Quarta-feira, 23 de Janeiro, 2019
Prémio

Prémio Europeu Helena Vaz da Silva entregue a Eduardo Lourenço e ao "cartoonista" Plantu em cerimónia na Gulbenkian

Os melhores valores da Europa, definidos como a liberdade, a democracia, o acolhimento e coexistência de culturas, estiveram no foco de todas as intervenções proferidas na cerimónia de entrega do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva deste ano, promovido pelo Centro Nacional de Cultura, em cooperação com a Europa Nostra e parceria com o Clube Português de Imprensa, que contemplou o filósofo e historiador português Eduardo Lourenço e o caricaturista francês Plantu. Também foi sublinhada a oportunidade da sua invocação, precisamente numa época em que são mais ameaçados, e a intuição premonitória da sua fundadora, Helena Vaz da Silva, cuja personalidade e obra foram recordadas com emoção.

Na sua qualidade de Presidente do Júri do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, coube a Guilherme d’Oliveira Martins fazer o discurso de homenagem a Eduardo Lourenço, recordando que  “foi Helena que publicou na inesquecível revista Raiz e Utopia o ensaio Psicanálise Mítica do Destino Português”, e que, mais tarde, numa adenda a esse texto fundamental do Labirinto da Saudade, bem ficaram demonstradas “as razões que levaram agora o júri do Prémio Europa Nostra a reconhecer o papel decisivo de Eduardo Lourenço para a preservação de um conceito dinâmico de Património Cultural”. 

Mais adiante, afirmou:

“Num mundo aberto e imprevisível  – o ensaísta, na linha de Michel Montaigne, deve estar à escuta do impensado e até do impensável, talvez sob a forma de um profetismo às avessas que o conduz ‘a revisitar o passado para melhor e mais livremente assumir a surpresa, a contradição, o desafio e o tumulto do presente’. (...)” 

“Assim, Eduardo Lourenço não segue nem a visão conservadora, nem a visão mítica e profética, nem a visão racionalista, nem a visão marxista. Dir-se-ia que é o repensamento crítico que está em causa  – e há duas figuras que marcam essa atitude: Alexandre Herculano e Antero de Quental. O ensaísta não se fecha numa interpretação redutora. Alexandre Herculano pôe a tónica na vontade contra o acaso. Antero de Quental propõe a superação perene das causas da decadência.” 

E Guilherme d’Oliveira Martins concluíu:

“Portugal não pode deixar de se rever nesta noção que Eduardo Lourenço propõe, a de partir da dialética mito/realidade, autognose real e desejada, para se centrar na perspectiva crítica do património – como realidade viva que não pode esquecer a origem do mito.” (...)

"Helena Vaz da Silva, na publicação que promoveu em Raiz e Utopia, intuíu a importância desta reflexão – e não poderia, por isso, ser mais oportuno e justo este prémio. O sentido crítico de um cartoonista de qualidade e exigência como Plantu encontra-se com a linhagem de Montaigne, bem  representada aqui por Eduardo Lourenço." 

Em resposta, Eduardo Lourenço iniciou a sua alocução com um cumprimento dirigido a “alguém que está presente, a nível simbólico, na ordem política do nosso planeta, tão modestamente sentado naquela cadeira”  - apontando para António Guterres, que foi alvo de um aplauso espontâneo de todos os presentes. 

Dirigindo-se a Guilherme d’Oliveira Martins, agradeceu o prémio como testemunho de uma “paixão europeísta” comum a ambos, e presente, antes do mais, na sua fundadora. Recordou o seu conhecimento pessoal de Helena Vaz da Silva na Livraria Morais, perto de António Alçada Baptista, na sua tentativa de trazer para Portugal um tipo de preocupações culturais que se traduziu “numa obra que nós todos conhecemos”. 

