null, 21 de Abril, 2019

  

Jornalismo digital ao alcance de profissionais empreendedores

Media Galeria

Os novos modelos de negócio do jornalismo digital podem ser activados por “jornalistas empreendedores”, que se ocupam simultaneamente da recolha de fundos e do trabalho na redacção e, mesmo assim, “conseguem manter um jornalismo credível, com os mais elevados padrões editoriais, valores que fundamentam o quarto poder numa sociedade democrática, no sentido de responsabilizar o poder”.  Não será pedir muito?...

É esta a reflexão inicial do texto de apresentação do relatório Digital Journalism & New Business Models, agora divulgado pela Federação Europeia de Jornalistas. Assinado por Andreas Bittner, da respectiva Comissão Directiva, o texto segue a pista destes projectos em curso, afirmando que o jornalismo de investigação é a sua “força motriz” e que procuram “proteger de interferências a operação editorial”  - mesmo que, pelo caminho “rompam o muro sagrado entre as fontes editoriais e as de financiamento”.

Quando o algoritmo e a ética provocam um debate vivo nos media

Tecnologias Galeria

A tecnologia é bem-vinda para resolver as nossas limitações na medicina, na saúde, na ciência, nas comunicações e em tantos outros terrenos, mas desde que desempenhe o seu papel de melhorar a vida, e não de a ferir, “servindo para desenvolver sociedades mais inclusivas e sustentáveis”. Mas é verdade que o advento da inteligência artificial trouxe, ao funcionamento dos algoritmos, a possibilidade de “resultados que desrespeitem os valores, as leis e os direitos humanos”.

Temos hoje uma antinomia entre tecnofobia e tecno-utopia, que a reflexão ética deve resolver de modo a encontrar o equilíbrio entre um progresso efectivo, benéfico, e um potencial malefício.

A Humanidade é chamada a lidar com as disrupções causadas pela revolução digital trazendo à inteligência artificial valores humanos e considerações éticas. A reflexão é de Obiora Ike, director executivo da Fundação Globethics.
Recorde-se que a questão da inteligência artificial está a provocar também um vivo debate a nível dos media, onde se conhecem já alguns casos de aproveitamento da robotização.

UE lança guias éticos para Inteligência Artificial

Media Galeria

A Comissão Europeia lançou recentemente um conjunto de guias para ajudar o desenvolvimento e a implementação de sistemas autónomos “de confiança”.

O rascunho inicial do documento foi apresentado em Dezembro do ano passado, e é baseado no trabalho de um grupo independente de 52 especialistas na área, que inclui membros de organizações não-governamentais, académicos e representantes de algumas empresas de tecnologia.

Com a criação dos guias éticos, a Comissão espera que haja vantagem para as empresas de tecnologia europeias, na exportação de sistemas de inteligência artificial para todo o mundo.

Grupo Renascença inova em produção de vídeo

Media Galeria

A emissão em vídeo do grupo Renascença Multimédia vai passar a ser feita com recurso a um sistema de realização automático baseado em inteligência artificial, que entrará em funcionamento nos próximos dias na Renascença, RFM e Mega Hits, de acordo com o site M&P.

O Grupo informou, em nota de imprensa, que “o novo sistema faz realização multi-câmara e utiliza um software apoiado em inteligência artificial, para permitir uma realização totalmente automática, baseada na voz, escolhendo a melhor câmara e o melhor plano em cada momento, em função de quem está a falar, e ajustando-os de forma natural”.

"Streaming" na India

Breves

Um relatório da EY/FICCI Frames sobre os meios de comunicação na India, refere que já são mais de 325 milhões os utilizadores de streaming naquele país. Em 2018 bateu-se o recorde de downloads de apps de entretenimento. O mesmo estudo refere, ainda, que a utilização de smartphones na India avança a grande velocidade, graças a um ambicioso plano que os tronou acessíveis a grande parte da população.

"Fakenews" no Parlamento

Breves

Num estudo entregue na semana passada no Parlamento, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), sugeriu a criação de legislação para sancionar a divulgação de notícias falsas. O regulador sugeriu, também, a criação e divulgação de uma lista de sites ou páginas comprovadamente de fakenews. A ERC assinalou depois a  “necessidade de consolidação do conceito de desinformação” e “a eventual consagração de norma específica que preveja a sua divulgação como conduta reprovável” e voltou a recomendar a criação de um “selo identificativo” a atribuir aos “novos media” para que o público os possa “identificar como uma fonte de conhecimento diferenciada”.

