null, 31 de Maio, 2020
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Comunidade jornalística favorece a rede social “Twitter”

O Twitter é uma plataforma bastante utilizada na comunidade jornalística.

Segundo um estudo do Pew Research Center, 71% dos utilizadores dessa rede usam-na para se manterem a par das notícias, o que faz com que seja a plataforma que atrai as pessoas mais interessadas nesse tipo de conteúdos.

Apesar de parecer uma plataforma com números positivos para a imprensa, os media utilizam-na, maioritariamente, para gerar tráfico nos seus sites, em vez de recorrerem a uma estratégia para comunicar conteúdos próprios e personalizados para essa rede.

O impacto do Twitter no tráfego dos sites é bastante reduzido, representando apenas cerca de 3% do tráfego total.

Mas isso significa que os media devem circunscrever os esforços e os recursos dedicados à plataforma ou devem adaptar a sua comunicação?

Com base no Relatório de Impacto e Conteúdos de imprensa no Twitter durante 2018, Francesc Pujol realizou uma análise centrada na presença dos media espanhóis nessa rede, que procurará esclarecer o impacto da mesma.

O artigo foi publicado no siteCuadernos de Periodistas”, editado pela APM – Associacion de la Prensa de Madrid, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

 

Para a análise foram utilizados cinco ou seis meios de referência, tendo como critério o impacto do seu site e do Twitter, em função do número de seguidores e retweets. Assim, foram seleccionados seis de 73 meios de comunicação.

 

O tráfego médio ponderado dos seis meios de comunicação espanhóis é de 74 milhões de visitas a cada seis meses. Na Europa, apenas os media britânicos são mais fortes online, com 149 milhões de visitas. Na América, os Estados Unidos apresentam 208 milhões de visitas e o Brasil 96 milhões.


Para perceber o papel do Twitter, no desempenho dos media, é necessário avaliar o tráfego produzido por essa rede social. Avaliando os dados de visitas que vêm do computador, em Espanha, o tráfego proveniente das redes sociais é de apenas 7%.

 

O resultado é bastante baixo, quando comparado com o panorama europeu – com a excepção da Itália e da Holanda –, no qual as redes representam entre 10 a 15% do tráfego total.

 

Desses 7%, o Facebook é responsável por mais de 42,7% do tráfego, a partir das plataformas digitais, e o Twitter por 42,1%. Esta percentagem é relativamente alta quando comparada a nível internacional.

 

Apesar disso, no caso espanhol, estes números indicam que a contribuição da plataforma para o tráfego de imprensa online é de apenas 3% face ao total.

 

Em suma, 93% do tráfego online na imprensa espanhola não provém das redes sociais, o que demonstra uma necessidade de reflexão sobre o papel destas plataformas e a forma como são utilizadas.

 

Se o Twitter é utilizado pelos media para gerar tráfego ou como ferramenta para gerar receitas adicionais, o retorno que a rede pode oferecer é muito reduzido.

 

Neste sentido, os media têm duas opções: limitar os esforços e os recursos dedicados à plataforma ou utilizá-la como uma forma de divulgar conteúdo dirigido especialmente a utilizadores da rede.

 

Para tal, é necessário criar e desenvolver uma comunidade de leitores no Twitter e trabalhar a marca e a identidade do meio. A rede também permite divulgar material já publicado, vídeos curtos, entre outros.

 

Para além disto, o Twitter pode, também, ser um meio para desenvolver narrativas que não sejam adequadas ao papel ou ao formato digital.

 

Os meios de comunicação social espanhóis analisados publicam, em média, 124 tweets por dia, o que reflecte a maior actividade assinalada nos países europeus, juntamente com a França.

 

Cerca de 75% dos tweets têm links no corpo da mensagem, sendo que na maioria são hiperligações que remetem para o site do jornal. Estima-se que 25% dos tweets de imprensa espanhóis, sem links, correspondem principalmente a tweets a algum evento ou notícia em directo.

 

Os dados reflectem que a actividade da imprensa nessa rede corresponde a um perfil passivo e dependente dos conteúdos do site, pelo que se pode concluir que utilizam a plataforma para gerar mais tráfego.


Ao analisar o número de seguidores das contas, verificou-se que em média são 54 por cada mil habitantes em Espanha. O valor é elevado, sendo apenas ultrapassado pelo Reino Unido, com 121 em cada mil.

 

Contudo, é necessário ter em conta que estes dois meios de imprensa têm muita exposição no estrangeiro, onde atraem seguidores.

 

A taxa de crescimento do número de seguidores da imprensa espanhola, em 2018, foi de 4,8% e tem uma média de 3,03 retweets por 100 seguidores, o que é uma taxa de interacção positiva e uma das mais elevadas a nível internacional. Porém, apresentou uma diminuição de 5% face ao ano anterior. Este decréscimo de interacções tem sido comum na rede.

 

Para mais informação Cuadernos de Periodista.

Connosco
Na era digital a máquina é o “braço direito” do jornalista ... Ver galeria

A era digital fez-se acompanhar de uma profunda alteração nos modelos de actividade e de negócio, entre os quais se destaca o sector mediático, segundo aponta o mais recente relatório do Obercom.

De acordo com o estudo, essas mudanças caracterizam-se, sobretudo, pela implementação de algoritmos e pela automatização dos sistemas.

Se, por um lado, a digitalização trouxe alguns problemas ao sector mediático, que, durante décadas estudou a adaptação a um mundo globalizado, onde a informação nunca pára, por outro, veio facilitar o trabalho aos jornalistas.

Este fenómeno é, aparentemente, paradoxal, mas a verdade é que os processos automáticos ajudam os profissionais a responderem, eficazmente, à necessidade da produção “sôfrega” de conteúdos noticiosos.

Trocando por miúdos: se as máquinas existem, porque não “pedir-lhes ajuda”?

Assim, os “media” actuais dependem, cada vez mais, de algoritmos que permitem analisar a preferências dos leitores, bem como de sistemas que facilitam a actualização de “websites” ao minuto.

A urgência de proteger jornalistas em países onde falha a liberdade de imprensa Ver galeria

A violência contra os jornalistas é uma realidade cada vez mais presente no mundo contemporâneo, já que várias entidades, insatisfeitas com a sua independência, estão a desenvolver novos mecanismos para impedir a publicação de artigos incómodos para o poder instituído.

Os atentados mais graves contra a liberdade de imprensa ocorrem em países onde esta está condicionada, mas, igualmente, noutros onde era suposto haver protecção para o trabalho jornalístico.

De acordo com um artigo do “Guardian”, esta realidade distópica ficou  mais evidente com o aparecimento do coronavírus.

A título de exemplo, alguns governos criaram medidas extraordinárias, visando a restrição do trabalho jornalístico. Foi o caso da Hungria, onde Viktor Órban instituiu a lei “coronavírus”, que criminaliza a difusão de “notícias falsas” sobre a pandemia. 

Da mesma forma, tanto a China como o Irão censuraram a informação respeitante aos surtos nestes países.

O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


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Agenda
15
Jun
Jornalismo Empreendedor
18:30 @ Cenjor
17
Jun
Congresso Mundial de "Media"
10:00 @ Saragoça
18
Jun
Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona
22
Jun
15
Out
II Conferência Internacional - História do Jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas