Segunda-feira, 24 de Junho, 2019
Media

Google financia projectos digitais em jornais portugueses

Seis projectos de desenvolvimento de jornalismo digital foram aceites, em Portugal, como destinatários da última ronda de financiamento da Digital News Initiative da Google, que lhes atribui um total de 546 mil euros.

As maiores verbas contemplam dois projectos considerados de média dimensão: 200 mil euros para o Easy2B, do jornal Região de Leiria, descrito como “uma plataforma digital de monetização inteligente e de fácil utilização que combina os interesses dos publisher de media locais e os pequenos negócios locais”;  e perto de 147 mil euros para o Fórum Público, uma plataforma de debate que "inclui conversação online em tempo real entre utilizadores e jornalistas".

“Além daqueles dois projectos, o fundo decidiu também financiar o desenvolvimento de quatro protótipos em Portugal: um projecto de literacia de media do jornal Açoriano Oriental; uma plataforma para ajudar crianças a identificar notícias falsas, apresentada por Inês Bravo; um projecto de vídeos interactivos em 360º, do INESC TEC, um laboratório de investigação académica do Porto (em parceria com o Público); e um projecto de realidade aumentada, do jornalista Diogo Queiroz de Andrade.”

 

Segundo o Público, que aqui citamos, “cada um dos protótipos recebeu cerca de 50 mil euros, o valor máximo disponibilizado pelo fundo para projectos de pequena dimensão”.

 

“Mais uma vez, voltámos a pedir aos candidatos para virarem a sua atenção para uma das questões mais prementes identificadas pelo ecossistema de notícias: a diversificação das fontes de receitas. Ficámos entusiasmados por ver a ampla variedade de abordagens de alguns dos grandes nomes desta indústria, juntamente com estreantes”  - afirma Ludovic Blecher, director do Fundo de Inovação DNI do Google, referindo que “os projectos de inteligência artificial e de machine learning continuaram a ser o principal foco tecnológico e as candidaturas à sexta ronda demonstraram um claro interesse na exploração de oportunidades para gerar assinaturas e criar novos modelos de pagamentos, entre outros”. (...)

 

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Connosco
Crónica da liberdade perdida da Imprensa na Turquia de Erdogan Ver galeria

“Pelo menos nós experimentámos o que significa ser jornalista”  - dizia Murat Yetkin, de 59 anos, uma semana depois de ter deixado as suas funções de director do Hürriyet Daily News, a edição em língua inglesa do Hürriyet, um dos mais importantes diários na Turquia. “Tenho pena por estes jovens que não puderam e já não podem.”

O Hürriyet foi um dos muitos jornais adquiridos e desmantelados pela família agora mais proeminente entre os media turcos, os Demirören  - que nos últimos sete anos se tornaram donos de um terço deles. Em Março de 2018, Aydin Dogan, que fora um dos mais poderosos donos de jornais, anunciou que ia vender o seu “navio-almirante” (o Hürriyet) e vários outros activos aos Demirören, grandes apoiantes do Presidente Recep Erdogan. A Imprensa passou a designar o patriarca da família, Erdogan Demirören [entretanto falecido], como o Rupert Murdoch da Turquia.

Mas, como explica Suzy Hansen, autora de Notes on a Foreign Country: An American Abroad in a Post-American World, os Murdoch, “especialmente na era de Donald Trump, são ‘fazedores de reis’; Erdogan nunca deixaria ninguém ter tanta influência”. Basicamente, os Demirören trabalham para Erdogan. Na Turquia, o único “fazedor de reis” é o rei.

"PortoCartoon" abrange novos espaços no Grande Porto Ver galeria

Foi inaugurada no Museu Nacional da Imprensa, no Porto, onde fica aberta ao público até ao final do ano, a exposição PortoCartoon 2019, tendo sido feita a entrega dos prémios, conhecidos desde Março. A 21ª edição do festival é este ano alargada a vários espaços na área do Grande Porto, desdobrando-se pela Festa da Caricatura, na Estação de S. Bento, por uma galeria de arte no Centro Comercial Alameda, por uma exposição especial sobre Fernão de Magalhães no Convento Corpus Christi, em Vila Nova de Gaia, uma escultura do Grande Prémio no Passeio dos Clérigos e outras extensões da mostra em diversos locais da cidade.

Segundo Luís Humberto Marcos, director do Museu Nacional da Imprensa, “esta é até agora a maior edição de sempre do PortoCartoon em termos não só geográficos, mas também de diversidade de obras”; o certame reuniu cerca de 1.200 trabalhos, numa altura em que  - como afirmou -  “o cartoon constitui um instrumento essencial para o oxigénio da democracia”.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
Sejam de direita ou de esquerda, há uma verdadeira inflação de políticos no activo - ou supostamente retirados - ,  “vestidos” de comentadores residentes nas televisões, com farto proveito. Alguns deles acumulam mesmo os “plateaux” com os microfones  da rádio ou as colunas de jornais, demonstrando  uma invejável capacidade de desdobramento. O objectivo comum a todos é, naturalmente,  pastorearem...
Ao longo do último ano os jornais britânicos The Times e The Sunday Times têm desenvolvido esforços consideráveis para conseguir manter os assinantes digitais que foram angariando ao longo do tempo. A renovação das assinaturas digitais é uma das crónicas dores de cabeça que os editores de publicações enfrentam, tanto mais que estudos recentes comprovam que uma sólida base de assinantes e leitores...
“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
Lançar notícias falsas sobre adversários políticos ou outros existe há séculos. Mas a internet deu às mentiras uma capacidade de difusão nunca antes vista.  Divulgar no espaço público notícias falsas (“fake news”) é hoje um problema que, com razão, preocupa muita gente. Mas não se pode considerar que este seja um problema novo. Claro que a internet e as redes sociais proporcionam...
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