Sábado, 16 de Novembro, 2019

  

RSF lança livro-álbum de homenagem a Jean-Paul Goude

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"Jean-Paul Goude:100 Imagens de para a Liberdade de Imprensa" é o título do novo livro editado pela Repórteres sem Fronteiras (RSF), uma publicação que nos aproxima do trabalho de "um artista multifacetado e único", segundo um comunicado à imprensa citado pela APM, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Com a publicação do álbum dedicado à longa carreira de Goude, a RSF presta homenagem a "um dos criadores mais influentes do nosso tempo".

 O álbum cobre meio século de carreira do artista, que com "seu estilo gráfico e narrativa única marcou fortemente a nossa imaginação e a nossa visão".

Está à venda desde 6 de Novembro em numerosas livrarias em Espanha e noutros países europeus. O livro inclui, ainda, uma reportagem sobre a confiança nos media.

"WAN-IFRA" atribuí prémios a "media" latino-americanos

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A Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA) atribuiu vários galardões durante a Conferência Digital Media LATAM Awards 2019, que decorreu, recentemente, no Rio de Janeiro.

Os prémios distinguiram várias empresas de media e entidades afiliadas no sector de notícias, da Argentina, Brasil, Peru e Colômbia, que adoptaram estratégias de media digital e móvel para dar resposta às alterações de consumo de notícias.

O jornal La Nación da Argentina foi o meio de comunicação que venceu em mais categorias, incluindo o Prémio do Júri para o Melhor Projecto de Jornalismo Digital com "Los cuadernos de las coimas" – que detalha a alegada corrupção do governo.

“Google Doc” como suporte para jornalistas

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Quando se pretende falar sobre temas difíceis, o anonimato é sempre a forma mais fácil.

É por esse motivo que o anónimo Google Doc tem sido utilizado por jornalistas para denunciar situações desconfortáveis.

Primeiro, houve o documento, que circulou em 2017 e, que acabou por transformar-se numa longa lista de “supostos” indivíduos que assediavam jornalistas.

Actualmente, existe um outro documento a circular, no qual os jornalistas estão a ser encorajados a partilharem os pormenores das suas remunerações (A CJR não verificou, contudo, nenhuma das informações independentemente).

Apesar de poder parecer que os vencimentos seriam um tema mais simples e menos controverso do que apontar abusadores sexuais, a verdade é que o tema sempre foi “delicado” no sector dos media.

Isto deve-se ao facto de a divulgação dos ordenados poder reflectir problemas incómodos e desconfortáveis, como uma distinção salarial entre géneros ou outro tipo de discriminação. Ou mesmo porque poderá reforçar o quão baixos são os salários do sector, para a maioria, em quase todo mundo.

Roula Khalaf, primeira directora do “Financial Times”

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O jornal britânico Financial Times vai ser liderado por uma mulher pela primeira vez nos seus 130 anos de história.

Em comunicado, o jornal indicou que Roula Khalaf, “número dois” da redacção desde 2016, sucede a Lionel Barber, que deixa o cargo que ocupou durante 14 anos.

Barber confirmou que cessa funções no início de 2020 através da rede social Twitter.

Nascida e criada em Beirute, no Líbano, e educada nos Estados Unidos na Syracuse University e na Columbia University, Khalaf chefiou a secção de actualidade internacional do jornal, foi editora estrangeira, editora adjunta, liderou uma rede de mais de cem correspondentes e trabalhou no Médio Oriente durante a “Primavera Árabe”.

Antes de entrar para o Financial Times, escreveu para a revista Forbes.

 “É uma grande honra ser nomeada directora do FT, a melhor organização de notícias do mundo”, afirmou a jornalista.

Novas fusões da imprensa regional do Reino Unido

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O proprietário do Daily Mirror poderá vir a adquirir a JPI Media, que possui títulos com o objectivo de criar um grupo de jornais do Reino Unido.

O Newsquest, o segundo maior grupo de jornais regionais do Reino Unido, que publica 200 títulos, é um dos principais interessados em fechar o acordo para adquirir a vasta carteira de jornais regionais da JPI.

