Terça-feira, 27 de Junho, 2017
Media

Estudo do Centro para o Pluralismo e Liberdade nos Media dá nota mediana a Portugal

Está pronto, e vai ser divulgado, o estudo relativo a 2015 do Monitor de Pluralismo nos Media, um projecto do Centro para o Pluralismo e Liberdade nos Media, do Instituto Universitário Europeu. Segundo Francisco Rui Cádima, da Universidade Nova de Lisboa, que coordena a parte relativa a Portugal, o nosso País aparece em níveis médios nos diversos parâmetros de risco considerados neste trabalho. 

A análise debruça-se sobre 19 países da União Europeia, depois de uma experiência no ano anterior com apenas nove. “Os resultados mostram que nenhum está livre de riscos”, lê-se nas conclusões. Em 2016 far-se-á o retrato dos 28 países da União.

Segundo o Público, que cita o referido trabalho, a liberdade de expressão, o direito à informação e o exercício da profissão de jornalista estão razoavelmente protegidos em Portugal. Já no capítulo da “politização” e da “concentração de propriedade” identificam-se mais problemas: 

“Não se sabendo exactamente quem são os verdadeiros donos de algumas empresas de comunicação social  — em certos casos a sua identificação esbarra em offshores —, também não é possível perceber o nível de influência exercida pelos políticos, conclui o estudo. (…)  Numa escala que vai de zero a 100, conforme se constate ausência de risco, ou risco máximo, o estudo atribui uma classificação de “risco médio” (62%) de politização dos media portugueses. “Há indicações (embora sem evidência clara) que empresas ou proprietários dos media influenciam ou procuram influenciar o conteúdo editorial dos operadores [de rádio ou TV] ou da imprensa”, dizem os autores. (…)

Já o nível de risco no indicador “independência das agências noticiosas” é apontado como sendo “médio” (50%) pelo facto de o Estado ter uma quota de 50,14% na Lusa

“Em termos de resultados dos grandes indicadores e categorias acabamos por ficar mais ou menos bem na fotografia”, resumiu ao Público Francisco Rui Cádima. “Não devem ser muitos os casos de países que não apresentam um nível de ‘alto risco’” em questões fundamentais como a transparência ou independência, acrescenta o investigador. 

“Portugal parte de uma base sólida: tem um quadro regulatório que monitoriza questões chave do sector, como a transparência da propriedade, o pluralismo e o serviço público de media, que a ERC analisa anualmente. E as alterações ao serviço público de rádio e televisão, do anterior Governo, que criou o Conselho Geral Independente para a RTP, poderão, dizem os investigadores, ajudar a aumentar as garantias de isenção.” 

“A liberdade de expressão, o direito à informação e o exercício da profissão de jornalista estão razoavelmente protegidos pela lei e pela acção dos reguladores, considera-se também. Já no caso das condições de trabalho dos jornalistas, são assinaladas “irregularidades” no pagamento de salários e precariedade nos vínculos laborais.” 

Mais informação no Público e no site da Comissão Europeia

 

Connosco
Uma foto icónica partilhada por jornais e redes sociais Ver galeria

Há imagens que valem por mil palavras. Esta que reproduzimos acima é uma delas, registada pelo bombeiro Pedro Brás, no segundo dia do incêndio de Pedrogão Grande, quando 13 companheiros se deitaram no chão exaustos, no combate aos fogos.

A foto foi reproduzida, originalmente, pelos jornais espanhóis El Mundo e El Pais e, também, entre outros, pelo site electrónico Observador, doqual retiramos este documento.

Mais tarde, a imagem percorreu mundo, através das redes sociais e tornou-se icónica de uma luta desigual contra uma calamidade em que morreram 64 habitantes de Pedrogão Grande e 254 ficaram feridos, segundo as ultimas estimativas.

