Terça-feira, 26 de Março, 2019

  

“Apple News+” aposta num pacote digital de revistas

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Foi lançado como primeira novidade, numa longa sessão no Anfiteatro Steve Jobs, a Apple News+, o serviço de assinatura de notícias criado pela empresa já há três anos, mas que inclui, agora, o acesso a 300 revistas e jornais. Segundo Tim Cook, que procedeu à apresentação, trata-se de “priorizar a reputação e o conteúdo”, em relação aos clicks que gera:

“Adoro estar nos quiosques, rodeado por revistas, mas saio de lá e só posso levar uma ou duas. E se pudéssemos levar todas as que queríamos? É exactamente isso que vamos fazer”  - anunciou.

Vão estar disponíveis as referidas três centenas de revistas, cobrindo “uma variedade de temas, da saúde ao automobilismo”, sendo o Apple News+, segundo Roger Rosner, Vice-Presidente de Apps, "o único local onde é possível encontrar todas as revistas num único sítio".

A plataforma “Medium” está a tornar-se um jornal digital

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A plataforma digital Medium, que nasceu em 2012 como um desenvolvimento do Twitter  - aliás por iniciativa de dois dos seus fundadores -  evoluíu e deixou de ser uma espécie de híbrido entre o Twitter e o Blogger, tornando-se um meio de comunicação. “Não é um meio como o entendemos, mas sim um meio contributivo, que pertence a todos e a ninguém. Continua a ser, na essência, um híbrido, mas é capaz de agregar, no mesmo sítio, textos de pessoas completamente desconhecidas com reportagens sérias das marcas mais prestigiadas.”

Curiosamente, tende a destacar estas últimas, talvez porque funciona sob um modelo de “seguidores” e de likes. Um algoritmo e a própria comunidade de leitores “tratam de dar relevo aos melhores conteúdos, condenando os de fraca qualidade a um ostracismo digital que os deixa cair pelo seu próprio peso”.

A informação é do jornalista Miguel Ossorio Vega, em Media-tics.

José Ribeiro e Castro em Abril no jantar-debate do CPI

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Advogado de profissão, político por vocação com um pé na Comunicação Social, José Ribeiro e Castro é o próximo orador–convidado no ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?”, marcado para 16 de Abril, na Sala da Biblioteca do Grémio Literário.

Deputado, eurodeputado, governante , membro da equipa fundadora da TVI com Roberto Carneiro e antigo líder do CDS,  José Ribeiro e Castro começou cedo a respirar a política em casa.

Filho de Fernando Santos e Castro, que presidiu à Camara Municipal de Lisboa e foi o último governador português em Angola, Ribeiro e Castro nasceu em Lisboa  a 24 de Dezembro de 1953. É casado e tem três filhas e um filho.

Risco de nova “ordem mundial de Informação” sob modelo chinês

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No contexto da visita do Presidente Xi Jinping a vários países europeus, para promover as “novas rotas da seda” das ambições económicas e geo-estratégicas da China, importa prestar também atenção à “nova ordem mundial da Informação” contida no projecto geral. Segundo um relatório muito recente dos Repórteres sem Fronteiras, o governo chinês, seguro do controlo que já exerce sobre os media nacionais e a Internet no seu próprio espaço, deseja impor um vocabulário “ideologicamente correcto” também fora de fronteiras.

E procura consegui-lo por uma panóplia de meios, que vão desde a sedução dos media ou jornalistas estrangeiros até várias formas de pressão ou mesmo intimidação.

“Há dez anos punha-se a questão de melhorar a situação na China. Mas, enquanto ONG de defesa da liberdade de Imprensa e dos jornalistas, encontramos cada vez mais dificuldades em ter impacto no país. A questão que se coloca hoje é: de que modo podem as democracias defender-se da influência mediática chinesa?”  - diz Cédric Alviani, presentante dos RSF para a Ásia Oriental.

