Segunda-feira, 22 de Abril, 2019
Media

Google financia projectos digitais em jornais portugueses

Seis projectos de desenvolvimento de jornalismo digital foram aceites, em Portugal, como destinatários da última ronda de financiamento da Digital News Initiative da Google, que lhes atribui um total de 546 mil euros.

As maiores verbas contemplam dois projectos considerados de média dimensão: 200 mil euros para o Easy2B, do jornal Região de Leiria, descrito como “uma plataforma digital de monetização inteligente e de fácil utilização que combina os interesses dos publisher de media locais e os pequenos negócios locais”;  e perto de 147 mil euros para o Fórum Público, uma plataforma de debate que "inclui conversação online em tempo real entre utilizadores e jornalistas".

“Além daqueles dois projectos, o fundo decidiu também financiar o desenvolvimento de quatro protótipos em Portugal: um projecto de literacia de media do jornal Açoriano Oriental; uma plataforma para ajudar crianças a identificar notícias falsas, apresentada por Inês Bravo; um projecto de vídeos interactivos em 360º, do INESC TEC, um laboratório de investigação académica do Porto (em parceria com o Público); e um projecto de realidade aumentada, do jornalista Diogo Queiroz de Andrade.”

 

Segundo o Público, que aqui citamos, “cada um dos protótipos recebeu cerca de 50 mil euros, o valor máximo disponibilizado pelo fundo para projectos de pequena dimensão”.

 

“Mais uma vez, voltámos a pedir aos candidatos para virarem a sua atenção para uma das questões mais prementes identificadas pelo ecossistema de notícias: a diversificação das fontes de receitas. Ficámos entusiasmados por ver a ampla variedade de abordagens de alguns dos grandes nomes desta indústria, juntamente com estreantes”  - afirma Ludovic Blecher, director do Fundo de Inovação DNI do Google, referindo que “os projectos de inteligência artificial e de machine learning continuaram a ser o principal foco tecnológico e as candidaturas à sexta ronda demonstraram um claro interesse na exploração de oportunidades para gerar assinaturas e criar novos modelos de pagamentos, entre outros”. (...)

 

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Agravam-se as restrições à liberdade de Imprensa - segundo os RSF Ver galeria

A situação da liberdade de Imprensa continua a degradar-se em muitos países, por todo o mundo. O ódio aos jornalistas degenerou em violência, o que leva a um aumento do medo na profissão.
É esta a síntese inicial da edição de 2019 do Ranking Mundial da Liberdade da Imprensa, dos Repórteres sem Fronteiras, agora divulgada.

“Se o debate político desliza, de forma discreta ou evidente, para uma atmosfera de guerra civil, onde os jornalistas se tornam bodes expiatórios, os modelos democráticos passam a estar em grande perigo”  - afirma Christophe Deloire, secretário-geral da referida ONG.

“O número de países onde os jornalistas podem exercer com total segurança a actividade profissional continua a diminuir, enquanto os regimes autoritários reforçam o controlo sobre os meios de comunicação.” De acordo com este relatório, apenas 24% dos 180 países e territórios analisados apresentam uma situação considerada “boa” ou “relativamente boa”.

A Noruega mantém, pelo terceiro ano consecutivo, o primeiro lugar no ranking, com a Finlândia na segunda posição e a Suécia na terceira. Portugal subiu para o 12º lugar, ficando imediatamente acima da Alemanha, da Islândia e da Irlanda.
José Ribeiro e Castro: "Sofremos de uma periferia mental" Ver galeria

Portugal precisa de fazer três reformas atrasadas, e a primeira é a reforma eleitoral, para “devolver a democracia à cidadania, resgatar e salvar a democracia do declínio em que está e que nós sentimos, eleição após eleição”  -  afirmou José Ribeiro e Castro no ciclo de jantares-debate promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, sob o tema “Portugal: Que País vai a votos?”.

As outras duas são a do território, num País que é “um deserto administrativo”, e a do Estado, para o tornar “mais barato e eficiente” e realmente “dimensionado às capacidades do País”.

Segundo o nosso convidado, Portugal precisa ainda de dois propósitos, o mais urgente do combate à pobreza, o mais ambicioso de “atingir a média europeia em vinte anos”.

Finalmente, precisamos de realizar estes projectos assumindo a nossa condição europeia, em relação à qual continuamos a sofrer de uma “periferia mental”, que "é pior do que a geográfica, porque aqui não há auto-estrada que valha".
O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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