Terça-feira, 21 de Setembro, 2021

  

Murdoch anuncia novo canal de TV no Reino Unido

Media Galeria

O empresário Rupert Murdoch anunciou o lançamento de um canal de televisão no Reino Unido, através da editora News UK, que integra o Grupo News Corp.

De acordo com o “Guardian”, a nova emissora vai chamar-se Talk TV e planeia ser uma concorrente directa da GB News, o canal informativo de linha editorial conservadora, lançado em Junho de 2021,

Além disso, à semelhança da GB News, a Talk TV tenciona atrair audiências através da colaboração com personalidades conhecidas do público, tendo já confirmado a sua primeira “grande contratação”: o jornalista Piers Morgan.

Além de apresentar um programa em “horário nobre” no novo canal britânico, Morgan vai passar a colaborar com outros “media” da News Corp.

Murdoch, que anunciou a colaboração ao lado daquele jornalista, disse estar entusiasmado com a parceria. “Piers é o profissional que todos querem, mas que têm receio de contratar. Trata-se de um apresentador de excelência, de um jornalista talentoso, e de alguém que diz aquilo que todos pensamos e sentimos”.

Apesar de a TalkTV ter afirmado que irá incluir programas de entretenimento e desporto na sua “grelha”, é provável que o seu principal foco venha a ser a actualidade noticiosa e a actividade política, garantiu o “Guardian”.

O novo canal, cujas emissões deverão iniciar-se nos primeiros meses do próximo ano, já confirmou, igualmente, a sua presença no mundo do “streaming”.

 

Oposição angolana questiona critérios dos "media"

Mundo Galeria

A UNITA, principal partido da oposição angolana, criticou o boicote das televisões estatais às suas iniciativas, salientando que esta acção vem “confirmar e oficializar a reiterada censura” e violação das leis e deontologia.

Em causa está um comunicado emitido pelos canais públicos de televisão angolanos, TPA e TV Zimbo, que decidiram deixar de cobrir actividades da UNITA, perante as agressões aos seus jornalistas, numa manifestação convocada por aquele partido.

Em resposta, a UNITA disse que os dois canais públicos “não são, de facto, seus concorrentes” e convida a tutela e os gestores daqueles órgãos “a reflectirem sobre a sua reiterada prática panfletista e exclusivista contra a UNITA e o seu líder”.

Estes posicionamentos, considerou a UNITA, “só vieram confirmar e oficializar a reiterada censura e confissão do desrespeito e da grave violação às leis e à deontologia que demonstram ignorar”.

O partido acrescenta que o seu presidente, Adalberto da Costa Júnior, condenou “as acções dos jovens que impediram as reportagens dos correspondentes das televisões públicas” e assinala que “a legítima defesa dos colaboradores” dos canais “não pode resvalar no argumento de não lhes mandar cobrir futuros eventos organizados pela UNITA”.

O comunicado aborda, ainda, “o perfeito alinhamento do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social com as direções da TV Zimbo e TPA” sobre o incidente ocorrido.

Rádios da Media Capital poderão mudar de mãos

Media Galeria

O Grupo Media Capital confirmou que o Grupo Bauer está interessado em adquirir as cinco rádios da empresa de “media”, designadamente, a Rádio Comercial, M80, Cidade FM, Smooth FM e Vodafone FM.

Esta informação foi divulgada na sequência de um artigo publicado no “Jornal de Negócios”, que noticiava uma negociação entre a Media Capital e uma subsidiária da Bauer, para a transacção das cinco rádios. De acordo com aquela publicação, o negócio poderá ser realizado por 50 milhões de euros.

“Em face das notícias divulgadas na imprensa, o Grupo Media Capital confirma ter recebido uma manifestação de interesse em relação ao seu negócio das rádios, provinda da Bauer, um grande operador de rádio europeu”, avançou a empresa num comunicado enviado à CMVM.

Apesar de confirmar o interesse da Bauer nas rádios do grupo, a Media Capital, que também controla a estação televisiva TVI e a produtora Plural, assegura que “não foram apresentadas quaisquer ofertas vinculativas e é prematuro dizer neste momento que será alcançado algum acordo”.

O Grupo de “media” recordou, ainda, que qualquer operação deste tipo estará sempre dependente da autorização da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

A Rádio Comercial, recorde-se, é a mais ouvida pelos portugueses, de acordo com o Bareme Rádio da Marktest.

Novo IRA a contas com homícidio de jornalista irlandesa

Media Galeria

As autoridades britânicas detiveram quatro homens suspeitos do homicídio da jornalista irlandesa Lyra McKee, em Abril de 2019.

“Estas detenções são o resultado de uma investigação de dois anos sobre o assassinato de Lyra McKee e sobre os acontecimentos que o precederam. A comunidade local colaborou com a Polícia Irlandesa durante todo o processo, pelo que queremos agradecer o apoio”, disse um porta-voz das forças policiais, citado pelo “Guardian”.

McKee, considerada uma das jovens jornalistas mais promissoras da Irlanda do Norte, foi morta durante uma manifestação na localidade de Creggan.

