Segunda-feira, 22 de Abril, 2019

  

José Ribeiro e Castro em Abril no jantar-debate do CPI

Jantares-debate Galeria

Advogado de profissão, político por vocação com um pé na Comunicação Social, José Ribeiro e Castro é o próximo orador–convidado no ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?”, marcado para 16 de Abril, na Sala da Biblioteca do Grémio Literário.

Deputado, eurodeputado, governante , membro da equipa fundadora da TVI com Roberto Carneiro e antigo líder do CDS,  José Ribeiro e Castro começou cedo a respirar a política em casa.

Filho de Fernando Santos e Castro, que presidiu à Camara Municipal de Lisboa e foi o último governador português em Angola, Ribeiro e Castro nasceu em Lisboa  a 24 de Dezembro de 1953. É casado e tem três filhas e um filho.

O "WhatsApp" como tribuna de debate e de desinformação...

Media Galeria

Entre todas as redes sociais presentemente em uso, o WhatsApp tornou-se a nova tribuna eleitoral da era digital.
No seu espaço, os utentes-eleitores “tomaram para si o protagonismo das eleições em relação à produção e consumo de conteúdo”:

Tratando-se de uma aplicação que possibilita a criação de comunidades instantâneas, e uma partilha de informação protegida por criptografia, “ainda não é possível medir a velocidade da circulação de conteúdo e/ou sua veracidade, além do grau e poder de influência”  - mas trata-se de “um verdadeiro bombardeio”, sem tempo para verificação das informações em circulação.

É esta a reflexão inicial da jornalista Sony Lacerda num trabalho sobre o modo como, nas eleições presidenciais de 2018, no Brasil, “o WhatsApp foi explorado na expectativa de atingir a maior parcela do eleitorado”.

A autora avalia este desenvolvimento à luz dos dados da Digital in Global Overview, segundo os quais 66% da população brasileira é constituída por utentes activos das redes sociais, sendo o YouTube (95%), o Facebook (90%) e o WhatsApp (89%) as mais procuradas pelos internautas.

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

"Sherpa News" novo agregador de notícias

Media

O acesso às notícias, na era digital, tende a funcionar por via da agregação de conteúdos, à semelhança do que fazem a Netflix, ou o Spotify, nas áreas da música ou da ficção. Os media procuram rentabilizar o que produzem por meio da publicidade, mas, para que isto funcione, “são necessárias grandes bolsas de leitores a visitarem os seus sites, o que causa alguma dependência das redes sociais, como veículos de transporte, e uma baixa da qualidade dos conteúdos a destacar”.

É por aqui que se chega à desinformação, ou, pelo lado dos media responsáveis, à necessidade de “portagens” de acesso restrito [paywalls]. Esta é a “revisão da matéria dada” e conhecida, como reflexão inicial de um texto que dá uma notícia contendo algumas propostas de solução:

Uma empresa espanhola de inteligência artificial, Sherpa, acaba de lançar uma plataforma de agregação de notícias chamada Sherpa News, que anuncia a distribuição de “conteúdos de qualidade procedentes de fontes fiáveis”. A informação é de Miguel Ossorio Vega, em Media-tics.

Fotografia do Ano é da "menina a chorar na fronteira"

Prémio Galeria

A imagem distinguida como a fotografia do ano do World Press Photo 2019 é a de Yanela Sanchez, uma menina das Honduras que chora enquanto a mãe, Sara Sanchez, é revistada pelas autoridades de fronteira numa localidade do Texas, em Junho de 2018. “Crying Girl on the Border”, o título com que se apresentou ao concurso, da autoria do fotógrafo dos EUA John Moore, foi capa da revista Time, numa composição fotográfica com a imagem do Presidente Trump, que foi reproduzida por muitos outros jornais em todo o mundo.

Na cerimónia de entrega dos prémios, realizada a 11 de Abril em Amesterdão, o fotojornalista português Mário Cruz foi distinguido com o terceiro prémio na categoria de Ambiente, pela imagem  - já aqui referida -  de uma criança que recolhe materiais recicláveis estendida sobre um colchão, no rio extremamente poluído Pasig, nas Filipinas.

