Terça-feira, 14 de Julho, 2020
O Clube

Pausa de férias até Setembro

É tempo de férias. E este site do Clube Português de Imprensa (CPI) não foge à regra e volta a respeitar Agosto,  como o mês mais procurado pelos seus visitantes para uma pausa nos afazeres. Suspendemos, por isso,  a  actualização diária,  a partir do  fim de semana. 

Quando retomarmos a actualização  das nossas páginas, no inicio de Setembro, contamos com a renovação do interesse dos Associados do Clube e dos milhares de outros frequentadores regulares,  que nos acompanham  em número crescente e que  se revêem neste espaço, formatado no rigor e na independência em que todos nos reconhecemos,  como  valor matricial do Clube, desde a sua fundação,  há quase meio século.   

Novas iniciativas serão, então,  anunciadas,  para que o CPI e este site continuem a ser um ponto de convergência  e de reflexão sobre o associativismo  e a indústria do sector,  e sobre os grande temas – e dilemas – que se perfilam no horizonte e que são desafios exigentes para o jornalismo e os jornalistas.

Numa época semeada de inúmeras incertezas – e de não poucos  riscos -  para os media e para os profissionais que os servem,  é importante não cruzar os braços, nem “meter a cabeça na areia”.

É esse projecto que nos anima e estimula para contrariar as dificuldades que sempre se atravessam no  caminho.

Aos Associados, Mecenas e Parceiros desejamos, também,  boas férias! Contamos convosco! Até Setembro!

A Direcção

Connosco
Quando há códigos éticos associados ao jornalismo Ver galeria

O jornalismo está em constante mudança e, como tal, os códigos éticos associados à profissão deve ser actualizados, em permanência.


Há, contudo, alguns elementos que se vão mantendo, mais ou menos, constantes, como as ideologias associadas aos jornais.

Confrontado com este cenário, Pedro Pablo Bermúdez, um estudante colombiano de jornalismo, decidiu questionar os colaboradores da Fundación Gabo quanto à sua opinião sobre os posicionamentos políticos da imprensa e dos jornalistas.

Feita a consulta, alguns jornalistas da Fundação exprimiram os seus pontos de vista.

Assim, para a jornalista Mónica González, a isenção da imprensa é uma utopia. Assim, os jornais devem tentar ser o mais transparentes possível sobre a sua posição ideológica, para que os leitores consigam distinguir uma notícia de uma falácia construída em detrimento da oposição.

Da mesma forma, as empresas mediáticas deverão revelar quais as suas fontes de financiamento e o nome dos seus investidores.


Jornalismo de risco para bem informar sobre saúde Ver galeria

O jornalismo de saúde é, por enquanto, uma tendência editorial em desenvolvimento, na qual figuram títulos alarmistas e onde a informação é desenvolvida de forma deficiente, defendeu o professor Josu Mezu num artigo publicado nos “Cuadernos de Periodistas”, editados pela APM, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

De acordo com o autor, deparamo-nos, quase diariamente,  com notícias relativas a comportamentos, dispositivos, substâncias e alimentos que nos podem ajudar a evitar doenças, ou que podem favorecê-las. 

Por norma, é-nos indicado que "dormir mais de oito horas aumenta o risco de doença cardiovascular", que "comer cogumelos reduz o risco de cancro da próstata", que "usar um cinto de segurança reduz para metade o risco de morte em acidentes", ou que "o ácido fólico reduz o risco de AVCs e de ataque cardíacos".

É natural, reiterou o autor, que um leitor “superficial” fique com a impressão de que tudo o que faz, ou come, causa ou previne qualquer doença.

Mas, mais preocupante, é o facto de nem os consumidores mais atentos conseguirem encontrar informações, suficientemente, claras para identificarem possíveis comportamentos de risco.


O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


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Agenda
27
Jul
Jornalismo ético como garantia de democracia
09:30 @ Universidade de Madrid
14
Set
15
Out
Conferência sobre a história do jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
18
Out
Conferência World Press Freedom
10:00 @ Países Baixos -- Hague
26
Out
Conferência Africana de Jornalismo de Investigação
09:00 @ África do Sul - Joanesburgo