O novo IRA, um grupo de republicanos dissidentes, admitiu ser responsável pelo acto, pedindo desculpa, e afirmando que o ataque era dirigido às forças policiais, e não àquela jornalista.

Entretanto, no segundo aniversário da morte de McKee, a União Nacional de Jornalistas iniciou uma campanha de sensibilização, apelando a testemunhas que revelassem novas informações.

Apesar de todos os esforços, e da controvérsia que se seguiu ao assassinato da jovem profissional, o IRA continua a reinvindicar intimidações e ataques esporádicos.

Nova directora de notícias da BBC gera polémica

Media Galeria

A jornalista Jess Brammar foi nomeada para o cargo de directora-executiva de notícias da BBC, ficando incumbida de supervisionar o funcionamento dos canais informativos daquele operador público.

Citada pelo “site” “Press Gazette”, Brammar disse que “não poderia estar mais feliz” por integrar “uma equipa tão talentosa”; acrescentando estar “ansiosa por começar a desempenhar funções”.

A nomeação desta profissional resultou, contudo, em críticas e receios de alguns colaboradores da BBC, que temem que as “visões de esquerda” da jornalista venham a prejudicar os níveis de confiança do operador público, bem como a já fragilizada relação com o governo de Boris Johnson.

Por outro lado, alguns dos responsáveis pelo sector informativo da BBC garantem que “Brammar” foi nomeada por ser uma “excelente profissional”, com experiência em radiodifusão.

Já o director-geral do operador público britânico, Tim Davie, considerou que as “opiniões políticas'' devem ser deixadas à entrada do edifício.

A BBC também nomeou um novo responsável para as funções de editor-executivo de notícias globais: Paul Danahar.

A directora de informação da BBC, Fran Unsworth, -- que vai abandonar funções já no próximo ano -- , disse estar “radiante” com a indigitação de ambos os profissionais.

“Correio da Manhã” lidera segmento digital

Media Galeria

Com um “reach” multiplataforma de 3 milhões e 285 mil pessoas, o "Correio da Manhã" foi, em Agosto, o “media” português com maior alcance digital, liderando o “ranking” da NetAudience.

Em segundo lugar ficou a TVI, com uma audiência de 3 milhões e 117 mil leitores. O top 3 fica completo com a “Flash” que, em Agosto, teve um “reach” de 3 milhões e 54 mil pessoas alcançadas no digital.

O “Expresso” ocupa, por sua vez, o quarto lugar no “ranking” geral, sendo o segundo entre os títulos de imprensa generalista, com um “reach” multiplataforma de 2,56 milhões de pessoas, enquanto a SIC, igualmente detida pelo Grupo Impresa, encerra o top 5, com 2,45 milhões de pessoas alcançadas pelas suas plataformas digitais.

O “Jornal de Negócios” lidera entre os títulos do segmento económico, com, aproximadamente 1,46 milhões de leitores no último mês, ocupando a 11ª posição do “ranking” geral,.

A liderança do segmento desportivo permanece nas mãos do “Record”, que registou um “reach” multiplataforma a rondar 1,75 milhões de cidadãos, ocupando a nona posição no “ranking” geral.

Já no segmento da rádio, o “site” da RFM demonstrou ser o mais popular.

Novos modelos de apoio nos EUA para jornalismo local

Media Galeria

O Congresso norte-americano está, de momento, a avaliar o Local Journalism Sustainability Act que, caso seja promulgado, poderá representar uma ajuda significativa para a viabilidade financeira de muitos projectos mediáticos.

Num artigo publicado no “site” do “Nieman Lab”, a jornalista Sarah Scire começou por explicar que este projecto-lei está dividido em três principais componentes.

A primeira, recordou Scire, sugere a criação de um crédito até 250 dólares para incentivar a subscrição de jornais locais. Contudo, para poderem beneficiar do montante máximo, os cidadãos terão que gastar, no mínimo, 310 dólares em subscrições de publicações comunitárias, ou em doações para empresas jornalísticas sem fins lucrativos.

Este montante, aponta Scire, é muito superior à actual média dos Estados Unidos, onde apenas 20% dos indivíduos pagam para consumir qualquer produto noticioso.

A segunda componente, continuou a autora, consiste na atribuição de um crédito de 5 mil euros a pequenos negócios, para que estas empresas possam investir em publicidade.

Finalmente, a terceira parte do projecto-lei sugere a introdução de benefícios fiscais para jornais comunitários, de forma a facilitar e incentivar a contratação de novos colaboradores.

Privatização do Channel 4 poderá afectar produtores

Media Galeria


Mais de 60 produtoras independentes poderão encerrar a actividade, caso o operador público britânico Channel 4 passe a ser uma emissora privada, de acordo com um relatório publicado pelo governo e citado pelo jornal “The Guardian”.

Conforme recordou o “Guardian”, o estatuto especial do Channel 4 -- enquanto emissora com uma linha editorial independente, que se diferencia, culturalmente, da BBC -- faz com que este canal seja crucial para o funcionamento de centenas de produtoras.

