Quarta-feira, 17 de Agosto, 2022

  

Cofina melhorou a sua “performance” financeira …

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A Cofina registou, no primeiro semestre de 2022, um lucro próximo dos 3,3 milhões de euros, o que traduz um incremento de 67,1% relativamente ao período homólogo de 2021.

De acordo com o Grupo, estas melhorias foram impulsionadas pelas receitas publicitárias, que registaram um crescimento de 22,3%, e que ajudaram a colmatar as quebras de 7,5% no segmento de “publishing”.

“Os resultados da Cofina confirmam o excelente desempenho dos nossos títulos e da nossa aposta na CMTV, num contexto muito desafiante, em particular devido à pressão que a inflação coloca em custos essenciais à nossa actividade, nomeadamente na área de imprensa, com o custo do papel, da eletricidade e dos combustíveis”, comentou Luís Santana, administrador executivo da Cofina.

Neste âmbito, Santana considerou que a cobertura da guerra da Ucrânia ajudou a consolidar a preferência dos portugueses pela CMTV, o que se reflectiu no “reforço” dos “anunciantes”.

Aliás, ao contrário da área de “publishing”, o segmento televisivo teve um crescimento de 19,7%

Feitas as contas, as receitas operacionais totais do Grupo ascenderam aos 37,6 milhões de euros, um crescimento de 5,9% relativamente ao primeiro semestre de 2021. Já do lado dos custos operacionais, que passaram dos 28,9 milhões para perto de 31 milhões de euros, o aumento foi de 7,1%.

Com estes resultados, a Cofina conseguiu uma ligeira melhoria da sua ‘performance’ financeira, fechando o primeiro semestre de 2022 com um EBITDA de 6 milhões e 612 mil euros (+0,3% do que no ano anterior).

Cumpridos os primeiros seis meses do ano, a Cofina conseguiu reduzir a sua dívida nominal líquida, que passou dos 38,1 milhões, para os 31,6 milhões de euros.

… Enquanto a Impresa "marcou passo" e não saiu do vermelho

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No primeiro semestre de 2022, a Impresa teve uma evolução negativa do seu resultado líquido, encerrando o período com prejuízos a rondar os 2,2 milhões de euros.

Em comunicado, o Grupo justificou os resultados com o ataque informático, sofrido logo no arranque do ano, a par da guerra na Ucrânia e do efeito das pressões inflaccionistas sobre o negócio.

Agora, a Impresa espera que António Horta Osório, novo administrador não executivo do Grupo, em substituição de João Castro, ajude a inverter a tendência decrescente.

“O primeiro semestre de 2022 ficou marcado por eventos com um forte impacto negativo direto nos nossos resultados, como a guerra na Ucrânia e o aumento de custos com produção e energia”, justificou Francisco Pedro Balsemão, lembrando, ainda, que, neste período, o Grupo viu a sua actividade “condicionada por um violento e criminoso ataque informático”.

Como tal, o ligeiro incremento nas receitas publicitárias (cerca de 1,3%) foi insuficiente para colmatar as quebras registadas nos outros segmentos do negócio.

Na área de televisão, que representa a maior fatia dos rendimentos do Grupo, as receitas recuaram 3,7%. Já no segmento de “publishing”, a quebra foi de 5,5%, passando dos 11,2 milhões de euros para os 10,6 milhões.

A evolução negativa das contas da Impresa ficou, também, a dever-se a um aumento dos custos operacionais motivado, quer pelo impacto da inflação no preço das matérias-primas, com destaque para os custos do papel, quer pela necessidade de alocação de recursos para a cobertura da guerra na Ucrânia.

No que diz respeito ao endividamento, a Impresa chegou ao final do primeiro semestre de 2022 com uma dívida remunerada líquida de 140,2 milhões de euros, num aumento de 1,6 milhões de euros relativamente ao final do exercício de 2021.

Portugueses ouvem cada vez mais rádio

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A rádio portuguesa registou, no primeiro semestre deste ano, um novo recorde de audiências, com mais de 7,2 milhões de portugueses a contribuírem para os números de consumo.

