null, 20 de Outubro, 2019
Media

"L'Humanité" continua sob administração judicial

O diário francês L’Humanité foi colocado sob administração judicial pelo Tribunal do Comércio de Bobigny, em Paris, podendo prosseguir actividade até nova decisão. Está prevista uma segunda audiência para 27 de Marco, sendo o período de observação de seis meses.

O conhecido jornal comunista, em dificuldades financeiras, declarou-se no final de Janeiro em cessação de pagamentos e fez apelo à solidariedade dos seus leitores. Foi marcada para 22 de Fevereiro um jornada de apoio a L’Humanité.

Na presente situação, há dois administradocres judiciais nomeados pelo tribunal, que também fez apelo a Hélène Bourbouloux, especialista em recuperação de empresas (Presstalis, FagorBrandt, Vivante, SoLocal), para acompanhar o jornal. 

A direcção de L’Humanité, que emprega cerca de 200 trabalhadores  - mais de metade dos quais jornalistas -  afastou assim a iminência de uma liquidação judicial e solicitou a abertura do procedimento de recuperação com prosseguimento de actividade, para lhe permitir regular as dívidas mantendo a publicação.

 

Mais informação em Le Monde  e L’Express

Connosco
Mudança de algoritmo no “Facebook” afecta imprensa “millennial” Ver galeria

Entre 2006 e 2016, os meios de comunicação, como a imprensa, a rádio e a televisão, perderam público com menos de 35 anos.

A imprensa perdeu 59% dos seus leitores nessa faixa etária.

Segundo o relatório DigitalNewsReport.es, publicado pela Universidade de Navarra, em 2018, os millennials espanhóis consumiam notícias online a partir de três fontes principais: televisão, sites ou aplicações de jornais e redes sociais ou blogs.

O facto de um terço da informação recebida por estes jovens ter origem em redes sociais afecta o circuito de informação.

Ao analisar os seus hábitos de consumo identificaram-se dois fenómenos específicos: que os millennials consomem notícias de forma “acidental”ou indirecta e que partilham mais conteúdos do que publicam.

Devido a essas novas tendências no consumo, surgiram vários medias direccionados para os millennials.

Inicialmente, esses meiosalcançaram milhões de visualizações, mas, em 2016, o Facebook alterou o seu algoritmo e muitas dessas organizações perderam a visibilidade e acabaram por fechar.

O jornalista Francisco Rouco analisou essas alterações, e o seu impacto, num artigo publicado no siteCuadernos de Periodistas”, editado pela APM – Associacion de la Prensa de Madrid, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Comunidade jornalística favorece a rede social “Twitter” Ver galeria

O Twitter é uma plataforma bastante utilizada na comunidade jornalística.

Segundo um estudo do Pew Research Center, 71% dos utilizadores dessa rede usam-na para se manterem a par das notícias, o que faz com que seja a plataforma que atrai as pessoas mais interessadas nesse tipo de conteúdos.

Apesar de parecer uma plataforma com números positivos para a imprensa, os media utilizam-na, maioritariamente, para gerar tráfico nos seus sites, em vez de recorrerem a uma estratégia para comunicar conteúdos próprios e personalizados para essa rede.

O impacto do Twitter no tráfego dos sites é bastante reduzido, representando apenas cerca de 3% do tráfego total.

Mas isso significa que os media devem circunscrever os esforços e os recursos dedicados à plataforma ou devem adaptar a sua comunicação?

Com base no Relatório de Impacto e Conteúdos de imprensa no Twitter durante 2018, Francesc Pujol realizou uma análise centrada na presença dos media espanhóis nessa rede, que procurará esclarecer o impacto da mesma.

O artigo foi publicado no siteCuadernos de Periodistas”, editado pela APM – Associacion de la Prensa de Madrid, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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