Contudo, em Junho, o secretário da Cultura, Oliver Dowden, anunciou planos para a privatização do operador, garantindo, ainda assim, que o futuro dono do Channel iria continuar a produzir conteúdos sem fins lucrativos e a apoiar a indústria televisiva independente.

“Se avançarmos com o negócio, irei garantir que o Channel 4 continuará a cumprir obrigações públicas”, afirmou Dowden durante a sua intervenção na Cambridge Media Convention. “Se o Channel 4 quer continuar a crescer, precisamos de investimento. Caso contrário, não terá a capacidade de competir com os gigantes do ‘streaming’”

No entanto, informa o “Guardian”, de forma a gerar receitas, o governo terá que “aligeirar” as regras impostas ao Channel 4, permitindo, por exemplo, que o novo proprietário possa produzir os seus próprios conteúdos, sem recorrer a empresas independentes.

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O Clube


Recomeçamos. A pausa de agosto foi um tempo de análise e de reflexão sobre as delicadas circunstâncias que rodeiam e condicionam os media portugueses e as associações representativas do sector.
Enquanto as redacções encolhem e os jornais lutam pela sobrevivência, as grandes plataformas digitais tornam-se omnipresentes e absorvem a melhor publicidade.
Um estudo da ERC revela que dois terços dos inquiridos utiliza a internet, mas que, depois das televisões, as redes sociais aparecem já como fonte noticiosa preferencial, suplantando os jornais impressos.


A dificuldade da imprensa, com tiragens minguadas, influenciou a principal distribuidora de jornais e revistas no sentido de lançar uma taxa diária a cobrar aos quiosques e outros postos de venda.
Por agora, a cobrança está suspensa, no seguimento de uma providência cautelar aceite pelo tribunal, mas nada garante que o desfecho não venha a penalizar mais ainda a circulação da Imprensa.
A fragilidade das empresas de media agravou a sua dependência, e tornou-as gradualmente mais permeáveis aos desígnios do poder político.
Seja no audiovisual, seja nas publicações impressas, observa-se uma crescente uniformidade noticiosa, a par de uma actuação comprometida com as prioridades da agenda do Executivo.
Neste contexto, as associações do sector não têm a vida facilitada, quer pelo enfraquecimento do mecenato, quer pela apatia já antiga que se nota nos jornalistas no tocante ao associativismo.
Com 40 anos feitos de actividade ininterrupta, o Clube Português de Imprensa tem neste site uma forma de ligação privilegiada com associados e outros profissionais do sector, bem como com os estudantes dos cursos de jornalismo, apoiado em parcerias que são preciosas fontes complementares de informação e de análise.
Por aqui continuamos, com a consciência do desafio e do risco envolventes, e com a noção de partilha e de serviço que nos anima desde o início.


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Opinião
O impacto da pandemia no universo mediático está longe de encontrar-se esgotado, apesar das promessas de “libertação” da sociedade, ensaiadas por vários governos, entre os quais o português, em doses apreciáveis.O jornalismo tornou-se mais fechado, confirmando uma tendência que não é nova de os jornalistas recorrerem à Internet e às redes sociais como fonte predominante de informação.Os...
O que une radicais de direita e de esquerda
Francisco Sarsfield Cabral
Contra o que frequentemente se julga, um radical de direita não está a uma distância de 180 graus de um radical de esquerda. Ambos partilham um desprezo pela democracia liberal, que consideram um regime político “mole”, sem “espinha dorsal”. Não aceitam que quem pense de maneira diferente da nossa não seja um inimigo a abater.  No passado dia 1 a Eslovénia sucedeu a Portugal na presidência semestral da UE....
Uma das coisas que mais me intriga e cansa no jornalismo que se faz atualmente em Portugal é a ausência de sentido crítico, a incapacidade de arriscar e de fazer diferente. Estão todos a correr para dar as mesmas notícias e fazer as mesmas perguntas. E, quando conseguem o objetivo, ficam com a sensação de dever cumprido.Vem isto a propósito da não notícia que ocupa lugar diário nos títulos da imprensa, dos...
Venham mais 40!...
Carlos Barbosa
No Brasil, começou esta aventura, com o Dinis de Abreu!! Foi há 40 anos, estava ele no Diário de Noticias e eu no Correio Manhã, quando resolvemos, com mais uma bela equipa de jornalistas, fundar o Clube Português de Imprensa. Completamente independente e sem qualquer cor politica, o Clube cedo se desenvolveu com reuniões ,almoços, palestras, etc. Tivemos o privilégio de ter os maiores nomes da sociedade civil e política portuguesa...
A perda da memória é um dos problemas do nosso jornalismo. E os 40 anos do Clube Português de Imprensa (CPI) reforçam essa ideia quando revejo a lista dos fundadores e encontro os nomes de Norberto Lopes e Raul Rego, dois daqueles a quem chamávamos mestres, à cabeça de uma lista de grandes carreiras na profissão. São os percursores de uma plêiade de figuras que enriqueceram a profissão, muitas deles premiados pelo Clube...