null, 20 de Outubro, 2019

  

Mudança de algoritmo no “Facebook” afecta imprensa “millennial”

Estudo Galeria

Entre 2006 e 2016, os meios de comunicação, como a imprensa, a rádio e a televisão, perderam público com menos de 35 anos.

A imprensa perdeu 59% dos seus leitores nessa faixa etária.

Segundo o relatório DigitalNewsReport.es, publicado pela Universidade de Navarra, em 2018, os millennials espanhóis consumiam notícias online a partir de três fontes principais: televisão, sites ou aplicações de jornais e redes sociais ou blogs.

O facto de um terço da informação recebida por estes jovens ter origem em redes sociais afecta o circuito de informação.

Ao analisar os seus hábitos de consumo identificaram-se dois fenómenos específicos: que os millennials consomem notícias de forma “acidental”ou indirecta e que partilham mais conteúdos do que publicam.

Devido a essas novas tendências no consumo, surgiram vários medias direccionados para os millennials.

Inicialmente, esses meiosalcançaram milhões de visualizações, mas, em 2016, o Facebook alterou o seu algoritmo e muitas dessas organizações perderam a visibilidade e acabaram por fechar.

O jornalista Francisco Rouco analisou essas alterações, e o seu impacto, num artigo publicado no siteCuadernos de Periodistas”, editado pela APM – Associacion de la Prensa de Madrid, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Comunidade jornalística favorece a rede social “Twitter”

Fórum Galeria

O Twitter é uma plataforma bastante utilizada na comunidade jornalística.

Segundo um estudo do Pew Research Center, 71% dos utilizadores dessa rede usam-na para se manterem a par das notícias, o que faz com que seja a plataforma que atrai as pessoas mais interessadas nesse tipo de conteúdos.

Apesar de parecer uma plataforma com números positivos para a imprensa, os media utilizam-na, maioritariamente, para gerar tráfico nos seus sites, em vez de recorrerem a uma estratégia para comunicar conteúdos próprios e personalizados para essa rede.

O impacto do Twitter no tráfego dos sites é bastante reduzido, representando apenas cerca de 3% do tráfego total.

Mas isso significa que os media devem circunscrever os esforços e os recursos dedicados à plataforma ou devem adaptar a sua comunicação?

Com base no Relatório de Impacto e Conteúdos de imprensa no Twitter durante 2018, Francesc Pujol realizou uma análise centrada na presença dos media espanhóis nessa rede, que procurará esclarecer o impacto da mesma.

O artigo foi publicado no siteCuadernos de Periodistas”, editado pela APM – Associacion de la Prensa de Madrid, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

“LA Times” assina novo acordo colectivo de trabalho

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Após semanas de negociações, com várias sessões, o Los Angeles Times chegou a um acordo colectivo de trabalho provisório, que terá como resultado o aumento dos salários de forma imediata, entre outras medidas.

Segundo o resumo do contrato, o acordo prevê um aumento imediato de 12,5% nas remunerações, com um aumento médio superior de a mil dólares.

O acordo cobrirá quase todos os elementos da redacção, desde os jornalistas aos designers, e garante, também, nova protecção no emprego, licenças parentais, indeminização por despedimento e direitos para jornalistas que queiram escrever livros.

De forma aumentar a pluralidade das redacções, o contrato inclui, ainda, um compromisso de realizar entrevistas a jornalistas de minorias.

A influência dos “briefings” anónimos sobre jornalistas britânicos

Media Galeria

A crescente dependência de briefings anónimos do governo, por parte dos media britânicos, permite que certas narrativas surjam sem que ninguém assuma qualquer responsabilidade.

Rasmus Nielsen, director do Reuters Institute for the Study of Journalism, considera que os jornalistas britânicos estão a ser "tocados como um instrumento", quando publicam peças baseadas em “leaks” do governo e fontes anónimas.

Numa fase em que a confiança nos media e na informação que transmitem tem vindo a decrescer, os jornalistas devem recusar-se a ser manipulados.

