null, 17 de Novembro, 2019
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Comunidade jornalística favorece a rede social “Twitter”

O Twitter é uma plataforma bastante utilizada na comunidade jornalística.

Segundo um estudo do Pew Research Center, 71% dos utilizadores dessa rede usam-na para se manterem a par das notícias, o que faz com que seja a plataforma que atrai as pessoas mais interessadas nesse tipo de conteúdos.

Apesar de parecer uma plataforma com números positivos para a imprensa, os media utilizam-na, maioritariamente, para gerar tráfico nos seus sites, em vez de recorrerem a uma estratégia para comunicar conteúdos próprios e personalizados para essa rede.

O impacto do Twitter no tráfego dos sites é bastante reduzido, representando apenas cerca de 3% do tráfego total.

Mas isso significa que os media devem circunscrever os esforços e os recursos dedicados à plataforma ou devem adaptar a sua comunicação?

Com base no Relatório de Impacto e Conteúdos de imprensa no Twitter durante 2018, Francesc Pujol realizou uma análise centrada na presença dos media espanhóis nessa rede, que procurará esclarecer o impacto da mesma.

O artigo foi publicado no siteCuadernos de Periodistas”, editado pela APM – Associacion de la Prensa de Madrid, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

 

Para a análise foram utilizados cinco ou seis meios de referência, tendo como critério o impacto do seu site e do Twitter, em função do número de seguidores e retweets. Assim, foram seleccionados seis de 73 meios de comunicação.

 

O tráfego médio ponderado dos seis meios de comunicação espanhóis é de 74 milhões de visitas a cada seis meses. Na Europa, apenas os media britânicos são mais fortes online, com 149 milhões de visitas. Na América, os Estados Unidos apresentam 208 milhões de visitas e o Brasil 96 milhões.


Para perceber o papel do Twitter, no desempenho dos media, é necessário avaliar o tráfego produzido por essa rede social. Avaliando os dados de visitas que vêm do computador, em Espanha, o tráfego proveniente das redes sociais é de apenas 7%.

 

O resultado é bastante baixo, quando comparado com o panorama europeu – com a excepção da Itália e da Holanda –, no qual as redes representam entre 10 a 15% do tráfego total.

 

Desses 7%, o Facebook é responsável por mais de 42,7% do tráfego, a partir das plataformas digitais, e o Twitter por 42,1%. Esta percentagem é relativamente alta quando comparada a nível internacional.

 

Apesar disso, no caso espanhol, estes números indicam que a contribuição da plataforma para o tráfego de imprensa online é de apenas 3% face ao total.

 

Em suma, 93% do tráfego online na imprensa espanhola não provém das redes sociais, o que demonstra uma necessidade de reflexão sobre o papel destas plataformas e a forma como são utilizadas.

 

Se o Twitter é utilizado pelos media para gerar tráfego ou como ferramenta para gerar receitas adicionais, o retorno que a rede pode oferecer é muito reduzido.

 

Neste sentido, os media têm duas opções: limitar os esforços e os recursos dedicados à plataforma ou utilizá-la como uma forma de divulgar conteúdo dirigido especialmente a utilizadores da rede.

 

Para tal, é necessário criar e desenvolver uma comunidade de leitores no Twitter e trabalhar a marca e a identidade do meio. A rede também permite divulgar material já publicado, vídeos curtos, entre outros.

 

Para além disto, o Twitter pode, também, ser um meio para desenvolver narrativas que não sejam adequadas ao papel ou ao formato digital.

 

Os meios de comunicação social espanhóis analisados publicam, em média, 124 tweets por dia, o que reflecte a maior actividade assinalada nos países europeus, juntamente com a França.

 

Cerca de 75% dos tweets têm links no corpo da mensagem, sendo que na maioria são hiperligações que remetem para o site do jornal. Estima-se que 25% dos tweets de imprensa espanhóis, sem links, correspondem principalmente a tweets a algum evento ou notícia em directo.

 

Os dados reflectem que a actividade da imprensa nessa rede corresponde a um perfil passivo e dependente dos conteúdos do site, pelo que se pode concluir que utilizam a plataforma para gerar mais tráfego.


Ao analisar o número de seguidores das contas, verificou-se que em média são 54 por cada mil habitantes em Espanha. O valor é elevado, sendo apenas ultrapassado pelo Reino Unido, com 121 em cada mil.

