Sexta-feira, 21 de Junho, 2019

  

Primeiro telejornal europeu era francês e faz 70 anos

Media Galeria

O primeiro telejornal francês nasceu há quase 70 anos. Chamado então Journal télévisé, teve a sua primeira emissão a 29 de Junho de 1949 e era dirigido a poucas centenas de espectadores na região de Paris. Durava quinze minutos (das 21h. às 21h.15) e era transmitido cinco dias por semana, todos menos a quarta e o domingo.

Segundo Le Monde, que aqui citamos e lhe dedica um artigo de efeméride, era composto por pequenas reportagens filmadas, nomeadamente sobre a Volta à França, que começava no dia seguinte ao dessa primeira transmissão. Foi o suficiente para levantar uma primeira onda de receio sobre as consequências para o jornalismo impresso  - como era todo naquele tempo:

“Segundo alguns, arrisca-se a causar problemas inquietantes para a Imprensa filmada, ou até para a Imprensa, simplesmente.”  O que era designado como a presse filmé eram as “Actualidades” que passavam regularmente nos espectáculos de cinema, antes do filme principal.

SIC lança obrigações

Breves

A SIC vai fazer uma emissão obrigacionista de 30 milhões de euros destinada a investidores de retalho, propondo pagar um juro de 4,5 por cento por títulos de dívida com maturidade a três anos. Ao todo serão emitidas um milhão de obrigações, com valor nominal de 30 euros. A subscrição termina a 4 de Julho. Os investidores terão de comprar um mínimo de 50 obrigações, o que implica um investimento base de 1.500 euros. Segundo a SIC o objectivo desta operação é “diversificar as fontes de financiamento e alargar a maturidade média da dívida” da empresa.
O rosto da operação será a apresentadora Cristina Ferreira.

Dignus nova revista sobre geriatria

Breves

Uma nova revista dedicada à geriatria e gerontologia, vai ser lançada em breve pela Comunicação e Imprensa Especializada (Grupo Publindústria). A Dignus será distribuída em papel e e-mail para os assinantes e empresas da área. A revistadirige-se a “todos os interlocutores na área da geriatria e gerontologia, sejam eles os cuidadores, idosos, pessoal médico, técnicos, psicólogos, instituições e empresas”. A revista terá tem um preço de capa de 9,50 euros.

Jornalismo de investigação "é caro e cria muitos inimigos"

Media Galeria

O jornalista espanhol Javier Chicote, do diário ABC, foi distinguido com o Prémio APM do Melhor Jornalista do Ano em 2018, “pelos seus trabalhos de investigação, tanto no campo da economia como da política ou do desporto”. Entrevistado pela Asociación de la Prensa de Madrid, reconhece que “escolher um jornalista de investigação como Jornalista do Ano é um incentivo a este tipo de jornalismo, uma disciplina que se pratica pouco e na qual os media deviam apostar mais”; o problema é que “é caro, difícil e cria muitos inimigos”.

Apesar de tudo, como afirma, Espanha “é um país onde se pode exercê-lo com alguma tranquilidade”:

“Há muitos casos de jornalistas de investigação no México que investigam sobre o narcotráfico e levam dois tiros. Neste aspecto, temos sorte. Na Rússia, Anna Politkovskaya incomodou Putin com a Chechénia e um dia deram-lhe dois tiros no elevador do prédio onde morava.”

Em Espanha, diz Javier Chicote, este jornalismo traz processos e pressões:

“Já me puseram muitos processos e, felizmente, ganhei-os todos. E há muitas pressões: atacam-nos, dizem mal de nós, e outros media falam de nós. De cada vez que publicamos alguma coisa, arranjamos mais um inimigo. É verdade que é uma grande pressão, mas a prazo compensa muito.”

Jornalismo vive num "buraco negro" no Sahara Ocidental

Mundo Galeria

O território do Sahara Ocidental tornou-se um “autêntico buraco negro informativo”, e o jornalismo “é uma das muitas vítimas deste conflito abandonado pelo foco mediático”, segundo um relatório da secção espanhola dos Repórteres sem Fronteiras, agora divulgado.

“É útil e necessário que em Espanha se fomentem trabalhos como este, porque é uma pequena forma, embora valiosa, de pagarmos parte da nossa imensa dívida “ para com o Sahara Ocidental  - sublinhou Victoria Prego, presidente da APM, na sessão de apresentação do relatório.  A Espanha “nunca encarou de frente o compromisso político, histórico e moral” que tinha para com o povo sahrauí  - afirmou ainda.

Criticou também o controlo “muito abusivo e manipulador” que Marrocos exerce sobre a população, bem como o tratamento dado aos jornalistas, que são “perseguidos, massacrados, desautorizados e silenciados”.

