null, 16 de Dezembro, 2018

  

Atentado contra jornalista sérvio devido a investigação

Media Galeria

O jornalista sérvio Milan Jovanovic foi alvo de um ataque aparentemente relacionado com a reportagem de investigação que tem estado a fazer sobre um caso de corrupção. Na madrugada de 12 de Dezembro um cocktail Molotov foi lançado pela janela da sua garagem, enquanto desconhecidos disparavam tiros contra a porta de entrada, impedindo assim a família de sair. O casal Jovanovic escapou por uma janela das traseiras e viu arder a casa, sendo conduzido por vizinhos ao hospital, onde o repórter recebeu tratamento de lesões menores.

Milan Jovanovic, repórter ao serviço do jornal digital independente Zig Info, tem publicado artigos sobre um alegado esquema de corrupção no município de Grocka, a 20 quilómetros de Belgrado.

Jornalismo cobre e explora a violência sem cuidar da sua explicação

Fórum Galeria

Em situações de grandes protestos públicos, a reportagem que descreve o confronto físico entre manifestantes e forças policiais não pode, nem deve, ocultá-lo  - mas a fixação nas imagens de violência é uma tentação redutora. “Cobrindo protestos, aqui ou alhures, manifestações europeias, tupiniquins ou árabes, o jornalismo parece focar na violência. Sempre.” A reflexão é da jornalista Juliana Rosas, doutoranda na Universidade Federal de Santa Catarina e pesquisadora do ObjEthos:

“Seja uma notícia sobre um buraco na rua ou em grandes manifestações, o jornalismo (o mainstream brasileiro e internacional, com algumas excepções) parece cobrir somente o resultado da acção, no máximo a acção em si.” (...)

“Onde foi parar o entendimento de que o jornalismo deve prover explicações? Que deve dar o contexto? Fornecer informação de qualidade? Se manifestações de rua são semelhantes, onde está a novidade em dizer que manifestantes franceses entram em confronto com a polícia? Entraram por quê? Como? Quais as consequências?”

O texto, publicado originalmente no ObjEthos  - Observatório da Ética Jornalística, é aqui reproduzido do Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Repórter de origem sudanesa fala (e pratica) jornalismo de alto risco

Mundo Galeria

A jornalista sudanesa Nima Elbagir, já detentora de vários grandes prémios pelas suas reportagens de guerra e em zonas de grande risco, voltou a ser famosa há um ano, quando filmou uma venda de escravos (migrantes sub-saarianos) perto de Tripoli, na Líbia. Falou deste e de outros episódios em Paris, no contexto de uma jornada de debates sobre as mulheres africanas, organizada por Le Monde Afrique.

Sobre o sangue-frio com que realizou o documentário, afirma:

“No momento, pensei como jornalista. Não queria que as minhas emoções tomassem a dianteira. Não era eu que estava a ser vendida. Eu tinha um avião nessa mesma tarde, para voltar para casa.”

A verdade é que, se fosse descoberta, teria perdido o voo e, provavelmente, a vida. Nascida em Khartoum, exilada aos três anos, educada na London School of Economics, tornou-se correspondente internacional para a CNN em Londres e desde há uma década que acumula prémios pela coragem e sentido de humanidade dos seus trabalhos.

“La Voz de Galicia” com “Paywall”

Breves

O diário galego La Voz de Galicia, o quarto jornal generalista mais lido em Espanha, vai activar uma sistema de paywall a partir de Março do próximo ano, segundo refere o site media-tics. A direcção da La Voz de Galicia ainda não definiu como será o sistema de pagamento, mas está neste momento a trabalhar para encontrar a melhor forma para cobrança dos acessos.

Degrada-se situação dos jornalistas espanhóis com mais licenciados no desemprego

Media Galeria

O Relatório Anual da Profissão Jornalística 2018, apresentado na sede da Asociación de la Prensa de Madrid, abre com “uma constatação indiscutível: a de que, mesmo que a situação económica do país tenha começado a endireitar-se, o mesmo não sucedeu com a profissão, que continua a sofrer uma deterioração evidente, tanto em termos de emprego como de níveis salariais, ou do aumento imparável da figura do trabalhador independente  - que na sua maioria declara que se encontra nessa condição porque não pode aspirar a ser contratado de modo estável por uma empresa de comunicação”.

É esta a primeira reflexão de Victoria Prego, presidente da APM, no texto do relatório agora divulgado, acrescentando que, entre estes independentes, “a figura do jornalista que trabalha para várias empresas é cada vez maior e chega, neste ano de 2018, a situar-se nos 50%, o que é mais uma prova de que os preços que se pagam pelas colaborações, à semelhança dos salários, caem em muitas ocasiões abaixo do nível da proletarização deste ofício”  - “atingindo a imensa maioria, para não dizer a totalidade, dos jornalistas jovens”.

Por outro lado, também os que foram despedidos e tentam, com outros companheiros, criar a sua própria pequena empresa, “têm fracassado em percentagens suficientemente relevantes para merecerem destaque neste relatório anual”.

