Sábado, 18 de Janeiro, 2020

  

Novas ferramentas para gerir os "media online"

Colectânea Galeria

O Instituto Internacional de Imprensa (IPI) divulgou uma nova ferramenta para moderadores online dos media lidarem com situações de abuso que ocorrem nas redes sociais. 

As ferramentas e estratégias para gerir os debates no Facebook e no Twitter fazem parte da plataforma do IPI Newsrooms Ontheline, que reúne várias sugestões sobre como combater o assédio online contra jornalistas.

O objectivo é explicar de que forma os moderadores podem gerir as redes sociais e como devem aplicar essas ferramentas, bem como as opções disponíveis pelas próprias plataformas das redes, de forma a conseguirem dar resposta ao abuso online e às ameaças contra os media e jornalistas individuais.
As medidas definidas são o resultado de várias entrevistas com peritos em audiências dos principais media da Europa. Devido à constante evolução, estas estratégias estão sujeitas a revisão e actualização constantes.

A maioria dos peritos, consultados pela IPI, salienta que existem várias ferramentas que podem ser utilizadas para a moderação de mensagens abusivas no Twitter, entre as quais o muting e o bloqueio. 

Em relação ao Facebook, os moderadores podem apagar os comentários, esconder comentários com conteúdo abusivo, banir um utilizador das páginas do medium, remover o utilizador de uma página, desactivar os comentários, bloquear determinadas palavras ou, ainda, reportar uma página ou um post.

Crise gera em Espanha modelos jornalísticos inovadores

Colectânea Galeria

A indústria do jornalismo em Espanha está em crise há mais de uma década. O colapso do crescimento económico afectou todas as áreas. Os fabricantes reduziram orçamentos de publicidade, o desemprego reduziu o poder de compra das famílias, que, por sua vez,  diminuíram as suas despesas, incluindo as dos meios de comunicação social.
O autor analisa os novos modelos de projetos que procuram responder aos desafios informativos actuais,  com apostas diferentes dos convencionais, baseados na verificação informativa, no uso dos mecanismos de transparência, na contextualização informativa, no jornalismo de dados ou na visualização.

Os meios de comunicação social também reduziram as suas despesas, entre 2005 e 2008, pelo menos 12 200 empregos foram suprimidos, segundo dados do Relatório da Profissão Jornalística de 2015. E em 2018, o investimento em publicidade ainda era 30% inferior ao de 2008.

Perspectivas do jornalismo de investigação e os seus entraves ...

Media Galeria

Os jornalistas de investigação podem estar a viver alguns dos maiores desafios de sempre, perante regimes autoritários que despontam um pouco por todo o mundo e líderes políticos propensos manipularem os “media” para controlar a sociedade.

Além disso, a imprensa atravessa, também, uma crise de sustentabilidade, o que põe em risco a sobrevivência de muitos “media e o emprego de numerosos repórteres.

A GIJN, Global Investigative Journalism Network, inquiriu junto de alguns proeminentes  jornalistas de investigação sobre quais eram as suas expectativas para 2020, tendo em conta todas os entraves à liberdade de expressão.

Para a maioria dos jornalistas entrevistados é indispensável que haja colaboração entre os diferentes “media”. Jennifer LaFleur afirma, mesmo, que a colaboração foi o elemento-chave para concretizar algumas das investigações mais coesas dos últimos anos. 


Atentado no Chile contra jornal conservador

Media Galeria

Os ataques contra a imprensa chilena continuam. A 13 de janeiro, um grupo de homens encapuçados invadiu a sede do jornal  “El Mercurio” , danificou vários departamentos, roubou equipamentos da redacção e ateou fogo em partes do edifício.

Durante o atentado, cerca de 20 colaboradores tiveram que se proteger e tentar apagar os fogos, segundo relatos da imprensa. O ataque durou cerca de 15 minutos.

O director do jornal, Carlos Rodríguez, acredita que o atentado foi planeado e os jornalistas teme que seja a linha editorial cobnservadora que estará na origem da violência. Com quase 193 anos, “El Mercurio” é o jornal mais antigo e um dos mais importantes do Chile. O diário assume uma linha política de direita tradicional.


Novo modelo de receitas dos jornais passa pelas assinaturas

Media Galeria

Um estudo realizado pelo Reuters Institute, prevê que, em 2020, as assinaturas dos leitores sejam a principal fonte de lucro dos jornais e que os “podcasts” constituirão a principal aposta para atrair público.

Jornais espanhóis como o “El Mundo” já começaram a cobrar por conteúdo “premium” e o jornal “El País” vai aplicar o modelo no início deste ano. Este último já começou a pedir aos leitores que leiam, gratuitamente, artigos de opinião ou reportagens especiais, para os preparar para a mudança. 