Portugueses ainda confiam nos Media e privilegiam a TV nas notícias

Estudo Galeria

O nível de confiança dos portugueses nos media e no jornalismo, de modo geral, baixou, este ano, quatro pontos percentuais, para 58%, “mas ainda deixa Portugal em segundo lugar entre 38 países”  -  abaixo da Finlândia (com 59%) e acima da Dinamarca (com 57%). E o consumo de informação pelo telemóvel ultrapassou, pela primeira vez, o do computador (com 62% contra 57%), continuando os tablets em declínio nesta função. A televisão continua, no entanto, a ser o meio de comunicação preferido, no nosso País, como fonte de notícias, com 81%, ficando a leitura online em segundo, com 79%.

O nível médio de confiança, em todos os países avaliados, desceu dois pontos, para 42%, e menos de metade dos inquiridos (49%) concordam que confiam sobretudo nos meios que eles próprios usam. Este nível caíu onze pontos, em França, ficando em 24%, “à medida que os media estão sob ataque por causa da sua cobertura do movimento dos ‘coletes amarelos’”. A confiança nas notícias obtidas por pesquisa na Internet (33%), ou pelas redes sociais (23%), mantém-se estável, mas baixa, com os valores referidos.

Na tabela do relatório sobre a preocupação quanto ao que é verdadeiro ou falso nas notícias pela Internet, o Brasil vem em primeiro lugar, com 85%, e Portugal em segundo, com 75%.

São estas algumas das conclusões destacadas do Digital News Report 2019, do Instituto Reuters, agora divulgado. O trabalho assenta num inquérito realizado pela empresa de pesquisa de mercado YouGov, junto de 75 mil consumidores de informação online de 38 países, incluindo, pela primeira vez, a África do Sul.

Apoio das plataformas ao jornalismo não é mecenato inocente

Media Galeria

É verdade que as grandes plataformas tecnológicas têm os seus projectos de apoio ao jornalismo  - mas do que se trata realmente? No caso do Brasil, só o Google “vai despejar milhões de dólares em projetos de fact-checking, fortalecimento de padrões de qualidade, eventos, incubação de novos meios e até educação mediática”, como conta Rogério Christofoletti, docente na Universidade de Santa Catarina e autor de “A crise do jornalismo tem solução?”.

Estas boas notícias foram dadas durante a terceira edição do grande evento da empresa chamado “Google for Brasil”, no dia 6 de Junho, em São Paulo.

Segundo o autor, “gente muito competente e organizações muito reconhecidas  – como Projor, Abraji e ANJ –  são beneficiadas com esses recursos e os seus projectos são muito importantes para o jornalismo e a sociedade, de um modo geral. Não discuto isso, já que os resultados podem ser conferidos em iniciativas como o Comprova e o Credibilidade, por exemplo”.

Mas é mecenato desinteressado? Claro que não:  “Talvez a indústria jornalística nacional não veja Google e Facebook  – que também investe no sector –  como concorrentes, e talvez eles não sejam mesmo. São piores: são predadores.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Google factura à custa dos jornais

Breves

Um estudo independente concluiu que a Google obteve receitas de 4,7 mil milhões de dólares, em 2018, com conteúdos produzidos pela comunicação social. A publicidade que é mostrada em pesquisas de notícias no Google ou nos artigos noticiosos que a empresa apresenta no serviço Google News, é o grande responsável por estas receitas, de acordo com artigo do ECO. Este estudo, noticiado pelo The New York Times, em regime de  acesso pago, foi feito pela News Media Alliance.

1  2  3  4  5  6  7  8  9  ... »
  
PESQUISA AVANÇADA
PESQUISAR POR DATA
PESQUISAR POR CATEGORIA
PESQUISAR POR PALAVRA-CHAVE

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


ver mais >
Opinião
Sejam de direita ou de esquerda, há uma verdadeira inflação de políticos no activo - ou supostamente retirados - ,  “vestidos” de comentadores residentes nas televisões, com farto proveito. Alguns deles acumulam mesmo os “plateaux” com os microfones  da rádio ou as colunas de jornais, demonstrando  uma invejável capacidade de desdobramento. O objectivo comum a todos é, naturalmente,  pastorearem...
Ao longo do último ano os jornais britânicos The Times e The Sunday Times têm desenvolvido esforços consideráveis para conseguir manter os assinantes digitais que foram angariando ao longo do tempo. A renovação das assinaturas digitais é uma das crónicas dores de cabeça que os editores de publicações enfrentam, tanto mais que estudos recentes comprovam que uma sólida base de assinantes e leitores...
“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
Lançar notícias falsas sobre adversários políticos ou outros existe há séculos. Mas a internet deu às mentiras uma capacidade de difusão nunca antes vista.  Divulgar no espaço público notícias falsas (“fake news”) é hoje um problema que, com razão, preocupa muita gente. Mas não se pode considerar que este seja um problema novo. Claro que a internet e as redes sociais proporcionam...