A reportagem completa, com o vídeo da apresentação do relatório, no site da Asociación de la Prensa de Madrid  - com a qual mantemos um acordo de parceria.

Quando os leitores aceitam ser parte do seu jornal

Media Galeria

A ideia de “membrasia” como uma espécie de patamar superior da assinatura de jornais  - um nível de participação e de pertença, cultivado por vários media pioneiros, na Europa como nos EUA, tem feito caminho e deixado exemplos. Está a ser tomada a sério como modelo possível para conter o desgaste trazido pela concorrência dos incontáveis sites da Internet, desenvolvendo comunidades que têm motivos para se identificarem com o que escolhem.

O jornal digital holandês De Correspondent é sempre mencionado como fundador deste modelo, no registo extremo de não ter paywall nem anunciantes. É um dos mencionados no artigo que aqui citamos, de Lívia de Sousa Vieira  - docente de jornalismo e pesquisadora no ObjEthos -  que, no entanto, começa pelos “clássicos” The New York Times, que já vai nos três milhões de assinantes da edição online, e do britânico The Guardian, que tem um milhão e continua em sinal aberto, recolhendo assinaturas e contribuições voluntárias.

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

AIEP elege Mário Centeno Personalidade do Ano...

Media Galeria

O Ministro das Finanças, Mário Centeno, foi escolhido pela Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal como Personalidade do Ano. A AIEP explicou, em comunicado, que “o prémio Personalidade do Ano/Martha de la Cal tem como objectivo distinguir a pessoa ou a instituição que mais contribuiu para promover a imagem do país no estrangeiro durante o ano”.

“Para os correspondentes, Mário Centeno, enquanto Presidente do Eurogrupo, um cargo internacional de relevo, com uma forte projecção internacional, que colocou o nome de Portugal em muitas reportagens na imprensa estrangeira, enquadra-se perfeitamente nos critérios do prémio”  - acrescenta o presidente da AIEP, Levi Fernandes.

Redes sociais destronam jornais como fonte de informação nos EUA

Media Galeria

A fronteira foi passada para o lado das redes sociais. Segundo os dados mais recentes do Pew Research Center, 20% dos leitores dos EUA procuram agora, “regularmente”, informação nas redes sociais, e só 16% nos jornais impressos. Os números estavam equilibrados em 2017 e, no ano anterior, os 20% continuavam do lado dos jornais em papel, com 18% nas redes sociais.

As causas são conhecidas. A Imprensa norte-americana não está de boa saúde, e o fecho sucessivo de diários e semanários locais, nos últimos anos, criou autênticos “desertos mediáticos” em vários territórios. Por seu lado, os grandes jornais reforçaram a sua componente digital, o que também se sente no estudo aqui citado: 33% dos leitores visitam regularmente esses sites, quando eram 28% em 2016.

A televisão continua, com quase metade do universo consultado (49%), a ocupar o primeiro lugar entre os meios de informação nos Estados Unidos. As estações locais são as mais procuradas (37%), à frente das redes por cabo (30%) e dos noticiários das grandes cadeias nacionais (25%).

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O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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Opinião
O Presidente Marcelo é um dos poucos políticos portugueses com legitimidade para colocar a questão dos apoios do estado à produção jornalística porque ele é produtor e produto do sistema mediático.A sua biografia confunde-se com a liberdade de imprensa e a pergunta que Marcelo faz é, para ele, uma questão de consciência presidencial.Dito isto, pergunto:O que diríamos nós se fosse Donald Trump a...
Perante a bem conhecida e infelizmente bem real crise da comunicação social o Presidente da República questionou, há dias, se o Estado não tem a obrigação de intervir. Para Marcelo Rebelo de Sousa há uma "situação de emergência", que já constitui um problema democrático e de regime. A crise está longe de ser apenas portuguesa: é mundial. E tem sobretudo a ver com o facto de cada vez mais...
Há, na ideia de uma comunicação social estatizada ou ajudada pelo governo, uma contradição incontornável: como pode a imprensa depender da entidade que mais se queixa da imprensa? Uma parte da comunicação social portuguesa – televisão, rádio, imprensa escrita — é deficitária, está endividada e admite “problemas de tesouraria”. Mas acima desse, há outro problema, mais grave:...
O jornalismo estará a render-se à subjetividade, rainha e senhora de certas redes sociais. As ‘fake news’ e o futuro dos media foram dos temas mais falados na edição de 2018, da Web Summit. Usadas como arma de arremesso político e de intoxicação, as notícias falsas são uma praga. Invadem o espaço público, distorcem os factos, desviam a atenção, comprometem a reflexão. E pelo caminho...
1.Segundo um estudo da Marktest sobre a utilização que os portugueses fazem das redes sociais 65.9% dos inquiridos referem o Facebook, 16.4% indicam o Instagram, 8.3% oWhatsApp, 4% o Youtube e 5.4% outras redes. O estudo sublinha que esta predominância do Facebook não é transversal a toda a população: “Entre os jovens utilizadores de redes sociais, os resultados de 2018 mostram uma inversão das redes visitadas com mais...