O Reach, que possui títulos nacionais e regionais, incluindo o Mirror, o Daily Express e o Manchester Evening News, é o único interessado a admitir, publicamente, que está em conversações com a JPI.

O JPI, anteriormente conhecido por Johnston Press, entrou em colapso no ano passado e reapareceu com a nova denominação.

O Reach era apontado como primeira escolha para dar seguimento ao processo depois de ter apresentado uma proposta de cerca de 50 milhões de libras. Porém, o Newsquest foi o preferido depois de ter apresentado uma oferta mais substancial.

Edifício do Jornal de Notícias convertido hotel de luxo

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O antigo edifício do Jornal de Notícias, no Porto, dará lugar a um hotel de luxo, que se designará "Hotel Jornal".

A designação tem o objectivo de homenagear à história do edifício, construído de raíz para albergar o JN.

O acordo para a construção do hotel, que terá 213 quartos, representará um investimento na ordem dos 35 a 40 milhões de euros, segundo Kevin Ho cuja empresa, KNJ, detém 30% da Global Media. 

O edifício do JN data dos anos 60, tem 17 pisos e uma área total de 3044,15m2. De acordo com a revista Sábado, o edifício terá custado nove milhões e quinhentos mil euros ao Grupo macaense Authentic Empathy.

Devido à transação do edifício, a redacção do jornal vai mudar-se para a Rua Latino Coelho, também no Porto.

“Euronews” revela manipulação dos “media” húngaros

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Uma reportagem realizada pela Euronews e Mérték Media Monitor revela a falta de diversidade e a manipulação dos media na Hungria.

Na campanha para as eleições autárquicas na Hungria, no mês de Outubro, vários órgãos de comunicação utilizaram as mesmas palavras para criticar os candidatos da oposição ao Fidesz, o partido no governo, liderado pelo primeiro-ministro Viktor Orbán, exactamente da mesma maneira em diferentes plataformas.

Actualmente, a diversidade dos media na Hungria parece inexistente, uma vez que 80% são de domínio estatal ou são pró-governo, como por exemplo a Fundação Kesma, que detém o monopólio no sector da rádio e da imprensa, com mais de 500 meios de comunicação.

A análise realizada a cinco plataformas favoráveis ao governo, entre as quais jornais privados e o site da televisão estatal, identificou 26 artigos com informação semelhante. 

Organização “GEN” suspende actividade

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A Global Editors Network (GEN) – associação mundial de editores-chefes e executivos seniores de notícias – anunciou que cessará suas actividades, nove anos após a sua fundação, por falta de financiamento sustentável.

A GEN tinha sido criada em 2011, como uma ONG independente, com o objectivo de auxiliar os media a lidarem com as alterações devido às tecnologias, facilitar a colaboração, promover a inovação e, ainda, apoiar modelos de negócios sustentáveis.

O financiamento da associação tinha origem em plataformas, fundações e organizações de notícias, bem como a venda de ingressos para o GEN Summit, o principal evento anual da organização.

A GEN tentou manter a sua independência financeira e editorial, através de várias fontes de financiamento, contudo, nos últimos anos tornou-se cada vez mais difícil manter o equilíbrio entre as fontes de financiamento e diversificá-las ainda mais.

Assim, o conselho da GEN concluiu que essas fontes de financiamento não seriam suficientes para manter a organização.
Recorde-se que a GEN Summit, em 2018, decorreu em Lisboa.
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O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
A “tabloidizacão” dos media portugueses parece imparável, com as televisões na dianteira, privadas e pública, sejam os canais generalistas ou temáticos. A obsessão pelos “casos” que puxem ao drama, ao pasmo ou à lágrima, tomou conta dos telejornais e da Imprensa. A frenética disputa das audiências nas TVs e a queda continuada das vendas nos jornais são, normalmente, apontadas...
Ainda a nova legislatura não começou e já surgiu o primeiro caso político em torno da RTP. Infelizmente foi causado pelo comportamento recente da Direcção de Informação da estação em relação a um dos programas dessa área com maior audiência, o “Sexta às 9”, de Sandra Felgueiras, que regularmente apresenta investigações sobre casos da actualidade nacional.   O...
As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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