“Muitas vezes vemos pessoas a fotografar lixo no areal, a questionarem como aquilo foi lá parar, e caímos no erro de nos preocupar com a microescala que nos afecta, mas o que encontramos é o resultado de algo que se encontra completamente descontrolado na outra ponta do planeta”  - explicou Mário Cruz ao Observador.

Governo húngaro lança agência noticiosa de expressão "alternativa"

Media Galeria

Está a nascer de modo discreto, sem fundação oficial, a agência de Imprensa do grupo de Visegrado, o “clube” político que reune a Hungria, a Polónia, a Eslováquia e a República Checa. A V4 Agency, por enquanto reservada aos assinantes, tem sede em Londres, uma redacção de 50 jornalistas, divulga informação em inglês e em húngaro e promete ampliar a sua cobertura e alcance, tornando-se concorrente da France-Presse e da Reuters.

O objectivo é de apresentar “um ponto de vista alternativo sobre a actualidade”, neste caso declaradamente “conservador”, com uma orientação editorial que adopta “as ideias manifestadas por Viktor Orban desde a grande vaga migratória de 2015”.
A informação, que aqui citamos de Le Monde, parte do site húngaro independente Valaszoline.hu, que descreve as ligações ao governo húngaro, bem como o tom da leitura que faz da situação na Europa.

O novo site “evoca sobretudo os temas caros à extrema-direita e ao poder instituído em Budapeste”:

“A imigração é uma guerra de culturas e de civilizações.” “Quarenta ataques diários à facada em Londres.” “República checa: demasiados estrangeiros?”  -  são estes alguns dos títulos das primeiras peças publicadas.

Imprensa generalista francesa pede apoio ao Estado

Media Galeria

A associação que representa os cerca de 300 editores da Imprensa generalista em França redigiu um documento que apela ao apoio do Estado no sentido de garantir a continuidade do sector, “cuja rentabilidade vai afundar-se nos próximos cinco anos”. Dirigido aos ministros da Economia e da Cultura, o texto refere a quebra conjugada das vendas por exemplar e da receita publicitária, calculando uma perda de 300 a 400 milhões de euros até 2023.

Perante estas previsões, a APIG – Alliance de la Presse d’Information Générale propõe um plano em 17 pontos, cujas medidas poderão custar ao Estado francês, se forem aceites, cerca de 169 milhões de euros por ano.
Segundo Le Monde, que aqui citamos, o relatório aponta que, embora a maior parte dos jornais já esteja empenhada na evolução digital, “o suporte em papel continua a representar 80% do seu volume de negócios e cerca de 45% dos seus custos”.

Director da Agência France Press na Argélia foi expulso

Media Galeria

O director do escritório da Agência France Press (AFP) em Argel,  Aymeric Vincenot foi expulso pelas autoridades argelinas, que se negaram a renovar sua credencial para 2019.

Souhaieb Khayati, respresentante do gabinete Repórteres sem Fronteiras, da Africa do Norte, num artigo do L´Éxpress, considera este facto “um sinal inquietante” .

A expulsão acontece num momento em que a Argélia está no meio de um movimento de contestação popular sem precedentes, que levou ao pedido de renúncia do presidente Abdelaziz Buteflika.

Jornalismo em crise afasta candidatos à profissão

Media Galeria

Na presente situação de um jornalismo em crise, com “redacções cada vez mais enxutas, acúmulo de funções, e vagas que, não raras vezes, pagam pouco, mas exigem muito”, a expectativa para os candidatos à carreira é pouco estimulante.

“As descrições são quase as mesmas: vaga para quem gosta de desafios e busca aprendizagem, ou habilidade para trabalhar em ambientes desafiadores sob a pressão de deadlines exigentes. Os mais experientes e os especialistas, que acharam um bom nicho e hoje ganham bem, são os que, em geral, têm estas qualificações, mas raramente topariam trabalhar por salários nada condizentes com sua expertise.”

Mas “há coisas que a academia não ensina; (...) há certas habilidades que dão o tom e separam homens de meninos no jornalismo”.

A reflexão é do jornalista Leonardo Siqueira, no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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