null, 16 de Dezembro, 2018

Eventos

O Clube Português de Imprensa tem desenvolvido diversos eventos dos quais destacamos, os ciclos de jantares – debate, uma iniciativa conjunta realizada pelo Centro Nacional de Cultura, pelo Grémio Literário e pelo Clube Português de Imprensa. O prémio Helena Vaz da Silva é outra das actividades que o Clube Português de Imprensa desenvolve, em parceria com o centro Nacional de Cultura.

Jantares-debate

Os ciclos de jantares – debate são uma iniciativa conjunta do Clube Português de Imprensa, Centro Nacional de Cultura e Grémio Literário, organizados desde 2011 e subordinados a diferentes temas, com o contributo de algumas das mais destacadas personalidades da vida portuguesa.
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Prémio Europeu Helena Vaz da Silva

O Prémio Helena Vaz da Silva será atribuído anualmente a um cidadão europeu que, ao longo da sua carreira, se tenha distinguido pela sua actividade de divulgação, defesa e promoção do Património Cultural Europeu
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Connosco
Jornalismo cobre e explora a violência sem cuidar da sua explicação Ver galeria

Em situações de grandes protestos públicos, a reportagem que descreve o confronto físico entre manifestantes e forças policiais não pode, nem deve, ocultá-lo  - mas a fixação nas imagens de violência é uma tentação redutora. “Cobrindo protestos, aqui ou alhures, manifestações europeias, tupiniquins ou árabes, o jornalismo parece focar na violência. Sempre.” A reflexão é da jornalista Juliana Rosas, doutoranda na Universidade Federal de Santa Catarina e pesquisadora do ObjEthos:

“Seja uma notícia sobre um buraco na rua ou em grandes manifestações, o jornalismo (o mainstream brasileiro e internacional, com algumas excepções) parece cobrir somente o resultado da acção, no máximo a acção em si.” (...)

“Onde foi parar o entendimento de que o jornalismo deve prover explicações? Que deve dar o contexto? Fornecer informação de qualidade? Se manifestações de rua são semelhantes, onde está a novidade em dizer que manifestantes franceses entram em confronto com a polícia? Entraram por quê? Como? Quais as consequências?”

O texto, publicado originalmente no ObjEthos  - Observatório da Ética Jornalística, é aqui reproduzido do Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.
Repórter de origem sudanesa fala (e pratica) jornalismo de alto risco Ver galeria

A jornalista sudanesa Nima Elbagir, já detentora de vários grandes prémios pelas suas reportagens de guerra e em zonas de grande risco, voltou a ser famosa há um ano, quando filmou uma venda de escravos (migrantes sub-saarianos) perto de Tripoli, na Líbia. Falou deste e de outros episódios em Paris, no contexto de uma jornada de debates sobre as mulheres africanas, organizada por Le Monde Afrique.

Sobre o sangue-frio com que realizou o documentário, afirma:

“No momento, pensei como jornalista. Não queria que as minhas emoções tomassem a dianteira. Não era eu que estava a ser vendida. Eu tinha um avião nessa mesma tarde, para voltar para casa.”

A verdade é que, se fosse descoberta, teria perdido o voo e, provavelmente, a vida. Nascida em Khartoum, exilada aos três anos, educada na London School of Economics, tornou-se correspondente internacional para a CNN em Londres e desde há uma década que acumula prémios pela coragem e sentido de humanidade dos seus trabalhos.