Sexta-feira, 21 de Junho, 2019

  

Criminalizadas em Macau "notícias falsas ou tendenciosas"

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Foi aprovada na generalidade, pela Assembleia Legislativa de Macau, a proposta de Lei de Bases da Protecção Civil, segundo a qual a difusão de “notícias falsas, infundadas ou tendenciosas” é criminalizada em termos que podem levar a penas até três anos de prisão.  A discussão levou três horas, sobretudo pela imprecisão da terminologia usada no polémico Artigo 25º, que foi criticada por associações de advogados e de jornalistas.

O texto, defendido pelo Secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, teve quatro votos contra, do único deputado português na AL, Pereira Coutinho, e de Au Kam San, Ng Kuok Cheong e Sulu Sou.

Segundo o Jornal Tribuna de Macau, “a proposta será agora delegada a uma das comissões permanentes da AL para discussão na especialidade  – uma tarefa a cargo de Ho Iat Seng”.

The Times e a luta por assinantes digitais

Opinião

Ao longo do último ano os jornais britânicos The Times e The Sunday Times têm desenvolvido esforços consideráveis para conseguir manter os assinantes digitais que foram angariando ao longo do tempo.

A renovação das assinaturas digitais é uma das crónicas dores de cabeça que os editores de publicações enfrentam, tanto mais que estudos recentes comprovam que uma sólida base de assinantes e leitores frequentes de edições digitais proporcionaram melhores indicadores em termos de alcance e interacção com a publicidade online, o que constitui uma ajuda preciosa na angariação de anunciantes e na criação de valor para a publicidade.

"NYT" suspende "cartoon" político depois de publicar António

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O diário The New York Times anunciou o fim da publicação de caricaturas políticas na sua edição internacional, alargando assim a esta a prática seguida na edição que sai nos Estados Unidos.
A explicação apresentada é a de que o jornal já reflectia há um ano sobre esta possibilidade, mas Patrick Chappatte, um dos seus caricaturistas mais conhecidos, não hesita em considerar a medida como decorrente da polémica causada pela publicação de um desenho do autor português António, que mostra Donald Trump como um cego conduzido por um “cão-piloto” com a face de Benjamin Netanyahu.

A referida publicação, ocorrida em finais de Abril, foi considerada antissemita dentro e fora dos Estados Unidos, e The New York Times retirou-a com um pedido público de desculpas.

Editores americanos querem partilhar receitas de Google e Facebook

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Várias entidades representativas das empresas dos media foram recebidas pela comissão das leis anti-trust do Congresso dos Estados Unidos, em nova fase da sua reivindicação por uma partilha mais justa das receitas acumuladas pelas grandes plataformas tecnológicas. O objectivo é, neste momento, o de conseguirem uma excepção às regras do direito de concorrência, que lhes permita negociarem colectivamente, perante a Google e o Facebook, sobre essa partilha, a visibilidade dos seus conteúdos e o controlo dos dados de audiência.

O precedente decorre, em parte, da adopção, a 26 de Março, da nova Directiva Europeia sobre Direitos de Autor. “O poder de nogociação das empresas tecnológicas é de tal grandeza que os editores não se encontram em condições de obter acordos justos”  - afirmou, na CNN, Sally Hubbard, do grupo de reflexão anti-trust  Open Markets Institute.

As condições para este passo são agora mais favoráveis porque o senador Democrata David Cicilline, autor do projecto de lei entregue em 2018, é hoje o presidente da referida comissão na Câmara dos Representantes. Uma lei semelhante foi apresentada, a 3 de Junho, no Senado, havendo desta vez apoio de Democratas e Republicanos a ambos os documentos.

Radio France anuncia negociações para despedimentos

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A empresa pública Radio France revelou aos representantes dos trabalhadores um plano estratégico de modernização que vai implicar a extinção de 270 a 390 postos de trabalho. Segundo a directora-geral, Sibyle Veil, torna-se necessário fazer uma economia de 25 milhões de euros sobre a presente massa salarial, e obter mais quatro milhões para poder contratar meia centena de especialistas nos novos suportes digitais  - portanto 29 milhões de euros, no espaço de três anos.