A foto foi tirada na manhã de 18 de Junho, e ganhou estatuto de viral. É uma imagem que “fala por si”, representando, simbolicamente, a homenagem a todos os bombeiros que estiveram envolvidos na contenção do  terrível sinistro.

Em pouco tempo, registaram-se cerca de 80 mil partilhas na rede social Facebook, e a  foto ganhou expressão, também, no Twitter e noutros  meios de comunicação social espalhados pelo mundo.

Dirigentes europeus intimam redes sociais a envolverem-se na luta contra o extremismo online Ver galeria
O Clube

 
O Prémio de Jornalismo da Lusofonia é a nova iniciativa promovida pelo Clube Português de Imprensa (CPI) em parceria com o Jornal Tribuna de Macau (JTM), no quadro das comorações que assinalam o 35º aniversário daquele diário de língua portuguesa em Macau.

Com o valor de 10 mil euros e periodicidade anual, o Prémio será atribuído por um Júri constituído por representantes do CPI, do JTM e por personalidades de reconhecido mérito na área do jornalismo ou que se tenham distinguido na defesa, divulgação ou ensino da Língua Portuguesa no Mundo.

Trata-se, pois, de um novo Prémio que, de acordo com o respectivo Regulamento (que inserimos noutro espaço deste site) se destina “a jornalistas e à Imprensa de Língua Portuguesa de todo o Mundo, em suporte papel ou digital”. 


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Opinião
Que terá movido o Sindicato dos Jornalistas (SJ) a questionar o jornal espanhol El Mundo sobre a identidade de  um seu correspondente que cobriu os incêndios de Pedrogão Grande?   Diz a direcção do Sindicato, no respectivo site,  que “ decidiu pedir informações sobre as dúvidas levantadas acerca do suposto jornalista Sebastião Pereira(…)” . O Sindicato levou os seus esforços de...
Dados os muitos terabytes de prosa – sólidamente negativa – com que os media globais saudaram a decisão do presidente Trump, anunciada em discurso na Casa Branca no passado dia 1 de Junho, de retirar os EUA. do Acordo de Paris, seria de esperar uma cobertura exaustiva do tema, ou seja, que nenhum aspecto ou complexidade dessa terrível ameaça para a saúde do planeta escapasse à atenção dos “opinion leaders”, em...
Trump, Macron e a comunicação social
Francisco Sarsfield Cabral

O Presidente Trump está em guerra aberta com a comunicação social americana. E esta, na sua grande maioria, não gosta de Trump. Vários presidentes anteriores foram muito criticados pela Imprensa dos EUA – Reagan, por exemplo. Mas o grau de hostilidade que agora existe entre a Casa Branca e os jornalistas é de nível excepcionalmente alto.

Num livro colectivo acabado de publicar, simultaneamente, em treze línguas e em dezenas de países espalhados pelo mundo inteiro, cuja versão francesa se intitula, significativamente, L’âge de la Régression: Pourquoi nous vivons un tournant historique[1], Appadurai disserta sobre o «sentimento de cansaço» que, na sua opinião domina a esfera pública. Sentimento de cansaço relativamente à forma de fazer...
Fim de semana alucinante, sábado épico, jornada inédita. Muito se tem chamado a este 13 de maio, dia de Fátima, do Santo Padre, do anjo Vitória e do arcanjo Sobral. As notícias, as reportagens, os diretos. O frenesim tem sido imenso. Aliás já começou há uns dias. Amanhã, depois do nascer do sol, era bom que houvesse alguma reflexão sobre o que se passou. Será que tanta agitação na...
Agenda
11
Jul
Exposição de Jornais Centenários em Bruxelas
09:00 @ Parlamento Europeu, Bruxelas
12
Jul
Curso de Verão “Jornalismo de Investigação”
09:00 @ Universidade Internacional Menéndez Pelayo, Santander
13
Jul
Westminster Media Forum
09:00 @ Central London, Londres
27
Jul
Festival de Jornalismos de Verão
09:00 @ Couthures, França