Sábado, 18 de Janeiro, 2020

  

Atentado no Chile contra jornal conservador

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Os ataques contra a imprensa chilena continuam. A 13 de janeiro, um grupo de homens encapuçados invadiu a sede do jornal  “El Mercurio” , danificou vários departamentos, roubou equipamentos da redacção e ateou fogo em partes do edifício.

Durante o atentado, cerca de 20 colaboradores tiveram que se proteger e tentar apagar os fogos, segundo relatos da imprensa. O ataque durou cerca de 15 minutos.

O director do jornal, Carlos Rodríguez, acredita que o atentado foi planeado e os jornalistas teme que seja a linha editorial cobnservadora que estará na origem da violência. Com quase 193 anos, “El Mercurio” é o jornal mais antigo e um dos mais importantes do Chile. O diário assume uma linha política de direita tradicional.


Protestos no Líbano visam também jornalistas

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Os jornalistas libaneses que cobrem os protestos civis em Beirute estão a ser alvo de violência física e verbal. As manifestações começaram, em Outubro do ano passado, contra o lento crescimento económico e contra a alegada corrupção política. 

Os jornalistas são rotulados como “facciosos” - tanto por manifestantes como pela polícia - e estão a ser pressionados a deixar os postos de trabalho, devido a divergências sobre a cobertura mediática.

O Líbano ficou conhecido por ser um dos poucos países do Médio Oriente que favorecia a liberdade de expressão, mas o trabalho dos repórteres está a ser posto em causa, agora que os profissionais são também molestados nos confrontos entre a polícia e os manifestantes.  Os “media” que, alegadamente, apoiam os protestos são aqueles que mais repercussões sofrem, como é o caso da MTV. 


Turquia entre os países que mais ameaçam os jornalistas

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O governo turco é um dos que mais persegue e prende jornalistas. Para além de correrem o risco de serem detidos, os jornalistas lidam com interferências diárias das forças policiais, que os impedem de cobrir determinados eventos e lhes confiscam o material de reportagem.

As detenções são realizadas, normalmente, na sequência da publicação de trabalhos e aos jornalistas não é apresentada nenhuma razão ou justificação.  Os profissionais são acusados, não poucas vezes, de fazerem propaganda para organizações ilegais ou terroristas. 

O CPJ - Comité Para Protecção dos Jornalistas -, falou com seis jornalistas turcos que relataram as suas experiências e confirmaram que são alvo de constantes intimações e actos violentos. 


Fundo de protecção de vítimas do 11 de Setembro divide jornalistas

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A segurança pessoal esteve no fim da lista de prioridades dos jornalistas que cobriram os acontecimentos durante o ataque do 11 de setembro de 2001. Os repórteres ficaram, no entanto, expostos ao ar contaminado pela combustão de 91 mil litros de combustível de avião e 10 milhões de toneladas de materiais de construção. 

Na sequência do atentado, foi revelado que o local esteve exposto a toxinas cancerígenas. Adicionalmente, quem esteve no local acusou sintomas de rinossinusite crónica, doença de refluxo gastroesofágico, asma, além de cancro.

Em Julho do ano passado, foi criado o Fundo de Indemnização de Vítimas. Esse fundo visa apoiar aqueles que enfrentam problemas de saúde devido a essa exposição.

O advogado Michael Barach representa 55 jornalistas vítimas de doenças relacionadas com o 11 de Setembro. Em entrevista ao CPJ - Comité para a Protecção de Jornalistas -, declarou que estes profissionais têm, porém, alguma relutância em aceitar tratamentos e dinheiro.


“Podcasts”como alternativa para jornalismo desportivo

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Os “podcasts” estão a atrair audiências cada vez maiores. Estes programas abordam uma enorme variedade de temas e podem ser consumidos em qualquer altura e em qualquer lugar, o que os torna particularmente atraentes para uma geração que se encontra em constante movimento.  

Este formato surge como uma alternativa independente aos consagrados programas de debate desportivo e serve de rampa de lançamento para novos profissionais. É fácil de gravar e os custos reduzidos da produção são particularmente aliciantes para os jovens que querem vingar no jornalismo desportivo. 

A plataforma de “podcasts” brasileira Central 3 é um bom exemplo de sucesso. O projecto, que começou com apenas dois programas, produz, actualmente, 25  “podcasts” que se destacam pela variedade de assuntos que abordam. Os programas primam, principalmente, pela inovação da cobertura desportiva, tentando fugir ao formato de debate que, normalmente, se vê em televisão.

“The New York Times” bate recorde de assinaturas

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O “New York Times” atingiu os 5 milhões de assinantes. Este número agrega os assinantes digitais e em papel. Assim, 900 mil pessoas recebem em casa a versão impressa do  “New York Times” e 4,3 milhões de leitores optaram por uma das ofertas do jornal . O director do jornal, Mark Thompson, observa que a publicação “conquistou”  um milhão de assinantes só em 2019. No ano passado, as actividades digitais do título renderam 800 miilhões de dólares.

As palavras cruzadas do “New York Times”, só por si, são pagas por 600 mil pessoas, tornando o produto o quinto mais popular da imprensa paga dos Estados Unidos.


"LeLive" nova plataforma para jovens

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O Grupo Webedia anunciou a criação de uma nova plataforma de "streaming", o “LeLive”, que abraça uma nova geração de talentos, criadores e animadores, seguida pelos mais novos.

Segundo a empresa, o "LeLive" pretende corresponder às expectativas de entretenimento dos jovens entre os 15 e os 35 anos que consomem, predominantemente, conteúdos mediáticos digitais. Para o efeito, a plataforma desenvolveu três pontos-chave: multi-acessibilidade de conteúdo, uma “grelha” de agendamento,  e uma forte dimensão comunitária. 


O jornalismo continua a ser uma profissão perigosa

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A prática do jornalismo continua a ser, em muitas partes do mundo, uma actividade de risco. A Síria é o país mais perigoso para jornalistas, seguida do México, mas existem muitos outros governos que condicionam a liberdade de expressão e que colocam em risco as vidas de quem informa.

O Comité Para a Protecção dos Jornalistas (CPJ) denuncia, em permanência, casos de violência contra repórteres e, em 2019, registou a morte de 25 destes profissionais. A reportagem política foi considerada a mais perigosa.

África é o continente com mais ocorrências e, já este ano, foram lá reportados dois casos de restrição e violência contra a actividade jornalística: uma no Malawi e outra na Serra Leoa. 


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O Clube

Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao  balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo,  no contexto de um período extremamente exigente  para os novos e velhos  “media”.

O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido  ser um imperativo partilhá-la, no essencial,  com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto,  recém-chegados. 


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Opinião
Apoiar a comunicação social
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