tem vindo a monopolizar as redes sociais, através de estratégias de manipulação, que condicionam os comportamentos, e o voto, dos cidadãos. Este fenómeno tornou-se, assim, uma das maiores preocupações para os jornalistas, os activistas sociais e, acima de tudo, para a democracia. 

Confrontadas com este quadro, diversas organizações têm vindo a desenvolver estratégias de “fact-checking” e a reunir informações sobre os objectivos das “fake news”. 

Uma das mais recentes iniciativas de combate à desinformação no “ciberespaço” foi lançada pelo equipa de mudanças tecnológicas da Universidade de Harvard, que tratou de reunir estudos sobre a origem destes artigos.

Através dessa análise, os especialistas conseguiram distinguir cinco fases na “vida” de uma notícia falsa, que publicaram no “site” “NiemanReports”.

De acordo com os peritos, o primeiro estágio de um artigo de desinformação é o planeamento da campanha. Isto significa que os responsáveis pelas “fake news” começam por estudar os comportamentos do seu público-alvo e tentam discernir qual a melhor forma de lhes fazer chegar informação.


O Clube


Terminada a pausa de Agosto, este site do CPI  retoma a sua actividade e as  actualizações diárias, num contacto regular que faz parte da rotina de consulta dos nossos associados e parceiros, e que  tem vindo a atrair um confortável e crescente número de visitantes em Portugal e um pouco por todo o mundo, com relevo para os países lusófonos.

Sem prejuízo de  algumas alterações de estrutura funcional , o site continuará  acompanhar, a par e passo,  as iniciativas do Clube, bem como o  que de mais relevante  ocorrer no País e fora dele em matéria de jornalismo,  jornalistas e de liberdade de expressão.

Os media enfrentam uma situação complexa e, para muitos,  não se adivinha um desfecho airoso. 

O futuro dos media independentes está tingido de sombras.  E o das associações independentes de jornalistas – como é o caso do Clube Português de Imprensa – não se antevê, também, isento de dificuldades, que saberemos vencer, como vencemos outras ao longo de quase quatro décadas de história, que se completam este ano.

Desde a sua fundação, em 1980, o CPI viveu exclusivamente  com o apoio dos sócios, e de alguns mecenas que quiseram acompanhar os esforços do Clube,  identificado com uma sólida  profissão de fé em defesa do jornalismo e dos jornalistas.



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Opinião
No final de 2016 a Newspaper Association Of America, que representava cerca de 2000 publicações nos Estados Unidos e no Canadá, anunciou a sua transformação em News Media Alliance, reflectindo a evolução do sector e passando a incorporar as diversas plataformas em que os grupos produtores de informação qualificada se desdobraram ao longo dos últimos anos, coexistindo o papel com os formatos digitais, mas também video,...
O acesso dos jornalistas da BBC às redes sociais pode vir a ser condicionado, segundo revelou o novo director geral do operador público inglês, Tim Davie. A decisão é polémica, mas haja quem lhe atire “a primeira pedra” ao argumentar , numa comissão parlamentar especializada, onde foi ouvido, que "se alguém é o rosto da BBC e entra em política partidária, não me parece que seja o lugar certo para...
Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
No  jornal “Público” de sábado,  J. Pacheco Pereira elogiou Vicente Jorge Silva porque “fez uma coisa rara entre nós – fez obra. Não tanto como jornalista, mas como criador no terreno da comunicação social”. E destacou o papel do jornal madeirense “Comércio do Funchal”, que, apesar da censura, conseguiu criticar o regime então vigente. Até ao 25 de Abril este jornal logrou,...
De acordo com Carlos Camponez , o «jornalismo de proximidade», porque realmente está mais próximo dos leitores da comunidade onde se integra, pode desempenhar um papel fundamental, «assumindo uma perspetiva de compromisso no incentivo à vida pública». Neste contexto, aquele investigador aponta para a ideia da criação de uma agenda do cidadão, o que, por sua vez, «obriga a que os media invistam em técnicas...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....
Agenda
26
Out
Conferência Africana de Jornalismo de Investigação
09:00 @ África do Sul - Joanesburgo
26
Out
Criação de "Podcasts"
09:00 @ Cenjor
28
Out
Soluções de "storytelling" para um jornalismo melhor
13:00 @ Sessões "online" Reuters Institute
10
Nov
Digital Media Europe 2020
10:00 @ Áustria - Viena
11
Nov
O valor e o futuro dos "media" públicos
13:00 @ Sessões "online" Reuters Institute