O jornalismo entre os "apóstolos da certeza" e a "política da dúvida"

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Há uma grande diferença entre um jornalismo “de elite” e aquele que vive dependente do clickbait. Há uma grande diferença, temporal, entre o que se faz hoje e o que se fazia há poucos anos  - tratando-se de tecnologia digital, “o que aconteceu há cinco anos é história”. E há uma grande diferença entre entender o que está a acontecer aos jornalistas e entender o que os jornalistas acham que lhes está a acontecer.

A reflexão inicial é de C.W. Anderson, que se define como um etnógrafo dedicado a estudar o modo como o jornalismo está a mudar com o tempo. Foi co-autor, com Emily Bell e Clay Shirky, do Relatório do Jornalismo Pós-Industrial, em 2012, na Universidade de Columbia. O seu trabalho mais recente é Apóstolos da Certeza: Jornalismo de Dados e a Política da Dúvida, livro em que analisa como a ideia de jornalismo de dados mudou ao longo do tempo.

Cidadão dos EUA, C.W. Anderson é hoje professor na Escola de Jornalismo da Universidade de Leeds, no Reino Unido. A entrevista que aqui citamos foi publicada no Farol Jornalismo, do Medium, e reproduzida no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Google financia projectos digitais em jornais portugueses

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Seis projectos de desenvolvimento de jornalismo digital foram aceites, em Portugal, como destinatários da última ronda de financiamento da Digital News Initiative da Google, que lhes atribui um total de 546 mil euros.

As maiores verbas contemplam dois projectos considerados de média dimensão: 200 mil euros para o Easy2B, do jornal Região de Leiria, descrito como “uma plataforma digital de monetização inteligente e de fácil utilização que combina os interesses dos publisher de media locais e os pequenos negócios locais”;  e perto de 147 mil euros para o Fórum Público, uma plataforma de debate que "inclui conversação online em tempo real entre utilizadores e jornalistas".

Nova revista francesa de reflexão literária e histórica

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Nasceu em França uma nova revista trimestral, de formato grande, 196 páginas preenchidas com textos longos sobre temas sérios. O seu título, Zadig, foi tomado de uma personagem de Voltaire. O primeiro número tem na capa “Reparar a França”, sobre a imagem de uma espécie de passadeira de desenrolar, semelhante a um jardim clássico francês. O título do “número zero” era  - “Onde vais tu, França?”

Fundada por Eric Fottorino, antigo director de Le Monde  - que já em 2014 tinha lançado Le Un, um semanário de formato “impossível de abrir nos transportes colectivos em hora de ponta” -  a nova revista “tem um ar de família com a America (não só pela periodicidade como pela espessura), mas parece-se mais com o irmão mais velho (Le Un) pelo modo de reunir os valores seguros”.

Este primeiro número contém uma entrevista com a historiadora Mona Ozouf, um texto do medievalista Patrick Boucheron e outro da romancista Maykis de Kerangal sobre a sua cidade natal, Le Havre.

25% dos Europeus preferem IA

Breves

O estudo European Tech Inside 2019, elaborado pela IE University, colocou a diversos cidadãos de Espanha, Alemanha, França, Reino Unido, Portugal, Itália, Países Baixos e a Irlanda várias questões sobre as novas tecnologias. Os resultados apontam para que, 25 % dos inquiridos preferiria que a Inteligência Artificial se encarregasse de governar o país, número que aumenta em 33% no caso dos cidadãos do Reino Unido, Alemanha e Países Baixos. No entanto, e apesar destes resultados, 70% dos inquiridos defende medidas politicas para evitar que a robotização destrua postos de trabalho e cerca de 68% preocupa-se que as pessoas acabem por se relacionar mais pela Internet do que pessoalmente.

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O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
A realidade choca. Um trabalho de investigação jornalística, publicado no Expresso,  apurou que Portugal tem 95 políticos a comentar nos media. É algo absolutamente inédito em qualquer parte do mundo, da Europa aos EUA. Nalguma coisa teríamos de ser inovadores, infelizmente, da pior maneira. É um “assalto”, que condiciona a opinião pública e constitui um simulacro de pluralismo, já que  o elenco...
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