Segundo Le Figaro, que aqui citamos, os sindicatos presentes adoptaram uma linha comum, recusando-se a negociar na base deste documento e pedindo mais tempo para auditar os números apresentados pela direcção. Abordada por Le Monde, Sibyle Veil afirma que, “com a baixa da dotação do Estado, vamos ter um défice de 40 milhões de euros daqui até 2022”.

Grupo Figaro rescinde contrato de 30 a 40 jornalistas

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O Grupo Le Figaro prevê a extinção de três a quatro dezenas de postos de trabalho sobre um total de 450 jornalistas das suas várias redacções, durante o ano de 2019. Esta medida é incluída num plano de aceleração da passagem ao digital, e num momento em que as receitas da publicidade estão em baixa.

Outras economias, tendo em vista alargar a margem de manobra financeira para investir, serão procuradas noutros departamentos do Grupo, por exemplo fechando um serviço dependente da TV Magazine, o suplemento de televisão do Figaro, que fornecia as grelhas de programas à Imprensa diária regional.

O "ecossistema informativo" impõe jornalismo fora das redacções

Media Galeria

Gostemos ou não, a divulgação de notícias já não é unidireccional, do jornalista para o público, “como prevêem os manuais de redacção da maior parte da Imprensa”. Na era digital, o jornalismo não se limita ao que se passa dentro das redacções, mas num “ecossistema informativo” em que os profissionais passaram a ser “apenas um dos protagonistas” no grande fluxo de notícias que circulam dentro da comunidade.

Assim, a preocupação central “deixa de ser a prioridade na busca de inovações técnicas no exercício do jornalismo, para ser a forma como ele se insere” nesses fluxos de informação. É esta a reflexão inicial de um texto de Carlos Castilho, no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

Se esta notícia é boa ou é má, vamos ver  - talvez dependa da atitude de cada um. O autor não põe a questão nestes termos, mas descreve o que se passa à nossa volta quanto a este “novo posicionamento dos profissionais dentro do fluxo de notícias”, e que “é mais perceptível no âmbito local”, dada a proximidade e conhecimento mútuo entre os diversos actores envolvidos.

O jornalismo como escudo da democracia e o papel das universidades

Media Galeria

A crise que afecta o jornalismo não diz respeito apenas aos seus profissionais e empresas. “Se pensarmos que o jornalismo é um escudo da democracia e um meio de fortalecer a cidadania, enfrentar a crise que lhe corrói as bases é uma missão para muitos outros actores.” Passa mesmo a ser uma responsabilidade colectiva, “como a de defender serviços públicos essenciais e extensivos a todos”.

Tratando-se dos media, a primeira reserva em que se esbarra é a do seu eventual controlo, “mas isso não invalida a preocupação com o produto dessas organizações, que é de finalidade pública”: “Sim, porque embora a [entidade editora] seja, muitas vezes, uma propriedade privada, a informação que oferece é de carácter social e público.”

A reflexão é do jornalista e docente de comunicação Rogério Christofoletti, autor da obra “A crise do jornalismo tem solução?”, aqui recentemente apresentada. No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

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O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
Sejam de direita ou de esquerda, há uma verdadeira inflação de políticos no activo - ou supostamente retirados - ,  “vestidos” de comentadores residentes nas televisões, com farto proveito. Alguns deles acumulam mesmo os “plateaux” com os microfones  da rádio ou as colunas de jornais, demonstrando  uma invejável capacidade de desdobramento. O objectivo comum a todos é, naturalmente,  pastorearem...
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“Fake news”, ontem e hoje
Francisco Sarsfield Cabral
Lançar notícias falsas sobre adversários políticos ou outros existe há séculos. Mas a internet deu às mentiras uma capacidade de difusão nunca antes vista.  Divulgar no espaço público notícias falsas (“fake news”) é hoje um problema que, com razão, preocupa muita gente. Mas não se pode considerar que este seja um problema novo. Claro que a internet e as redes sociais proporcionam...