Sábado, 18 de Janeiro, 2020

História breve do Clube

O Clube Português de Imprensa (CPI) foi fundado em 1980, congregando jornalistas e gestores de empresas de media.

Na primeira acta da Assembleia Geral fundadora do Clube, datada de 17 de Dezembro, consta a lista dos primeiros corpos sociais eleitos.

Dois jornalistas prestigiados à época, Norberto Lopes e Raul Rego, aceitariam presidir, respectivamente, à Assembleia Geral e ao Conselho Fiscal. 

A lista dos corpos sociais incluiria ainda os nomes de Vítor Direito, Pacheco de Andrade, Freitas Cruz, José Manuel Barroso (Assembleia Geral);  Francisco da Costa Reis, José Eduardo Moniz, Helena Marques e Mário Mesquita (Conselho Fiscal);  Dinis de Abreu, Carlos Barbosa, Nuno Rocha, Marcelo Rebelo de Sousa e Diogo Pires Aurélio (Conselho Directivo).

O projecto dos Estatutos, pelos quais o CPI ainda hoje se rege, foi de Marcelo Rebelo de Sousa.

Entre as primeiras iniciativas, deliberadas nessa Assembleia fundadora, figuravam três debates, cujos temas centrais abrangiam as relações da Imprensa e o Poder, a gestão das empresas jornalísticas, o ensino de jornalismo e a carteira profissional dos jornalistas.

Eram ainda instituídos três Prémios de Jornalismo: Reportagem, Fotojornalismo e “Cacha”. Outros se seguiriam mais tarde, formando  um conjunto de incentivos, onde o CPI foi pioneiro, na valorização do jornalismo e dos jornalistas.

Nessa acta consagra-se, também, que o jornalista Francisco Pinto Balsemão seria considerado sócio-fundador, “logo que cesse as suas funções governativas”, por ter sido “um dos principais animadores do projecto”.

O impulso original  para o lançamento do CPI coube a Carlos Barbosa e a Dinis de Abreu, logo secundados por Marcelo Rebelo de Sousa e Francisco Pinto Balsemão.

À distância de 35 anos, a História do Clube tem etapas inesquecíveis, designadamente  a atribuição do Diploma pelo qual foi reconhecido como Pessoa Colectiva de Utilidade Pública, conforme despacho publicado no Diário da República  de 18 de Abril de 1989, assinado pelo então Primeiro Ministro,  Aníbal Cavaco Silva.

Connosco
Novas ferramentas para gerir os "media online" Ver galeria

O Instituto Internacional de Imprensa (IPI) divulgou uma nova ferramenta para moderadores online dos media lidarem com situações de abuso que ocorrem nas redes sociais. 

As ferramentas e estratégias para gerir os debates no Facebook e no Twitter fazem parte da plataforma do IPI Newsrooms Ontheline, que reúne várias sugestões sobre como combater o assédio online contra jornalistas.

O objectivo é explicar de que forma os moderadores podem gerir as redes sociais e como devem aplicar essas ferramentas, bem como as opções disponíveis pelas próprias plataformas das redes, de forma a conseguirem dar resposta ao abuso online e às ameaças contra os media e jornalistas individuais.
As medidas definidas são o resultado de várias entrevistas com peritos em audiências dos principais media da Europa. Devido à constante evolução, estas estratégias estão sujeitas a revisão e actualização constantes.

A maioria dos peritos, consultados pela IPI, salienta que existem várias ferramentas que podem ser utilizadas para a moderação de mensagens abusivas no Twitter, entre as quais o muting e o bloqueio. 

Em relação ao Facebook, os moderadores podem apagar os comentários, esconder comentários com conteúdo abusivo, banir um utilizador das páginas do medium, remover o utilizador de uma página, desactivar os comentários, bloquear determinadas palavras ou, ainda, reportar uma página ou um post.

Crise gera em Espanha modelos jornalísticos inovadores Ver galeria

A indústria do jornalismo em Espanha está em crise há mais de uma década. O colapso do crescimento económico afectou todas as áreas. Os fabricantes reduziram orçamentos de publicidade, o desemprego reduziu o poder de compra das famílias, que, por sua vez,  diminuíram as suas despesas, incluindo as dos meios de comunicação social.
O autor analisa os novos modelos de projetos que procuram responder aos desafios informativos actuais,  com apostas diferentes dos convencionais, baseados na verificação informativa, no uso dos mecanismos de transparência, na contextualização informativa, no jornalismo de dados ou na visualização.

Os meios de comunicação social também reduziram as suas despesas, entre 2005 e 2008, pelo menos 12 200 empregos foram suprimidos, segundo dados do Relatório da Profissão Jornalística de 2015. E em 2018, o investimento em publicidade ainda era 30% inferior ao de 2008.

O Clube

Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao  balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo,  no contexto de um período extremamente exigente  para os novos e velhos  “media”.

O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido  ser um imperativo partilhá-la, no essencial,  com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto,  recém-chegados. 


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Opinião
Apoiar a comunicação social
Francisco Sarsfield Cabral
O Presidente da República voltou a falar na necessidade de o Estado tomar medidas de apoio à comunicação social. Marcelo Rebelo de Sousa discursava na apresentação de um programa do “Público” para dar a estudantes universitários acesso gratuito a assinaturas daquele jornal, com o apoio de entidades privadas que pagam metade dos custos envolvidos. O Presidente entende, e bem, que o Estado tem responsabilidades neste campo e...
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