null, 26 de Maio, 2019

  

“Le Monde” lança nova aplicação

Breves
Le Monde vai disponibilizar uma nova aplicação de entretenimento e de cultura geral. O novo serviço para smartphonetablet e computador, é baseado nos seus arquivos, que têm masi de 75 anos. O Mémorable, permitirá aos leitores aprofundar conhecimentos e estimular a memória. “A nossa ambição é a de ter serviços cada vez mais inovadores e que respondam aos interesse de um novo publico”, refere Jérôme Fenogli, o director do Le Monde, que espera desta forma fazer crescer o seu número de assinaturas digitais.

Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens

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Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

"Objectiva Europa"

Breves

Nuno Pinto Fernandes, fotojornalista freelancer e professor de fotojornalismo, é o vencedor do 1º concurso de fotografia “Objetiva Europa”, uma organização do Sindicato dos Jornalistas, em colaboração com o Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal. O objectivo deste prémio é sublinhar os valores da União Europeia, em ano de Eleições. O júri considerou que a foto vencedora – “O fim da linha em Calais” – representa um grito de socorro ao que de melhor a Europa pode oferecer: os valores do humanismo e da solidariedade. O prémio será entregue no dia 5 de Junho, às 12h00, na sede do Sindicato dos Jornalistas, em Lisboa.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve"

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O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Para Francisco George Portugal está confrontado com "duplo envelhecimento na base e no topo"

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Portugal está confrontado com uma situação demográfica de “duplo envelhecimento, na base e no topo”, que é “motivo de grande preocupação”. Temos uma taxa de natalidade das mais baixas na União Europeia, com pouco mais de oito crianças por cada mil habitantes, e um milhão de portugueses com 75 e mais anos, “dos quais 330 mil têm 85 e mais anos”.

Foi por este lado, da população existente e prevista, que o orador convidado do ciclo "Portugal: que País vai a votos?", o médico Francisco George, especialista em Saúde Pública e actual presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, iniciou a sua palestra, no ciclo promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário.

Este “crescimento negativo”, em que temos, todos os anos, mais óbitos do que nascimentos, contrasta com “a elevada posição que ocupamos, em Saúde materno-infantil, na protecção da mãe e da criança, que é muito superior à que ocupamos na Economia”, num lugar cimeiro “entre os três primeiros países da Europa”.

Quando notícias antigas servem para intoxicação nas redes sociais

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Um dos procedimentos mais vulgares, na intoxicação que se pratica nas redes sociais, é o de reproduzir imagens, ou mesmo texto de notícia, de factos ocorridos há mais tempo, sem indicação de data. O leitor desprevenido pode indignar-se, ou ser enganado, por citações tiradas da "hemeroteca" da Internet como se fossem notícias actuais.

Para contrariar este aproveitamento incorrecto, o diário britânico The Guardian passou a incluir a data das suas notícias em lugar bem visível, quando os conteúdos são reproduzidos pelas redes sociais. A história do exemplo concreto que levou a esta medida é contada em artigo publicado na Columbia Journalism Review.

"Conteúdo patrocinado" não pode ser feito por jornalistas

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A Comissão da Carteira Profissional de Jornalista declara, na sequência de pedidos de informação que lhe foram dirigidos, ter conhecimento da “pressão a que muitos jornalistas, com carteira profissional, estão a ser sujeitos a produzir conteúdos patrocinados na forma de notícias, reportagens, entrevistas e outros géneros jornalísticos”.

Em comunicado intitulado “Recomendação sobre conteúdos patrocinados”, a CCPJ esclarece que o “jornalismo patrocinado” é expressamente proibido pelo Estatuto do Jornalista e que o jornalista que participe na sua concepção ou apresentação incorre  numa contraordenação “punível com coima”, podendo ainda ser objecto de “interdição do exercício da profissão por um período máximo de 12 meses, tendo em conta a sua gravidade e a culpa do agente”.

Lançamento da Rádio Observador aguarda "visto" da ERC

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A Rádio Observador, que estava prometida para a festa do quinto aniversário do referido jornal online, realizada a 22 de Maio, não foi ainda apresentada em funcionamento. Segundo uma pequena notícia na edição do dia seguinte, inserida no contexto da entrevista com o Presidente, “vai começar a emitir em breve e promete complementar o melhor do Observador num novo meio de comunicação”.

O ponto alto da festa foi a presença e intervenção do Presidente da República, que respondeu a perguntas dos leitores premium do jornal, seleccionadas internamente e colocadas a Marcelo Rebelo de Sousa pelo publisher do Observador, José Manuel Fernandes.

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O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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