Terça-feira, 24 de Novembro, 2020
Prémio

O jornal “New York Times” dominou os Prémios Pulitzer...

O “New York Times” foi o principal vencedor da última edição dos Prémios Pulitzer ao receber três galardões, entre os quais, o prémio de Melhor Investigação, pela reportagem de Brian M. Rosenthal sobre o sector dos táxis.

O “NYT” conquistou, ainda, o prémio na categoria Internacional por uma série de artigos sobre o governo do Presidente russo Vladimir Putin. Da mesma forma, a jornalista Nikole Hannah-Jones obteve o galardão de Melhor Comentário por uma reflexão sobre a história dos Estados Unidos, numa perspectiva afro-americana.

O “Courier-Journal”, por sua vez, venceu na categoria de Notícias, ao relatar as amnistias concedidas pelo governador do Kentucky, Matt Bevin.

A Reuters conquistou o prémio de Melhor Fotografia Noticiosa em Tempo Real pelas imagens captadas durante os protestos de Hong Kong. Já a agência Associated Press recebeu a distinção de melhor Reportagem Fotográfica, com um portfólio dedicado à vida na região de Caxemira,  disputada pela Índia e pelo Paquistão.

O cartoonista nova-iorquino Barry Blitt -- conhecido por desenhar, em aguarela, personagens e políticos da Casa Branca sob o governo Trump -- ficou com o prémio de Melhor Cartoon.

O prémio de Jornalismo Analítico foi concedido aos colaboradores do jornal “Washington Post” por uma série que espelhava os efeitos do aquecimento global no planeta.


O galardão de Jornalismo Nacional foi entregue a duas publicações: ao “ProPublica”, por uma investigação sobre uma série de acidentes na Marinha americana, e ao “Seattle Times”, pela cobertura que expôs falhas no projecto nas aeronaves 737.


Da revista“New Yorker”, o jornalista Ben Taub foi distinguido com o prémio de Melhor Relato Textual por uma história sobre a crescente amizade entre um guarda da prisão de Guantánamo e um prisioneiro que foi torturado.


Ida B. Wells (1862-1931), pioneira do jornalismo investigativo e activista dos direitos civis, recebeu uma menção póstuma.


Este ano, perante a pandemia de coronavírus, o painel de especialistas dos Prémios Pulitzer considerou oportuno adiar o anúncio dos vencedores do galardão.

Isto porque os jurados consideraram que, em tempo de coronavírus, muitos jornalistas desempenharam o seu papel de forma extraordinária e irrepreensível, pelo que optaram por uma reapreciação dos candidatos.

A revelação dos vencedores, que estava agendada para 21 de Abril, acabou por acontecer em 4 de Maio. 

Cada vencedor recebeu um certificado e um prémio pecuniário de 10 mil dólares.

Connosco
Jornalistas franceses contra restrições à liberdade de imprensa Ver galeria

Um grupo de editores executivos franceses reafirmou, em comunicado, o seu compromisso com a lei da liberdade de imprensa de 1881 e garantem que estarão vigilantes para assegurar o seu cumprimento.

A nota surge em resposta ao novo "esquema nacional de aplicação da lei", que considera que os jornalistas devem ter “um lugar especial nas manifestações” e que devem recolher-se após ordem policial.

“O desejo expresso de assegurar a protecção dos jornalistas é equivalente a supervisionar e controlar o seu trabalho”, pode ler-se na missiva, publicada no jornal “Monde”. “Isto é particularmente preocupante no contexto da proposta de lei sobre ‘segurança global’, que prevê restrições à divulgação de imagens das autoridades”.

“Os jornalistas não deveriam ter que deslocar-se à sede da Polícia para cobrir uma manifestação. Não é necessária acreditação para trabalhar livremente na via pública”.

“Por este motivo, recusar-nos-emos a conceder acreditação aos nossos jornalistas para cobrir manifestações”.

Jornalismo de serviços para ajudar a preencher o tempo livre Ver galeria

Perante a pandemia, algumas empresas de "media" norte-americanas lançaram iniciativas de “jornalismo de serviços”, de forma a ajudarem os leitores a melhorar o seu estilo de vida, e a manterem as rotinas, mesmo que em confinamento, notou o “site” da CNN.

Estes projectos incluem, por exemplo, guias diários, “podcasts” semanais e artigos de “lifestyle”.

Uma das iniciativas mais populares é a do “Washington Post”, que lançou a "Voraciously: Baking Basics”, uma “newsletter” que ensina os leitores a confeccionarem doçaria, em casa.

Além disso, a "What Day Is It? -- uma outra “newsletter” do WP, que começou a ser enviada em Setembro do ano passado -- registou um crescimento substancial na sua base de subscritores, já que ajuda os cidadãos a manterem-se activos.

“Algum do fluxo de audiência, que registámos durante a pandemia, corresponde a cidadãos que querem manter-se informados sobre algo que lhes tem vindo a condicionar o dia-a-dia. Estamos a tentar enviar-lhes conteúdos que ajudem à resolução de problemas”, afirmou Tessa Muggeridge, responsável pela subscrições do WP, em declarações à CNN.

O Clube


Faz cinco anos que começámos este
site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.

O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária. 

Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.

O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.

Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.



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Opinião
As eleições americanas, bem como a pandemia provocada pelo  covid-19, têm sido dois poderosos ímanes na  cobertura mediática, e campo fértil para  o exercício do jornalismo, desde o que é   servido com rigor, àquele que obedece  apenas aos cânones  ideológicos de quem escreve. Houve tempo em que se cultivava o sagrado principio da separação da opinião e da...
No final de 2016 a Newspaper Association Of America, que representava cerca de 2000 publicações nos Estados Unidos e no Canadá, anunciou a sua transformação em News Media Alliance, reflectindo a evolução do sector e passando a incorporar as diversas plataformas em que os grupos produtores de informação qualificada se desdobraram ao longo dos últimos anos, coexistindo o papel com os formatos digitais, mas também video,...
Jornalistas: nem heróis nem vilões
Francisco Sarsfield Cabral
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Congresso de Jornalismo para Dispositivos Móveis
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Dez
Estratégias de Facebook
10:00 @ Cenjor