Sobre Helena, recordou um momento muito particular, numa sua visita a Cannes, em que visitaram o antigo convento beneditino da ilha de Lérins, que definiu como “um sítio mágico”, que mesmo a proximidade de Cannes, no tempo do festival, “não conseguiram mundanizá-lo de todo”.

“Visitámo-lo como se estivéssemos num outro continente e num outro mundo, e de algum modo estávamos, como se passeássemos ao mesmo tempo numa ilha grega…” 

Eduardo Lourenço situou nesse encontro a recordação mais viva de Helena Vaz da Silva: “Quem não a conhecesse não adivinharia a sua serena audácia, o seu gosto do mundo e dos outros, a sua curiosidade insaciável, o seu contentamento descontente, ou descontentamento exigente, entre aqueles que tinham a sorte de a ter conhecido. (…) Na verdade, essa mulher solar não precisava de conquistar nada. As coisas vieram sempre ao seu encontro, como se esperassem por ela, sem dúvida porque antes ela as sonhara, e sonhava delas. Assim a recordo, sobre o fundo do mar, que por acaso era o de Ulisses e o de Helena, seu predestinado nome.” 

Coube ao Presidente Executivo da Europa Nostra, Denis de Kergorlay, fazer o louvor de Jean Plantureux, que assina e é conhecido por todos como Plantu, e que disse “pertencer a esta categoria de pessoas que se podem classificar como idealistas-humanistas”, em cujo meio se move como um “federador”. 

“Os teus inimigos, nos teus desenhos  -  disse, dirigindo-se ao laureado  -  são sempre os memos, os que não são humanistas-idealistas, quer dizer os ditadores, os intolerantes, os populistas, os sectários, no domínio da política ou da religião.” 

Sublinhou a sua capacidade para passar todas as fronteiras e se tornar realmente universal, fazendo parte de um “exército que combate contra a estupidez humana, o egoísmo, as ditaduras”.

A arma de destruição maciça que ele traz sempre consigo, que que lhe permite passar por todos os controlos de aeroporto sem qualquer problema é, como explicou, a sua caneta de ponta de feltro e uma folha de papel. E é assim que dá a volta ao mundo “prosseguindo a sua missão”. 

“Quem não tivesse uma cultura profunda não poderia comunicar, por um simples desenho, com tanta força e para um público tão vasto.”

Recordou que na noite anterior, numa visita à Casa do Fado, Plantu deixou incontáveis guardanapos de papel com desenhos seus. E mantém este ritmo sem deixar de enviar todos os dias, do lugar onde estiver, o seu cartoon diário para a redacção do Le Monde

A concluir, cumprimentou-o por defender “os valores da nossa Europa: os da democracia, dos direitos humanos e do respeito pela pessoa humana”. Mesmo quando os seus desenhos descrevem a violência, para a denunciar, deixam sempre lugar à esperança, que aparece frequentemente na forma da pomba da paz e nas pequenas estrelas “que nos lembram que a Europa existe, e que é portadora de valores, e que nós estamos aqui para os defender”.

 

Em resposta, Plantu socorreu-se da sua arte, reproduzindo em projecção alguns dos desenhos trazidos para a exposição montada no átrio da Fundação, junto do auditório onde decorria a cerimónia, e numa segunda fase improvisando ele próprio, à medida que falava, desenhos espontâneos, que podiam ser vistos pelo mesmo processo. 

As relações entre Portugal, a França e a Europa a que pertencem, ocuparam grande parte desta palestra ilustrada, que manteve permanentes a atenção e o humor da assistência. No final, Plantu distribuíu a vários dos presentes, nomeadamente Eduardo Lourenço, António Guterres, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente da Fundação Gulbenkian, Artur Santos Silva e outros, caricaturas que entretanto fizera deles. 

