Terça-feira, 24 de Novembro, 2020
Actualidade

Relatório dos RSF regista menos jornalistas assassinados

Foi divulgado o relatório anual dos RSF – Repórteres Sem Fronteiras,  que faz um balanço dos jornalista víctimas de violência, em todo o mundo. Verificou-se que o número de profissionais assassinados baixou para 49, inferior à média registada nos últimos 16 anos. Tal facto é atribuído, em primeiro análise, à diminuição do número de jornalistas mortos nos conflitos armados no Iémen, Síria e Afeganistão.

O número de jornalistas presos aumentou , contudo, 12% em relação a 2018 e o de repórteres mortos em países considerados pacíficos continua igualmente alto. “Quase metade dos jornalistas estão detidos em apenas três países: China, Egipto e Arábia Saudita. Só a China, que intensificou a sua repressão contra a minoria uigure, detém um terço dos detidos”, denunciou a organização não-governamental.

O relatório indica, ainda, que a América Latina se tornou uma área tão perigosa para jornalistas quanto o Médio Oriente. Christophe Deloire, secretário-geral dos RSF, entende que embora se tenha registado uma queda “sem precedentes” do número de jornalistas mortos em zonas de conflito, mais profissionais são conscientemente assassinados, o que “constitui um verdadeiro desafio para as democracias”.

Desde o início do ano, foram encontrados mortos dois repórteres.

Connosco
Jornalistas franceses contra restrições à liberdade de imprensa Ver galeria

Um grupo de editores executivos franceses reafirmou, em comunicado, o seu compromisso com a lei da liberdade de imprensa de 1881 e garantem que estarão vigilantes para assegurar o seu cumprimento.

A nota surge em resposta ao novo "esquema nacional de aplicação da lei", que considera que os jornalistas devem ter “um lugar especial nas manifestações” e que devem recolher-se após ordem policial.

“O desejo expresso de assegurar a protecção dos jornalistas é equivalente a supervisionar e controlar o seu trabalho”, pode ler-se na missiva, publicada no jornal “Monde”. “Isto é particularmente preocupante no contexto da proposta de lei sobre ‘segurança global’, que prevê restrições à divulgação de imagens das autoridades”.

“Os jornalistas não deveriam ter que deslocar-se à sede da Polícia para cobrir uma manifestação. Não é necessária acreditação para trabalhar livremente na via pública”.

“Por este motivo, recusar-nos-emos a conceder acreditação aos nossos jornalistas para cobrir manifestações”.

Jornalismo de serviços para ajudar a preencher o tempo livre Ver galeria

Perante a pandemia, algumas empresas de "media" norte-americanas lançaram iniciativas de “jornalismo de serviços”, de forma a ajudarem os leitores a melhorar o seu estilo de vida, e a manterem as rotinas, mesmo que em confinamento, notou o “site” da CNN.

Estes projectos incluem, por exemplo, guias diários, “podcasts” semanais e artigos de “lifestyle”.

Uma das iniciativas mais populares é a do “Washington Post”, que lançou a "Voraciously: Baking Basics”, uma “newsletter” que ensina os leitores a confeccionarem doçaria, em casa.

Além disso, a "What Day Is It? -- uma outra “newsletter” do WP, que começou a ser enviada em Setembro do ano passado -- registou um crescimento substancial na sua base de subscritores, já que ajuda os cidadãos a manterem-se activos.

“Algum do fluxo de audiência, que registámos durante a pandemia, corresponde a cidadãos que querem manter-se informados sobre algo que lhes tem vindo a condicionar o dia-a-dia. Estamos a tentar enviar-lhes conteúdos que ajudem à resolução de problemas”, afirmou Tessa Muggeridge, responsável pela subscrições do WP, em declarações à CNN.

O Clube


Faz cinco anos que começámos este
site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.

O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária. 

Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.

O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.

Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.



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Opinião
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Francisco Sarsfield Cabral
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Estratégias de Facebook
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