Segunda-feira, 21 de Junho, 2021
Breves

Prémio Vicente Jorge Silva

A Imprensa Nacional anunciou o lançamento do Prémio de Jornalismo de Excelência Vicente Jorge Silva, pretendendo, desta forma, "promover o jornalismo de distinção e homenagear o jornalista".

O galardão atribuirá, anualmente, uma bolsa para investigação jornalística no valor de 5 mil euros, com o regulamento a ser "oportunamente" apresentado.

A imagem e identidade do prémio vão ser desenvolvidas pelo “designer” e ilustrador Henrique Cayatte, que foi convidado por Vicente Jorge Silva a integrar a criação do jornal “Público”.


Connosco
A coreógrafa Anne Teresa De Keersmaeker distinguida com Prémio Helena Vaz da Silva Ver galeria

A coreógrafa belga Anne Teresa De Keersmaeker venceu a edição deste ano do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural. Este reconhecimento presta homenagem à contribuição excepcional de Anne Teresa para a disseminação da cultura e dos valores europeus através da dança.

Este prémio europeu, instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura (CNC) em cooperação com a Europa Nostra e o Clube Português de Imprensa (CPI) recorda a jornalista, escritora, activista cultural e política portuguesa, Helena Vaz da Silva, bem como a sua contribuição para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus.

É atribuído, anualmente, a um cidadão europeu, cuja acção se destaca pela salvaguarda do património cultural, entendido no seu sentido mais amplo.

Este ano, o júri do prémio atribuiu, também, um Reconhecimento Especial à escritora italiana, de origem arménia, Antonia Arslan.

Reagindo à notícia de que tinha sido galardoada, Anne Teresa De Keersmaeker disse estar agradecida ao júri do prémio e a tudo o que a Europa lhe proporcionou.

“Quero agradecer ao Júri ter-me escolhido para o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva. A honra é toda minha e evidencia as profundas dívidas que acumulei para com o panorama cultural europeu em geral e para com Lisboa e Portugal em particular”, disse.

Nascida em 1960, Anne Teresa estudou dança na Escola Mudra, em Bruxelas, e na Tisch de Nova Iorque. Em 1980, criou o seu primeiro trabalho coreográfico.

Dois anos depois, estreou “Fase, Four Movements to the Music of Steve Reich” e, em 1983, Anne Teresa estabeleceu a companhia de dança Rosas e criou o espetáculo “Rosas danst Rosas”.

Com a companhia de dança, construiu um vasto conjunto de espectáculos que abordam estruturas musicais e partituras de todas as épocas, da música antiga à contemporânea, passando por expressões populares.

A sua linguagem e prática coreográficas são inspiradas em geometria e em modelos matemáticos, no estudo do mundo natural e em estruturas sociais.

Em 2020, criou uma nova coreografia para o musical “West Side Story”, na Broadway, e começou a trabalhar na peça “Dark Red”, uma série de coreografias pensadas para o espaço de um museu.

Obercom conclui que subscrições “online” não compensam quebra de circulação de jornais Ver galeria

A pandemia impulsionou grandes mudanças no sector dos “media”, obrigando as publicações de todo o mundo a acelerarem a sua digitalização e a repensarem o modelo de negócio.

O mesmo aconteceu em Portugal, onde o Obercom se dedicou a acompanhar a evolução das dinâmicas do mercado da imprensa escrita, com o objectivo de perceber o nível de sustentabilidade das publicações e as suas alterações futuras.

No seu mais recente relatório, “A Imprensa em Portugal – Desempenho e indicadores de gestão 2008- 2020”, o Obercom recorreu a estatísticas sobre a circulação de jornais e revistas, para analisar dados relativos às publicações “Correio da Manhã”, “Jornal de Notícias”, “Diário de Notícias”, “Público”, “Expresso”, “Visão”, “Sábado”, “Diário Económico”, “Jornal de Negócios”, “Jornal Económico”, “Record”, “O Jogo” e “Courrier Internacional”.

Com isto, o Obercom chegou à conclusão de que o fim do suporte em papel pode estar para breve e de que, apesar da aceleração do processo digital, as subscrições “online” não são suficientes para colmatar a quebra da circulação de jornais.

O relatório começa por recordar que a intensificação da produção, disseminação e consumo de informação no formato ‘online’ tem vindo a substituir os hábitos de consumo da informação no formato físico, levando à gradual diminuição da circulação impressa paga, fenómeno que, com a chegada da crise pandémica, veio a agravar-se.

Os resultados analisados neste relatório sugerem, assim, a agudização da crise da venda de jornais em banca, em virtude do período pandémico. Significa isto que, em 2020, a queda no volume de circulação impressa paga é a pior entre todos os anos analisados.

