Terça-feira, 7 de Julho, 2020

  

“NYT” suspendeu “metro section”

Breves

O “New York Times” deixou de dedicar espaço, na sua edição impressa, à “metro section”, destinada a notícias regionais.

Em 23 de Março, a equipa editorial inseriu uma nota para os leitores, na qual declarava que, naquele dia, não seria incluído o segmento dedicado à cidade. A secção foi suspensa desde então.

"Não há secção separada sobre Nova Iorque", podia ler-se na nota, já que, aquela edição foi  dedicada, integralmente, aos surtos de coronavírus no Estado.

“No início, fazia muito sentido, as notícias eram todas dedicadas ao Covid", afirmou uma fonte do “New York Post”, que considerou, ainda, que a suspensão do segmento é meramente estratégica.

A secção regional do NYT tem vindo a perder importância desde 2008, quando ficou sem editoria independente.

Ainda assim, eram-lhe destinadas várias páginas e uma equipa de 50 elementos.


Jornalista Ana Leal suspensa demitiu-se da TVI

Media Galeria

A jornalista Ana Leal anunciou, através das redes sociais, a sua saída da TVI, depois de um afastamento de dois meses.

Na publicação, a jornalista agradeceu à equipa que a acompanhou, no seu programa da estação de Queluz, bem como a outros colegas de profissão -- “A todos quero agradecer a fase mais feliz da minha vida enquanto jornalista. Voltaria a fazer tudo da mesma forma, com o orgulho de quem não verga a nenhum tipo de pressão”, escreveu.

Recorde-se que aquela profissional havia sido suspensa, no final de Maio, por ter divulgado, ao conselho de redacção da TVI, os “e-mails” que trocou com a direcção da informação do canal, na sequência da cancelamento do programa de investigação que coordenava. 

À data, a equipa do programa de Ana Leal acusou o director de informação, Sérgio Figueiredo, de censurar reportagens incómodas para o poder político e para as autoridades de saúde. 

Segundo avançou o jornal “i”, o grupo de profissionais relatou, mesmo -- junto do Conselho de Deontologia do Sindicato dos Jornalistas e do Conselho de Redacção da TVI -- as reportagens que foram “travadas” pela direcção de informação. 

A maioria relacionava-se com a covid-19, mas foi, ainda, descrita uma investigação que envolvia o actual Governo angolano.


Jornalismo no Brasil está numa encruzilhada com pandemia

Media Galeria

A cobertura jornalística da pandemia, no Brasil, está a chegar a uma encruzilhada, já que se começa a testemunhar uma profunda alteração na relação entre os jornalistas e os cidadãos, afirmou Carlos Castilho num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria.

De acordo com Castilho, na actual fase do combate ao covid-19, a preocupação com a forma de noticiar dados, factos e eventos sobre a pandemia é crucial para que o público participe da luta contra o vírus. Contudo, de nada adianta divulgar números, se os cidadãos não alterarem a sua atitude perante a evolução do vírus. 

Assim, os jornalistas deparam-se com o dilema de continuar a informar, imparcialmente, ou de se juntarem a uma “corrente de activismo”, que promove causas sem renegar os elementos que definem uma notícia, como a exactidão, relevância, pertinência, confiabilidade e transparência. 

Até porque, sem estes dados, a notícia não é confiável e pode induzir os leitores a tomar decisões de risco.

Segundo o autor, a opção pelo activismo decorre de uma ampla diversificação na ecologia informativa, provocada pela digitalização e pela internet. Com a massificação de notícias, o mais importante passou a ser a contextualização.


Jornalista moçambicano desaparece em Cabo Delgado

Mundo Galeria

O desaparecimento do jornalista moçambicano Ibraimo Mbaruco, na província de Cabo Delgado, tem preocupado algumas organizações de direitos humanos.

Uma vez circunstâncias do seu desaparecimento ficaram por apurar, os Repórteres Sem Fronteiras (RSF) pediram, a um grupo de trabalho das Nações Unidas, a realização de uma “investigação independente e imparcial”.