 

Contudo, é necessário ter em conta que estes dois meios de imprensa têm muita exposição no estrangeiro, onde atraem seguidores.

 

A taxa de crescimento do número de seguidores da imprensa espanhola, em 2018, foi de 4,8% e tem uma média de 3,03 retweets por 100 seguidores, o que é uma taxa de interacção positiva e uma das mais elevadas a nível internacional. Porém, apresentou uma diminuição de 5% face ao ano anterior. Este decréscimo de interacções tem sido comum na rede.

 

Para mais informação Cuadernos de Periodista.

Connosco
Centro Báltico ensaia novos modelos para o jornalismo investigativo Ver galeria

Um dos principais actores no campo do jornalismo colaborativo no Báltico é o Re:Baltica – Centro Báltico para a Investigação do Jornalismo de Investigação. O projecto está sediado na capital da Letónia, Riga, e foi criado há oito anos, introduzindo duas ideias inovadoras para a prática do jornalismo na região.

O Centro realiza pesquisas e cria uma história e, posteriormente, fornece-a, a título gratuito, aos meios de comunicação. Em segundo lugar, adoptou um novo modelo de negócio, que depende principalmente de doações e concessões.

O Observatório Europeu de Jornalismo falou recentemente com Inga Springe, questionando-a sobre o trabalho quotidiano de uma organização de comunicação social, sem fins lucrativos, e os desafios que actualmente enfrenta.

Springe defende que que o problema não é o das pessoas lerem o jornal "certo" ou "errado". O problema é não lerem os media tradicionais. Esse foi o motivo que a levou a impulsionar com o projecto Re:Baltica Light e várias reportagens sob a rubrica #StarpCitu (#ByTheWay), disponíveis no YouTube e no Facebook.

Um artigo sobre a organização foi publicado, pela primeira vez, no site do Observatório Europeu de Jornalismo e reproduzido no site da GIJN, do qual a Re:Baltica é membro.

O “LeKiosk” muda para “Cafeyn” e alarga oferta a assinantes Ver galeria

O serviço de notícias LeKiosk mudou de nome para Cafeyn e passou a apresentar-se como um serviço de streaming de informações. O quiosque digital permite a consulta de mais de mil títulos de imprensa francesa e internacional por 9,99 euros por mês.

A mudança de nome e de visual têm como objectivo atrair um público mais numeroso e fazer frente à Apple News+.

De salientar que a alteração da designação é, também, explicada por uma batalha jurídica, iniciada em 2012, entre LeKiosk Monkiosque.fr, publicada pelo Grupo Toutabo.

O departamento de propriedade intelectual da União Europeia decidiu, em Março, que havia um risco de confusão para o público, e que a Toutabo tinha registado a sua marca antes da LeKiosk.

Cafeyn tem, atualmente, cerca de um milhão de utilizadores activos por mês, em comparação com os 200 mil em 2017, que lêem uma média de 15 revistas diferentes. A maior parte destes assinantes foram obtidos através de operadores de telecomunicações, como a Bouygues Telecom e a Free, que oferecem o acesso a alguns dos seus clientes.

Isto permitiu à empresa aumentar o seu volume de negócios, que quintuplicou em três anos.

Em breve deverão ser anunciadas parcerias internacionais.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
A “tabloidizacão” dos media portugueses parece imparável, com as televisões na dianteira, privadas e pública, sejam os canais generalistas ou temáticos. A obsessão pelos “casos” que puxem ao drama, ao pasmo ou à lágrima, tomou conta dos telejornais e da Imprensa. A frenética disputa das audiências nas TVs e a queda continuada das vendas nos jornais são, normalmente, apontadas...
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
J.-M. Nobre-Correia, professor emérito de Informação e Comunicação da Universidade Livre de Bruxelas, escreveu no “Público” um artigo bastante crítico da qualidade do actual jornalismo português. Em carta ao director, uma leitora deste jornal aplaudiu esse artigo, dizendo nomeadamente: “Os problemas, com que se defrontam no dia-a-dia os cidadãos, não são investigados, em detrimento de...
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19
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Connections Europe
09:00 @ Marriott Hotel, Amsterdão
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10:00 @ Teatro Tivoli
21
Nov