Pedro Santos Guerreiro deixa de ser o director do Expresso, por decisão tomada entra a administração do Grupo Impresa e o próprio. O director-geral de Informação da Impresa, Ricardo Costa, assume a direcção do Expresso de forma “interina e temporária”.
A notícia vem na sequência do pedido de demissão formulado por Vítor Matos, editor de Política daquele semanário, que contestou o facto de uma recente edição da newsletter ter aparecido assinada por si, quando - por esquecimento seu - tivera de ser redigida por outros elementos da redacção.
Segundo o Público, que aqui citamos, Pedro Santos Guerreiro disse que “não foi esse episódio que motivou a sua saída”, mas que quis abandonar o cargo porque “deixou de sentir o apoio da redacção”.
O Observador acrescenta que, segundo fonte oficial da Impresa, os restantes elementos da direcção - Martim Silva, director-executivo, João Vieira Pereira e Miguel Cadete, diectores-adjuntos, e Marco Grieco, director de arte - não caem por inerência com o director demitido. "Haverá uma reconfiguração, desde logo com Ricardo Costa como director interino, mas os restantes elementos da equipa deverão permanecer em funções."
Em comunicado, o presidente executivo do Grupo Impresa, Francisco Pedro Balsemão, declara:
“Agradecemos a Pedro Santos Guerreiro a sua lealdade, rasgo, combatividade e entrega ao Expresso e às suas causas e projectos, desde o Diário ao lançamento do saco de papel, e ainda a Tribuna e o 2:59. Agradecemos, em particular, o seu contributo para a digitalização do jornal e para o aumento da produtividade da redacção, que continuarão o seu curso. Pedro Santos Guerreiro manterá uma ligação ao Expresso, como colunista.”
“Ao que o Observador apurou junto de fonte do Grupo Impresa, Ricardo Costa deverá ficar como director do semanário por um curto período de tempo, sendo que uma solução permanente estará já a ser trabalhada pela administração.” (...)
“O ambiente no jornal já estava tenso nos últimos dias depois da demissão do editor de Política, Vítor Matos” - segundo recorda ainda o Observador.
“Em causa estava a newsletter matinal que deveria ter sido escrita pelo jornalista. Por esquecimento, Vítor Matos não o terá feito, e o director, Pedro Santos Guerreiro, terá dado ordens para que elementos da redacção a escrevessem e assinassem com o nome do editor de Política. Apanhado de surpresa com a publicação da newsletter com o seu nome, [e sem ter obtido resposta de uma tentativa de contacto], Vítor Matos apresentou a demissão, que nunca chegou a ser aceite pela direcção.” (...)
Mais informação no Público e no Observador
O Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian acolheu novamente a cerimónia de entrega do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, atribuído , este ano, a Fabiola Gianotti, cientista italiana em Física de partículas e primeira mulher nomeada directora-geral do Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), por ter contribuido para a divulgação da cultura científica de uma forma atractiva e acessível.
Este Prémio Europeu, instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a Europa Nostra e o Clube Português de Imprensa (CPI) recorda a jornalista portuguesa, escritora, activista cultural e política (1939 – 2002), e a sua notável contribuição para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus.
É atribuído anualmente a um cidadão europeu, cuja carreira se tenha distinguido pela difusão, defesa, e promoção do património cultural da Europa, quer através de obras literárias e musicais, quer através de reportagens, artigos, crónicas, fotografias, cartoons, documentários, filmes de ficção e programas de rádio e/ou televisão.
O Prémio conta com o apoio do Ministério da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal.
A China e a Rússia utilizam técnicas de controlo de informação invasivos, desde as comunicações privadas dos cidadãos à censura.
O uso de sistemas tecnológicos autoritários, por actores estatais, com o objectivo de diminuir os direitos humanos fundamentais dos cidadãos é algo que ultrapassa todos os limites.
Valentin Weber, do Programa de Bolsas de Estudo de Controlo de Informações do Fundo Aberto de Tecnologia, decidiu realizar uma análise sistemática dos seus drivers e obteve sintomáti cos resultados.
Através da pesquisa, Valentin descobriu que, até ao momento, mais de cem países compraram, imitaram ou receberam treino em controlo de informação da China e da Rússia.
Verificou, ainda, casos de países cujos objectivos de controlo e monitorização da informação são semelhantes, como a Venezuela, o Egipto e Myanmar.
Na lista surgiram, também, países possivelmente menos suspeitos, nos quais a conectividade se está a expandir, como Sudão, Uganda e Zimbábue; várias democracias ocidentais, como Alemanha, França e Holanda; e até mesmo pequenas nações como Trinidad e Tobago.
“Ao todo, foram detectados 110 países com tecnologia de vigilância ou censura importada da Rússia ou da China”, refere o artigo da OpenTechnology Fund, publicado no Global Investigative Journalism Network.
Este site do Clube, lançado em Novembro de 2016, e com actividade regular desde então, tem-se afirmado tanto como roteiro do que acontece de novo na paisagem mediática, como ainda no aprofundamento do debate sobre as questões mais relevantes do jornalismo, além do acompanhamento e divulgação das iniciativas do CPI.
O resultado deste esforço tem sido notório, com a fixação de um crescente número de visitantes, oriundos de uma alargada panóplia de países, com relevo para os de língua portuguesa, facto que é muito estimulante e encorajador.