Este valor representa 84.4% do universo dos residentes no Continente, a partir dos 15 anos, de acordo com o Bareme Rádio da Marktest, que quantifica em 7 milhões e 227 mil pessoas o” reach” semanal de rádio no decurso dos primeiros seis meses de 2022.

Analisando o perfil desta audiência, “os indivíduos dos 35 aos 44 anos são os que possuem maior afinidade com o meio”, sendo que “os valores baixam gradualmente com o subir da idade”.

“As classes sociais também apresentam um comportamento heterogéneo, com os valores a baixar gradualmente de um máximo de 97.9% dos indivíduos da classe alta para um mínimo de 65.6% dos indivíduos da classe baixa”, acrescenta a Marktest, referindo ainda que, na análise entre géneros, o consumo surge mais equilibrado: 89.8% dos homens e 79.6% das mulheres.

No que diz respeito à distribuição geográfica da audiência, “as regiões também apresentam valores mais próximos entre si, sendo no entanto os residentes no Litoral Centro os que apresentam maior ‘reach’ semanal de rádio.

Autoridade da Concorrência “chumba” fusão da TF1 com M6

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A fusão entre a TF1 e a M6 foi considerada “desfavorável” pelo relatório da Autoridade da Concorrência francesa, que considerou que este negócio poderá resultar na criação de um “gigante da televisão”.

Conforme noticiou o “Monde”, o relatório apontou, em particular, para "problemas significativos de concorrência" na publicidade televisiva, apresentando, por outro lado, possíveis soluções para os problemas detectados.

Por sua vez, a TF1 e a M6 afirmaram que a implementação das sugestões da Autoridade da Concorrência faria com que o negócio se tornasse “pouco apelativo” para as partes envolvidas.

Assim, as TF1 e a M6 pediram àquele regulador que reconsiderasse as conclusões do seu relatório, tendo em conta que, com esta fusão, as empresas pretendem tornar-se competição directa de “gigantes do ‘streaming’”, tais como o Netflix.

As duas emissoras serão, entretanto, ouvidas pela Autoridade da Concorrência em Setembro.

As negociações entre a TF1 e a M6, recorde-se, começaram a ser debatidas em Maio de 2021.

Imprensa recupera mas Grupo Lagardère continua no "vermelho"

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O Grupo Lagardère reduziu o seu prejuízo no primeiro semestre de 2020 graças ao aumento de  vendas em estações e aeroportos, mas a empresa, agora sob o controlo da Vivendi , continua cautelosa quanto à rentabilidade de sua divisão editorial.

Conforme apontou o “Figaro”, nos primeiros seis meses do ano, o Grupo registou um prejuízo líquido de 45 milhões de euros, contra - 153 milhões de euros no primeiro semestre de 2021.

Em alguns casos, o volume de negócios subiu. A título de exemplo, a divisão da imprensa que inclui títulos como o “Journal du dimanche”, teve uma evolução positiva.

Contudo, a divisão radiofónica – que inclui a Europe 1, a Virgin e a  RFM – registou uma quebra nas audiências.

Aliás, o crescimento da circulação dos títulos de imprensa não foi suficiente para colmatar a perda de público nas estações de rádio. Assim, ao todo, o volume de negócio da Lagardère diminuiu 1,3%.

Agora, a empresa está preocupada com o crescimento exponencial dos custos de produção, que poderão ter um efeito nefasto na sua  sustentabilidade financeira.

Na sequência da OPA apresentada em Fevereiro, o grupo Vivendi obteve a maioria (57%) do capital da Lagardère. No entanto, esta empresa só pode exercer 23% dos seus direitos de voto até à autorização da aquisição do grupo pela Comissão Europeia. A partir desse momento, terá 48% do peso de decisão.


Facebook poderá mudar estratégia na desinformação

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A empresa responsável pelo Facebook, a Meta, está a considerar a desactivação de medidas relacionadas com o combate à desinformação sobre a pandemia de covid-19. Ou seja, a rede social poderá deixar de apresentar “rótulos de informação falsa”.

De acordo com o “Guardian”, a decisão ainda não é oficial, e terá de ser analisada, primeiro, pelo Conselho de Supervisão da Meta.