As fontes anónimas fazem parte do jornalismo, é certo. Sem as mesmas não teria havido casos como o Watergate ou os Panama Papers. Contudo, é necessário que os jornalistas filtrem a informação que transmitem e a contextualizem.

Num artigo de opinião, publicado no The Guardian, o jornalista Peter Geoghegan debate a forma como Downing Street tem utilizado citações anónimas para definir, regularmente, a agenda de notícias.

Liberdade de imprensa comprometida devido à propriedade dos “media” checos

Media Galeria

A República Checa caiu 27 lugares, em cinco anos, no índice 

da Liberdade de Imprensa elaborado pelos Repórteres Sem Fronteiras, passando do 13º lugar, em 2014, para 40º, em 2019. 

De facto, o primeiro-ministro, Andrej Babiš, era o proprietário – e ainda é o “proprietário fantasma” – de 30% dos meios de comunicação privados no país. 

Por isso, várias associações internacionais de jornalistas e de media, além dos RSF, produziram um relatório que avaliou a situação da comunicação social na República Checa. 

Para esse trabalho foi constituído um grupo que contou com o apoio de jornalistas, editores, directores, professores, políticos e fundadores de media checos, do serviço público e privado.

Apurou-se, com o relatório, que a ligação do primeiro ministro aos media, dos quais é proprietário, é totalmente inadmissível em democracia. 

O relatório destacou, também, a facilidade com que o Parlamento e o Governo exercerem pressão sobre os media públicos, através da eleição de administradores executivos, entre outros recursos.

Ser jornalista no México é tornar-se “correspondente de guerra sem sair da sua terra”

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Marcela Turati foi reconhecida com o Prémio Maria Moors Cabot 2019, atribuído pela Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, pela sua excelência profissional e por promover, com as suas reportagens, um melhor entendimento interamericano.

É fundadora, com outros jornalistas, da rede Periodistas de a Pie e do portal de investigação Quinto Elemento Lab, colectivos que procuram defender a liberdade de expressão e apoiar o exercício do jornalismo em regiões pobres e perigosas.

A jornalista deu uma entrevista ao Knight Center, na qual falou do seu percurso profissional e das dificuldades enfrentadas no México para o exercício da profissão.
Para Turati, ser jornalista no país é um “desafio constante” e uma responsabilidade, equivalente a tornar-se “correspondente de guerra sem sair da sua terra”.

Desde 2008, que cobre casos de vítimas de violência, lidando regularmente com pessoas que têm familiares desaparecidos, testemunhas de massacres, entre outros. Como profissional, procura cobrir a violência a partir de uma abordagem de direitos humanos e o seu objectivo é continuar a contar estas histórias sem as normalizar.

O Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual o CPI tem um acordo de parceria, publicou a entrevista com a jornalista no seu site.

Site venezuelano de investigação independente premiado em Nova Iorque

Media Galeria

O site venezuelano Armando.info foi distinguido com menção honrosa do prémio Cabot 2019, instituído pela Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, em Nova Iorque. 

O projecto surgiu em 2010, devido à necessidade de promover investigações jornalísticas que transcendessem a agenda dos meios tradicionais. 

Quando se aperceberam de que o governo estava a adquirir media para poder censurá-los, o grupo de jornalistas considerou que era o momento de criar um espaço de jornalismo independente.

Actualmente, os fundadores do site encontram-se exilados, depois de terem sido processados por difamação e injúria devido a reportagens que realizaram. Apesar de a equipa estar dividida entre Bogotá e Caracas, continuam as operações e as investigações jornalísticas.

O júri do prémio decidiu, assim, atribuir a menção especial ao projecto, que consideram ser “publicado por um grupo de valentes jornalistas investigativos que operam num dos ambientes mais hostis à imprensa livre". 

Knight Center publicou no seu site a entrevista a Joseph Poliszuk, um dos fundadores do projecto.

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O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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