As opções de pagamento estão em plena evolução e vão estender-se a outros espaços como Hong Kong e Argentina. Esta nova aposta replica aquilo que já foi feito nos Estados Unidos e no Norte da Europa, que se concentram, incansavelmente, em manter os leitores  felizes e começam a registar um aumento dos lucros do negócio. É, porém, pouco provável que o pagamento dos leitores funcione para todos, exigindo um compromisso duradouro.


Jornalistas despedidos

Breves

A FAPE - Federação de Associações de Jornalistas de Espanha -,  lamenta os despedimentos colectivos efectuados nas redacções dos jornais “Las Provincias” e “Informacion”, que afectaram dezenas de jornalistas, tanto em Valência como em Alicante, respectivamente. A FAPE está solidária com todos os lesados e alerta para a crise que continua a afectar o sector. 


Protestos no Líbano visam também jornalistas

Media Galeria

Os jornalistas libaneses que cobrem os protestos civis em Beirute estão a ser alvo de violência física e verbal. As manifestações começaram, em Outubro do ano passado, contra o lento crescimento económico e contra a alegada corrupção política. 

Os jornalistas são rotulados como “facciosos” - tanto por manifestantes como pela polícia - e estão a ser pressionados a deixar os postos de trabalho, devido a divergências sobre a cobertura mediática.

O Líbano ficou conhecido por ser um dos poucos países do Médio Oriente que favorecia a liberdade de expressão, mas o trabalho dos repórteres está a ser posto em causa, agora que os profissionais são também molestados nos confrontos entre a polícia e os manifestantes.  Os “media” que, alegadamente, apoiam os protestos são aqueles que mais repercussões sofrem, como é o caso da MTV. 


Jornalistas sobem ao palco para contar as suas histórias ...

Mundo Galeria

Os jornais deixaram de estar devidamente enraizados no seu lugar, os jornalistas não interagem com a comunidade e as comunidades de leitores estão a desintegrar-se. Uma nova tendência mediática está, contudo, a aproximar, novamente, os jornalistas das audiências. 

A imprensa de alguns países - como a Finlândia, Espanha e França -, está a começar a apostar num formato de "notícias ao vivo", onde os jornalistas estão, literalmente, em cima do palco e conversam com o público sobre as suas histórias, reportagens e vivências, o que está a ajudar o jornalismo a combater a crise de credibilidade. 

O público está pronto a conhecer a pesquisa preliminar dos jornalistas, que se mostram dispostos a partilhar os desenvolvimentos das suas histórias. Ouvir os jornalistas em “carne e osso” humaniza tanto as histórias quanto os escritores e levanta o véu sobre as práticas da redacção. Os participantes dos eventos ficam satisfeitos por terem a oportunidade de fazer perguntas, participar numa discussão e potencialmente influenciar a estratégia editorial.

Em Helsínquia, por exemplo, a “performance” do principal jornal diário está, habitualmente, esgotada. Em Madrid, o "Diário Vivo" oferece "uma noite única em que os jornalistas contam histórias verdadeiras, íntimas e universais pela primeira vez". O público compromete-se a não gravar o evento e, na Finlândia, reúne-se com os jornalistas para "tomar um copo", depois de saírem de cena.


1  2  3  4  5  6  7  8  9  ... »
PESQUISA AVANÇADA
PESQUISAR POR DATA
PESQUISAR POR CATEGORIA
PESQUISAR POR PALAVRA-CHAVE

O Clube

Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao  balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo,  no contexto de um período extremamente exigente  para os novos e velhos  “media”.

O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido  ser um imperativo partilhá-la, no essencial,  com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto,  recém-chegados. 


ver mais >
Opinião
Apoiar a comunicação social
Francisco Sarsfield Cabral
O Presidente da República voltou a falar na necessidade de o Estado tomar medidas de apoio à comunicação social. Marcelo Rebelo de Sousa discursava na apresentação de um programa do “Público” para dar a estudantes universitários acesso gratuito a assinaturas daquele jornal, com o apoio de entidades privadas que pagam metade dos custos envolvidos. O Presidente entende, e bem, que o Estado tem responsabilidades neste campo e...
A “tabloidizacão” dos media portugueses parece imparável, com as televisões na dianteira, privadas e pública, sejam os canais generalistas ou temáticos. A obsessão pelos “casos” que puxem ao drama, ao pasmo ou à lágrima, tomou conta dos telejornais e da Imprensa. A frenética disputa das audiências nas TVs e a queda continuada das vendas nos jornais são, normalmente, apontadas...
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...