Segunda-feira, 22 de Abril, 2019

  

Nova revista francesa de reflexão literária e histórica

Media Galeria

Nasceu em França uma nova revista trimestral, de formato grande, 196 páginas preenchidas com textos longos sobre temas sérios. O seu título, Zadig, foi tomado de uma personagem de Voltaire. O primeiro número tem na capa “Reparar a França”, sobre a imagem de uma espécie de passadeira de desenrolar, semelhante a um jardim clássico francês. O título do “número zero” era  - “Onde vais tu, França?”

Fundada por Eric Fottorino, antigo director de Le Monde  - que já em 2014 tinha lançado Le Un, um semanário de formato “impossível de abrir nos transportes colectivos em hora de ponta” -  a nova revista “tem um ar de família com a America (não só pela periodicidade como pela espessura), mas parece-se mais com o irmão mais velho (Le Un) pelo modo de reunir os valores seguros”.

Este primeiro número contém uma entrevista com a historiadora Mona Ozouf, um texto do medievalista Patrick Boucheron e outro da romancista Maykis de Kerangal sobre a sua cidade natal, Le Havre.

25% dos Europeus preferem IA

Breves

O estudo European Tech Inside 2019, elaborado pela IE University, colocou a diversos cidadãos de Espanha, Alemanha, França, Reino Unido, Portugal, Itália, Países Baixos e a Irlanda várias questões sobre as novas tecnologias. Os resultados apontam para que, 25 % dos inquiridos preferiria que a Inteligência Artificial se encarregasse de governar o país, número que aumenta em 33% no caso dos cidadãos do Reino Unido, Alemanha e Países Baixos. No entanto, e apesar destes resultados, 70% dos inquiridos defende medidas politicas para evitar que a robotização destrua postos de trabalho e cerca de 68% preocupa-se que as pessoas acabem por se relacionar mais pela Internet do que pessoalmente.

Director do "Expresso" afasta-se após perder apoio da redacção

Media Galeria

Pedro Santos Guerreiro deixa de ser o director do Expresso, por decisão tomada entra a administração do Grupo Impresa e o próprio. O director-geral de Informação da Impresa, Ricardo Costa, assume a direcção do Expresso de forma “interina e temporária”.

A notícia vem na sequência do pedido de demissão formulado por Vítor Matos, editor de Política daquele semanário, que contestou o facto de uma recente edição da newsletter  ter aparecido assinada por si, quando  - por esquecimento seu -  tivera de ser redigida por outros elementos da redacção.  

Segundo o Público, que aqui citamos, Pedro Santos Guerreiro disse que “não foi esse episódio que motivou a sua saída”, mas que quis abandonar o cargo porque “deixou de sentir o apoio da redacção”.

O Observador  acrescenta que, segundo fonte oficial da Impresa, os restantes elementos da direcção  - Martim Silva, director-executivo, João Vieira Pereira e Miguel Cadete, diectores-adjuntos, e Marco Grieco, director de arte -  não caem por inerência com o director demitido. "Haverá uma reconfiguração, desde logo com Ricardo Costa como director interino, mas os restantes elementos da equipa deverão permanecer em funções."

AECJ promove debate sobre Media, Populismos e Democracia

Media Galeria

Jornalistas e estudantes de jornalismo vão participar numa jornada de reflexão e debate sobre “Media, Populismos e Democracia”, promovida pela AECJ – Associação de Estudos Comunicação e Jornalismo, a realizar no dia 2 de Abril, na Casa da Imprensa.

Durante a manhã haverá três workshops, sobre Media – concentração, tabloidização e serviço público,  Redes Sociais – fake news e comunidades virtuais,  e Democracia – comunicação mediática e representação política, complementaridades e confrontos.

Estes workshops terão como moderadores e relatores jornalistas profissionais reconhecidos, muitos deles também docentes de Jornalismo.

