null, 20 de Outubro, 2019
Media

Director do "Expresso" afasta-se após perder apoio da redacção

Pedro Santos Guerreiro deixa de ser o director do Expresso, por decisão tomada entra a administração do Grupo Impresa e o próprio. O director-geral de Informação da Impresa, Ricardo Costa, assume a direcção do Expresso de forma “interina e temporária”.

A notícia vem na sequência do pedido de demissão formulado por Vítor Matos, editor de Política daquele semanário, que contestou o facto de uma recente edição da newsletter  ter aparecido assinada por si, quando  - por esquecimento seu -  tivera de ser redigida por outros elementos da redacção.  

Segundo o Público, que aqui citamos, Pedro Santos Guerreiro disse que “não foi esse episódio que motivou a sua saída”, mas que quis abandonar o cargo porque “deixou de sentir o apoio da redacção”.

O Observador  acrescenta que, segundo fonte oficial da Impresa, os restantes elementos da direcção  - Martim Silva, director-executivo, João Vieira Pereira e Miguel Cadete, diectores-adjuntos, e Marco Grieco, director de arte -  não caem por inerência com o director demitido. "Haverá uma reconfiguração, desde logo com Ricardo Costa como director interino, mas os restantes elementos da equipa deverão permanecer em funções."

Em comunicado, o presidente executivo do Grupo Impresa, Francisco Pedro Balsemão, declara:

“Agradecemos a Pedro Santos Guerreiro a sua lealdade, rasgo, combatividade e entrega ao Expresso e às suas causas e projectos, desde o Diário ao lançamento do saco de papel, e ainda a Tribuna e o 2:59. Agradecemos, em particular, o seu contributo para a digitalização do jornal e para o aumento da produtividade da redacção, que continuarão o seu curso. Pedro Santos Guerreiro manterá uma ligação ao Expresso, como colunista.” 

“Ao que o Observador apurou junto de fonte do Grupo Impresa, Ricardo Costa deverá ficar como director do semanário por um curto período de tempo, sendo que uma solução permanente estará já a ser trabalhada pela administração.” (...) 

“O ambiente no jornal já estava tenso nos últimos dias depois da demissão do editor de Política, Vítor Matos”  - segundo recorda ainda o Observador

“Em causa estava a newsletter matinal que deveria ter sido escrita pelo jornalista. Por esquecimento, Vítor Matos não o terá feito, e o director, Pedro Santos Guerreiro, terá dado ordens para que elementos da redacção a escrevessem e assinassem com o nome do editor de Política. Apanhado de surpresa com a publicação da newsletter com o seu nome, [e sem ter obtido resposta de uma tentativa de contacto], Vítor Matos apresentou a demissão, que nunca chegou a ser aceite pela direcção.” (...)

Mais informação no Público  e no Observador

Connosco
Mudança de algoritmo no “Facebook” afecta imprensa “millennial” Ver galeria

Entre 2006 e 2016, os meios de comunicação, como a imprensa, a rádio e a televisão, perderam público com menos de 35 anos.

A imprensa perdeu 59% dos seus leitores nessa faixa etária.

Segundo o relatório DigitalNewsReport.es, publicado pela Universidade de Navarra, em 2018, os millennials espanhóis consumiam notícias online a partir de três fontes principais: televisão, sites ou aplicações de jornais e redes sociais ou blogs.

O facto de um terço da informação recebida por estes jovens ter origem em redes sociais afecta o circuito de informação.

Ao analisar os seus hábitos de consumo identificaram-se dois fenómenos específicos: que os millennials consomem notícias de forma “acidental”ou indirecta e que partilham mais conteúdos do que publicam.

Devido a essas novas tendências no consumo, surgiram vários medias direccionados para os millennials.

Inicialmente, esses meiosalcançaram milhões de visualizações, mas, em 2016, o Facebook alterou o seu algoritmo e muitas dessas organizações perderam a visibilidade e acabaram por fechar.

O jornalista Francisco Rouco analisou essas alterações, e o seu impacto, num artigo publicado no siteCuadernos de Periodistas”, editado pela APM – Associacion de la Prensa de Madrid, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Comunidade jornalística favorece a rede social “Twitter” Ver galeria

O Twitter é uma plataforma bastante utilizada na comunidade jornalística.

Segundo um estudo do Pew Research Center, 71% dos utilizadores dessa rede usam-na para se manterem a par das notícias, o que faz com que seja a plataforma que atrai as pessoas mais interessadas nesse tipo de conteúdos.

Apesar de parecer uma plataforma com números positivos para a imprensa, os media utilizam-na, maioritariamente, para gerar tráfico nos seus sites, em vez de recorrerem a uma estratégia para comunicar conteúdos próprios e personalizados para essa rede.

O impacto do Twitter no tráfego dos sites é bastante reduzido, representando apenas cerca de 3% do tráfego total.

Mas isso significa que os media devem circunscrever os esforços e os recursos dedicados à plataforma ou devem adaptar a sua comunicação?

Com base no Relatório de Impacto e Conteúdos de imprensa no Twitter durante 2018, Francesc Pujol realizou uma análise centrada na presença dos media espanhóis nessa rede, que procurará esclarecer o impacto da mesma.

O artigo foi publicado no siteCuadernos de Periodistas”, editado pela APM – Associacion de la Prensa de Madrid, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


ver mais >
Opinião
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...
O chamado “jornalismo de causas “  voltou a estar na moda. E sobram os temas:  a “emergência climática”,   assumida por António Guterres enquanto secretário geral da ONU,  numa capa caricata da “Time”;  o “feito” de uma adolescente nórdica,   que atravessou o Atlântico num veleiro de luxo -  a pretexto de assim  reduzir o impacto ambiental -, para participar...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
Agenda
28
Out
Fotojornalismo e Direitos de Autor
09:00 @ Cenjor, Lisboa
01
Nov
1º Congresso Internacional de Rádios Lusófonas
14:30 @ Angra do Heroísmo, Açores
19
Nov
Connections Europe
09:00 @ Marriott Hotel, Amsterdão
21
Nov