No pedido submetido ao Conselho de Supervisão, a Meta referiu que a maior disponibilidade de orientações autorizadas sobre a pandemia reduz a probabilidade de a desinformação relacionada com o tema ser tomada como verdadeira.

No mesmo documento, argumenta-se que o desenvolvimento de vacinas e tratamentos terapêuticos fazem com que a covid-19 seja, agora, menos mortífera.

"A Meta continua empenhada em combater a desinformação e em fornecer notícias fiáveis", disse Nick Clegg, director de relações internacionais da empresa. "Contudo, perante a evolução da pandemia, estamos no momento certo para procurar contributos do Conselho de Supervisão sobre a implementação de novas medidas”.

Recorde-se que o Facebook começou a implementar políticas de “fact-checking” sobre a pandemia no início de 2020, sendo que, no final daquele ano, foram acrescentadas medidas mais concretas para lidar com notícias falsas sobre vacinas.

Porém, com os novos avanços de combate ao vírus, o Facebook está, agora, a procurar aconselhar-se junto do Conselho de Supervisão de forma a alterar as suas políticas.

“Jornal Económico” cria sinergias no espaço lusófono

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O “Jornal Económico” estabeleceu uma parceria com o BM&C News, um canal brasileiro de informação financeira. A partir de agora, estes “media” irão partilhar conteúdos, fazer produções conjuntas e, ainda, organizar eventos comuns.

“Esta parceria surge no âmbito do novo posicionamento do ‘JE’ que tem na lusofonia o seu público-alvo”, apontou Raul Bragança Neto, administrador da Media9Par.

Já Marianne Paim, directora de conteúdo digital da BM&C News, considerou que “a união entre os dois veículos é um marco importante para o universo económico lusófono”.

Além disso, a parceria agora anunciada com o BM&C News, que arrancou como um canal digital e pretende marcar presença na Pay TV, permitirá, segundo as empresas, “fornecer conteúdos de qualidade aos cidadãos, com uma perspectiva conjunta, em português, da actualidade global”.

Recorde-se que, recentemente, o “Jornal Económico” passou a integrar o universo do Grupo Media9Par, subsidiária do Emerald Group para a área da comunicação social.

À época, o director do título, Filipe Alves, referiu que a publicação passaria a assumir-se enquanto uma marca de informação dirigida a todo o espaço lusófono, “com uma oferta de conteúdos cada vez mais multiplataforma”.

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O Clube



Este espaço do Clube Português de Imprensa vai fechar para férias durante o mês de Agosto.
É uma opção adoptada desde o lançamento do site em Novembro de 2016.
Recorde-se que o site se divide em três grandes áreas de conteúdos, com uma coluna de opinião a cargo de jornalistas e investigadores das Ciências de Comunicação, resumos informativos e propostas de reflexão sobre as grandes questões que se colocam hoje na paisagem mediática e à função jornalística.
O site do CPI conta, ainda, com as parcerias do Observatório de Imprensa do Brasil e da Asociacion de la Prensa de Madrid, dos quais publica regularmente trabalhos de análise em diferentes perspectivas, desde a ética profissional aos efeitos das mudanças tecnológicas.
O CPI, associação reconhecida de Utilidade Pública fundada em Dezembro de 1980, integra o Prémio Helena Vaz da Silva, instituído conjuntamente com o CNC-Centro Nacional de Cultura e Europa Nostra, e lançou em 2017 o Prémio de Jornalismo da Lusofonia, em parceria com o Jornal Tribuna de Macau e a Fundação Jorge Álvares.
O Prémio de Jornalismo da Lusofonia, cuja atribuição foi interrompida devido à pandemia, destina-se a jornalistas e à imprensa de língua portuguesa de todo o mundo, "em suporte papel ou digital", de acordo com o regulamento.

Ao concluir mais um ciclo de actividade do Clube e do site em particular, é muito gratificante saber que, apesar dos sobressaltos e das incertezas que afectam os media, o número de frequentadores habituais deste espaço tem vindo sempre a aumentar e a consolidar-se, designadamente, na sua visibilidade internacional, medida pela Google Analytics.

Aos associados, amigos e visitantes deste site o CPI deseja boas férias! E até Setembro.


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