null, 20 de Outubro, 2019
Media

Lançamento da Rádio Observador aguarda "visto" da ERC

A Rádio Observador, que estava prometida para a festa do quinto aniversário do referido jornal online, realizada a 22 de Maio, não foi ainda apresentada em funcionamento. Segundo uma pequena notícia na edição do dia seguinte, inserida no contexto da entrevista com o Presidente, “vai começar a emitir em breve e promete complementar o melhor do Observador num novo meio de comunicação”.

O ponto alto da festa foi a presença e intervenção do Presidente da República, que respondeu a perguntas dos leitores premium do jornal, seleccionadas internamente e colocadas a Marcelo Rebelo de Sousa pelo publisher do Observador, José Manuel Fernandes.

A Rádio Observador é “um projecto muito importante para nós”, apontou o fundador do Observador, António Carrapatoso, indicando “a vontade de crescer, o desejo de ganhar sustentabilidade e o empenho em fazer mais coisas bem feitas e contribuir para o país” como factores que motivaram a entrada neste novo meio.

Também José Manuel Fernandes afirmou: “Não vamos fazer o mesmo que está a ser feito. Temos um know-how, que adquirimos ao longo destes anos, de fazer as coisas de uma forma diferente. Essa é uma cultura da empresa, da equipa, das pessoas que aqui estão, que fomos construindo e que podemos prolongar” para a rádio.


O projecto do Observador começou com 40 jornalistas e hoje são cerca de centena e meia de profissionais, repartidos pelo jornal digital e por outras publicações que alargaram o portefólio do Grupo, além do projecto da Rádio. Este está pronto a avançar, com estúdios já operacionais e equipa editorial em rodagem, faltando apenas o "visto" da ERC, entidade à qual compete por lei autorizar a nova estação.


Esta será uma concorrente da TSF, com uma filosofia que repousa basicamente sobre a informação, e que ocupará duas frequências hertzianas com cobertura do grande Porto e da grande Lisboa, juntando ainda uma distribuição integral através da Internet.


Mais informação no Observador

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Mudança de algoritmo no “Facebook” afecta imprensa “millennial” Ver galeria

Entre 2006 e 2016, os meios de comunicação, como a imprensa, a rádio e a televisão, perderam público com menos de 35 anos.

A imprensa perdeu 59% dos seus leitores nessa faixa etária.

Segundo o relatório DigitalNewsReport.es, publicado pela Universidade de Navarra, em 2018, os millennials espanhóis consumiam notícias online a partir de três fontes principais: televisão, sites ou aplicações de jornais e redes sociais ou blogs.

O facto de um terço da informação recebida por estes jovens ter origem em redes sociais afecta o circuito de informação.

Ao analisar os seus hábitos de consumo identificaram-se dois fenómenos específicos: que os millennials consomem notícias de forma “acidental”ou indirecta e que partilham mais conteúdos do que publicam.

Devido a essas novas tendências no consumo, surgiram vários medias direccionados para os millennials.

Inicialmente, esses meiosalcançaram milhões de visualizações, mas, em 2016, o Facebook alterou o seu algoritmo e muitas dessas organizações perderam a visibilidade e acabaram por fechar.

O jornalista Francisco Rouco analisou essas alterações, e o seu impacto, num artigo publicado no siteCuadernos de Periodistas”, editado pela APM – Associacion de la Prensa de Madrid, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Comunidade jornalística favorece a rede social “Twitter” Ver galeria

O Twitter é uma plataforma bastante utilizada na comunidade jornalística.

Segundo um estudo do Pew Research Center, 71% dos utilizadores dessa rede usam-na para se manterem a par das notícias, o que faz com que seja a plataforma que atrai as pessoas mais interessadas nesse tipo de conteúdos.

Apesar de parecer uma plataforma com números positivos para a imprensa, os media utilizam-na, maioritariamente, para gerar tráfico nos seus sites, em vez de recorrerem a uma estratégia para comunicar conteúdos próprios e personalizados para essa rede.

O impacto do Twitter no tráfego dos sites é bastante reduzido, representando apenas cerca de 3% do tráfego total.

Mas isso significa que os media devem circunscrever os esforços e os recursos dedicados à plataforma ou devem adaptar a sua comunicação?

Com base no Relatório de Impacto e Conteúdos de imprensa no Twitter durante 2018, Francesc Pujol realizou uma análise centrada na presença dos media espanhóis nessa rede, que procurará esclarecer o impacto da mesma.

O artigo foi publicado no siteCuadernos de Periodistas”, editado pela APM – Associacion de la Prensa de Madrid, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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Francisco Sarsfield Cabral
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