Terça-feira, 11 de Agosto, 2020
Media

Presidente do Grupo da Rádio Renascença confiante no futuro pós-pandemia

Os “media” portugueses foram afectados pela pandemia, e a rádio foi um dos sectores mais fustigados, devido à alteração dos hábitos de consumo dos cidadãos e à quebra das receitas publicitárias.

O Governo mostrou-se disponível a ajudar, com a compra antecipada de 15 milhões em publicidade institucional, mas a maioria dos “patrões” dos “media” consideraram esta medida insuficiente. 

É esse o caso de Américo Aguiar,  presidente do conselho de administração do Grupo Renascença Multimédia, pertencente à Igreja Católica.

Em entrevista à “Meios & Publicidade” aquele responsável considerou que “ o país precisa cada vez mais dos media; e os media precisam da ajuda do país”. “Neste quadro -- continuou -- o mecanismo da compra de espaço publicitário parece constituir um meio adequado para o Estado reconhecer a importância dos media na sociedade democrática. Mas o valor apontado é manifestamente insuficiente”.

Ainda assim, Américo Aguiar considera que há esperança para o sector, já que, no decorrer da pandemia, as marcas repensaram e adequaram a sua mensagem, motivadas pela vontade de retomar a actividade.

Aguiar destaca as medidas adoptadas pelo Grupo Renascença, o primeiro a adoptar o regime de teletrabalho e a adaptar-se à adversidade, mantendo “a qualidade do produto”. 

Assim, o administrador do Grupo RR diz acreditar que  conseguirá sair  “com os portugueses da crise, desempenhando o (...) papel de catalisadores de retoma. Se isso acontecer, estimamos terminar o ano com os níveis de facturação abaixo do nosso plano inicial e ainda levará mais de um ano para recuperarmos as perdas que teremos em 2020”.


Para conquistar este objectivo, reiterou, a rádio terá que continuar a reinventar-se, pelo que será essencial integrar novas personalidades no “ecossistema”, de forma a conquistar a atenção dos ouvintes “que querem estar cada vez mais por dentro das histórias”.


Apesar de o Grupo Renascença enfrentar uma forte concorrência-- desde a RDP  à TSF -- e de ter registado “perdas muito significativas, irrecuperáveis e transversais”, Américo Aguiar  considera que a equipa está preparada para a disputa e para manter a liderança do mercado”.


Nunca esquecendo, contudo, “que o nosso maior activo é, como sempre foi, a relação única e especial com as pessoas”.


Leia a entrevista original em “Meios & Publicidade”

 

Connosco
A missão dos jornalistas é "controlar" o Estado para evitar a tirania em tempo de crise Ver galeria

As catástrofes sociais, paradoxalmente, podem ser benéficas para os jornalistas e para as empresas mediáticas, já que reforçam a importância de um serviço noticioso de qualidade para a segurança dos cidadãos, bem como  para o escrutínio do poder, defendeu José António Zarzalejos num artigo publicado nos “Cuadernos de Periodistas”, editados pela APM, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Isto porque, perante uma situação catastrófica, os jornalistas anulam os discursos “anti media”, que visam descredibilizar o papel da imprensa, rotulando-a como difusora de “fake news”.

Ora, se a missão dos “media” fosse, de facto, enganar a sociedade, os jornalistas não teriam contribuído para a segurança dos cidadãos durante a pandemia, mas, sim, para o reforço de “teorias da conspiração” e outras formas de desinformação.

Sem os jornalistas, como agentes determinantes no espaço público -- defendeu o autor -- a pandemia teria sido completamente desregulada e ter-se-ia tornado uma praga incontrolável. 


Turquia controla nas redes sociais e condiciona liberdade Ver galeria

O parlamento turco aprovou um projecto de lei que reforça o controlo das autoridades nas redes sociais, um diploma controverso, que suscitou preocupações entre os defensores da liberdade de expressão.

A lei exige que as principais redes sociais, incluindo Twitter e Facebook, tenham um representante na Turquia e que cumpram as ordens dos tribunais turcos, no que toca à remoção de  conteúdos, sob pena de multas pesadas.

Segundo o Presidente, Recep Tayyip Erdogan, as medidas são necessárias para combater o cibercrime e proteger os utilizadores de “injúrias”, salvaguardando, também, o “direito à privacidade”.

A lei deu os primeiros passos em Abril, mas acabou por ser retirada da agenda política. No início de Julho, o Presidente da Turquia insistiu na necessidade de “pôr ordem” nas redes sociais, depois de a filha e o genro terem sido alvo de insultos no Twitter.

O gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos defendeu, entretanto, que a nova legislação “vai minar o direito das pessoas a comunicar anonimamente”.


O Clube


À medida que prossegue o desconfinamento, apesar da  persistência de sinais que não nos libertam do sobressalto, a vida tem retomado a normalidade possível – ou a nova normalidade. 

Este site tem-se mantido activo, com actualizações diárias mesmo durante o período da emergência e da calamidade, recorrendo ao teletrabalho dos colaboradores do Clube. 

A recompensa, como já mencionámos, foi um expressivo crescimento de contactos, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares,  com mais 50,5% de sessões , comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Com este conforto,  e a diminuição habitual da actividade em Agosto, é a altura do CPI e deste site fazerem uma pausa de férias, com reencontro marcado, para o próximo dia 31, com os seus associados, parceiros, mecenas e  outros frequentadores regulares.

Cá estaremos para continuar a dar conta das iniciativas do Clube e de tudo o que de mais relevante se passar, em Portugal e no mundo, relacionado connosco,  em matéria de “media”, jornalismo e jornalistas. 

Atravessamos um período particularmente complexo  e cheio de incertezas. Mais uma razão para falarmos de nós e dos problemas que se colocam às redacções, cada vez mais condicionadas pelas vulnerabilidades das empresas editoras e pelos seus compromissos de  sobrevivência que, não raramente, agravam a sua dependência. 

Com uma crise sanitária e económica de contornos invulgares, que este Agosto sirva de reflexão nas férias possíveis. E até ao nosso regresso.



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Opinião
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Agenda
14
Set
15
Out
Conferência sobre a história do jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
18
Out
Conferência World Press Freedom
10:00 @ Países Baixos -- Hague
26
Out
Conferência Africana de Jornalismo de Investigação
09:00 @ África do Sul - Joanesburgo
10
Nov
Digital Media Europe 2020
10:00 @ Áustria - Viena