Comparando os resultados obtidos entre 2008, o primeiro ano da análise, e 2020, podemos constatar que houve uma quebra bruta de mais de 64% da circulação impressa paga. Perante estes dados o Obercom acredita que, até 2027, o formato físico do jornal poderá desaparecer.

De sublinhar, neste âmbito, que as maiores quedas se registam durante o período pandémico, com valores extremamente negativos para todas as publicações, com excepção do jornal “Expresso”.

Da mesma forma, e a acompanhar o ritmo de queda da circulação impressa paga, também o volume de tiragens diminuiu.

Isto afectou, igualmente, o Índice de Eficiência de Publicação, um indicador que permite perceber o excedente que resulta da diferença entre o número de exemplares impressos e o número de exemplares vendidos.

O Clube


Ao completar 40 anos de actividade ininterrupta o CPI – Clube Português de Imprensa tem um histórico de que se orgulha. Foi a 17 de dezembro de 1980 que um grupo de entusiastas quis dar forma a um projecto inédito no associativismo do sector. 

Não foi fácil pô-lo de pé, e muito menos foi cómodo mantê-lo até aos nossos dias, não obstante a cultura adversarial que prevalece neste País, sempre que surge algo de novo que escapa às modas em voga ou ao politicamente correcto.
O Clube cresceu, foi considerado de interesse público; inovou ao instituir os Prémios de Jornalismo, atribuídos durante mais de duas décadas; promoveu vários ciclos de jantares-debate, pelos quais passaram algumas das figuras gradas da vida nacional; editou a revista Cadernos de Imprensa; teve programas de debate, em formatos originais, na RTP; desenvolveu parcerias com o CNC- Centro Nacional de Cultura, Grémio Literário, e Lusa, além de outras, com associações congéneres estrangeiras prestigiadas, como a APM – Asociacion de la Prensa de Madrid e Observatório de Imprensa do Brasil.
A convite do CNC, o Clube juntou-se, ainda, à Europa Nostra para lançar, conjuntamente, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, instituído pela primeira vez em 2013, em, homenagem à jornalista, que respirava Cultura, cabendo-lhe o mérito de relançar o Centro e dinamizá-lo com uma energia criativa bem testemunhada por quem a acompanhou de perto.
Mais recentemente, o Clube lançou os Prémios de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o jornal A Tribuna de Macau e a Fundação Jorge Álvares, procurando preencher um vazio que há muito era notado.
Uma efeméride “redonda” como esta que celebramos é sempre pretexto para um balanço. A persistência teve as suas recompensas, embora, hoje, os jornalistas estejam mais preocupados com a sua subsistência num mercado de trabalho precário, do que em participarem activamente no associativismo do sector.
Sabemos que esta realidade não afecta apenas o CPI, mas a generalidade das associações, no quadro específico em que nos inserimos. Seriam razões suficientes para nos sentarmos todos à mesa, reunindo esforços para preparar o futuro.
Com este aniversário do CPI fica feito o convite.

A Direcção


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Opinião
De mansinho, com um certo sorriso, no verão de 2020, a ministra Mariana Vieira da Silva anunciou, candidamente, numa audição parlamentar, que o Governo tencionava ‘monitorizar’ o chamado ‘discurso do ódio’ nas plataformas on-line, manifestando desde logo o propósito de proceder à contratação pública de um ‘projeto’, destinado à elaboração periódica de um...
Terrorismo de Estado
Francisco Sarsfield Cabral
A brutal ditadura de Lukashenko inaugurou o terrorismo de Estado com o primeiro desvio de um avião comercial. Um sequestro promovido com mentiras e o auxílio de um avião militar. A resposta da UE foi unânime. Veremos se a repressão transnacional de opositores de regimes ditatoriais se intensifica. No final de década de 1960 começaram a ocorrer sequestros e desvios de aviões comerciais por terroristas. Essa série de crimes culminou...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...
A ideia fundadora do CPI, pelo menos a que justificou a minha adesão plena à iniciativa, foi o entendimento de que cada media é uma comunidade de interesses convergentes. A dos editores da publicação, a dos produtores, a dos que comercializam. Isto é, uma ideia cooperativa de acionistas, jornalistas e outros trabalhadores. E, obviamente, uma ideia primeira de independência e de liberdade. Esta ideia causou, há quarenta anos, algum...
Agenda
23
Jun
Presentación del Digital News Report España 2021
12:30 @ Conferência "Online" da Universidade de Navarra
24
Jun
International Congress of Audiovisual Researchers
09:00 @ Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
28
Set
World News Media Congress
09:00 @ Taipei, Taiwan