“O silêncio das autoridades sobre este caso tem sido insuportável para a família, e nós estamos determinados a descobrir o que lhe aconteceu”, afirmou o responsável da RSF, Arnaud Froger, acrescentando que “não é a primeira vez que jornalistas são agredidos, atacados ou detidos” naquela província.

Ibraimo Mbaruco, jornalista da Rádio Comunitária de Palma, desapareceu, em 7 de Abril em circunstâncias por apurar.

Segundo o Instituto da Comunicação Social da África Austral (Misa), pouco antes do seu desaparecimento, Ibraimo terá enviado uma SMS a um dos seus colegas de trabalho, informando que estava “cercado por militares”.  O que se passou depois é uma incógnita.


Prémio Fernando de Sousa

Breves

A Representação da Comissão Europeia anunciou a quarta edição do Prémio de Jornalismo Fernando de Sousa.

O galardão é atribuído a jornalistas e a estudantes do ensino superior, de cursos de jornalismo ou comunicação social, que tenham contribuído, de forma notável, para clarificar questões importantes a nível europeu ou que tenham promovido uma melhor comunicação entre as instituições da UE e os cidadãos em Portugal. 

Os trabalhos a concurso devem ter sido publicados ou difundidos, pela primeira vez, entre 1 de janeiro de 2019 e 30 de julho de 2020.

As candidaturas poderão ser apresentadas até ao próximo dia 30.


“Podcasts” à francesa conquistam do mercado

Media Galeria

Nos últimos anos, os “podcasts” têm vindo a tornar-se populares entre os mais jovens, gerando oportunidades de emprego e de inovação.

Contudo, quando este formato arrancou, os criadores de conteúdos tinham dificuldade em encontrar um agregador que lhes fornecesse dados sobre os seus ouvintes.

Foi a pensar nestes profissionais que os engenheiros de som Maxime Piquette e Charles de Potter criaram, em 2018, a plataforma francesa Ausha.

Actualmente, a Ausha aloja cerca de 2.700 “podcasts”, de todas as temáticas, e totaliza três milhões de ouvintes mensais.

A plataforma é, particularmente, apelativa, porque fornece uma boa análise demográfica.  "Os dados são um elemento crucial para os ‘podcasters’. A ideia é dar-lhes uma imagem global, em termos de idade e sexo, por exemplo, para que possam saber com quem estão a falar e criar uma melhor ligação", afirmou Piquette, em entrevista ao “Le Figaro”.


SJ altera regulamento

Breves

O Conselho Deontológico (CD) do Sindicato dos Jornalistas aprovou alterações significativas ao seu Regulamento, que estava em vigor desde 2008.

Além de o adaptar à realidade da comunicação digital e à distância, a nova versão do Regulamento introduz uma série de alterações, que visam dar garantias acrescidas aos queixosos e visados pelas queixas.

A actualização visa, ainda, aumentar a transparência da actuação do CD.

O Regulamento está, agora, disponível para consulta pública na página do Sindicato.


Lei de transparência aprovada no Brasil encontra resistências

Mundo Galeria

Os “fact-checkers” brasileiros uniram-se contra a aprovação da “Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet”.

Segundo aqueles profissionais, esta lei aumenta o poder do Senado perante os “media”, porque lhes permite distinguir, oficialmente, o que é informação do que é “fake news”

O texto estabelece, ainda, que as autoridades podem rastrear mensagens replicadas nas redes sociais.

Em entrevista ao instituto Poynter, Natália Leal, coordenadora da empresa de “fact-checking” Agência Lupa, constatou, ainda, que o documento permite ao Governo definir o que é a verificação de factos, e levantar condicionantes às suas actividades. Até porque, alguma figuras políticas, que apoiaram a aprovação da lei, consideram que o “fact-checking” não é mais do que um posicionamento ideológico.


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O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


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