A partir das 17 horas haverá uma conferência, organizada em painel, com a presença de três convidados especiais: Muniz Sodré, jornalista e sociólogo brasileiro, docente na Universidade Federal do Rio de Janeiro;  Mónica Brito-Vieira, professora de Ciência Política na Universidade de York;  e José Luís Garcia, doutorado em Ciências Sociais e investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Correio da Manhã celebra 40 anos

Breves

O jornal Correio da Manhã celebrou os seus 40 anos esta semana. A ocasião foi assinalada na redacção tendo o director-geral editorial do CM e da CMTV, Octávio Ribeiro, convidado alguns jornalistas fundadores do jornal para estarem no convívio com a redacção actual, como “sinal do respeito que temos pelo passado e pelas raízes profundas e férteis que foram criadas neste projecto e que permitem ao CM, hoje, propagar-se com sucesso a outras plataformas" referiu o Director. Luís Santana, administrador da Cofina, – e ele próprio fundador do jornal – chamou a atenção para a importância das pessoas no projecto Correio da Manhã, agradecendo ainda a todos os  “que passaram pelo jornal ao longo destas quatro décadas”.

Onde os jornalistas revelam uma relação de amor-e-ódio com gravadores

Media Galeria

Há jornalistas que fazem questão de dizer que nunca gravaram uma entrevista. Há os que não dispensam o seu gravador de som. Há os que gravam e “filmam” com o telemóvel, explicando que só o vídeo acrescenta a expressão facial.

Há os que são mesmo opostos ao uso do gravador, e explicam porquê. E há os que decidem em que casos se deve levar um gravador  - cuja simples presença pode alterar a disponibilidade do entrevistado.

Há os que se gabam da sua velocidade de escrita e memória do que foi dito, e há os que consideram os que fazem isto como desleixados ou demasiado confiantes. E, finalmente, há situações em que, até por lei [por exemplo nos EUA], não se pode gravar nem filmar nem fotografar.

Matthew Kassel, um freelancer com obra publicada em The New York Times e The Wall Street Journal, interessou-se por esta questão e reuniu os depoimentos de 18 jornalistas sobre os vários lados da questão.

Reportagens DN nos EUA em livro

Breves

O livro “Pela América do Tio Silva” que reúne um conjunto de reportagens realizadas por cinco jornalistas do DN, em viagem pelos EUA, ao longo de dois anos, estará nas bancas a partir do próximo sábado, 23 de Março. O projecto, resultou de uma parceria com a Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento (FLAD) e tem como objectivo dar a conhecer “histórias dos emigrantes portugueses e luso-descendentes que partiram em busca do sonho americano”. O livro pode ser comprado juntamente com o Diário de Notícias, entre os dias 23 de Março e 30 de Abril, por 9,90 euros.

A 21st Century Fox adquirida de vez pela Walt Disney

Media Galeria

A Walt Disney fechou, finalmente, a compra da 21st Century Fox, por 71,3 mil milhões de dólares (cerca de 61,5 mil milhões de euros). O negócio foi concluído pouco depois da meia-noite de 20 de Março, segundo o horário em Nova Iorque. “A fusão, que prevê uma enorme transformação na indústria do entretenimento, aguardava a aprovação de vários reguladores para se tornar efectiva, depois de accionistas dos dois grupos terem chegado a acordo, em Julho do ano passado.”

Segundo a notícia que citamos, do Jornal de Negócios, “a Disney assumirá o controlo, entre outros, do estúdio de cinema 20th Century Fox, dos canais FX e National Geographic, e ainda 30% do serviço de assinatura Hulu”. O diário The Guardian menciona também a grande estação de televisão indiana Star India.

A Disney promete aos seus accionistas uma poupança de dois mil milhões de dólares até 2021, mas há estimativas de demissões que “poderão afectar quatro mil trabalhadores”. Com esta aquisição, a empresa “absorve 15.400 trabalhadores da 20th Century Fox”.

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Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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