Um tema a que voltou repetidas vezes, e sempre com o exemplo vivo dos seus trabalhos expostos, foi o da necessidade de tolerância e coexistência pacífica entre as três grandes religiões monoteístas que se sucedem no Médio Oriente e na Europa  - Judaísmo, Cristianismo e Islão -  bem como de pôr termo à espiral de retaliação recíproca que prolonga todas as guerras, de travar a construção de novas fronteiras de exclusão e de acolher os refugiados expulsos das suas casas destruídas, precisamente, pela guerra.

 

Encerrou a cerimónia o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que começou por saudar os vencedores do Prémio Europa Nostra, na Diocese de Santarém e no Parque da Peneda-Gerês, como exemplos de preservação do património cultural e do património natural. Cumprimentou, a seguir, António Guterres, como futuro Secretário-Geral das Nações Unidas, “uma honra e motivo de orgulho para nós, portugueses, e sobretudo uma oportunidade e uma esperança para o mundo”. 

Tendo prescindido do discurso que trouxera, o Presidente da República propôs-se então fazer uma breve reflexão sobre este momento “de triunfo da Europa, da liberdade e da democracia”. 

Definiu o Prémio Helena Vaz da Silva, criado em 2010, como “um prémio prospectivo”, porque, “quando foi criado, nós não esperaríamos aquilo que é hoje a situação vivida na Europa”, que nessa altura olhava para o futuro “numa onda de esperança, de optimismo e de qualidade”. 

“Infelizmente, temos hoje sobre a Europa sombras de divisão, de querelas, de nacionalismos, de xenofobias, de populismos, de fronteiras, de muralhas que tornaram este Prémio visionário, pioneiro e precursor. Ele quis preservar o património cultural da Europa, e nós precisamos de lutar todos os dias por esse património, por essa herança comum, virada para o futuro, embora baseada no passado.” 

Marcelo Rebelo de Sousa evocou depois a figura de Helena Vaz da Silva, sublinhando precisamente a sua “paixão europeia” e o facto de ter feito “da sua vida, à sua maneira, uma forma de projectar essa paixão pela Europa”  -  em primeiro lugar a Europa francófona (Mounier, Morin), depois alargada aos anglo-saxónicos, depois a projecção da Europa no mundo… 

Considerou, por estes motivos, muito feliz a escolha do júri deste ano, de Eduardo Lourenço, “um intelectual excepcional”, interrogando-se sobre o que é ser-se português e europeu, “visto o português a partir da Europa e a Europa a partir de Portugal, e os dois em conjunto, umas vezes parecendo estrangeirado, outras vezes parecendo um português que se projecta na Europa e no mundo, figura do Universo mas, sobretudo, um grande defensor dos ideais europeus”. 

Elogiou depois a arte de Jean Plantureux, lembrando que “as nossas gerações, de muitos que aqui estão, foram marcadas por Plantu”, porque “Portugal, antes da democracia, vivia a política olhando para França; recebia de França, nos anos 60 e 70, até à revolução de 74, as últimas notícias, os últimos desenhos, as últimas edições”, para uns o Le Monde, para outros o Nouvel Obs, mas com o Le Monde a simbolizar, de certo modo, “a liberdade, a democracia e a Europa que se queria atingir”. E Plantu aparecia lá “como o retrato, simultaneamente crítico, irónico  - mas nunca negativo, mesmo quando muito crítico, como foi bem acentuado -  sempre com um ideal de esperança, sempre com uma janela aberta para o futuro”. 

O Presidente da República recordou que, nesse tempo, “a França era ainda, para nós, o centro da Europa  - éramos francófonos -   mesmo quando, verdadeiramente, a França já não era o centro da Europa; mas isso não importava: para nós era, e Plantu e o Le Monde representavam, à sua maneira, essa Europa a que devíamos chegar”. 

“E, por isso, a nossa intimidade com Plantu é antiga e fiel. (…) Também ele lutou, e luta todos os dias, pela Europa, uma outra Europa, sem barreiras, sem fronteiras, uma Europa da tolerância, do diálogo, da riqueza cultural, da abertura civilizacional, uma Europa da democracia e da liberdade.” 

