Sábado, 29 de Abril, 2017
Media

Estudo do Centro para o Pluralismo e Liberdade nos Media dá nota mediana a Portugal

Está pronto, e vai ser divulgado, o estudo relativo a 2015 do Monitor de Pluralismo nos Media, um projecto do Centro para o Pluralismo e Liberdade nos Media, do Instituto Universitário Europeu. Segundo Francisco Rui Cádima, da Universidade Nova de Lisboa, que coordena a parte relativa a Portugal, o nosso País aparece em níveis médios nos diversos parâmetros de risco considerados neste trabalho. 

A análise debruça-se sobre 19 países da União Europeia, depois de uma experiência no ano anterior com apenas nove. “Os resultados mostram que nenhum está livre de riscos”, lê-se nas conclusões. Em 2016 far-se-á o retrato dos 28 países da União.

Segundo o Público, que cita o referido trabalho, a liberdade de expressão, o direito à informação e o exercício da profissão de jornalista estão razoavelmente protegidos em Portugal. Já no capítulo da “politização” e da “concentração de propriedade” identificam-se mais problemas: 

“Não se sabendo exactamente quem são os verdadeiros donos de algumas empresas de comunicação social  — em certos casos a sua identificação esbarra em offshores —, também não é possível perceber o nível de influência exercida pelos políticos, conclui o estudo. (…)  Numa escala que vai de zero a 100, conforme se constate ausência de risco, ou risco máximo, o estudo atribui uma classificação de “risco médio” (62%) de politização dos media portugueses. “Há indicações (embora sem evidência clara) que empresas ou proprietários dos media influenciam ou procuram influenciar o conteúdo editorial dos operadores [de rádio ou TV] ou da imprensa”, dizem os autores. (…)

Já o nível de risco no indicador “independência das agências noticiosas” é apontado como sendo “médio” (50%) pelo facto de o Estado ter uma quota de 50,14% na Lusa

“Em termos de resultados dos grandes indicadores e categorias acabamos por ficar mais ou menos bem na fotografia”, resumiu ao Público Francisco Rui Cádima. “Não devem ser muitos os casos de países que não apresentam um nível de ‘alto risco’” em questões fundamentais como a transparência ou independência, acrescenta o investigador. 

“Portugal parte de uma base sólida: tem um quadro regulatório que monitoriza questões chave do sector, como a transparência da propriedade, o pluralismo e o serviço público de media, que a ERC analisa anualmente. E as alterações ao serviço público de rádio e televisão, do anterior Governo, que criou o Conselho Geral Independente para a RTP, poderão, dizem os investigadores, ajudar a aumentar as garantias de isenção.” 

“A liberdade de expressão, o direito à informação e o exercício da profissão de jornalista estão razoavelmente protegidos pela lei e pela acção dos reguladores, considera-se também. Já no caso das condições de trabalho dos jornalistas, são assinaladas “irregularidades” no pagamento de salários e precariedade nos vínculos laborais.” 

Mais informação no Público e no site da Comissão Europeia

 

Connosco
“World Press Photo” em Lisboa mostra o melhor do fotojornalismo Ver galeria

Está em Lisboa, podendo ser visitada no Museu de Etnologia, a exposição World Press Photo, que reune mais de centena e meia das imagens mais impressionantes obtidas por fotojornalistas de todo o mundo, durante o ano de 2016. Entre elas encontra-se a que venceu o prémio na categoria de reportagem, a do assassínio do Embaixador da Rússia na Turquia, cuja classificação dividiu o próprio júri do concurso.

“Cartoon” de Imprensa e o Humor de Quino em exposição em Vila Franca de Xira Ver galeria

O cartoon de Imprensa voltou ao Celeiro  da Patriarcal de Vila Franca de Xira. Promovida por António Antunes, o cartoonista António, do Expresso,    a exposição  Cartoonxira estará patente até 28 de Maio, com entrada livre. E vale a pena.

São, aliás, duas exposições . A primeira, dos Cartoons do Ano de 2016 , reunindo os principais nomes,  que já não dispensamos,  e que frequentam com regularidade as páginas da Imprensa portuguesa. Dos mais antigos, à geração mais recente. A segunda, é uma justa homenagem ao grande artista argentino Quino, autor da célebre Mafalda, e aos seus 60 anos de humor.

O Clube

 
O Prémio de Jornalismo da Lusofonia é a nova iniciativa promovida pelo Clube Português de Imprensa (CPI) em parceria com o Jornal Tribuna de Macau (JTM), no quadro das comorações que assinalam o 35º aniversário daquele diário de língua portuguesa em Macau.

Com o valor de 10 mil euros e periodicidade anual, o Prémio será atribuído por um Júri constituído por representantes do CPI, do JTM e por personalidades de reconhecido mérito na área do jornalismo ou que se tenham distinguido na defesa, divulgação ou ensino da Língua Portuguesa no Mundo.

Trata-se, pois, de um novo Prémio que, de acordo com o respectivo Regulamento (que inserimos noutro espaço deste site) se destina “a jornalistas e à Imprensa de Língua Portuguesa de todo o Mundo, em suporte papel ou digital”. 


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