Sexta-feira, 21 de Junho, 2019
Opinião

Uma edição fraca

por Manuel Falcão

Já se sabe que a revista “Monocle” é uma grande utilizadora criativa do conceito de conteúdos patrocinados, frequentemente dissimulados de forma editorial elegante e sedutora.

O grafismo da revista continua contemporâneo, apesar de não ter tido muitas evoluções desde que foi lançada em 2007.

Em contrapartida, o espaço ocupado por conteúdos patrocinados tem vindo sempre a aumentar, por vezes demais, até se chegar a esta edição sobre França que é insultuosamente dedicada a propagandear aquele país quase sem deixar escapatória aos leitores para outros assuntos.

Tyler Brulé, um misto de canadiano com nórdico, é um admirador confesso de Macron, deposita nele as esperanças da Europa e fez, aliás, questão de afirmar que a sua revista vai deixar de ser impressa no Reino Unido por causa do Brexit.

Mudou a sede das suas operações para a Suíça e passa a imprimir na Alemanha - desta edição em diante. Talvez por ser excessivamente dedicada a um país que passou o século XX, nos seus grandes conflitos, a claudicar e render-se, esta edição da Monocle é fraca e muito pouco interessante.

Não há muitas coisas que me agradem em França, a pose arrogante e o discurso pretensioso de muitos franceses faz-me espécie e provoca-me uma rejeição natural - Macron não é excepção.

Uma nota de humor, mas que reflecte algum desleixo editorial, surge numa página dedicada a citar Mário Centeno a propósito do Brexit, com a particularidade de a sua fotografia estar trocada.

Ainda pensei que fosse fruto de alguma cativação que lhe tivesse alterado as feições, mas é mesmo erro.

 

(Texto publicado originalmente no  “Jornal de Negócios”)

Connosco
António Carrapatoso: concorrência distorcida em comunicação social fraca Ver galeria

O País “que vai a votos” não está bem, segundo António Carrapatoso, e a sua comunicação social também não está.
Nosso mais recente convidado, o gestor e empresário António Carrapatoso afirmou que o País “não está bem” porque a forma como a sociedade está organizada e funciona “não permite aproveitar e desenvolver as capacidades dos portugueses”.

Quanto à comunicação social que temos, definiu-a como “uma instituição fraca, que não cumpre suficientemente o seu papel do ponto de vista do interesse do cidadão” , por não ser suficentemente independente, inovadora e diversificada.
“A sua qualidade, acutilância, capacidade de investigação, de escrutínio e explicativa, estão aquém do desejável”  - disse.

Sobre as causas desta situação, a seguir à reduzida dimensão do mercado, apontou a “concorrência distorcida”, as deficiências da regulação e legislação e motivos de outra ordem:

Em sua opinião, não se faz mais para mudar porque “muitos partidos e líderes políticos estão contentes com a situação actual, não querem uma comunicação social verdadeiramente independente, investigadora, escrutinadora e qualificada”;  e ainda porque os próprios cidadãos “não ligam assim tanto à importância da comunicação social”  - motivo porque também "não fazem subscrições que poderiam fazer".
ERC aprova e Rádio Observador vai começar a emitir "muito em breve" Ver galeria

A Rádio Observador, cujo lançamento esteve previsto para a data do quinto aniversário do diário digital com o mesmo título, a 22 de Maio, vai finalmente entrar em funcionamento. Segundo notícia que citamos do jornal Observador, a transmissão será em 98.7 FM, na Grande Lisboa, “a curto prazo também no Porto e noutras zonas do país, e online”.

Conforme também aqui foi referido, o projecto já estava pronto naquela data, “faltando apenas o ‘visto’ da ERC, entidade à qual compete por lei autorizar a nova estação”. Poucos dias depois, a 28 de Maio, era assinada a Deliberação ERC/2019/150 [AUT-R], que autoriza as alterações solicitadas pela sociedade Observador on Time, S.A., para criar a Rádio Observador, a partir da antiga Rádio Baía – Sociedade de Radiodifusão, Lda.

A notícia do Observador não indica ainda a data exacta do início de emissão, mas conclui que “muito em breve teremos mais novidades. Estamos quase no ar.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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