null, 20 de Outubro, 2019
Media

Novo Museu das Notícias no centro histórico de Sintra

Está já instalado, no centro histórico de Sintra, e vai ser inaugurado no dia 25 de Abril, o NewsMuseum  -  Museu das Notícias, dos Media e da Comunicação. Este novo equipamento cultural está organizado por áreas temáticas e dispõe de todos os meios trazidos pela revolução digital, que permitem fazer da sua visita uma experiência de surpresa, contacto com realidade virtual e inter-actividade.

O novo espaço foi visitado pelo Presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, que experimentou vários desses meios e declarou que que o museu "será uma grande mais-valia", não só para a vila mas também para o País.

 

O Museu das Notícias, dos Media e da Comunicação, ocupa as antigas instalações do Museu do Brinquedo, num imóvel que o Município cedeu por 20 anos a uma associação criada por Luís Paixão Martins, antigo jornalista e empresário do sector da comunicação.  O seu director será Rodrigo Moita de Deus.

 

O equipamento terá mais de 25 módulos temáticos distribuídos pelos três andares do edifício, que pretende recordar "episódios da história de Portugal e do mundo, através da sua cobertura jornalística" e com uma "abordagem interactiva, que permite ao visitante não só ver, como também 'participar' nas estórias", explica uma nota do novo museu.

 

"Acho que o iArena, um 'lounge' que é uma espécie de iPad, com 67 metros quadrados, tem alguma evolução tecnológica da nossa parte", destacou Luís Paixão Martins, acrescentando que a sala, com um ecrã 'touch'" com uma visão a 360 graus, vai proporcionar "uma grande dose de interactividade".

 

Uma torre metálica com 70 monitores (A Pirâmide de Babel), no acesso aos três pisos, estará ligada aos principais canais televisivos de notícias do mundo, a par da projecção de centenas de títulos em tempo real, na aplicação "último minuto", apresentando os assuntos da actualidade, com base nos media nacionais e internacionais.

 

O museu possui ainda um pequeno auditório e um espaço para emissões televisivas "em directo", áreas vocacionadas para as escolas, que Rodrigo Moita de Deus resume ter o objectivo de "fazer a literacia dos media" junto dos mais novos.

 

 

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Mudança de algoritmo no “Facebook” afecta imprensa “millennial” Ver galeria

Entre 2006 e 2016, os meios de comunicação, como a imprensa, a rádio e a televisão, perderam público com menos de 35 anos.

A imprensa perdeu 59% dos seus leitores nessa faixa etária.

Segundo o relatório DigitalNewsReport.es, publicado pela Universidade de Navarra, em 2018, os millennials espanhóis consumiam notícias online a partir de três fontes principais: televisão, sites ou aplicações de jornais e redes sociais ou blogs.

O facto de um terço da informação recebida por estes jovens ter origem em redes sociais afecta o circuito de informação.

Ao analisar os seus hábitos de consumo identificaram-se dois fenómenos específicos: que os millennials consomem notícias de forma “acidental”ou indirecta e que partilham mais conteúdos do que publicam.

Devido a essas novas tendências no consumo, surgiram vários medias direccionados para os millennials.

Inicialmente, esses meiosalcançaram milhões de visualizações, mas, em 2016, o Facebook alterou o seu algoritmo e muitas dessas organizações perderam a visibilidade e acabaram por fechar.

O jornalista Francisco Rouco analisou essas alterações, e o seu impacto, num artigo publicado no siteCuadernos de Periodistas”, editado pela APM – Associacion de la Prensa de Madrid, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Comunidade jornalística favorece a rede social “Twitter” Ver galeria

O Twitter é uma plataforma bastante utilizada na comunidade jornalística.

Segundo um estudo do Pew Research Center, 71% dos utilizadores dessa rede usam-na para se manterem a par das notícias, o que faz com que seja a plataforma que atrai as pessoas mais interessadas nesse tipo de conteúdos.

Apesar de parecer uma plataforma com números positivos para a imprensa, os media utilizam-na, maioritariamente, para gerar tráfico nos seus sites, em vez de recorrerem a uma estratégia para comunicar conteúdos próprios e personalizados para essa rede.

O impacto do Twitter no tráfego dos sites é bastante reduzido, representando apenas cerca de 3% do tráfego total.

Mas isso significa que os media devem circunscrever os esforços e os recursos dedicados à plataforma ou devem adaptar a sua comunicação?

Com base no Relatório de Impacto e Conteúdos de imprensa no Twitter durante 2018, Francesc Pujol realizou uma análise centrada na presença dos media espanhóis nessa rede, que procurará esclarecer o impacto da mesma.

O artigo foi publicado no siteCuadernos de Periodistas”, editado pela APM – Associacion de la Prensa de Madrid, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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