A terminar, Marcelo Rebelo de Sousa reafirmou, invocando a sua qualidade de Presidente da República Portuguesa, “a nossa fé na Europa, (...)  mesmo quando estamos críticos em relação à Europa que existe, à intolerância dessa Europa perante migrações e refugiados, à sua incompreensão em relação a vizinhos, e muitas vezes vizinhos próximos, à sua incapacidade de se recriar e se renovar, e de corresponder à esperança que esteve na sua génese.” (…)

____________________________

 

A entrega do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural e do Prémio Europa Nostra 2016 a dois projectos portugueses de reabilitação e desenvolvimento sustentável decorreu no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, tendo como mestre de cerimónias Sneska Quaedvlieg-Mihailovic, Secretária-Geral da Europa Nostra, que é representada em Portugal pelo Centro Nacional de Cultura.

 

A sessão foi inaugurada por Artur Santos Silva, Presidente da Fundação Gulbenkian, que falou das intervenções da instituição no estudo, preservação e restauro do património de origem e influência portuguesa no mundo e ao próprio Parque Gulbenkian, classificado em 2011 como monumento nacional.

Saudou, depois, Jean Plantureux e Eduardo Lourenço como “duas grandes personalidades da Europa” e, em especial, o segundo como “o maior pensador português do nosso tempo, a quem devemos uma profunda reflexão sobre a nosssa identidade, o nosso labirinto e a afirmação de Portugal no mundo”. Descreveu as suas qualidades humanas e de investigador e ensaísta, afirmando que “o convívio com Eduardo Lourenço é uma permanente descoberta  - raro sentido de humor, sagacidade que sempre nos surpreende, impressionante lucidez, coragem intelectual. (…) Sempre a olhar Portugal de fora para dentro, que é de onde se vê tudo - como ele próprio se justifica.”

Falou ainda, na introdução, a Presidente do Centro Nacional de Cultura, Maria Calado, que recordou Helena Vaz da Silva e o seu lema da “afirmação da cultura como instrumento para a felicidade, como uma arma para o civismo, como uma via para o entendimento dos povos”.

Por impedimento da presença do titular, foi lida pelo Secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado, uma mensagem do Ministro Luís Filipe Castro Mendes.

 

Os projectos contemplados com os Prémios Europa Nostra 2016, de reabilitação da Catedral e Museu Diocesano de Santarém, e de desenvolvimento sustentável numa área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, foram apresentados, respectivamente, pela conservadora Eva Raquel Neves e pela gestora de projectos Rita Ferreiro.

 

A cerimónia de atribuição do 4º Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural foi introduzida por Dinis de Abreu, Presidente do Clube Português de Imprensa, que fez um breve enquadramento histórico desta realização, e cuja intervenção se encontra noutro local deste site

Seguiram-se então os discursos de louvor dos dois galardoados e a sessão de entrega dos prémios, conforme fica descrito acima.

 

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Quando a realidade mediática se constrói sobre a realidade genuína Ver galeria

A abundância de informação disponível na Internet, hoje acessível a metade da Humanidade e quase sem custos, não significa sempre conhecimento verdadeiro, antes pelo contrário. “Nunca o panorama foi tão desolador: desinformação, manipulação e notícias falsas movem-se à vontade por todo o tipo de suportes. Pode dizer-se que está a ser criada uma realidade mediática que se sobrepõe à verdadeira, ocultando-a.” A reflexão é de Miguel Ormaetxea, editor de Media-tics, que aponta outro problema, trazido pelos próprios media, que se repetem e imitam uns aos outros, ocupando com os mesmos temas todas as capas dos jornais do dia e todas as entradas dos noticiários de rádio ou televisão.

“Como pensam os editores cobrar por conteúdos e instalar paywalls para o acesso a informações que basicamente quase todos têm? Estão alguns meios de comunicação a cavar a sua própria sepultura?” - pergunta.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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