Terça-feira, 24 de Novembro, 2020
Media

O jornal "Açoriano Oriental" completa em Abril 185 anos

O “Açoriano Oriental” celebra, em Abril, o 185º aniversário, consolidando o título de  jornal mais antigos em circulação em Portugal e um dos dez mais antigos do mundo.


O jornal foi fundado em 1835, quatro meses  depois de ter sido promulgada, em Portugal, a primeira lei de liberdade de imprensa. 

Coube a Manuel António de Vasconcelos a responsabilidade do lançamento deste diário. No site do “Açoriano Oriental” pode ler-se que o fundador era “ um liberal e um vigoroso defensor dos seus princípios e a fundação do novo jornal inscrevia-se, sem margem para equívocos, nas lutas políticas que se travavam a nível nacional. Era um jornal de combate e debate, esteio e veículo dos princípios constitucionais mais avançados”. 

O estatuto editorial do título revela um forte compromisso com o “passado jornalístico de mérito reconhecido” e que “ persegue o ideal europeu de um jornalismo exigente, em que não têm lugar, nem o sensacionalismo, nem a exploração mercantil de todas as matérias informativas”.

Assim como outros títulos daquela região autónoma, o “Açoriano Oriental” aposta “numa informação diversificada, assente na diversidade das realidades regionais, sem perder de vista os espaços universais em que as mesmas estão inseridas”.

O sucesso do “Açoriano Oriental” passa, não só, pela celebração e manutenção dos ideais do passado mas, igualmente, pela preocupação  do futuro. Recorde-se que no editorial que publicou o ano passado, para assinalar a efeméride, era  manifesta a preocupação com a crise da imprensa e com o problema da literacia mediática. 

 

Assim, o jornal “tem procurado fazer parte da solução ao criar parcerias com diversas escolas de São Miguel e que agora irá ser alargada às restantes ilhas, no sentido de fomentar a leitura de notícias, perceber como funcionam os jornais e a importância da notícia séria e isenta por oposição às notícias manipuladas, servidas pela generalidade das plataformas digitais”. 

O “Açoriano Oriental”, ao longo da sua existência, “ passou por várias vicissitudes, teve diversas orientações mas a todas sobreviveu”. Em novembro de 1996,  foi integrado na empresa Açormedia, constituída a partir dos acionistas da Impraçor, aos quais se juntou o Grupo Lusomundo, presentemente GlobalMedia. Assim se mantém, “numa linha editorial de liberdade, rigor e isenção política e económica”.

O  “Açoriano Oriental” garante que são esses os compromissos que asseguram  “uma prestigiante situação de jornal de referência e a liderança da imprensa diária açoriana”.

A distinta história do jornal foi, aliás, reconhecida ao ser-lhe atribuído, em 1989, o título de Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.

Connosco
Jornalistas franceses contra restrições à liberdade de imprensa Ver galeria

Um grupo de editores executivos franceses reafirmou, em comunicado, o seu compromisso com a lei da liberdade de imprensa de 1881 e garantem que estarão vigilantes para assegurar o seu cumprimento.

A nota surge em resposta ao novo "esquema nacional de aplicação da lei", que considera que os jornalistas devem ter “um lugar especial nas manifestações” e que devem recolher-se após ordem policial.

“O desejo expresso de assegurar a protecção dos jornalistas é equivalente a supervisionar e controlar o seu trabalho”, pode ler-se na missiva, publicada no jornal “Monde”. “Isto é particularmente preocupante no contexto da proposta de lei sobre ‘segurança global’, que prevê restrições à divulgação de imagens das autoridades”.

“Os jornalistas não deveriam ter que deslocar-se à sede da Polícia para cobrir uma manifestação. Não é necessária acreditação para trabalhar livremente na via pública”.

“Por este motivo, recusar-nos-emos a conceder acreditação aos nossos jornalistas para cobrir manifestações”.

Jornalismo de serviços para ajudar a preencher o tempo livre Ver galeria

Perante a pandemia, algumas empresas de "media" norte-americanas lançaram iniciativas de “jornalismo de serviços”, de forma a ajudarem os leitores a melhorar o seu estilo de vida, e a manterem as rotinas, mesmo que em confinamento, notou o “site” da CNN.

Estes projectos incluem, por exemplo, guias diários, “podcasts” semanais e artigos de “lifestyle”.

Uma das iniciativas mais populares é a do “Washington Post”, que lançou a "Voraciously: Baking Basics”, uma “newsletter” que ensina os leitores a confeccionarem doçaria, em casa.

Além disso, a "What Day Is It? -- uma outra “newsletter” do WP, que começou a ser enviada em Setembro do ano passado -- registou um crescimento substancial na sua base de subscritores, já que ajuda os cidadãos a manterem-se activos.

“Algum do fluxo de audiência, que registámos durante a pandemia, corresponde a cidadãos que querem manter-se informados sobre algo que lhes tem vindo a condicionar o dia-a-dia. Estamos a tentar enviar-lhes conteúdos que ajudem à resolução de problemas”, afirmou Tessa Muggeridge, responsável pela subscrições do WP, em declarações à CNN.

O Clube


Faz cinco anos que começámos este
site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.

O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária. 

Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.

O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.

Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.



ver mais >
Opinião
As eleições americanas, bem como a pandemia provocada pelo  covid-19, têm sido dois poderosos ímanes na  cobertura mediática, e campo fértil para  o exercício do jornalismo, desde o que é   servido com rigor, àquele que obedece  apenas aos cânones  ideológicos de quem escreve. Houve tempo em que se cultivava o sagrado principio da separação da opinião e da...
No final de 2016 a Newspaper Association Of America, que representava cerca de 2000 publicações nos Estados Unidos e no Canadá, anunciou a sua transformação em News Media Alliance, reflectindo a evolução do sector e passando a incorporar as diversas plataformas em que os grupos produtores de informação qualificada se desdobraram ao longo dos últimos anos, coexistindo o papel com os formatos digitais, mas também video,...
Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
No  jornal “Público” de sábado,  J. Pacheco Pereira elogiou Vicente Jorge Silva porque “fez uma coisa rara entre nós – fez obra. Não tanto como jornalista, mas como criador no terreno da comunicação social”. E destacou o papel do jornal madeirense “Comércio do Funchal”, que, apesar da censura, conseguiu criticar o regime então vigente. Até ao 25 de Abril este jornal logrou,...
De acordo com Carlos Camponez , o «jornalismo de proximidade», porque realmente está mais próximo dos leitores da comunidade onde se integra, pode desempenhar um papel fundamental, «assumindo uma perspetiva de compromisso no incentivo à vida pública». Neste contexto, aquele investigador aponta para a ideia da criação de uma agenda do cidadão, o que, por sua vez, «obriga a que os media invistam em técnicas...
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica? Só perceberam agora. Não deram pela cobertura dos casos Sócrates e companhia, não assistiram à novela Rosa Grilo? Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo? Não estamos todos no mesmo saco. Não somos todos iguais....
Agenda
24
Nov
Congresso de Jornalismo para Dispositivos Móveis
10:00 @ Universidade da Beira Interior
09
Dez
11
Dez
19
Dez
Estratégias de Facebook
10:00 @ Cenjor