As doze estratégias para melhorar o negócio dos media

Estudo Galeria

A receita proveniente dos leitores e os conteúdos pagos são as duas primeiras estratégias de crescimento referidas, numa lista de doze, pelo Relatório sobre “Inovação nos Media 2019-2020”, agora revelado pela FIPP – International Federation of Periodical Publishers. E a que aparece em terceiro lugar é, curiosamente, a da publicidade, que “não está morta”, mas subiu 7,2% em 2018  - a maior taxa de crescimento desde 2010.

Esta 10ª edição do Innovation in Media 2019-2020 World Report  foi apresentada a meio milhar de responsáveis pelos media de mais de 40 países, durante a Cimeira dos Inovadores Digitais, realizada em Berlim a 25 de Março.

O texto de síntese do documento, no site da FIPP, afirma que são estas “as doze melhores e mais comprovadas estratégias de negócio já usadas para aumentar fontes de receita” e que as actuais empresas de media “precisam de adoptar pelo menos três destes modelos de negócio para terem hipótese de ser bem sucedidas nesta indústria, no séc. XXI”.

Dos "apóstolos da certeza" ao jornalismo de dados

Media Galeria

Há uma grande diferença entre um jornalismo “de elite” e aquele que vive dependente do clickbait. Há uma grande diferença, temporal, entre o que se faz hoje e o que se fazia há poucos anos  - tratando-se de tecnologia digital, “o que aconteceu há cinco anos é história”. E há uma grande diferença entre entender o que está a acontecer aos jornalistas e entender o que os jornalistas acham que lhes está a acontecer.

A reflexão inicial é de C.W. Anderson, que se define como um etnógrafo dedicado a estudar o modo como o jornalismo está a mudar com o tempo. Foi co-autor, com Emily Bell e Clay Shirky, do Relatório do Jornalismo Pós-Industrial, em 2012, na Universidade de Columbia. O seu trabalho mais recente é Apóstolos da Certeza: Jornalismo de Dados e a Política da Dúvida, livro em que analisa como a ideia de jornalismo de dados mudou ao longo do tempo.

Cidadão dos EUA, C.W. Anderson é hoje professor na Escola de Jornalismo da Universidade de Leeds, no Reino Unido. A entrevista que aqui citamos foi publicada no Farol Jornalismo, do Medium, e reproduzida no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

1  2  3  4  5  6  7  8  9  ... »
  
PESQUISA AVANÇADA
PESQUISAR POR DATA
PESQUISAR POR CATEGORIA
PESQUISAR POR PALAVRA-CHAVE

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


ver mais >
Opinião
Assange e o jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
O caso Assange dura há quase sete anos. Agora, com a sua expulsão da embaixada do Equador em Londres e consequente prisão pela polícia britânica, o caso entrou numa nova fase. É possível que Assange venha a ser extraditado para os Estados Unidos (o que ele não quer) ou para a Suécia (o que ele agora prefere, embora tenha recusado essa possibilidade há sete anos).  Também se fala muito da mudança do poder...
Muitos responsáveis pela comunicação e marketing de várias marcas defrontam-se quotidianamente com um dilema: será que ainda vale a pena fazer publicidade em televisão? O investimento ainda compensa? A dúvida é legítima – mas antes de mais nada é preciso definir bem o objectivo e o alvo da campanha. Uma coisa é anunciar para jovens urbanos até aos 25 anos, outra é para responsáveis de compras...
A realidade choca. Um trabalho de investigação jornalística, publicado no Expresso,  apurou que Portugal tem 95 políticos a comentar nos media. É algo absolutamente inédito em qualquer parte do mundo, da Europa aos EUA. Nalguma coisa teríamos de ser inovadores, infelizmente, da pior maneira. É um “assalto”, que condiciona a opinião pública e constitui um simulacro de pluralismo, já que  o elenco...
Augusto Cid, uma obra quase monumental
António Gomes de Almeida
Com o falecimento de Augusto Cid, desaparece um dos mais conhecidos desenhadores de Humor portugueses, com uma obra que pode considerar-se quase monumental. Desenhou milhares de cartoons, fez livros, e até teve a suprema honra de ver parte da sua obra apreendida – depois do 25 de Abril (!) – e tornou-se conhecido, entre outras, por estas duas razões: pelas piadas sibilinas lançadas contra o general Ramalho Eanes, e por fazer parte do combativo grupo das...
Jornalismo a meia-haste
Graça Franco
Atropelados pela ditadura do entretenimento, podemos enquanto “informadores” desde já colocar a bandeira a meia-haste. O jornalismo não está a morrer. Está a cometer suicídio em direto. Temi que algum jornalista se oferecesse para partilhar a cadeia com Armando Vara, só para ver como este se sentia “já lá dentro”. A porta ia-se fechando, em câmara lenta, e o enxame de microfones não largava a presa. O...